Transformar a nós mesmos e o mundo com as idéias da física quântica.

“Pinga Fogo” Quântico (2012)


Diálogos quânticos entre Milton César Ferlin Moura e Paula Baccelli.
O propósito dessa página é estabelecer um diálogo semanal sobre temas diversos envolvendo a física quântica e ciências afins. Cada parágrafo representa uma idéia que se complementa ou não, mas sempre com os princípios da física quântica como pano de fundo.
Espero que gostem!
São nossos convidados a mergulharem nessas idéias transformadoras.
Sintam-se a vontade para comentarem, questionarem, opinarem sobre essas idéias. Estaremos sempre a disposição para qualquer esclarecimento complementar.
Esse “Pinga fogo” quântico promete!!!!!

CURA QUÂNTICA

A física quântica é realmente inclusiva! Ela fornece uma compreensão ampla do processo de viver e chega até mesmo a tentar definir o que é a vida! Seus princípios: não localidade, hierarquia entrelaçada e descontinuidade permitem nova abordagem da interação mente-corpo. A antiga discussão da influência da mente sobre a matéria agora ganha novos horizontes, uma nova compreensão esclarecedora e libertadora. A física quântica ao adentrar na intimidade da matéria acabou descobrindo um mundo de sutilezas e interconexões. A matéria não é mais um bloco concreto e fonte causal de tudo o que existe. A matéria tem comportamento de onda. Quem diria, não é mesmo Paula Baccelli? Os constituintes íntimos da matéria não são bolas de gude. O que são então os prótons, neutrons e elétrons? São partículas? São ondas? Convido minha amiga ativista quântica Paula Baccelli para contribuir com esse raciocínio. Ela tem uma longa experiência nos estudos da física quântica e da terapia energética. Quero aproveitar seus conhecimentos e sua amizade para juntos chegarmos próximos da compreensão de um novo conceito na medicina e, dessa forma, aprofundarmos o conceito da cura quântica. O que é a cura quântica? Estabeleceremos um diálogo progressivo em cima desses conceitos e princípios quânticos para tentar esclarecer e demonstrar que é possível realizar uma medicina integral e participativa. Uma verdadeira integração entre terapeuta e paciente. O que é a cura? O que é o processo de adoecer? Quais as implicações filosóficas desses mesmos princípios quânticos. A transformação pessoal é importante nessa tal cura quântica? Estou provocando minha amiga para que ela se expresse. Com a palavra: Paula Baccelli.

Amigo quântico, saudações! Sua cutucada me fez mergulhar no que hoje considero o evento mais importante da minha vida. Ele aconteceu quando eu estava com 08 anos de idade e fez parte efetiva de meus diários e sonhos lúcidos na infância e adolescência. E hoje, permeia minha alma buscadora. Numa conversa com meu tio Carlim (Carlos Baccelli), ele disse que meu nome não era “Paula”. Eu retruquei, na minha inocência infantil e respondi que ele estava errado, que era claro que esse era meu nome! Ele continuou falando que todos nós temos um nome para Deus. Aquele que nos identifica para o Criador. E que esse nome é pura vibração sonora, “uma música que me forma e quando eu me lembrar dela e puder conscientemente vibrar nessa frequência de onda, não há a necessidade de participar mais da circularidade reencarnatória”, porque terei DESPERTADO.
Esse diálogo despertou meu daimon, e esse me trouxe para cá, no mundo quântico. Creio que ainda não me lembrei do meu real nome, mas me sinto cada vez mais próxima dele.
Assim entendo os constituintes da matéria, em seu substrato básico: uma fonte infinita de vibrações informacionais, emitidas diretamente da Fonte Supraconsciente, na “forma” de uma supercorda, única e potente, mas que já dá início ao processo de criação de tudo o que há com três sons, como muito bem descrito pela sabedoria VEDA: A – Princípio criador; U – Princípio preservador e M – Princípio destruidor.
Milton, sobre a questão da cura quântica, vamos ter que dialogar muito, ehehe! Mas, a princípio, o processo de adoecimento passa pelo nosso afastamento dessa Fonte Divina de informações. E a cura, pela nossa aproximação da mesma. Se admitimos que somos um com o todo na Mônada Quântica, e vibramos muito dissonantes dela, já estamos doentes. Então, nosso trabalho em prol da cura é retornarmos à nossa origem.
Aliás, todas as nossas experiências encarnatórias geram experimentações mil com esse único propósito: retornarmos à Fonte de onde nos originamos.
Maia, a ilusão de que somos algo mais do que meras criações mentais uns dos outros, ao mesmo tempo que nos atrasa o despertar, nos desafia a sairmos dessa repetição.
Então, esse fazer torna-se complexo e difícil num primeiro momento, mas creio que ao trabalharmos com CORAGEM, conseguiremos encontrar nosso “rabo de foguete”. Entendo aqui por coragem, o agir com e pelo CORAÇÃO, coisa que você deve fazer muito bem, não é Sr. Cardiologista?
Ah, para finalizar esse adorável começo, cito aqui minha frase mestre: “Todos os caminhos são iguais e não levam a lugar algum. Aí onde está o seu coração, esse é o caminho certo para você! Mas, lembre-se: todos os caminhos são iguais e não levam a lugar algum.” (Don Juan, Índio Iaque, apresentado para nós por Carlos Castaneda)
Um grande abraço de luz, e responderei uma a uma essas questões semanalmente!
Puxa, será esse um novo “Pinga Fogo”, numa versão ultramoderna quântica ?!

05/08/2012

“Pinga Fogo” quântico!! Gostei!
Amiga Paula, assim como você disse possuir uma alma buscadora também me incluo nessa busca. É interessante pensar em vibrações. Ondas vibrantes, cordas vibrantes, supercordas vibrantes. A física sempre norteando esse buscar na tentativa de compreender o universo que habitamos. Hoje a física quântica valida as experiências das tradições espirituais milenares que sempre falaram nessa unidade. Essa unidade que possui um potencial energético incomensurável, esse “vazio quântico” cheio que permeia tudo o que existe! Paradoxal isso?!?! Vazio e cheio ao mesmo tempo. Esse conhecimento agora começa tomar dimensões maiores. Talvez, agora, estejamos prontos para esse conhecimento. “Somos todos um”. Já ouviu essa frase, amiga Paula Baccelli? Lembro em uma palestra que realizei desenvolvendo esse raciocínio sobre a unidade, essa “Fonte”, quando alguém interrompe e questiona: Isso não é Panteísmo? E a nossa individualidade? Somos observadores dentro de um grande observador! Caímos? Lembrei de Pietro Ubaldi e sua teoria sobre a queda. Amit fala em Involução e Evolução. Com certeza minha amiga Paula conhece a teoria da queda? Se admitirmos que estamos em um processo de retorno ao Pai, à Fonte, temos que admitir obrigatoriamente que caímos, que nos afastamos da sabedoria e, agora, dentro de um processo de evolução, tanto da matéria quanto da consciência, retornar de onde saímos é o propósito da evolução. Pergunta que as vezes me faço é por que será que saímos de lá? Se éramos perfeitos como nosso Pai, porque tamanha rebeldia? Por quê? Amiga Paula, sua opinião por favor…Estudando as escrituras e conhecendo a ciência quântica devemos admitir origens diferentes para a matéria e para o espírito (consciência). A realidade de qualquer objeto no universo tem dois domínios: Possibilidades e fato manifesto. A consciência é a intermediária. A consciência escolhe, entre as possibilidades, a sua realidade. As possibilidades tem origem no campo do ponto zero (CPZ) que muitas tradições espirituais já tinham acesso a essa informação. Vide “A Gênese” de Allan Kardec publicado em 1868 que afirma que há dois elementos que regem o Universo: o elemento material e o elemento espiritual. Lá ele chama esse CPZ de matéria cósmica ou “fluido” cósmico. Desse CPZ , flutuações quânticas existem de onde nascem vibrações, amplitudes e frequências, formando todos os elementos químicos conhecidos no universo. Essa matéria visível, porém, representa apenas 0,1% de tudo. 99,9% de tudo é espaço. Desse espaço nascem todas as forças (força forte, força fraca, eletromagnetismo e gravidade) que formam os elementos químicos. Há, portanto, uma substância primitiva que é a origem de toda variedade de matéria. A origem do espírito deve ter sido diferente. A consciência é não material, ou “incorpórea”. Não vou ousar falar dessa origem. Mas o próprio Amit me fez enxergar que ela teve uma origem diferente.
Conheço bem a anatomia do coração, sua fisiologia elétrica, sua fisiologia mecânica, seus ritmos. Isso eu conheço! Agora o campo magnético do coração, o diálogo do coração com o cérebro e a coerência entre pensar e sentir para agir de acordo com o que penso e sinto, isso ainda estou buscando! É um exercício diário. Essa é a beleza de todos esses conhecimentos. Dar oportunidade para nos tornarmos pessoas diferentes, pessoas melhores, utilizando os princípios integradores e inclusivos da física quântica. A teoria é muito bem estruturada. É um caminho? Um caminho é apenas um caminho. Uma coisa estática. Nós devemos ser o nosso caminho, caminhá-lo. O caminho faz o caminhante ou o caminhante faz o caminho? Essa filosofia é especialidade de minha amiga Paula Baccelli. Toda essa discussão é muito frutífera. Estou gostando dessa experiência. Desculpe se fui muito longo nas explicações e argumentações. Achei necessárias para, em um futuro bem próximo, chegarmos na discussão da cura quântica. Sabemos que nosso corpo físico é constituído por cerca de 70 trilhões de células permeadas por esse “hálito” divino, esse “fluido” cósmico, esse “vácuo quântico”, esse Potencial de Campo Zero dos físicos. Saber que há algo sutil em nossa essência, pensamentos e sentimentos por exemplo, que são capazes de informar essas células sobre o que devem fazer. Muitas vezes essas informações são equivocadas, alimentadas por hábitos e condicionamentos e acabam afastando a frequência saudável dessas células provocando o desequilíbrio, provocando a doença. Escolho, logo existo! São essas escolhas que nos fazem saudáveis ou não. Querida Paula, abraços quânticos!

