Transformar a nós mesmos e o mundo com as idéias da física quântica.

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Saúde e doença


SAÚDE E DOENÇA

CAUSALIDADE DAS DOENÇAS

PROMOTORES DE SAÚDE

Quando temos a física quântica como norteadora da visão de mundo, como forncedora de novos contextos que alimentam nossos significados, há uma possibilidade de discutirmos a saúde de uma maneira integral. Como abordado no artigo corpos e energias sutis, o homem é um complexo cuja consciência, base de todo o ser, engloba todas as possibilidades, sejam elas as internas: intuições, pensamentos e sentimentos; sejam elas as externas: o corpo físico.

Falar em saúde envolve muito mais do que discorrer sobre ausência de doenças. O que conhecemos sobre o processo de nos manter saudáveis? A medicina convencional, aquela que aprendemos nos bancos acadêmicos baseada no paradigma materialista determinista, enfoca com maestria a doença e a busca incansável pelos mecanismos biológicos e pelo conhecimento da fisiopatologia do processo de adoecer. A crença nesses mecanismo biológicos faz com que os grandes cientistas, pesquisadores da área da saúde, limtem suas pesquisas os impedindo de ver além. Hoje, entender e compreender o movimento desencadeado pelos diversos patógenos causadores do desequilíbrio celular é o que tem norteado o tratamento das doenças com o seu contrário, com o seu “anti-algumacoisa”.

 

Quero deixar claro que sou médico e utilizo esses recursos terapêuticos disponíveis em várias situações específicas e também acredito que houve uma evolução enorme no prognóstico de várias doenças com o conhecimento desses mecanismos biológicos e fisiopatológicos das mesmas, aumentando inclusive a expectativa de vida de todos nós. Porém, acredito também que isso não seja tudo. A medicina convencional não consegue validar a importância dos aspectos internos dos seres humanos na causalidade dos diversos desequilíbrios que levam a manifestação de determinada patologia (doença), pouco conhecendo sobre o que fazer para manter a saúde.

Fatores genéticos, fatores ambientais (vírus e bactérias) e alterações climáticas são as principais causas estudadas pela medicina como fatores desquilibradores da homeostase do organismo. Escrevo este artigo com o intuito de introduzir um conceito integral, uma medicina integral, capaz de transcender o conceito atual e, ao mesmo tempo, incluí-lo nessa abordagem integral. Valorizar as experiências internas e memórias que essas experiências criam bem como validar pela pesquisa científica que os condicionamentos que nos fazem perder as possibilidades de escolhas saudáveis têm origem em memórias passadas. Então, todos esses tópicos: 1 – fatores genéticos; 2 – fatores ambientais (vírus, bactérias e alterações climáticas); 3 – experiências internas e memórias dessas experiências e 4 – memórias passadas que criam os condicionamentos; são capazes de promover o desequilíbrio celular causando o que convencionamos chamar de doença.

Uma definição mais ampla de saúde surge quando se tem por base a primazia da consciência, o novo paradigma fornecido pelos princípios da física quântica. Saúde é quando não apenas o corpo físico funciona adequadamente, mas também quando todos os outros corpos funcionam apropriadamente. Dessa forma poderíamos pensar em níveis de causalidade para as doenças: 1 – Distúrbios do corpo vital (centros vitais e campos morfogenéticos) que guardam um íntimo relacionamento entre os plexos nervosos e o sistema endócrino; 2 – Distúrbios do corpo mental responsável pelo processamento dos contextos e seus significados; 3 – Distúrbios do corpo supramental que é o responsável por fornecer os contextos, as ideias para o significado do corpo mental.

Os distúrbios de um nível mais alto influenciam os níveis mais baixos. Por exemplo: se estamos dando significados errados, a nível do corpo mental, isso refletirá nos sentimentos (aqui entendido como o movimento da energia vital percebido pelos centros vitais) contidos no corpo vital produzindo bloqueios diversos nos centros vitais cuja ação, ou falta dela, será um mau funcionamento a nível do corpo físico. Exemplificando como a medicina integral explica o processo de adoecer: uma pessoa sofre uma desilusão amorosa e como consequência perde todo o entusiasmo pela vida afetiva, perde o auto-amor e a sensibilidade pela vida e determina para si não se permitir experenciar qualquer tipo de relacionamento. Sabe-se que o centro vital do coração (chacra cardíaco) tem ligação glandular com o timo e o sistema linfático. O timo é responsável pela maturação dos linfócitos, células do sistema imunológico, que monitoram constantemente o organismo e conseguem identificar, fagocitar e eliminar as células potencialmente malignas da circulação. Quando há um desequilíbrio na capacidade de estabelecer a homeostase entre o sistema imunológico e a as células malignas, ocasionadas pelos significados equivocados e falhos do contexto do amor no exemplo em questão, ocorre uma proliferação exagerada e sem controle dessas células malignas culminando na neoplasia maligna (cancer).

Pode-se abordar esse caso apenas no nível causal mais inferior e tratar com as ferramentas disponíveis de irradiação, imunosupressão e cirurgia. Porém, podemos complementar, eu disse complementar, buscando as causas em níveis superiores, isto é, na origem do problema. Esse paciente, se deseja realmente a cura, deve urgentemente retomar o contexto do amor (corpo supramental) e reinterpretar suas crenças limitantes, seus filtros ou lentes que dão signficados (corpo mental) proporcionando o desbloqueio energético dos centros vitais (corpo vital) e, como consequência, reestabecimento do equilíbrio a nível celular (corpo físico). Esse é o processo de cura que envolve criatividade interna, transformação pessoal, e é essa transformação que promove a cura e a saúde, nessa nova maneira de entender o que deve ser feito para se manter saudável.

Desenvolver uma prática de vida integral envolvendo todos os corpos da totalidade da consciência proporcionará uma aproximação da proposta da saúde integral. A cardiologia estabelece a necessidade e a importância da prática de atividade física para amenizar a ação dos fatores de risco cardiovasculares como: hipertensão arterial, dislipedemia, obesidade, tabagismo, estresse entre outros. Porém, temos que valorizar a prática para os corpos sutis que envolvem a educação da psiecoafetividade, prática de exercícios relaxantes para o equlíbrio do corpo vital, leituras que alimentam a mente, nutrem o exercício da abordagem integral, conversas edificantes com grupos de estudos para a saúde do corpo mental e, a qualquer tempo, retomarmos os arquétipos que fornecem os contextos para a mente dar os significados. Mudar a visão de mundo, mudar o paradigma, mudar os contextos para ter a oportunidade de criar o novo e, dessa forma, criar soluções diferentes, não apenas com a racionalidade, não apenas com a intelectualidade, mas com a integralidade do ser: sentimentos, pensamentos e valores. A saúde baseia-se na transformação do ser. Saúde não é a ausência de doenças e, sim, a presença da paz.

Abraços fraternos

Milton.