Transformar a nós mesmos e o mundo com as idéias da física quântica.

“Pinga Fogo” quântico (2013)


Diálogos quânticos entre Milton César Ferlin Moura e Paula Baccelli.
O propósito dessa página é estabelecer um diálogo semanal sobre temas diversos envolvendo a física quântica e ciências afins. Cada parágrafo representa uma idéia que se complementam ou não, mas sempre com os princípios da física quântica como pano de fundo.
Espero que gostem!
São nossos convidados a mergulharem nessas idéias transformadoras.
Sintam-se a vontade para comentarem, questionarem, opinarem sobre essas idéias. Estaremos sempre a disposição para qualquer esclarecimento complementar.
Esse “Pinga fogo” quântico promete!!!!!

09/01/2013

Amiga Paula Baccelli,

Estou aqui de novo tentando provocá-la em comentários para extrair mais conhecimentos de seu processamento consciente. Claro que sei que esse processamento consciente que você desenvolve e que eu faço nesse momento, escrevendo essas palavras, são alimentadas por um processamento muito mais poderoso que chama-se: processamento inconsciente. Não é de hoje, e você sabe muito bem disso, que vários estudiosos tentam compreender como essas “forças subterrâneas” coordenam e determinam o comportamento e processamento consciente. Talvez, nós estejamos nesse processo tentando contribuir com os princípios quânticos da hierarquia entrelaçada, não localidade quântica e descontinuidade.

Já discutimos anteriormente o quão importante é a sinceridade e a honestidade no processo de autoconhecimento e “mergulho” nos aspectos reprimidos e esquecidos do processamento consciente. Porém, e é um grande porém, a própria sinceridade e honestidade são aspectos da psique que sofrem autoengano e autosabotagem constantemente. Conseguimos mascarar ou “explicar” racionalmente nossas mazelas em mecanismos complexos de redes neurais que acabam justificando o comportamento a ponto de transgredir determinadas regras sociais e de vivência coletiva apenas para satisfazer esse comportamento. Acredito, sinceramente, que tudo isso tem papel importantíssimo no processo de adoecer e de saúde. A biologia também é coordenada por esse processamento inconsciente que vem sendo desvendado por avanços nos laboratórios de neurociências.

Temos um trabalho a ser feito. Jamais na história da humanidade presenciamos uma gama de informações tão importante como a que presenciamos hoje. Trabalhar com os arquétipos supramental que alimentam o processamento inconsciente para podermos criar uma realidade diferente no processamento consciente. Será que é isso, Paula? Meditação e outras ferramentas disponíveis como o próprio psych-K podem modificar o sistema de crenças inconsciente e alterar o comportamento e biologia. Sabemos que estamos todos interconectados em um campo fundamental. Apenas ainda nem todos nós nos comportamos sob a influência dessa compreensão. Vivemos um momento em que há um aumento da complexidade de todos os sistemas. Estamos observando um choque entre complexidades, seja a nível interno e particular (Individual) e em nível externo (coletivo). Sempre, quando há um desnível entre complexidades, há uma mudança importante nas condições da evolução da consciência. Será que estamos observando esse desnível atualmente? Os estudiosos da complexidade afirmam que sim. Então, como o impacto da minha transformação interna pode ajudar na transformação externa? Preciso ser persistente e manter-me motivado para essa transformação? Com a vez minha amiga Paula Baccelli com suas palavras do processamento consciente coordernadas pelas “forças subterrâneas” do seu processamento inconsciente. (hehe).

Abraços fraternos e Feliz 2013?

Milton

23/01/2013

Querido amigo!

De volta para um dos trabalhos mais prazerosos de realizar: nosso Pinga Fogo Quântico.

Primeiramente quero desejar a você e a todos os leitores um 2013 de muita profundidade na alma, corajosamente mergulhando na Sombra e apropriando-se da Essência.

Sim, para mim, é fato indiscutível que os processos inconscientes de nossa psique têm um papel importantíssimo e hierarquicamente primordial em nossos movimentos de adoecer e ficarmos saudáveis. E a grande “sacada” é trabalhar com os arquétipos que são os formadores do que chamamos psique.