Muita luz, Querido Amigo, porque parece que começamos a pisar em campo minado (para muitos, mas não todos), ehehe!
Primeiramente quero deixar claro que acredito veementemente que a graça da Vida é não termos respostas finais para nada, senão, o que seria do desafio que nos move a eterna busca que nos leva à constante evolução e expansão? Mas, temos que admitir que algumas verdades são melhores que outras, não apenas por serem mais completas, mas por nos libertarem dos emaranhados mentais onde adoramos nos enrolar e permanecer por milênios. Gosto do que escreveu Fred Alan Wolf, em seu livro Espaço, Tempo e Além: “A sabedoria de milhares de anos de experiência mística está caminhando de mãos dadas com o conhecimento que está emergindo de nossas ciências. A imaginação está se expandindo! Esta é uma possível explicação agora, mas, como a consciência se modifica, os nossos universos mudam e outras interpretações podem então fazer mais sentido, ISTO É AGORA!!!”. E, se nem mergulharmos fundo na possibilidade do que estamos experienciando como verdade neste exato momento, não saltaremos para mais além, não é mesmo?
Percebo que os fundamentos da Quântica têm causado uma revolução em diversas teorias e muito incômodo também. Na verdade, hoje temos um crivo para ajustar os pensamentos que ainda nos mantêm separados nas ideias e no direcionamento da evolução. Coisa que várias Sabedorias preconizaram. Quanto a isto não há o que discutir.
Ao longo da história da humanidade tivemos inúmeros crivos, que nos proporcionaram os avanços que desfrutamos hoje no Planeta. A Quântica, da mesma forma. A diferença primordial dessa ciência do mundo vibracional, é que ela nos permite teorizar sobre fenômenos não vistos a olho nu, como a própria psique humana e suas questões básicas: temos ou não individualidade se admitirmos que o Universo e Deus são idênticos? (Panteísmo). Na verdade, não há como fugir da realidade de que o substrato “formador” de tudo o que há, inclusive nós, é o mesmo. Então, sob esse aspecto, somos todos um sim. Mas, gosto de pensar em nós como variações (individualidade ou singularidade) de um mesmo tom musical, ou gamas de uma mesma cor. Para mim, esta é a beleza poderosíssima e indiscutível dessa Força Manifestadora que ousamos chamar de Deus. De todos os atributos do Divino, dois me chamam a atenção e são suficientes para comprovar que somos, AO MESMO TEMPO, uno e singulares: a Unidade e a Onipotência.
Você me pergunta sobre queda, involução e evolução. Não consigo acreditar nas coisas dessa forma, não faz sentido para mim, amigo! No meu entendimento, uma vez que somos manifestação de Deus e portanto temos Sua Consciência nos permeando, não CAÍMOS OU INVOLUÍMOS, considerando que tendemos a usar essas palavras num sentido pejorativo. Apenas experienciamos todas as possibilidades para gerarmos, cada vez mais, processo criativo, que por sua vez, gera expansão e EVOLUÇÃO o tempo todo.
Sabe o que é mais difícil na compreensão dos fundamentos Quânticos? Temos que desistir dos dramas do ego que geram a falácia da dualidade para alcançarmos a simplicidade ultrapoderosa do impulso divino unificador e exercermos a Coragem de questionarmos sem culpa ou medo o sentido da existência. O que choca muito nessa nova ciência é que ela acaba desmoronando nossas ilusões quanto a estarmos vivendo algo REAL. Paramahansa Yogananda dizia que “um dia descobriremos que estávamos sonhando que éramos seres humanos. Então despertaremos e compreenderemos que somos um deus, um reflexo eterno do Espírito Infinito. O maior pecado é, na verdade, a ignorância de nossa unidade com Ele.” A Quântica, quando afirma que a consciência é a base de todas as coisas, coloca essa verdade no topo de todas as outras. Então, amigo, não se preocupe mais – não somos rebeldes, ehehe! Somos atores atuando nessa dança mágica divina, gerando continuidade e permanência. E é esse movimento Cósmico que nos torna perfeitos em essência. Ufa!
Você fala em origens diferentes para a matéria e para o espírito, mas creio que isso nos leva direto à dualidade novamente. Tudo bem, é um assunto capcioso e delicado, mas, a princípio, eu prefiro a palavra flutuações, talvez manifestações diferentes para a matéria e para o espírito, pois a fonte primordial, o Grande Espírito, é a mesma, lembrando da nossa querida partícula de Higgs que nos leva para esse lugar. Mas, creio que em nosso “pinga fogo”, teremos que ir e voltar muitas vezes nos temas, não é mesmo?
Então, o ponto zero, acredito eu, é a Consciência Maior, incriada, infinita, onipotente e onisciente. E “nós” os vários “eus” dessa Consciência, que escolhem entre as possibilidades, a realidade a manifestar, materializar, colapsar.
Adoro a versão de que Deus, entendiado com sua existência única, resolveu multiplicar-se para ter com quem interagir. Logo, percebeu que não faria sentido, porque seria como jogar paciência no computador: sem desafios. Então, teve uma brilhante ideia, a de clonar-se em vários eus e fazer com que esses lampejos de si mesmo esquecessem quem são de fato. Tudo para ficar mais divertido! E, estamos aqui, brincando com Deus, construindo e sendo construídos o tempo todo, sem a necessidade de acharmos que somos anjos caídos de algum paraíso, não mais necessitando a aflição de buscarmos a origem, porque a encontraremos em nós mesmos. Eu penso que devemos exercitar o pensamento monista para sairmos da dualidade que não faz mais sentido nesse momento evolutivo. A substância da matéria e do espírito e do Grande Espírito é a mesma, porque é única, apenas a grandiosidade de Deus as faz se manifestarem “diferentes” umas da outras.
Eu também estou buscando essa coerência, Milton, e é trabalho constante!
Caminhos são apenas caminhos, mas são caminhos, entende? E se constrói com o caminhante: os dois AO MESMO TEMPO. Essa é a frase que devemos buscar entendimento nesse nosso pinga fogo: TUDO NO UNIVERSO ACONTECE AO MESMO TEMPO…
Sim, vamos filosofar bastante, com certeza! E mais do que uma teoria bem estruturada, devemos nos encorajar a experimentá-la em nosso dia a dia, como no experimento não local de intencionalidades!
Escolho, logo existo é nosso lema para este século. Mas, como afirma nosso querido professor Amit Goswami, só escolhemos de fato, com total liberdade, quando estamos mergulhados na Consciência de Deus, ou seja, quando vivemos a UNIDADE.
Até a próxima, Queridos Leitores e Amigo de Luz, Milton!

11/08/2012

Paz no coração. Querida amiga, realmente o terreno que estamos pisando por agora tem a aparência de ser minado!
É fascinante como buscamos compreender a origem. De onde viemos? Para onde vamos? Ao longo dos evos da evolução o Homem adquiriu a capacidade de refletir sobre ele próprio e vamos construindo esses crivos com os quais criamos “modelos” para melhor explicar a “verdade” relativa de todas as coisas. Descartes ainda está presente com a separação entre espirito e matéria, entre ciência e religião, entre psique e corpo físico. Ao longo dos últimos 400 anos foi esse tipo de dualidade que manteve a separação, maya, ilusão de que há um elemento material e um elemento espiritual. Chegamos em uma era onde a física quântica propõe mudanças de paradigma. Traz a consciência para a equação e vai além, chega na unidade e na compreensão de que a CONSCIÊNCIA é tudo o que há. Às vezes ainda nos enrolamos na interação dualística entre matéria e espírito e ficamos presos em nosso próprio EGO. A minha formação foi toda baseada na primazia da matéria, que aliás ainda domina toda a educação inclusive a medicina, e, dessa forma, ainda domina o alicerce de minhas condutas. Estou tentando transformar isso em mim para atuar de maneira integral dentro da medicina. Essa mudança de paradigma não é fácil, pois o segredo é a transformação interna primeiro, para depois ocorrer a transformação externa. Os aspectos internos – intuições, pensamentos e sentimentos – foram esquecidos da equação. A doença é priorizada em detrimento do conhecimento do que deve ser feito para manter a saúde.
O mais interassante de todos esses estudos é a importância da transformação pessoal para que possamos nos permitir sentir e vivenciar essa unidade. Como a física pode contribuir para essa compreensão? Temos realmente que ir além do EGO. Quero aproveitar essa oportunidade para que possamos dialogar nesse pinga fogo sobre esse EGO. Essa noção e percepção de individualidades separadas que temos. Vamos sair um pouco desse “campo minado” para agora entrarmos em outro que diz respeito às nossas condutas. Se o lema desse século é Escolho, logo existo, vamos conversar sobre as sutilezas dessa escolha. Quem escolhe? Minha consciência egóica, reflexo dos meus hábitos e condicionamentos, ou a consciência una não local? Temos um “self” além do EGO? Como se processa o funcionalismo quântico no cérebro? Querida Paula, esse campo “dá pano para manga”!!
Gosto muito do Evangelho de Tomé 22 onde Jesus disse: “Quando fizerdes do dois um e quando fizerdes o interior como o exterior, o exterior como o interior, o acima como o embaixo e quando fizerdes do macho e da fêmea uma só coisa, de forma que o macho não seja mais macho nem a fêmea seja mais fêmea… então, entrareis (no Reino)”. Equilibrar o interior e o exterior, acima e embaixo e todas demais dualidades que vivenciamos em nosso EGO é um trabalho necessário e urgente. Esse trabalho é árduo! A física quântica é unitiva no sentido de permitir equilibrar esses aspectos de aparência dual. Nós observamos o mundo “lá fora” e acreditamos estar separado de nossa percepção. Esse mundo grosseiro, feito de toda variedade de matéria conhecida é externo à minha consciência. Eu consigo olhar e perceber um objeto ao mesmo tempo que consigo manter a percepção do sujeito da ação. Há uma cisão entre sujeito e objeto. A ciência materialista, a ciência que baseia todo o seu raciocínio da primazia da matéria não explica essa cisão entre sujeito e objeto. Estamos no mundo e observamos o mundo. Temos a ilusão de ele existir “lá fora”. Porém, a “mágica” da física quântica está em justamente penetrar nessa ilusão e perceber que esse mundo “lá fora”, na realidade, não existe! “Você se torna aquilo que você vê”. Vamos ver o que a neurociência tem para nos ajudar. A consciência, quando está utilizando um cérebro físico como veículo de manifestação, se identifica com ele, porém o objeto observado também é consciência. A consciência una se divide em observador e observado criando a cisão entre sujeito e objeto e, dessa forma, criamos o mundo “lá fora” com se fosse externo a nós. Lembro do matemático Spencer Brown quando afirmou: “Não podemos escapar do fato de que o mundo que conhecemos é construído a fim de ver a si mesmo”. Observador e observado fazem parte da mesma substância. Nessa divisão surge a autoreferência, o self. Essa compreensão leva um tempo para ser “metabolizada” porque o aspecto grosseiro e rígido da matéria é enebriante. Toda realidade possui dois domínios: possibilidades e fato manifesto. A intermediária é a consciência. A consciência é a base de tudo. E os aspectos internos? Como ficam? Temos intuições, pensamentos, sentimentos que parecem experiências particulares, não compartilháveis. Serão também subprodutos de eventos elétricos de nossos 100 bilhões de neurônios? Como esses aspectos internos e sutis se relacionam com os aspectos grosseiros e externos? Como algo transcendente pode comunicar com algo manifesto? Como algo acima pode ser equilibrado com algo embaixo? Como o cérebro pode produzir o sentimento? Como o cérebro pode produzir o pensamento? Sem falar na intuição? Essas perguntas são paradoxais quando admitimos que a matéria é a causa de tudo. Não temos explicações, baseado na ciência clássica de Newton, determinista. Falta algo! Como nossa psique pode influenciar o corpo físico? Pois bem, há uma luz no fim do túnel! Intuições, pensamentos, sentimentos, cérebro, neurônios, corpo físico são todos possibilidades de escolha da consciência. Isso mesmo! Paula minha amiga, chegamos próximo de compreender melhor esses aspectos psíquicos, a mente, o sutil em nossas vidas. Tudo é consciência! A matéria é uma opção de escolha da consciência. Os átomos que constituem meu corpo físico existem no plano manifesto mas, simultaneamente, são possibilidades quando não há a consciência observando para causar o colapso da função de onda. AO MESMO TEMPO, isto é, SIMULTANEIDADE. Possibilidades e fato manifesto ocorrem simultaneamente. Processamento inconsciente e processamento consciente são simultâneos. Quando escolho no campo das possibilidades as ondas converto-as em partículas. Simples assim! A consciência escolhe ondas de possibilidades e a manifesta em partículas compartilháveis.
Deixo agora Paula Baccelli com essas provocações sutis para desfrutarmos de seus conhecimentos.

Absorvendo a paz no coração, querido amigo! E pisando em “campo minado” com muita alegria, porque a expansão do imaginário é um grande prazer, ehehe!
Você foi longe nessa provocação, hein? Sinto-me um grão de areia nessa imensidão de respostas a considerar. Mas, “vamos que vamos” porque estacionar não é opção.
Minha formação também é dualista. A Psicologia e também a Psiquiatria, na maioria gritante de suas abordagens, não considera seu objeto de estudo: PSIQUE = ALMA. Embora a Alma esteja presente nas diversas culturas, mesmo com nomes diferentes, estas ciências omitem-na de seus manuais. Tema principal dos fenômenos psíquicos, não faz parte dos estudos e das terapias dedicados a estudá-los e compreendê-los! E, dentro do novo paradigma, Alma e Consciência tendem a ser sinônimos. Você pode imaginar, então, os atrasos nos avanços nesse campo, que continuam considerando a Consciência um epifenômeno do cérebro. Como você, nos meus 14 anos de prática clínica, tenho exercitado continuamente essa transformação pessoal e de paradigma de pesquisa, buscando atuar integralmente no trabalho comigo mesma e com o outro.
Sim, toda massa crítica que fortalece a visão de saúde que temos hoje está voltada para a doença e não para a cura. Investe-se em “acabar com a doença” e quase nada em aumentar a saúde. E isso é um grande problema, porque sabemos que quanto mais foco colocarmos nas doenças, mais fortaleceremos seu processo criativo e mais elas proliferarão. Outra questão para posteridade é que a doença é um caminho para a saúde e para o autoconhecimento e precisamos encontrar um lugar dentro das áreas afins para compreendermos o que a doença nos ensina e só depois pleitearmos a cura. Dentro do pensamento unificador, uma vez que privilegiarmos a saúde e o autoconhecimento, a doença manifesta perderá sua força e seu sentido de existir, e poderemos descartar o CID-10 e o DSM, que só vêm aumentando suas páginas. Falar em evolução para o planeta não deve incluir apenas as tecnologias materiais, mas também as tecnologias psíquicas e espirituais.
Você me pergunta se temos que ir além do EGO. Sim, ir além, mas não destruí-lo! O ego é importante para atuarmos nos dois planos de existência da Consciência – as possibilidades e os fatos manifestos. Ele é o veículo moderador. O que ocorre é que, ao longo da história da humanidade, permitimos que o ego se identificasse mais com nossa “consciência inferior” (não encontrei outras palavras, mas não concordo plenamente com elas, ok?) do que com nossa Consciência Transcendente, dando espaço exagerado às sabotagens mentais, para que nosso pensamento permanecesse trancafiado na torre da separatividade. Então, acredito, que nosso trabalho deva ser o de fazermos com que o ego se identifique com a Consciência para que sua moderação entre as possibilidades e os fatos manifestos aconteçam num patamar mais evoluído.
O lema “Escolho, logo existo”, é nosso salto quântico coletivo. Antes deixávamos para o pensamento, guiado pela “mente que mente”, o ato de existir. Ficávamos à mercê desse jogo de criação, mais do que atuantes, porque atuar é “estar consciente do maior número de possibilidades para manifestar”. Hoje podemos ATUAR, sermos verdadeiramente atores de nossa existência. Dá muito mais trabalho, com certeza, mas não tem preço a satisfação e a liberdade. De verdade, estamos iniciando um processo coletivo de saltar do “ter nossa vida guiada por” para “guiarmos ela para”. E todo começo tem suas recaídas e muita experimentação para chegarmos a um lugar melhor. Quem escolhe, na verdade, é a Consciência Transcendente, porque tem noção do Todo para manter a harmonia cósmica. Mas, quanto mais unificados com e mergulhados nela estivermos, mais experimentaremos o livre arbítrio de fato. Nesse momento, ainda escolhemos, na maior parte do tempo, com a consciência egóica, hipercondicionada às tramas in-conscientes. Nosso poder de escolha é limitado a questões comportamentais e materiais. Quando estivermos experienciando Unidade na maior parte do tempo, estaremos fazendo escolhas em uníssono com a Consciência Una Não Local. Sei que, qualquer tentativa de definir esse novo mundo maravilhoso possível e com sua construção já em andamento é fajuta, tamanha a diferença do que vivemos hoje. Mas, tenho uma certeza interna que ficaremos nas nuvens quando ele passer a existir definitivamente, ehehe!
Ah, o Self! Palavra usada para significar “si mesmo”, cunhada pelo Mestre de todos nós, Carl Gustav Jung. Eu o reverencio! Mas, tenho uma afinidade natural com seu aluno querido, James Hillman, falecido em outubro do ano passado, aos 85 anos. Para ele, estamos sempre “em busca de uma biografia adequada: Como juntar as peças de minha vida para formar uma imagem coerente? Como encontrar a trama básica de minha história?” Como acessar o meu gênio interno ou daimon para experienciar a plenitude? Creio que essa plenitude é o sentimento básico do Self, sendo este o local de nossa unidade, a imagem inata e coerente, a trama básica, o jardim secreto, o nosso nome para Deus como aprendi na infância. Nosso trabalho, bem descrito no Evangelho de Tomé citado, é voltar para o Self. Para isso, não há absolutamente nada melhor do que os exercícios da Meditação Profunda diária e os Sonhos Lúcidos (cenas dos próximos capítulos).
Uma outra questão suscitada pelo Evangelho de Tomé é algo que já discutimos em diálogos anteriores: se admitirmos a unidade teremos que desistir da individualidade? Então, não! Apenas que essa fala de Jesus nos coloca dentro do pensamento monista, nos desafiando a compreender que “individualidade, singularidade” são maya, o truque de Deus para vivenciarmos os dramas que geram processo criativo e concomitantemente, evolução e expansão cósmica. Gosto do pequeno poema de Ralph Waldo Emerson, filósofo e poeta estadunidense do século retrasado:
“A ilusão trabalha, impenetrável, tecendo trama de expressão inumerável; suas vistosas imagens, incessantes,
véu sobre véu acumulam, constantes;
feiticeira, sempre acreditada
pela pessoa sedenta de ser enganada. “
Assim, urge encararmos o fato de não existir realidade separada de nós. O mundo não é o mesmo sem nossa atuação mental constante. Acontece que nossas interferências ocorrem de maneira muito sutil, não perceptíveis materialmente. Então, fica parecendo que o que existe é externo e independente de nós. Na verdade, esse milênio está muito desafiador para as crenças milenares e condicionadas com as quais vivemos. Ontem, uma prima que começou a ser nossa leitora, me pediu que tornássemos cada vez mais fácil a compreensão de nossos assuntos, talvez usando palavras já conhecidas de todos para explicarmos o que queremos. Eu respondi que dois movimentos precisam acontecer ao mesmo tempo: nós, buscando sermos o mais didáticos possível, e ela sair de sua zona de conforto, desafiar-se a aprender novos conceitos e neologismos, porque a “velha ordem” não comporta a “nova”; mas a nova inclui a velha. Quem sabe desenvolveremos uma nova página: “Dicionário Quântico”?
Essa discussão de realidade introduz o Observador. A meu ver, o que há de mais importante no mundo da Quântica. É o que comprova que o mundo material como o experienciamos só é possível por causa da interferência consciente dos seres sencientes. Somos como a antiga personagem do seriado de TV, “Jeannie é um gênio”. Com a diferença de que ela tem plena consciência e controle de seus “poderes” de gênio da garrafa, e nós, ainda não.
Tudo o que há, existe em possibilidades para a consciência manifestar em ato. Repetimos isso o tempo todo, pois é o lema da Física Quântica. Isso significa que estamos mergulhados numa imensidão de possibilidades, que ficam se movimentando em onda, até que observemos uma delas e a “colapsemos”, ou seja, a transformemos em partícula, e assim podemos percebê-la como matéria, mensurá-la, conhecer sua posição e interargirmos com ela. Se eu estou aqui escrevendo e posso ser lida por todos, é porque um “outro” ser senciente me observou, colapsando minha existência, tornando-me possível e eu a vocês. Isso ocorre simultaneamente com todos os seres sencientes. Imagine-se olhando para alguém e esse alguém olhando para você: vocês “dois” estão se observando, se colapsando, se materializando e, portanto, passando a existir um para o outro. E ambos manifestam o cenário que os envolve.
Ficamos, às vezes, desejosos de saber o que é divino em nós? Isso é divino! O Observador é divino! A Fonte de todas as possibilidades é divina! Estarmos começando a enxergar esses fenômenos é divino! A ciência comprovar que quanto menor a partícula, mais poderosa a energia é divino! Nós somos divinos! Todo o cenário nesse sonho coletivo é divino! Só precisamos aceitar nossa herança divina e passarmos a agir a partir dela.
Os aspectos internos que você cita – intuição, pensamento, sentimento não são subprodutos de eventos elétricos no cérebro. São as atuações de nossa Consciência, suas habilidades para exercer seu verdadeiro propósito: CRIAR, CRIAR e CRIAR, infinitamente!
A “coisa” transcendente é assim chamada porque seu poder é único e infinito, e cria, ao mesmo tempo a si mesmo e tudo o que há. É como um engenheiro que pensa nos menores detalhes de uma perfeita construção. O cérebro não produz os aspectos internos. Ele foi criado para ser o moderador entre o não manifesto e o manifesto. Então, o cérebro apenas “traduz” as vibrações da Consciência, tornando possível a experiência do “mundo material”. Por que dessa forma? Não sei responder, mas aceito que tudo tem um propósito claro e equilibrado de ser. E quanto mais próximos Dele estivermos, mais conheceremos essa Verdade.
A Alma ou Psique influencia o corpo físico, porque este é apenas a expressão material de uma matriz sutil, ou Campo Morfogenético. Gosto de pensar em camadas hierárquicas de expressão dessa Unidade. Nossa Alma, que já experimenta a singularidade, forma essa matriz que por sua vez forma o corpo físico que nos diferencia uns dos outros na expressão material. A causação é descendente, de “cima para baixo”, do “menor (talvez partícula de Higgs?!) para o maior (matéria condensada), do “sutil para a materialidade”, da “Unidade para a ilusão das fragmentações”. Ou seja: voltamos sempre ao ponto zero, o vazio que contém todas as informações possíveis de infinitas possibilidades para a Consciência manifestar. Somos e tudo o que há também, apenas possibilidades de escolha.
Bem, essa discussão sobre o Observador está apenas começando, e se meu caro amigo instigador permitir, quero continuá-la em nosso próximo diálogo. Senão estenderemos demais nossas linhas. Um grande abraço de luz a todos!!!