Mas antes de falar mais sobre essas imagens primordiais, quero atentar para um outro fator importante que são os campos morfogenéticos, trabalho desenvolvido pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake. Basicamente, estamos falando de campos de forma e padrões. São eles que ordenam a natureza e organizam os campos de moléculas, cristais e organismos vivos. Cada célula, por exemplo, tem seu campo mórfico. Como são campos informacionais, eles buscam impor padrões, apesar de a realidade básica da natureza ser caótica, ou seja, ela não é determinada rigidamente. Podemos percebê-los como afinidades de grupos, como nas matilhas, nos bandos de pássaros, nos laços afetivos entre os indivíduos, nas linhagens ancestrais, nos grupos de células que formam determinado sistema orgânico. E aqui “afinidade” é uma palavra importante, pois é ela que é responsável pela comunicação.

Esses campos morfogenéticos são originados pelo hábito, pelas crenças que se tornam habituais e, embora variem de estrutura, pois na natureza nada é estático, tendem a manter padrões por milênios, pois se estendem pelo espaço-tempo. Para Sheldrake, são eles que moldam a forma e o comportamento de todos os sistemas do mundo material.

Traduzindo: são campos não materiais que contêm informações quânticas que geram tudo o conhecemos, como os comportamentos, as emoções e a matéria de um modo geral. É como a nuvem do Google, que contém todas as informações que habitualmente são geradas por todos nós que a alimentamos, e quando queremos acessá-la, ela pode nos fornecer muito, mas dentro dos padrões que a formam. Ou seja, quando você cita o Psych – K, a Meditação, trabalhos de mergulho na psique na humana como a Reintegração do Self, uma técnica que desenvolvi para o consultório, e outros que trabalham diretamente com o aprofundamento no universo da alma, que é essencialmente imaterial e fica submetido a um sistema de crenças ou campo morfogenético, estamos afirmando uma possível origem para todas as manifestações e também uma possível cura para aquelas consideradas doentes.

Juntando esse raciocínio com o da física quântica, que afirma que “nós criamos a nossa própria realidade”, “tudo o que há de imaterial e material é criação mental de nossas consciências”, num exercício duplamente individual e coletivo, podemos, se quisermos, modificar nossas “obras de arte”. A questão, é que para isso, necessitaremos de muitas mudanças em nossos hábitos de vida. E isso dá trabalho, e leva tempo, considerando que na expressão material, o tempo é experienciado como finito, ehehe!

Eu acredito que desníveis na complexidade sempre se mantiveram atuantes. Apenas que eles vão, devagar e sempre, formando uma massa crítica que quando fica extensa pode ser percebida, como a sensação que boa parte das pessoas têm experimentado atualmente, de que estamos em franca transformação coletiva. O impacto da nossa transformação interna não só ajuda na transformação externa: molda-a, pois é a modificação das informações habituais que formam os campos morfogenéticos, que dão forma a tudo e a todos, possibilitando a experiência de ser e existir.

Voltando aos arquétipos. Eu os vejo assim, muito bem traduzido por meu filho, Pedro: “os sons da Criação, ordenados e ritmados, produzem as primeiras imagens de tudo o que há”, e que vão se espalhando pelo campo das infinitas possibilidades para a consciência escolher como experiência “real”. Como os Universos são caóticos em sua essência e vivem em processo de interpenetração uns dos outros, novos arquétipos estão sempre surgindo e os “velhos” se modificam. Vejo Deus, a Fonte da Criação Infinita como um grande artista e nós, seres pensantes e atuantes no exercício mental como seus permanentes co-criadores.

Quanto mais nos conscientizarmos dessa realidade e agirmos a partir dela, mais modificaremos as informações nos campos morfogenéticos. Isso permitirá que acessemos novos arquétipos que renovarão os campos informacionais e com isso, a experiência da materialidade será diferente. Modificar hábitos, crenças e conceitos mexe diretamente nas informações dos campos e, portanto, em tudo o que eles mantiverem e criarem, inclusive nós e as novas gerações.

Manter-nos motivados e atuantes nessa transformação é nosso dever. Podemos até atrasar essa escolha, a de abraçarmos essa causa conscientemente, mas inevitavelmente chegaremos lá. Encorajemo-nos no mergulho da alma. Existem técnicas excelentes e comprovadas cientificamente para isso.