20/08/2012

CONSCIÊNCIA E EGO

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Ir além do Ego… O que será que isso significa? Sem dúvida alguma não podemos negar a existência do Ego. Como a física quântica compreende o Ego? O Ego seria todo esses “compartimentos”, isto é, conjunto de valores, hábitos de pensamentos, condicionamentos emocionais e o corpo físico propriamente dito com todas as 70 trilhões de células que o compõe. Isso compôe a nossa consciência egóica. É a maneira que conseguimos manifestar e agir no mundo manifesto, mas com certeza não é totalidade! Falta algo nessa equação! Falta justamente a essência! A Consciência plena! De acordo com a ciência quântica baseada na primazia da consciência todas esses “compartimentos” são opções de escolha da consciência. A matéria, na compreensão da física quântica, e aqui incluímos todo tipo de matéria, isto é, das mais densas as mais sutis, em qualquer estado vibracional, em qualquer dimensão, em qualquer frequência e/ou amplitude, é onda de possibilidade. Existe em um estado transcendente entre as observações da consciência. Estou querendo dizer dessa forma que os valores (arquétipos), os pensamentos, os sentimentos são sim um tipo especial de matéria sutil que obedecem às leis do mundo quântico. Será? Se você preferir pensar não em matéria sutil, mas em energia sutil também pode e não muda nada. Matéria e Energia são duas faces da mesma moeda. Campos de energia, partículas elementares inclusive a partícula de Higgs, vácuo quântico, potencial de campo zero ou qualquer outra denominação que se queira adotar para expressar essa “rede” de conexão e potencial energético incomensurável existente são, na verdade, ondas de possibilidades para escolha da consciência. A consciência cósmica não é o campo de potencial zero. Esse campo é matéria, ou seja matéria cósmica, um campo de “fibras” energéticas que permeia a tudo e a todos, mas é matéria e, como tal, é onda de possibilidade. Deve haver algo fora da jurisdição da matéria capaz de converter todas essas possibilidades em realidade. A consciência cósmica está fora dessa jurisdição e inclui na sua constituição esse campo de potencial zero que a ciência estuda como campo quântico.

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Quem escolhe? A verdadeira liberdade de escolha encontra-se fora de nossos hábitos e condicionamentos. Hábitos e condicionamentos perdem muito a verdadeira liberdade de escolha. As escolhas feitas baseadas nesses comportamentos condicionados são estudadas pela psicologia comportamental, que afirma que não somos livres para escolher. De certa forma eles têm razão, mas mesmo com 100% de condicionamento pelo nosso sistema de crenças, mesmo assim, ainda temos a liberdade de dizer não a esses condicionamentos. Isso é respaldado por pesquisas científicas! Cientistas do comportamento estudavam o livre arbítrio de estudantes que eram monitorados pelo eletroencefalograma e com a pura intenção de erguer o braço direito. Quando eles intencionavam levantar o braço detectava-se um potencial característico dessa ação. Pois bem, esses cientistas conseguiam prever com exatidão se esses alunos ergueriam ou não seus braços. Dessa forma não haveria livre arbítrio, quando se consegue prever a ação antecipadamente. Mas calma! Nem tudo está perdido! Outro cientista oirientou seus alunos para que no último instante antes de levantar o braço, depois de terem feito a intenção de levantá-los, nesse microinstante, eles dissessem não e não levantassem o braço. Mesmo que o computador mostrasse que eles ergueriam, no último instante, eles conseguiam dizer não ao condicionamento e foram capazes de escolher não levantar o braço. Mesmo com 100% de condicionamento, podemos escolher dizer não a esse condicionamento.

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Mas não escolhemos em nossa consciência egóica, condicionada e habituada pelo sistema de crenças. Quem escolhe é uma consciência não local superior, a consciência egóica chamada self quântico. Esse self está em contato com a consciência plena que realmente escolhe e é livre para isso. Quando entramos em contato pela primeira vez com qualquer situação não antes vivenciada, sem memória prévia, sem experiência anterior, sem qualquer tipo de percepção, essa escolha é realizada pelo Self quântico. A consciência egóica escolhe baseada em crenças, em hábitos e condicionamentos, a verdadeira liberdade de escolha está no self quântico. Será que esse ponto zero é a consciência cósmica que interconecta a todos? Paula, minha amiga não penso assim. Ken Wilber desenvolve um raciocínio no qual ele também não acredita que esse campo de potencial energético, de onde nasce toda a variedade de matéria, seja a consciência cósmica, não no sentido de Deus com causa primária de todas as coisas. Deve estar além disso! Esse campo unificado é o espaço que permeia a todos e como tal é possibilidade. Tem que haver algo fora dessa jurisdição capaz de fazer a escolha dessas opções. Lembra do experimento do amigo de Wigner? Um semáforo quântico que dispara aleatoriamente entre verde e vermelho situado em uma rua perpendicular que se encontram nesse semáforo. Em uma das ruas estou eu com minha pressa habitual, em outra rua esta Paula Bacceli. Estamos caminhando um direção ao outro. Quem escolhe o verde? Eu ou a Paula?

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Se eu considerar que a minha consciência é muito mais importante que a de Paula com certeza sou eu quem escolho o verde, pois as minhas questões íntimas são mais urgentes que as da Paula e ela pode esperar um pouco. rsrsrs. Nesse caso, só existe a minha consciência e eu escolho pelas duas. Filosoficamente isso chama-se solipsismo. A minha consciência é a que existe e ponto. Não é uma boa solução não é mesmo Paula? Você é tão e quão importante quanto eu. Quem escolhe? Temos que sair do sistema e admitir que exista uma consciência acima de nossa consciência egóica capaz de realizar essa escolha. Uma consciência que conhece eu e Paula e sabe o que deve ser feito. Deus? Consciência Cósmica? Ou não? Sabemos que existe uma rede de interconexão entre mim e Paula. Algo que permeia os dois. Essa rede é o Espaço entre mim e ela, entre mim e o semáforo inanimado e vice-versa. Os átomos que me constituem são os mesmos que constituem o semáforo e também a Paula Baccelli. 99,9% desse sistema é feito de espaço. É nesse espaço que permeia todo o sistema que está o segredo de quem escolhe. Esse Espaço não é Deus. Esse Espaço é um efeito de Deus. A causa ainda não a compreendemos racional e totalmente. Sentimos apenas. A própria razão chega até Ele. Mas acredito que esta Grande Consciência está além do Ponto Zero.

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Apenas sinto assim! Gostei desse campo minado! Despertou uma curiosidade saudável!

Fique com a paz e que a clareza de raciocínio possa estar com você.

22/08/2012

Saudações Amigo Quântico!

Sua fala me lembrou um sonho “maluco” que tive ano passado. Nele, eu me via nessa mesma forma, mas em mundo paralelo, casada com outra pessoa, dedicada a cuidar de crianças abandonadas. Eu e meu cônjuge “paralelo” passamos um dia de muita diversão com essas crianças num parque, e no final, devolvemos as crianças para o orfanato e fomos para casa. Tomamos banho, jantamos e cansados como estávamos fomos dormir. E então, sonhei nitidamente comigo, nessa realidade, exatamente como ela é! Ou seja, foi um sonho dentro de um outro sonho e também circular, porque “saí daqui e voltei para cá”! Foi um insight tão poderoso que confesso que passei umas duas semanas muito chocada pela certeza na alma e na mente de que tudo não passa de uma grande e poderosa “ilusão”. Coloco a palavra entre aspas porque depois desse sonho, Realidade e Ilusão têm sido sinônimos para mim! Até mesmo quando considero as realidades como ilusão, já estou vivendo uma ilusão! E ao mesmo tempo uma realidade se estabelece porque a estou experienciando, entende?

Portanto, acredito que falarmos de Consciência e Ego, precisa ter seu início numa compreensão maior sobre Realidade e Ilusão. Como o assunto é vasto e complexo, podemos destrinchá-lo num outro diálogo, mas a princípio, precisamos nos esforçar para compreender Realidade e Ilusão num outro significado, onde possamos compreendê-las, talvez, como cada uma sendo uma face de uma mesma moeda, a moeda de Lîlâ, palavra em sânscrito que significa “balé ou jogo da Criação”.

O ego fica na face da ilusão, porque só deveríamos considerar verdadeiro o que está mais próximo da Unidade. E o ego formaliza o exercício da dualidade. Gosto do Osho, filósofo indiano que viveu entre 1931 e 1990, quando ele diz que o ego é o reflexo do que os outros pensam. E que ele se forma a partir do reconhecimento que o outro faz da criança que nasceu. Nascer significa vir ao mundo exterior. Os olhos se abrem primeiro para o mundo de fora, para o outro. Nossas mãos e ouvidos tocam e escutam primeiro o outro. A comida que ingerimos é externa. O Eu não existe aqui. Existimos primeiro na consciência, no olhar e na observação do outro. Todos os nossos sentidos se abrem para fora. Só há o outro como Observador. Depois, à medida que vamos contrastando o Tu e o Eu, nos tornamos conscientes de nós mesmos. Mas, na verdade, mesmo essa consciência “individual” que desenvolvemos é apenas reflexo da consciência que os cuidadores têm da criança. Daí a importância notória de nos prepararmos para recebermos mais adequadamente os bebês.

Quando os adultos estão reconhecendo a criança, através da apreciação, do amor, do cuidado, do toque, ou infelizmente através do desprezo, da raiva, da violência, do abandono, um centro está nascendo. Mas, é um centro refletido. Ele não é o verdadeiro centro. É apenas o que os outros pensam a respeito dela. Isso é o ego. Ele tem início antes da gestação, quando os pais, conscientes ou não do desejo de terem um filho(a) começam a se movimentar para tal, para a formalização do campo da família em formação. Durante a gestação, esse ego vai se fortalecendo através das expectativas dos pais com relação ao feto, verbalizadas ou não, mas principalmente das expectativas e “achismos” da mãe, por estar em contato visceral com a criança. Ou seja, como nos ensinam os fundamentos da Constelação Familiar, o primeiro mundo significativo para todos nós é a mãe. Depois, outros se juntam a ela, nosso mundo vai crescendo e nosso ego fica mais complexo, porque muitas expectativas, opiniões, crenças e valores dos outros são refletidos. Como você escreveu, o ego é um enorme compartimento de coisas externas, vindas de fora, dos outros, que acabamos assumindo como nosso se nenhum movimento em direção ao Eu, ao Self for estabelecido.

Mas, o ego é necessário nesse jogo entre ‘não manifesto’ e ‘manifesto’. Precisamos dele para conhecer o verdadeiro Eu. Esse é o jogo! Para conhecer a verdade precisamos encarar, de frente, a ilusão. Isso é ir “além do Ego. É passar por ele com coragem, aceitando a necessidade de “descer” no mundo das sombras onde ele permanece. Assim, do outro lado desse caminho, encontraremos nosso verdadeiro centro. Lembrando que na sabedoria Veda Hindu, é o movimento dos contrários que gera a força criativa para as coisas poderem existir.

Você pergunta quem escolhe? Depende do tipo de escolha a que você está se referindo. Se forem coisas do mundo manifesto, material, o ego escolhe muito bem. Nosso mundo manifesto é permeado de condicionamento. A capacidade criativa do ego é abundante, mas em comparação com a capacidade criativa do Eu, é limitada. Na verdade, adoramos pensar que toda escolha que fazemos é exercício do livre arbítrio, da liberdade delirante que acreditamos ter. De fato, só temos liberdade de escolha quando estamos conscientes, mergulhados no Self, vibrando no Centro de todos os centros. Só exercemos o livre arbítrio, livre de condicionamentos, quando conhecemos profundamente nosso ego e experimentamos fluir no Eu ou Self. Para isso, só com Meditação Profunda. A pesquisa citada por você é a comprovação de que podemos e devemos nos apropriar da capacidade que temos de dizer “não” aos condicionamentos, fortalecendo nosso poder real de escolha, junto à Consciência Suprema.

Sim, concordo com Wilber também, que a Consciência Cósmica, Deus, a Fonte, está além do campo unificado, por ser este uma possibilidade “gerada” pela Consciência de Deus, mas não consigo pensar nisso de forma fragmentada. Como no meu sonho, as duas Paulas existiam com suas realidades particulares ao mesmo tempo, sem chocarem-se, de certa forma harmonicamente, numa “inter-influência” sutil, mas efetiva. Assim acredito nesse momento que, o campo unificado, embora seja uma possibilidade de Deus, está permeado de Deus, portanto é também Deus e acabamos voltando para o mesmo lugar: o Centro, desfazendo a dualidade.

Agora, se o sinal verde significar um belo iogurte batido com amora, pode ter certeza que serei eu que escolherei, ehehe! Afinal, essa urgência é mais importante do que qualquer outra sua, rsrsrs! Mas, é claro que sabemos que estamos submetidos às necessidades do coletivo e este é gerenciado pela Consciência Quântica. Uma vez que afetamos e somos afetados o tempo todo, fazemos o mesmo com o coletivo. Mas este é mais importante do que eu e você!

Para finalizar, quero apenas dizer que você citou os Arquétipos como valores, lá no primeiro parágrafo. Pois bem, esse é outro tema para dialogar. Sinto que os Arquétipos não podem ser sinônimos de valores. Eles são mais que isso. Estão num outro lugar, na formação primordial de todas as coisas. São os “esqueletos” de tudo o que há!

Amigo, como tenho me sentido feliz com nosso Pinga Fogo! Ele tem alimentado a minha fonte criativa com todas essas possibilidades para imaginarmos a respeito, ehehe!

Até o próximo!!!

30/08/2012

Querida amiga Paula Baccelli,

Este movimento de “escolhas” traz questionamentos diversos, não é mesmo querida amiga? Estamos no mundo manifesto e ao mesmo tempo no não manifesto. EGO e “Self”, Manifesto e Não manifesto, escolhas egóicas e escolhas ressoantes com a consciência cósmica feitas pelo “Self”. Estamos mergulhados na polaridade em direção à unidade. Não importa para onde caminhemos. Tudo leva para a unidade das coisas. A consciência é o que há. Para “acessarmos” a rede de informação que interconecta tudo e todos, que é o que a subestrutura do Universo na qual estamos “mergulhados” faz, necessitamos de uma transformação. Essa transformação talvez seja a “senha” para realizarmos as escolhas baseadas em uma consciência mais “próxima” da consciência cósmica. Ter um entendimento dessa (inter) conexão entre tudo torna-nos livres da crença limitante da separação.
Quero dialogar sobre esse processo, essa dinâmica da transformação! Quando ocorre o “despertar” para novas necessidades entramos em um processo de autoconhecimento. Esse “despertar” é pessoal e obedece a um tempo individual de cada um de nós. Conhecer aquilo que ainda nos impede de ir além do EGO em nossas escolhas. Esse “conhecer-te a ti mesmo” é um processo de sinceridade e honestidade conosco mesmos. Você, querida Paula, mais do que eu sabe da importância de reconhecermos aquilo que Jung afirmou serem nossas “sombras”. Aspectos íntimos reprimidos da “psique” e fora da percepção consciente e que nem por isso são inócuos, muito pelo contrário, acabam “moldando” o comportamento.
Reconhecer e assumir essas “sombras” é o trabalho que deve ser realizado nessa dinâmica da transformação pessoal. Funciona como se a consciência resolvesse seus “conflitos” íntimos e na solução dos mesmos ocorresse um verdadeiro “salto” para uma nova compreensão da vida. Reinterpretar os arquétipos, ou seja, dar novos significados aos contextos que nutrem nossos pensamentos para dar os devidos valores a esses contextos. Aqui, amiga Paula Baccelli, deveremos dialogar com mais demora e cautela para que entendamos essa dinâmica, pois acredito que seja de fundamental importância a compreensão de tal dinâmica para chegarmos a uma visão clara do que seja a cura quântica. Da mesma forma, saber que os pensamentos dão significados aos sentimentos percebidos pelos nossos centros vitais.
Honestidade e sinceridade são as palavras chaves quando estamos na “imersão” de reconhecimento de nossas “sombras”. Prestar atenção naquilo que nos irrita nos outros, prestar atenção naquilo que tira meu humor, meu sono e também me faz ficar “estressado”. Costumo brincar com as pessoas que converso sobre esse assunto que quando identificar aquilo que te irrita nos outros pegue que é teu!! rsrsrs. Aspectos que entramos em sintonia com outros e assumimos como sendo dos outros e não nossos. Essas são nossas sombras, nossos fragmentos que devem ser incorporados em nossa essência. Esse exercício de honestidade e sinceridade aumenta as possibilidades para novas escolhas, novos contextos e novos significados. Transmutar as energias de nossos sentimentos sombrios. Como você, amiga Paula, compreende esse processo?
Fui breve em minhas “provocações” e com o intuito de ouvi-la com mais atenção. Esse campo de atuação é sua especialidade e tenho muito a aprender com você, pois esse exercício de reconhecer as sombras é um processo recente em minha vida e, pode ter certeza, consegui alguns saltos de compreensão que me levaram a ações diferentes em minha vida com o firme propósito de buscar a coerência entre pensar, sentir e agir.
Abraços fraternos.
Milton

05/09/2012

Querido amigo! Lamento a demora de minha resposta, mas essa tal de escolha nos coloca, muitas vezes, num turbilhão de atividades! Ufa!
Ah, o belíssimo e emocionante processo de transformação! Gostei das aspas na palavra “despertar”. Na verdade, sempre estivemos despertos em nossa essência. Já parou para observar o desenrolar de nossas vidas? Como tudo é tão coerente com esse despertar? Como a vida nos encaminha direitinho para aquilo que precisamos relembrar?
Quando nascemos já trazemos informações, porque somos um aglomerado disso. Nosso corpo é moldado de acordo com elas. Bem antes de nos transformarmos em embrião já temos todas as informações “físicas” e “emocionais” sobre quem seremos. O processo de diferenciação das células que formam nosso envoltório físico já está obedecendo a esse conglomerado informacional, que nada mais é do que um montão de memórias de experiências que fomos acumulando ao longo de nossas existências, nisso que insistimos chamar de campo “individual”, cruzado com os conteúdos da linhagem ancestral na qual nascemos. E quando digo “conteúdos” estou me referindo a algo muito além de fatos. Estou falando de emoções, sentimentos, valores, crenças, tendências. É tudo isso que forma a Alma, Espírito, Psique, como preferir.
Certamente, não há absolutamente nada mais importante para nós do que mergulharmos em nossa Sombra, reconhecendo os detalhes mais íntimos, segredados em nossa psique. Nossa cultura é voltada para distrações. Temos nos distraído há séculos com o Fazer, esquecendo que esse fazer é meramente o resultado do Ser. Dias atrás estávamos discutindo o porquê de pontos muito interessantes em teorias famosas, como o Marxismo, por exemplo, não terem funcionado na prática. Aí, meu filho Pedro, 17 anos, respondeu: “Mãe, ‘cai a ficha’! Marx e os outros, não levaram em consideração o Ser.”. E eu concordei com ele. Até hoje, dentro do próprio universo da psicologia, que deveria estar comprometida com a psique humana por si só, com exceção de autores como Jung, Hillman e Groddeck, não se considera a alma / consciência, que está no campo do extraordinário e não do ordinário, como o principal “objeto” de estudo! Falamos de comportamento, doenças psíquicas, influências hormonais e de ambiente, mas não colocamos a alma e sua “singularidade coletiva” na ponta da língua!
Penso que a Sombra é nosso grande desafio no jogo da vida. É nela que guardamos o que não queremos revelar, ou não temos permissão para fazê-lo. Na Sombra não há somente coisas “ruins”! Quando uma criança nasce, o ambiente que a circunda vai tentar moldá-la de acordo com as regras estabelecidas. E isso está muito além do bem e do mal. Por exemplo, se nascermos numa família de mafiosos e formos primogênitos, não teremos escolha a não ser nos prepararmos para assumir um dia o controle das famílias agregadas. Imagina se nossa sombra quiser despertar em nós “o monge”, o “maestro de orquestra”, o “filantropo sincero” ou o “agente da Interpol”? Seremos esmagados pelo sistema que deveria estar nos acolhendo a “individualidade” e nos reconhecendo positivamente através da permissão para sermos o que tivermos que ser!
Você cita Honestidade e Sinceridade como chaves para reconhecermos nossa Sombra. E Mais à frente as aponta como algo a ser exercitado. Concordo plenamente, desejosa que você admita o quão longe estamos ainda da plenitude dessa vivência. Como disse anteriormente, temos nos distraído ao longo da história da humanidade. Estamos vivendo uma histeria coletiva, onde os modismos culturais, os medicamentos alopáticos (falando mais especificamente sobre os psiquiátricos, mas sem desqualificar os profissionais que os utilizam com cautela e responsabilidade) e o próprio paradigma científico vigente nos afastam do aprofundamento na alma. Deveríamos estar “descendo” em nós mesmos, para encontrarmos as feridas na Sombra, experimentando um novo significado para a palavra “depressão”, como aprofundamento, por exemplo, um mergulho no “vale da alma”. Mas, alguém, em algum momento criou um significado de poder para o “esconder a sombra” e isso enfraqueceu a honestidade e sinceridade necessárias para nosso mergulho. Estamos viciados em fingir, construir máscaras que objetivam nos adequar às exigências do sistema. E nem questionamos o quão doente e demente esse sistema está! Somos tão carentes que passamos nossas existências correndo atrás do reconhecimento do outro. Nossa auto estima é historicamente tão baixa que nos viciamos nesse modelo. E, por isso, imergir na Sombra não é uma opção para a maioria! É um risco que as pessoas não querem correr! O medo da exclusão nos enlouquece! Se não conhecermos nossa Sombra, passaremos a vida inteira enxergando ela nos outros, como “doutores da lei”, empodeirados para exercer o julgamento, escondidos por detrás das máscaras das religiões, da ciência e dos variados status que existem por aí.
Uma outra questão sobre a Sombra, é que vivemos buscando fórmulas prontas, oferecidas pelos outros, para conhecê-la e trabalhar com ela. Longe de mim querer tirar o mérito dos inúmeros sistemas terapêuticos desenvolvidos com esse propósito, mesmo que com nomes diferentes. Eu reverencio boa parte deles. Mas, é preciso ficar claro que essas técnicas apenas nos proporcionam o conhecimento e o treinamento para o mergulho, pois esse é algo que só faremos “SOZINHOS”. É nossa grande iniciação nos mistérios da Vida. E só tem mérito quando realizamos a prova nós mesmos. Nesse ponto, a Meditação silenciosa é tudo de bom! Então, não há fórmulas do “como fazer”, mas há caminhos muito interessantes que nos permitem a preparação e o ensaio. Minha dica: busque conhecer teorias e experimentar técnicas que valorizem a complexidade da alma humana. Encoraje-se a sair da zona de conforto do muito simples e prático. Esse universo é menos complicado do que se imagina. Para mim, a alma humana está assentada no mundo maravilhoso das imagens arquetípicas, no extraordinário, nos mitos, no campo do sutil, no universo quântico que dita todas as regras, nas histórias de vida de tantos personagens que brilharam em sua atuação. Honestidade e Sinceridade no autoconhecimento é necessidade e possibilidade para todos nós, mas negócio de poucos!
Acho que me alonguei demais em meus devaneios, ehehe! Vamos continuando nossa conversa sobre a Sombra que temos muito ainda o que discutir. Sugiro a todos os leitores o livro “O Código do Ser”, de James Hillman. Um tratado genial sobre a alma humana e seu daimon. Abraço de luz a todos!!