O processos inconscientes só permanecem assim porque nós permitimos. Dificuldade não é desculpa! Como crianças espirituais que ainda somos em maioria, se for do interesse do nosso desejo, realizamos. Então, desejo que o desejo de atuarmos conscientemente na Tela da Vida faça parte integrante do nosso campo do coração, pois é dele que partem as informações para o cérebro executar!

Assunto denso, complexo e minucioso, sobre o qual, com certeza, continuaremos a “assuntar”, ehehe!

Grande abraço a todos!!

 

18/02/2013

 

PINGA FOGO QUÂNTICO

DIÁLOGOS QUÂNTICOS 

CAMPOS MORFOGENÉTICOS

 

Campos morfogenéticos

 

Muito conteúdo já foi abordado por nós desde o início dos diálogos nesse pinga fogo. Não é mesmo Paula? Talvez o que mereça mais atenção de nossa parte seja a compreensão do que realmente é esse tal campo morfogenético. Fazendo uma revisão dos conhecimentos até aqui, precisamos “posicionar” o devido local ocupado por esses verdadeiros campos de influência do sentimento e da forma. Com que finalidade? Compreender o processo de adoecer. Entender a doença como um subproduto do funcionamento inadequado dos órgãos e suas funções biológicas apenas esbarra necessariamente em um limite que a própria medicina não consegue soluções. Talvez porque concentra suas ações apenas no mundo orgânico, escapando-lhes o interno de todas as coisas. Enraizada nas premissas cartesianas da separação entre mente e corpo, a medicina afastou de seus estudos quaisquer possibilidades de considerar a influência da “mente” (entendida aqui como o oceano interno de percepções, como intuições, pensamentos e sentimentos). Resumindo, a medicina tirou literalmente a “mente” de seu currículo. Ficamos com o corpo e toda a sua matéria e movimento de átomos e moléculas que se ajustam aqui e ali para produzirem “sintomas” diversos e que se traduzem em desarmonia e sintomas. Ficou a cargo da psicologia adentrar nesses aspectos internos que compreendemos como “mente”. E você mesma diz: “a “mente” mente. É isso que precisamos enfocar com mais detalhes. Buscar a integração definitiva entre mente e corpo de maneira a conseguir uma sensação de bem-estar perene. Isso é um sonho?!?!

 

Dentro do meu íntimo, desde a minha entrada na faculdade de medicina, venho procurado entender essa separação e como buscar essa integração. O diálogo entre médico e psicólogo deve ser estreitado cada vez mais. Pois bem, vamos adiante! Considerando os avanços que os princípios quânticos trouxeram para uma compreensão mais ampla do dentro e fora de todas as coisas, podemos realmente considerar uma oportunidade ímpar a que vivenciamos hoje em dia. Todos esses nossos diálogos seriam inoportunos e sem coerência caso não acreditássemos que há uma realidade fundamental em que todos nós seres sencientes estamos inseridos. Hoje, compreendemos que escolhemos, logo existimos! Parafraseando o Pai da separação, René Descartes. Nós Intuímos, logo existimos! Nós pensamos, logo existimos! Nós sentimos, logo existimos! Nós temos sensações, logo existimos! Tudo isso pode ser resumido em: Nós escolhemos, logo existimos! Escolhemos dentro de infinitas possibilidades que ainda não temos plena “consciência” do que podemos escolher realmente. Esse escolher “atualiza” de forma objetiva todas as informações contidas nas ondas de possibilidades da matéria e energia. É um verdadeiro “vir a ser” e um “tornar-se em” de campos dentro de campos até culminar no objeto corpóreo da observação e percepção consciente. Essa escolha ainda é feita pela consciência egóica, sem perceber a consciência cósmica que está ali, presente, impulsionando a consciência imediata para uma capacidade maior de expressão de complexidade. A divisão entre o sujeito que percebe e o objeto que é percebido cria uma identificação da consciência com o sujeito-cérebro que o faz perceber a separação. Tem que ser assim para que haja relacionamentos e aprendizagem. Isso é de uma sabedoria profunda de quem arquitetou essa aparente separação. A conclusão filosófica e científica que chegamos com a física quântica é que o mundo externo dos objetos é feito da mesma “substância” do mundo interno das ideias. Visão que em uma primeira análise realmente é difícil de ser captada. Mas não impossível.

 

Quando falamos em possibilidades, temos que realmente pensar em todas as possibilidades. Os campos morfogenéticos são possibilidades sutis de escolha da consciência em evolução. Quando a consciência escolhe ocorre uma  “atualização” (colapso da função de onda) e todas as informações potenciais contidas dentro desses campos informacionais “aparecem” no espaço-tempo. A função desses campos é ordenar a forma. O movimento (energia vital) dentro desses campos são representados no físico por moléculas específicas (moléculas da emoção) fazendo da própria emoção uma representação do sentimento. Sentimento seria, então, o movimento da energia nesses campos morfogenéticos e a emoção seria a ação no físico e a representação do sentimento no espaço-tempo. Isso muda tudo. Podemos, através de técnicas específicas de meditação, desenvolver uma atitude de atenção plena, que fortalece áreas cerebrais da região pré-frontal que hierarquicamente coordenam as ações do cérebro límbico e reptiliano. Podemos estar cientes de aspectos inconscientes que fazem inundar essas áreas cerebrais hierarquicamente inferiores que levam aos diversos desajustes que culminam na desarmonia mental e mal estar geral da mente. O físico é o último estágio de manifestação de qualquer desordem que possa ocorrer na consciência. Ela própria reúne a sabedoria de encaminhar o ser para o estado de saúde. Acredito nisso!

 

A “mente” é capaz de regular e direcionar o fluxo de energia e informação em qualquer processo relacional. Diante disso, podemos treinar a mente nessa capacidade de regular e direcionar, pois qualquer aspecto da mente obrigatoriamente está envolvido em aspectos cerebrais. Mente e cérebro formam uma unidade inseparável na qual a mente é capaz de moldar o cérebro para que novas representações sejam realizadas e proporcionem estados de saúde mental e bem-estar. Buscar a integração dos hemisférios direito e esquerdo e também uma integração entre os três andares do cérebro triuno (reptiliano, límbico e córtex pré-frontal) com aquisição de novos circuitos que representem os estados de felicidade, sabedoria, amor, alegria, gratidão, compaixão e etc, etc, etc. Esse talvez seja o caminho que precisamos trilhar em busca da coerência para que esses campos morfogenéticos sejam “modificados” a fim de que no futuro haja uma verdadeira “assimilação” gênica que possa ser aproveitada por todos que compartilham das informações desses campos morfogenéticos da espécie humana. Com isso, uma nova civilização mais saudável surgirá para que consigamos fazer escolhas não mais baseadas na consciência imediata e egóica, mas baseadas em uma consciência latente e mais próxima do self quântico onde reside a verdadeira liberdade de escolha. Querida Paula Baccelli, vamos adiante com o trabalho. Toda essa teoria requer prática e necessita de uma certa volição pessoal em querer. Isso é pessoal e intransferível! O despertar é assim!

 

Abraços quânticos e fraternos

 

Milton

 

11/03/2013

Querido amigo Milton e leitores do coração!!

E vivam os Campos Morfogenéticos, que nos levam a uma compreensão profunda do que chamamos de Inconsciente Coletivo ou Consciência Coletiva!! Carl Jung, aonde quer que sua alma se encontre nesse momento, deve estar reverenciando Rupert Sheldrake por essa validação de toda a sua obra!!

Bem, comecemos com um pouco mais de teoria sobre esses campos. Segundo Sheldrake, campos mórficos são campos informacionais, ou seja, carregados de informações para todos os membros de um grupo e também entre grupos. São regiões de influência, formadas pelos hábitos de todos nós, que se movimentam através do tempo e espaço, além do passado, presente e futuro. Eles não são campos magnéticos, embora, com certeza, exerçam força de atração. Pensemos mais neles como uma nuvem carregada de informações ativas, que nos levam a todos a nos movimentarem desse ou daquele jeito. Um regulador da consciência coletiva que nos une a todos: humanos, animais, plantas e minerais. Esses campos organizam nossos corpos e atividade cerebral e mental. Eles dão o “colorido” de nossas linhas ancestrais, padronizando experiências, sentimentos, emoções, ações e reações, doenças, sucessos, insucessos, neuroses, psicoses, etc. Tendências de toda espécie e gostos, ehehe!. E, acredito, nos mantêm ligados aos padrões de vidas passadas também.