11/09/2012

Saudações quânticas, querida amiga Paula Baccelli!!! Que as vibrações de Paz estejam presentes no nosso viver!!

Mergulhar em nossas Sombras e conhecê-las é tarefa urgente. Identificá-las e liberar a “energia” que as sustenta é necessário. Nessa busca do equilíbrio entre Oriente (Meditação) e Ocidente (Análise) temos que compreender ambas as experiências que valorizam a psique humana. Se acreditarmos que a consciência possui níveis e estágios de desenvolvimento, o salto de compreensão da consciência se passa no autoconhecimento de suas Sombras. Talvez a contribuição mais eficaz do Ocidente para a evolução da consciência seja a identificação desses aspectos reprimidos da psique que moldam o comportamento humano. O que quero dizer é que meditar sem a “posse” de suas Sombras, emoções que não são autênticas, irá atrasar o salto da consciência. É necessária, além da meditação, uma busca simultânea para a identificação da emoção autêntica e, assim, utilizar a meditação como uma ferramenta eficaz. Ninguém que “estuda” a evolução dos níveis e estágios da consciência consegue enxergar a “iluminação”. As pessoas que meditam e não exemplificam no comportamento as suas experiências interiores não conseguem dar seus saltos de consciência. Há uma necessidade de incorporar ambas as “técnicas” para o avançar do autoconhecimento.

Unir uma terapia que propõe a investigação dos aspectos reprimidos da psique à meditação seria um verdadeiro equilíbrio entre Ocidente e Oriente. Pessoas como nós que querem melhorar sua vida, podem instituir um processo natural de identificação de suas sombras através de uma atitude de sinceridade e honestidade. Perceber os fatos que o perturbam, que o irritam e estabelecer um diálogo com essa emoção. Como ela fora “reprimida”, ou seja, ela foi percebida inicialmente como sendo do outro, deve-se estabelecer esse diálogo em terceira pessoa para começo de conversa. Após ter feito esse início de diálogo, estabelecer a próxima etapa que é o diálogo em segunda pessoa, isto é, enfrentando literalmente a Sombra para, finalmente, estabelecer um diálogo em primeira pessoa e tomando posse do que é seu, ou seja, a sua Sombra. Esse processo 3-2-1 foi proposto pelos estudos integrais de Ken Wilber e tenho colocado em minha prática diária no intuito de descobrir minhas emoções autênticas e simultaneamente estabelecer uma prática de meditação. Tem dado bons resultados.

Esse processo 3-2-1 são as fases inversas quando da formação das Sombras. Elas saem do eu (primeira pessoa) e acabam sendo projetadas e identificadas apenas nos outros (terceira pessoa). O trabalho de honestidade e sinceridade encontra-se em perceber e identificar que aquilo que te irrita, aquilo que te perturba no outro é fragmento seu. Isso não é uma tarefa fácil, isso requer honestidade e sinceridade. Casos mais avançados e graves devem ser abordados por profissionais da área. Como eu disse, anteriormente, esse processo funciona para simples pessoas ditas normais empenhadas em seu processo de autoconhecimento.

Vou explicar melhor para que não haja dúvidas. Quando afirmei anteriormente que a meditação sozinha não conseguiria estabelecer um “diagnóstico” correto dos aspectos reprimidos, das emoções autênticas, é que há as emoções secundárias e a meditação pode ser feita em cima dessas emoções secundárias e o comportamento continuar a se repetir. Por exemplo: Se estou vivenciando momentos de raiva e com meu intuito de melhorar começo a meditar sobre a raiva, melhoro durante certo tempo, mas a verdadeira emoção que estava originando a raiva é o medo. Então, somente depois de uma identificação dessa emoção autêntica do medo e de meditar sobre ela é que poderei ir além. Sem essa identificação da emoção autêntica, contribuição do ocidente com a psicodinâmica das sombras, é que a meditação – contribuição das experiências internas do meditador – poderia ajudar no salto da consciência permitindo ir além.

Querida Paula Baccelli, para pessoas que funcionam razoavelmente bem e querem “limpar o porão”, a psicoterapia pode ser um luxo desejável. É uma forma de obter ajuda especializada para “escavar” profundamente o material da Sombra. Mas para aqueles que não tiverem os meios, o processo 3-2-1 pode ajudar muito. Associar tudo isso com a meditação são os dois passos fundamentais do autoconhecimento. Abraços fraternos e que a Paz e a Luz estejam sempre presentes mantendo a saúde integral. Milton.

19/09/2012

Que saiamos do escuro e brilhe nossa luz, grande amigo, para o bem de todos, ehehe!

Você toca num ponto de extrema importância de discussão e esclarecimentos: Sombra e Meditação!! Jung foi o mestre de todos nós que acessou o que ele nomeou de Arquétipos. Essa palavra tem origem no grego Arché, princípio presente em todos os momentos da existência de todas as coisas, no início, no desenvolvimento e no fim de tudo; princípio pelo qual tudo vem a ser. Arché foi objeto principal de investigação de muitos filósofos antes de Cristo. Eles transitaram pela observação de vários archés diferentes. Para Tales de Mileto era a água; Anaximandro de Mileto contemplou o apéiron; Anaxímenes de Mileto, o ar; Xenófanes de Cólofon, a terra; Heráclito de Éfeso, o fogo; Pitágoras de Samos, o número; Empédocles de Agrigento, os quatro elementos; Anaxágoras de Clazomena, as homeomerias; Demócrito de Abdera, os átomos; Jung de Kesswill, os Arquétipos; Paula de Itumbiara, a Consciência Suprema (até agora, ehehe!). Penso que se Jung estivesse vivo, acompanhando o advento do paradigma da consciência como a base de tudo o que há, ele teorizaria a consciência como criadora dos arquétipos.

Sua arché são as imagens primordiais, estruturas inatas que servem de matriz para a expressão e desenvolvimento da psique, ou alma. Imagens incrustadas profundamente no Inconsciente Coletivo da humanidade, projetando-se em sonhos e narrativas. São anteriores e mais abrangentes do que o ego, que tem sua base no exercício mental (a mente, mente). Originam-se de uma constante repetição de uma mesma experiência por muitas gerações. São as tendências invisíveis e estruturantes dos símbolos. Jung afirmava que “nenhum arquétipo pode ser reduzido a uma simples fórmula. Trata-se de um recipiente que nunca podemos esvaziar, nem encher. Ele existe em si apenas potencialmente e quando toma forma em alguma matéria, já não é mais o que era antes. Persiste através dos milênios e sempre exige novas interpretações. Os arquétipos são os elementos inabaláveis do inconsciente, mas mudam constantemente de forma.”

Um dos arquétipos entrelaçados na alma, e não menos complexo de se compreender, é a Sombra. Jung criticava seus alunos quando estes diziam que a Sombra é a parte obscura da estrutura do ego, pois, para ele, a Sombra é simplesmente todo o inconsciente. Num trabalho terapêutico de investigação profunda da psique do cliente, sabemos que o trabalho com a Sombra ocorre em etapas: primeiro ela aparece como algo que nos diz respeito, mas não podemos conhecer diretamente; depois, à medida que o cliente vai penetrando a “esfera da Sombra da personalidade, investigando seus diferentes aspectos, surge nos sonhos, depois de certo tempo, uma personificação do inconsciente, do mesmo sexo que o sonhador, bem como outro arquétipo, a Anima (ou Animus), representando sentimentos, estados de espírito, ideias, etc”, até experienciar o Self.

Sim, conhecer a Sombra profundamente é imprescindível para realizarmos a evolução em nós. Temos nos equivocado, acreditando que “fazer para o outro” (falácia total que podemos discutir mais adiante), adquirir conhecimento espiritual e modificar comportamentos é evolução, ou reforma íntima! Isso não é verdade! Embora sejam ações importantes para a criação de novas representações em nossa experimentação de vida, não são fatores primordiais para a iluminação da alma.

Apesar dos aspectos concernentes à Sombra terem sido absolutamente bem trabalhados por Jung, que facilitou, a meu ver, nossa compreensão dos mesmos, as sabedorias orientais, como a Veda, já os citava em seus textos sagrados, na forma de seus demônios. Na verdade, Jung era amante das sabedorias do oriente, daí a sobreposição de muitas ideias entre eles.

Sim, a Meditação como técnica de mergulho nesse universo escondido e experimentação de Deus, é o que há de melhor! E continuará sendo, devido à sua simplicidade e eficácia constatada pela própria ciência materialista. Mas, se a alma não quiser aproveitar, será bem mais um instrumento de relaxamento e treinamento de foco e concentração. Apesar de aspectos da Sombra inevitavelmente aparecerem na Meditação depois de algum tempo de prática, se o sujeito não estiver disposto a encará-la, ela passará apenas, por muito tempo, como meras imagens que brotaram do inconsciente. Mas eu preciso ser justa com algo que é fato na Meditação: independente da covardia do indivíduo em encarar sua Sombra, algo mágico acontece nesse exercício, que é a indiscutível aproximação do Self, nosso núcleo psíquico mais próximo da Consciência Suprema, fazendo com que nos sintamos mais seguros, diminuindo consideravelmente o medo de nos enxergarmos. Isso nos proporciona maior possibilidade de encararmos a Sombra em algum momento. Por isso, acredito que Meditar é um recurso que precisamos encarar se quisermos fazer esse mergulho. Quando meditamos, conscientes da Sombra ou apenas corajosos para reconhecê-la, nos proporcionamos um salto tão efetivo que as transformações se manifestam inclusive no físico.

Comecei ontem um grupo terapêutico que usa Meditação e Constelação Sistêmica para acessar arquétipos importantes, entre eles e principalmente a Sombra. Acredito que tanto uma técnica quanto a outra, por serem fenomenológicas, conseguem nos proporcionar níveis de experiências muito profundos e interessantes para esse propósito de transformação. Mas, reiterando, ainda assim, com tanta possibilidade boa e eficiente, sempre haverá também a possibilidade de a pessoa não querer encarar-se. Aí então nos deparamos com a Escolha como o principal meio. Concordo plenamente contigo sobre a sinceridade e honestidade para instituirmos um trabalho de identificação da Sombra e seus aspectos, embora seja o maior difícil desafio de todos nós. Somos seres viciados em contarmos mentiras, inclusive e principalmente para nós mesmos. E a enormidade do universo informacional que temos hoje facilita essas artimanhas de sabotagem do ego. Temos usado o conhecimento para manipularmos a verdade, em todos os setores da vida, também em nossa alma!