Esses campos são o que permite pássaros voarem na direção perfeita e que ajudam a migração em massa de rebanhos de animais. São eles que nos fazem pensar, muitas vezes, que estamos sendo vítimas de “maldições” do passado, tamanha a força atratora que nos obriga a agirmos e reagirmos desta ou daquela maneira, mesmo que não queiramos e saibamos não ser o melhor caminho a seguir. Os campos mórficos são campos extendidos de nossas mentes, e isso, para mim, confirma a afirmação da Física Quântica de que criamos a nossa própria realidade e a criamos e experimentamos ao mesmo tempo. Isto me faz lembrar também de Émile Durkheim (1858 – 1917), sociólogo francês que falou sobre o Fato Social, formador de nossa consciência coletiva, e que obedece a três critérios importantes: generalidade, externalidade e coercitividade. Ou seja, uma vez estabelecido o fato social, ele passa a ser uma “entidade” externa, de ordem geral, com força própria e muitas vezes esmagadora em sua coerção. Não deixa de ser muito parecido com os campos mórficos, não é mesmo?

Você diz que a medicina tradicional tirou a mente de seu currículo. Sim, é lamentável isso, mas conteúdos científicos “novos” e inegáveis como os campos mórficos vêm quebrar esses engessamentos na área da saúde, de forma que, em algum não tão distante momento da humanidade, a transformação de paradigma se estabelecerá! Você também me questiona se é um sonho a integração definitiva entre mente e corpo de forma a conseguirmos uma sensação de bem-estar perene. Não, não é um sonho, porque sonhos são tão reais quanto a realidade material concreta que nos caracteriza esse nível evolutivo! Estamos há, sei lá quanto tempo linear caminhando para isso, sem sombra de dúvidas!! E já estamos experimentando essa nova realidade em muitas teorias, experimentos e vivências pessoais e coletivas!

Quanto ao diálogo entre a medicina e a psicologia, graças a Deus e ao amor pelo que fazemos estamos aqui, nessa oportunidade sublime de redenção para estabelecermos em nosso Pinga Fogo Quântico um lugar mais saudável e coerente com as leis cósmicas para o que chamamos SAÚDE!! Penso que num futuro próximo, não haverá grandes separações em títulos e práticas – estaremos todos INTEGRADOS!!

Quando você fala de realidade fundamental, acredito que aí está a CURA para todos os males de toda ordem!! Também nos campos mórficos, que nos circundam e entrelaçam, estão os arquétipos fundamentais de tudo o que há. Projetos imagéticos e vibracionais de Deus – Fonte de infinitas possibilidades para a consciência transformar em ato, em experiência. Infinitas imagens com significado para nossa consciência acessar e passar a vibrar nessa harmonia. Quanto mais acessarmos essas imagens informacionais que nos aproximam da Divindade, mais estaremos vibrando em consonância com a Harmonia Primordial.

Tenho feito esse experimento num grupo, onde buscamos acessar esses arquétipos fundamentais através da Meditação e Constelação dos mesmos. Tem sido absolutamente valoroso verificar o quanto essa aproximação soluciona, como num passe de mágica, uma infinidade de conflitos de toda ordem. Obviamente, não é o experimento em si que reequilibra, mas o reencontro com essas imagens de Deus, digamos assim, que nos levam diretamente para a Fonte. E, quando estamos na Fonte, estamos saudáveis!! Quero abrir um parêntese para esclarecer que há os arquétipos primordiais, e também suas distorções, que fomos construindo mentalmente ao longo de nossas existências e que exercem influencia direta em nós e em toda a natureza. Mas, os mais saudáveis ainda são aqueles que vieram da Fonte, e que chamamos aqui de Fundamentais.

Sim, não temos consciência do que podemos realmente escolher porque nem estamos, em maioria, interessados nas “verdades” que nos circundam! Veja você, a preguiça e o orgulho que impedem a humanidade de mergulhar em sua origem e nas leis que a regem! Falar de física quântica então gera muito desconforto ainda, e nem sequer faz parte do currículo escolar e das conversas em família! Precisamos construir espaços para mais e mais discussões como essas, urgentemente, principalmente dentro de nós mesmos e a partir da infância!! Isto também leva à cura e à erradicação de tantas incoerências que vivenciamos.

Uma das personalidades mais fantásticas que passaram pelo planeta, na minha opinião, foi o indiano Yogananda. Quando leio seus trabalhos verifico nossos estudos de física quântica ipsis literis e muito mais. Como um mestre que atingiu a iluminação, foi capaz de percepções profundíssimas sobre a verdade que nos forma e mantém, diretamente da Fonte. Em uma de suas lições, afirma que nossa “alma se expressa como ego ao cair no estado ilusório de identificação com o corpo físico”. A princípio parece que a alma expressar-se como ego é um grande problema, até porque, na maioria das religiões, o que vem do ego e do corpo físico é duvidoso, sombrio e distante de Deus. Houve épocas em que muitos, desejosos da iluminação, acreditavam no princípio de macerar o corpo para espiritualizar-se. Mas essa atitude, só manteve a ilusão da dualidade! Quando você afirma que “o mundo externo dos objetos é feito da mesma substância do mundo interno das ideias”, essa é grande “sacada” que devemos ter. Ego e Eu vêm de um mesmo lugar. E quando o ego está a serviço do Eu, maravilhas ocorrem! Porque tudo vem de Deus. O objeto mais aparentemente material e sem vida guarda em si manifestações de feixes de pensamentos da Inteligência Infinita, Deus! Absurdamente contraditório e incoerente insistirmos na ideia da separação mente-corpo, matéria-espírito, interno-externo. Enquanto continuarmos a pensar assim, estaremos fortalecendo maia (ilusão) e adoecendo de variadas formas.

O grande “A-há”, o qual devemos vivenciar de uma vez por todas e infinitamente, é experimentar a consciência da não-dualidade. Assim, nos perceberemos nessa Lîlâ (palavra em sânscrito que significa Balé da Criação), experimentando tão somente, EQUILÍBRIO. NÓS SOMOS TUDO AO MESMO TEMPO: matéria, energia, consciência, inconsciência, mente, corpo. Sim, essa visão do todo é difícil de ser aceita e vivenciada, mas, apenas porque estamos viciados na dualidade. Façamos um esforço até alcançarmos essa verdade e experimentaremos a luz! A prática diária e profunda da Meditação é um caminho eficaz e rápido para obtermos essa certeza!! O aprofundar-se em questionamentos sobre “de onde viemos”, “para onde vamos”, “quem somos de fato”, a revelação de nossa própria sombra e o acesso aos arquétipos primordiais, também!! Mas, antes de tudo isso, precisamos trabalhar para que o medo não nos impeça de mergulhar fundo onde devemos ir. Acredito hoje que as duas grandes dualidades aparentes são o Amor e o Medo. O amor é amor apenas, em toda sua magnitude. Já o medo tem zilhões de máscaras: amor doentio, posse, orgulho, egoísmo, inveja, competição, violência, negação, vitimização, perseguição, mentira, doenças, etc. O primeiro e mais importante passo é utilizarmos nossa força vontade para irmos além de nós mesmos, rompendo com tudo o que não serve mais para nossa evolução. Esse rompimento nos levará a uma maior sutilização.

Querido amigo, eu não poderia me esquecer da alimentação. Não quero fazer apologias a essa ou àquela dieta, mas devemos repensar o que ingerimos definitivamente. Considerando que os alimentos também carregam informações e o que comemos também é fruto de campos mórficos e também produz campos mórficos, precisamos urgentemente rever nossa dieta diária e ficarmos coerentes com essa necessidade de sutilização do corpo físico. E não estou dizendo isto apenas por conta da comida em si. Falo também o quanto somos coniventes com práticas que já deveriam ter sido extintas há muito tempo, por exemplo, essa matança absurdamente violenta de animais, como se fosse algo realmente normal de ocorrer. Você já visitou um matadouro de bois, uma granja de aves ou de porcos? Como aceitar que quando se come a carne de aves ou mamíferos estamos isentos de ingerir toda a energia violenta produzida? E a quantidade de hormônios sintéticos adicionados? Não aceito mais a questão de que se não comermos carne ficaremos anêmicos. Eu não como e estou muito bem de saúde! E quando penso que em outras épocas de muita inconsciência egoísta eu já comi, ainda sinto uma vergonha profunda na alma por ter me distanciado da sabedoria divina no que tange à alimentação. Isso sem falar nos refrigerantes e nos alimentos com conservantes, que já deveriam ter sido eliminados pelo FDA. Falamos sobre evolução, mas temos muito o que modificar em nossas culturas. Devemos parar de nos justificar dentro de uma mentira megalomaníaca disfarçada de desenvolvimento. Não há como falar em Consciência, muito menos vivenciá-la sem eliminar o vício de justificar os atos contrários à Vida. Sim, as mudanças são gigantes e precisam ocorrer nos mínimos detalhes!!