Sim, sim e sim! Precisamos estabelecer novos caminhos que nos levem a novas possibilidades para experimentarmos a coragem de nos conhecermos a nós mesmos. É preciso, de antemão, aceitarmos o verdadeiro autoconhecimento como necessidade primordial para saltarmos. Isso pode levar vidas… Depois, necessitamos questionar o paradigma ao qual temos sido fiéis e nos encorajarmos a trocá-lo, bem como aos valores e crenças que nos regem, caso eles não estejam sendo adequados para nossa proposta de iluminação. Isso também pode levar vidas… Depois precisamos desejar, além da vontade eufórica, que dura apenas alguns momentos, viver o autoconhecimento, para podermos estabelecer alguns hábitos saudáveis para chegarmos lá, como o processo 3-2-1 proposto por Wilber, e tantas outras propostas maravilhosas que já temos manifestadas em nossa humanidade. Parece desanimador, às vezes… Mas, eu tive o cuidado de escrever “posso” de propósito, porque estamos condicionados a acreditar que tem que ser difícil, doloroso e demorado. Já acreditei nesse mito da iluminação apenas pela dor, mas hoje não! Difícil, doloroso e demorado são somente possibilidades para a consciência escolher manifestar. O problema é que estamos condicionados por demais nas possibilidades que temos experimentado coletivamente. Daí a necessidade mais que urgente de novas ideias para vivenciarmos também, o que nos levará à criação de novas representações, novos mitos, mais saudáveis e coerentes com as propostas de evolução espiritual. Tudo o que acreditamos como verdade é transitório, temos que aceitar isso como um fato! Queremos viver de certezas, mas o que chamamos de realidade vive em outra instância, a das incertezas.

Você tem razão quando afirma que a meditação sozinha não consegue “estabelecer um “diagnóstico” correto dos aspectos reprimidos”, das emoções autênticas. São tantos e estamos tão treinados a sabotar a realidade que é importante usarmos de outros recursos. Afinal, não creio que sejamos complexos apenas por uma brincadeirinha de Deus! Penso que essa complexidade nos obriga o tempo todo a ampliarmos a experiência de possibilidades diferentes. Com certeza, Deus em sua infinita sabedoria queria nos impulsionar a expandirmos sempre mais – criatividade infinita! Mas, a Meditação consegue sozinha, acomodar em nossa psique, tudo o que for mexido em outras propostas, promovendo insights poderosos que nos empurram para frente. Daí eu utilizá-la sempre junto com outros recursos. Precisamos do Silêncio, tanto quanto do ar. A psicoterapia é um luxo necessário sim, e digo isso como cliente, mais do que como psicóloga. Mas ela precisa ser realizada por um profissional absolutamente sério, de preferência que já esteja mergulhado em sua Sombra, num movimento de harmonia total com ela e que tenha recursos potentes para que o cliente possa realizar o seu mergulho. Afinal, um terapeuta só leva seu cliente até onde ele mesmo foi. Para isso, só acredito em abordagens psicoterápicas que privilegiem a alma. As chamadas (psico)terapias energéticas – constelação sistêmica, reiki, bodytalk, psych-k, peat, biodinâmica, bioenergética, etc, e a abordagem Junguiana e a psicologia arquetípica de Hillman têm esse privilégio.
Acho que me estendi bastante, amigo Milton! Mas é um assunto vastíssimo e adoro conversar sobre ele. No aguardo do próximo cutucão! Abraço de luz a todos

01/10/2012

Querida Paula Baccelli,

Sentei para escrever…
Fico feliz por isso…
Respiro fundo…
Presto atenção em meus pensamentos e sentimentos para esse momento…
Tento perceber a presença desse momento (ser).
Questiono todos os pensamentos e sentimentos que surgem…e deixo-os ir…
De repende…surge um pensamento e sentimento que agrada. Pego-o e passo para a etapa seguinte…escrever(fazer).
Saber que há um processamento inconsciente que molda nosso comportamento fica cada vez mais claro e importante. Saber que esse mesmo processamento inconsciente pode influenciar nossa “biologia” é descoberta mais recente e que me intriga como médico.

Entender os mecanismos biológicos que levam a um desequilíbrio homeostático interno culminando com o que chamamos de “doença” norteou minha conduta médica até pouco tempo atrás. Fui ensinado e educado dessa maneira!! Você me entende? Entender que temos outras esferas que integram o ser humano, uma realidade que não é formada de carne e osso, isso é recente. Estou em fase de aprendizado. Um novo aprendizado. Integrar o que a ciência médica descobriu até hoje com a alma que estava separada até então. Movimentos de moléculas. Interações e reações químicas. Fórmulas. Exames complementares. Bioquímica. Aprendemos muito sobre tudo isso. Tudo externo aos aspectos internos da alma. O que penso e sinto não entravam na equação da saúde. Ficavam separados. À margem esperando no limbo a resolução dos problemas das interações materiais e biológicas.

Tudo isso que escrevemos até agora em busca de compreender nossas Sombras talvez ainda não são compreendidas pela maioria dos médicos tradicionais. O que está faltando? Mudança de paradigma nas escolas médicas. Somos ensinados dessa maneira. Psicologia na medicina é vista no período de 30 dias. Pouco demais para compreender todas as sutilezas da alma. Alma e matéria foram separadas. Estão unidas e acopladas. Consciência é vida! Vida é consciência! Como esses aspectos internos da nossa psiquê influenciam a biologia? Como nasce uma doença? Quem comanda nossas células? O DNA? A psiquê? Precisamos esmiuçar esse assunto querida amiga quântica! Quero a sua ajuda para adentrar esse campo de integração que a física quântica tem proporcionado.

Talvez, além da minha provocação eu preciso ser provocado também!! Quero escrever sobre o movimento da consciência e como o corpo físico consegue representar a nível molecular esse movimento! Pretencioso? Talvez!! Mas temos instrumentação filosófica, física e biológica para essa integração. Amiga de ideal, o que achou? Vamos integrar o estudo de nossas Sombras, Meditação e Medicina?!

Abraços Fraternos

Milton.

15/10/2012

Querido Amigo Milton e todos os leitores,

Quanta falta faz um dedo indicador, ehehe! O perigo das mulheres na cozinha recaiu sobre mim e fiquei aguardando um desfecho que me permitisse responder a essa provocação. Graças a muito Reiki, não precisei dar pontos e estou de volta com mais “gás” ainda para darmos continuidade a este que tem sido um trabalho desafiador e absolutamente prazeroso.

Nossa problemática maior: a separação Alma e Matéria! Sim, é um fato muito marcante na ciência vigente, mas nem de longe é tão antigo quanto o pensamento de que alma e matéria são uma coisa só. Temos indícios desse pensamento quântico desde eras mais longínquas, como a civilização egípcia e a hindu antes de Buda. Depois, com a revolução industrial, formalizou-se o que ainda vivemos em maior escala: a expressão material da energia como soberana. Mas, como continuar pensando e agindo assim depois do advento do paradigma que admite a consciência imaterial como a criadora de tudo o que há? Podemos continuar insistindo na primazia da matéria como causação, só que não conseguiremos sustentar isso por muito mais tempo, pois a física quântica veio para ficar e estabelecer a existência do mundo sutil e tudo o que lhe pertence. Mas, nosso pinga fogo de hoje é sobre influência, não é mesmo?

Bem, a psique humana é de ordem sutil, invisível aos nossos olhos, perceptível às sensações, emoções e pensamentos. Ela não é palpável, mas carrega consigo um sem número de informações sobre nós e nossas experiências que transcendem tempo e espaço. Pense numa malha energética, infinita e emaranhada, onde cada linha de energia é um HD de computador, carregadinho de informações mil. Todas essas linhas entrelaçadas umas nas outras. Pois bem, essas informações são o que você chama de aspectos internos da nossa psique. E têm características que se aproximam mais ou menos da Ordem Maior, uma vez que o Universo possui, inegavelmente, leis próprias, embora conheçamos poucas delas e dessas, sabemos menos ainda. Fato é que, quanto mais distantes estamos dessa Ordem, mais manifestaremos essa desordem em nós mesmos, tanto na expressão física e orgânica, quanto na expressão psicológica e comportamental.

Para respondermos aos seus questionamentos: “Como esses aspectos internos da nossa psique influenciam a biologia? Como nasce uma doença? Quem comanda nossas células? O DNA? A psiquê?”, precisamos nos encarar definitivamente como essa malha energética informacional, que dispara para o nosso universo psíquico e orgânico suas informações para nos movimentarmos na vida. Quem comanda nossas células são as informações da malha, gerenciadas, creio eu, pelos movimentos conscientes e inconscientes da psique. Quanto mais próximos da Consciência Suprema, mais conscientes e mais saudáveis. Quanto mais distantes da Consciência Suprema, mais inconscientes e mais doentes.

Hipócrates (460 a.C. – 377 a.C.) afirmava que o ser humano é uma unidade organizada, sendo o corpo a dimensão funcional, a alma a dimensão reguladora e a doença o efeito da desorganização dessa Unidade. Georg Groddeck (1866 – 1934) entendia a doença como uma criação, carregada de finalidade, sentido e função expressiva, que tem sua origem na combinação entre uma vulnerabilidade orgânica específica e na psicodinâmica do paciente. Para ele as doenças também são familiares, uma vez que a dinâmica familiar é preexistente ao ser recém-nascido. Esta dinâmica é inconsciente e os membros vão herdando os caminhos neuróticos de autopreservação desenvolvidos nesse grupo há gerações. Rupert Sheldrake, autor da teoria de Campos Morfogenéticos, que dá forma às questões de transgeracionalidade que as constelações sistêmicas trabalham tão bem, também cita os hábitos emocionais, comportamentais e de crenças como forma de adoecermos.

Portanto, quando falamos de adoecimento, estamos nos referindo, a meu ver, numa simbologia traduzida pela forma da cruz: a linha vertical somos nós e nossa “individualidade” de experiências, dessa e de outras vidas, na qual “descemos” para essa atualidade a fim de desenvolvermos algo específico. “Descemos” com uma agendinha pronta, nosso Dharma, como chamam os hindus, e nossa tarefa é cumpri-la com louvor. A linha horizontal é a ancestralidade na qual “descemos”, que contém informações que serão cruzadas com as da nossa horizontalidade. No ponto de cruzamento, numa malha gigante de possibilidades, sem dúvida estamos nós e as necessidades da nossa alma. Tudo isso para podermos retornar à Unidade. Essa é a real missão de todos nós. Os caminhos podem ser diferentes, o tempo de cada um é muito particular, mas o objetivo é o mesmo. Penso que cada “individualidade” que chega de volta a Deus, faz expandir Sua totalidade, mantendo o que chamamos de Evolução Criativa em movimento e a Vida em atividade permanente.