Essas atitudes favorecerão a modificação de campos mórficos, que por sua vez modificarão o código genético, gerando uma transformação fantástica em todos nós e no Planeta!! E esse é o nosso trabalho! Não acredito que reencarnamos para resgatar na culpa e na vitmização os erros do passado! Isso apenas nos mantém na repetição de padrões. Creio que voltamos ao corpo físico para resgatarmos através das mudanças profundas em nossa maneira de ser, agir e pensar! Não podemos mais nos desculpar infantilmente, dizendo que “não somos perfeitos”, “somos humanos”, “é difícil”, “fica para a próxima”, “Deus é eterno perdão”, “a evolução não pára de acontecer”, “não regredimos nunca”, etc e etc!! Particularmente, o que a Quântica me ensinou é que a responsabilidade é toda minha e que, uma vez que venho de Deus, sou Deus e preciso me esforçar incessantemente para voltar à minha origem e permanecer nela!! Não temos desculpas plausíveis para adiarmos fazer o que deve ser feito!! “Despertar é assim”, dá trabalho, ehehe!!

Fico no aguardo da manifestação de nossos leitores sobre os nossos diálogos e à espera, sempre marcante, de mais uma cutucada!!

Um grande abraço de luz a todos!!

Comentários em: "“Pinga Fogo” quântico (2013)" (15)

  1. Milton Cesar que começo maravilhoso para este seculo XXI quantas coisas em andamento com sua iniciativa ainda mais com esse novo e moderno (pinga fogo) escrito.Tudo e verdade…todos os caminhos são iguais,mas estes não levam a lugar nenhum….perfeito,concordo ,pois nosso coração nos dita o que fazer (sentir) e sera que assim mesmo esta certo pois engloba vc por inteiro…………e um caminho e só um caminho,penso eu que temos sempre que ir em busca do melhor em nos
    Parabéns a vcs dois por nos da a honra de ler……torço sempre para que esse estudo vá em direção do infinito pois precisamos saber quem somos,o que viemos fazer e para onde iremos…

  2. abraços fraternos da irma menor

  3. Queridos Milton e Paula! Muito bom o diálogo de vcs! Que seja longo e produtivo! : )
    Nós leitores vamos nos beneficiando! Grande abraço aos dois!

  4. Nossa! Amei! Obrigada vocês dois por essa linda idéia do pinga fogo. E concordo plenamente com a Paula. A Cura quântica é nos lembrarmos de quem realmente somos e esquecemos. É uma mudança de atitude perante a vida. É viver com CONSCIÊNCIA, a cada instante, a cada momento. Antes de ter todo esse conhecimento eu achava que para trabalhar com a cura quântica a pessoa tinha que ter um dom especial. Agora sei que todos temos esse dom. Basta estar com o coração limpo, sem julgamentos, sem criticas e condenações para, então, estarmos na Consciência não local, onde é possível acessar a frequencia da cura. E isso é para todos! É incrível! É lindo! Bjos quânticos!

  5. Rosa Emilia disse:

    Milton e Paula! Parabéns pela iniciativa. A rede quântica se enriquece e amplia. Abraços a ambos.

  6. Ludmilla Almeida disse:

    Milton… quando penso que já vi muito dessa luz que permeia a sua volta, me surpreendo mais e mais a cada dia com as suas iniciativas! Excelente texto que merece muitas reflexões! Obrigada Milton e Paula, por dividir conosco esses raios de luz!
    Abraços!
    Ludmilla

  7. Gostei muito! Vou aguardar o próximo!!!

  8. Tânia Salomão disse:

    Parabéns Milton e Paula! Esse pinga fogo foi uma ideia brilhante para conhecermos e entendermos mais sobre a Física Quântica. Amei! Maravilhoso. Só tenho de agradecer
    por compartilhar com seus leitores esses ensinamentos.
    Paz e Luz
    Tânia Salomão

  9. Ivete Couto disse:

    Bela ideia a de um diálogo estilo “pinga fogo”, provocador, desafiador! Como disse Paula, não existe uma verdade final, mas à medida que exercitamos a curiosidade, uma nova verdade vai surgindo provocando a anterior. Isso é muito bom! Quanto ao pedido da prima de Paula, em tornar o diálogo com termos mais acessíveis aos leigos, tem sua razão. O mesmo ocorrendo com a opinião da própria Paula, para ela sair da velha zona de conforto e buscar novos conceitos e neologismos. Talvez, para que mais pessoas leigas usufruam desses novos ensinamentos, seja preciso traduzirmos mesmo para que haja uma melhor receptividade e compreensão, e seus cérebros irem se acostumando aos poucos e formarem novas redes neurais. Digo isso porque, voltei do curso com Amit empenhada na proposta do Ativismo Quântico – levar a espiritualidade para as instituições. Sou convidada constantemente para palestrar em instituições e devo usar uma linguagem acessível aos funcionários, de modo que sensibilize e eles se interessem em mudança de atitude. Mas, parece que aqui no “pinga fogo”, o diálogo deve acontecerdo jeito que está, pois vamos nos familiarizando com os novos termos.
    Parabéns, Milton e Paula.

  10. Josiane barbosa Silva disse:

    Estou adorando conhecer esse universo da física quântica através de vocês … Gosto muito de algumas definições que conheci na kabala , de que somos uma malha de espíritos e que a evolução do ser individual depende do todo . A kabala também sita O Criador como um vaso cheio de doação e que Nossa volta ao pai depende de enchemos nosso vaso dessa energia de doação que não tem fim …Nos primeiros pinga fogo de vocês aprendi muito sobre esses ensinamentos kabalisticos …obrigada

  11. luis fernando duarte disse:

    Dr Milton e Dra. Paula,
    como fica o banho de barro nas curas de nossos males.
    Sabemos que os índios e animais procuram o barro com essa finalidade.
    Eu ,como físico da matéria elementar ,ondulatótia e da força do magnetismo tenho um esboço de uma teoria que explicaria o efeito do barro.
    Mas ela ainda carece de sustentação.
    Como bibliografia sugiro ‘Medicina Natural’ de Lezaeta Acharan que já não se encontra entre nós.

    Grato ela atenção!

    luis fernando duarte

  12. Bom dia Amigos!
    Primeiramente quero agradecer o carinho de todos pela leitura de nossos textos. Esse trabalho só existe porque vocês o qualificam.
    E, quero aproveitar para responder ao Luis Fernando, que fez um questionamento legítimo sobre a terapêutica do barro.
    Caro Luis, busquei a bibliografia sugerida, mas não tive tempo de me aprofundar ainda. Penso que a questão da terapêutica do barro, bem como tantas outras que têm como base os elementos da Natureza, passa por duas possibilidades, ao menos, de explicação. Uma é que não conhecemos ainda, nos moldes da ciência materialista, todos os princípios curativos dos elementos presentes na Natureza. Então, pode ser que ainda venhamos a apreciar uma leitura comprobatória do barro, assim como temos da camomila, do chá verde e outros. A outra questão é que, para mim, como tudo vem a partir de um campo informacional sutil, que contém todas as possibilidades imagináveis e inimagináveis para a consciência escolher manifestar, os índios e os animais, já as captam, por serem menos complicados mentalmente e atuam com elas na sua prática do dia a dia, comprovando por experiência direta essas informações curadoras dos elementos da Natureza.
    Na verdade, inúmeras coisas ainda carecem de sustentação no velho paradigma, e continuarão assim, porque as limitações dele não abarcam o mundo sutil que é, inegavelmente, real!

    Grande abraço de luz!

  13. Denize C Rizzotto disse:

    Olá Paula e Milton,

    adorei ler o debate entre vocês. Sou leiga no assunto, mas muito curiosa e como fiz o curso de meditação com a Paula, isto me despertou para o tema e continuo em busca de aprender mais sobre a física quantica, por isso quero continuar lendo sobre este assunto tão instigante e profundo.
    Obrigada,
    Denize C Rizzotto

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