O adoecimento ocorre quando não temos consciência desses movimentos em nós mesmos; quando desconhecemos nossa Sombra; quando nos negamos a nos sentir parte do Todo Maior. Pensemos um pouco pela ótica da quântica: tudo isso é uma ilusão, um sonho dentro do grande sonho de Deus. Nossa consciência cria formas para podermos expandir. Eu sei que muitas vezes esse pensamento dá medo, mas não vejo mais como negá-lo! Criamos o tempo todo para podermos nos “enxergar”! Somos um enorme aglomerado de átomos manifestando matéria! Niels Bohr (1885 – 1962) dizia que o “mundo físico é apenas uma maneira de um átomo olhar para si mesmo!”. Pensem bem: Se aceitarmos o fato, para mim indiscutível, de que somos um montão de consciências movimentando energia para nos traduzirmos em formas, passaremos a criar formas e experiências mais saudáveis para todos!

A doença dentro do olhar da psicossomática é um caminho para a saúde. Ela nos conta que algo em nossa sutilidade não vai bem e nos obriga a encontrarmos uma cura. Pode ser que demoremos muitas vidas para encontrar a cura, mas ela virá. Como está vindo nesse momento da nossa humanidade terrestre coletivamente, com o novo paradigma e os nós que tem desfeito, daquilo que insistimos chamar de “realidade”.

Se quiser curar-se de qualquer coisa, vá fundo em sua Sombra! Destrinche-a ao máximo! Conheça todas as suas artimanhas! Enxergue-se corajosamente como realmente tem sido! Compreenda as nuances da alma manifestadas na doença que se apresenta em você! É a alma que cura e adoece, somente ela e tão somente ela! Temos visto muitas tecnologias espirituais e quânticas em novos tratamentos. Elas podem amenizar muitos sintomas, com mais eficiência do que os medicamentos alopáticos, pois visam equilibrar nosso biocampo. Elas podem até facilitar o caminho para a cura, nos propiciando contato com nossa alma, mas o caminho da verdadeira cura é SOLITÁRIO, ninguém, absolutamente ninguém, nem nenhuma tecnologia quântica pode fazê-lo por nós!!

Por isso, que um processo terapêutico profundo não é para qualquer um… É preciso muita coragem para voltar para dentro de si mesmo. Aqui a Meditação é o veículo, porque nos faz ficar conosco mesmos, diretamente ligados à Consciência Transcendente!!

Sombra, Meditação e Medicina: estamos nos referindo a uma nova medicina que se utiliza do exercício meditativo para conhecer os conteúdos informacionais inconscientes presentes na Sombra e que manifestam no corpo físico e na expressão psíquica, doenças ou saúde. Estamos falando de conhecer essa malha de informações para transformarmos a matriz que cria o DNA e passarmos a nos manifestar biopsiquicamente saudáveis e socialmente equilibrados nessa nova era evolutiva na qual estamos inseridos. Quando falamos que o século XXI é a era da informação, precisamos, sem medo de errar, incluir as informações que determinam quem somos e a quê viemos.

Não creio ser uma pretensão escrever sobre o movimento da consciência e como o corpo físico consegue representá-lo a nível molecular – penso ser essa uma necessidade para a nossa compreensão sobre saúde e doença e uma base filosófica para traçarmos uma real modificação nos tratamentos e prevenções. Mais que uma necessidade, temos responsabilidade de compartilharmos com as pessoas uma nova ordem de pensamento, dando a elas elementos para uma autocrítica sobre a causa do adoecer: nós mesmos! Estou ansiosa para ler o que você, médico cardiologista já transitando na nova ordem, tem a nos dizer!

Yogananda tem um livro cujo título já dá “pano pra manga”: A Eterna Busca do Homem! Sim, e creio que essa é a busca: quem somos? O quê somos? De onde viemos? Para onde vamos? Qual é a Ordem que nos mantém em equilíbrio? O quê ou quem é Deus? Qual a verdadeira Ciência? Como utilizá-la de fato?

Aí vão dois vídeos interessantíssimos sobre esse assunto:

A Cura do Câncer através do Chi – Gregg Braden


A Matriz Viva


Um grande abraço de luz e até quinta-feira em Goiânia!!

30/11/2012

Depois de um período de “descanso”, estamos de volta eu e Paula Baccelli com novas reflexões em nossos diálogos quânticos nesse pinga fogo.
Segue minha provocação à Paula para que possamos aguardar sua resposta.
Abraços a todos.

Consciência é vida! Vida é consciência!
Será que existe uma realidade fundamental? Algum cientista já conseguiu alguma vez visualizar um elétron? Criamos um modelo que representa o comportamento de uma “entidade” denominada elétron. Nunca, ninguém viu um elétron ou sequer outra partícula subatômica. Fazemos experimentos que comprovam a teoria e o modelo. Dessa forma acreditamos que o elétron exista realmente. Será? O funcionamento do cérebro é complexo. Sem dúvida ele existe para criarmos representações do mundo externo. Mas será que existe uma realidade objetiva separada e externa a nós? Percebemos o mundo através do sistema nervoso que possuímos. Uma árvore, uma maçã e qualquer outro objeto do universo é traduzido em uma imagem através de um circuito elétrico pelos neurônios. Essas informações chegam em nossos 100 bilhões de neurônios em regiões específicas e “circulam” pelo organismo através do sistema nervoso. Chegam até nossas 70 trilhões de células. Informam ao DNA o que eles devem fazer! Temos uma mente capaz de estabelecer uma comunicação com nossas células. Mente e DNA estão conectados. Vibram e oscilam dentro de um campo fundamental. Desse campo fundamental nascem todas as percepções e todas as memórias. Estamos “mergulhados” nesse campo de potencial zero. Ele nos conecta a todos.

Entender e compreender como a consciência escolhe a sua realidade passa obrigatoriamente pela compreensão e entendimento do funcionamento do cérebro. A consciência se identifica com ele no processo de mensuração quântica. Temos sempre infinitas possibilidades de escolha e sentimos dificuldade em acessar essas infinitas possibilidades, e ficamos atados e presos a algumas poucas escolhas. São os hábitos e condicionamentos. O DNA é cego, surdo e mudo! Necessita ser informado para que ele realize seu trabalho. O comportamento está longe de ser codificado por uma programação genética. Esse campo primordial informa, pois é a fonte de tudo. Quando realmente adquirirmos a capacidade de agir conforme pensamos e sentimos, talvez nesses casos, poderemos ter acesso a essa rede de informação e exercermos nossa real liberdade de escolher. Estamos caminhando para isso. O salto para essa compreensão necessita ser realizada de maneira breve, bem breve. Os problemas da humanidade estão avançando e tornando-se complexos. A evolução do nosso cérebro é mais lento. As soluções são fictícias e simples. Necessitamos da criatividade para encontrar as soluções para esses problemas complexos da humanidade: doenças graves e pandêmicas, terrorismo, guerras cuja motivação está nas supercrenças das nações envolvidas. As civilizacões já passaram por esses problemas complexos e algumas extinguiram-se em apenas uma única geração. Elas encontraram o limite cognitivo para seus problemas. O (cérebro/consciência) tende para a negatividade e para a simplicidade. Há uma necessidade urgente de transformarmos fatos positivos em experiências positivas para criarmos os circuitos que representarão a positividade.

Cada vez mais me convenço da necessidade da transformação pessoal. A consciência é a única capaz de criar mecanismos para enxergar-se a si mesma. Nada mais no universo consegue isso. Precisamos nos conhecer. Conhecer nossas tendências. Conhecer nossas sombras. Reinterpretar os grandes temas arquetípicos que sempre nutriram a mente para que a mesma pudesse fazer o seu papel: dar significados. Amor, bondade, justiça, abundância, verdade necessitam de uma reinterpretação. Nossa saúde depende de novos signficados, a saúde do planeta depende de uma nova visão de mundo que propicie novos significados. Estamos refletindo sobre esses princípios há algum tempo. A transformação pessoal é necessária. Complexa! Mas, necessária. Como eu disse anteriormente, nosso cérebro/consciência tende para a negatividade. Ele é como velcro para a negatividade e teflon para a positividade. É um questão de evolução mesmo! Nossos ancestrais precisavam de um sistema rápido de tomada de decisões, senão… já era! Perceber uma possível agressão! Perceber uma oportunidade de caça! Questões de sobrevivência mesmo. Criamos as representações automáticas desse comportamento. Temos os circuitos instintivos para esse comportamento. Porém, em nosso atual estágio evolutivo necessitamos ir além. O que nos diferencia de outras civilizações que encontraram seu limiar cognitivo é que agora estamos conscientes disso! Podemos ter ah-ha moments! Podemos ser criativos e encontrar o novo. Fazer a transformação a partir de um novo ser. Sei que falar sobre isso parece fácil. Poderíamos questionar também qual o impacto da minha transformação pessoal para a coletividade? É uma questão de visão de mundo, de paradigma. Observar-nos como seres unidos por uma consciência cósmica é diferente de nos observar separados e distantes dessa consciência cósmica. Estou escolhendo a realidade de minhas células. Estou escolhendo a realidade de meus pensamentos e sentimentos. Tudo simultaneamente! Estamos compartilhando as experiências no mundo manifesto e podemos fazer um mundo manifesto diferente e mais saudável.

Querida amiga Paula Baccelli, desculpe se retornei em alguns temas já discutidos! Acredito que temos que ir e vir sempre que necessário. Senti essa necessidade.
Vamos adiante. Abraços fraternos e aguardo sua palavras.

Milton

05/12/2012

Querido amigo! Que bom que retornamos! Como esse turbilhão planetário tem nos afetado coletivamente, não é mesmo? E nem é mais uma questão de estarmos “abertos” ou não a essas movimentações energéticas: somos parte efetiva desse momento e, como tal, precisamos contribuir com ele, ehehe!

Você já inicia o texto mexendo numa questão delicada… Realidade Fundamental. Por sincronicidade, porque não acredito em coincidências, estou lendo uma compilação de seminários que foram dados por Carl Jung em 1938, sobre realidade e sonhos, e cada vez mais me convenço de que devemos buscar compreender a teoria dos Arquétipos desenvolvida por ele a partir de uma visão quântica. No meu íntimo sim, acredito que existe uma realidade fundamental, mas não estática. Para mim, este nível de realidade primordial deve ser caótica, com sua origem e fundamento principal no movimento, que gera sempre e sempre as possibilidades para nossa consciência experienciar. Até hoje, o que mais se aproxima, talvez, de uma primeira manifestação fundamental dessa realidade, sejam as imagens arquetípicas trabalhadas por Jung. Embora tenhamos uma descrição bem detalhada dos arquétipos primordiais universais, sabemos que eles estão em constante desdobramento de si mesmos e por isso, aumentam em número e diferenciações o tempo todo.

É vero! A ciência comprova a existência das partículas subatômicas através de modelos teóricos apenas. Essas não têm expressão material, portanto não podem ser fotografadas por nossos objetos materiais! Mas nosso inconsciente comprova imageticamente, o tempo todo, em sonhos, em visões meditativas, em intuições, os arquétipos e seus mitos. Portanto, bem mais materiais do que as partículas não podem ser. Os arquétipos são a linguagem das partículas, e traduzem imageticamente as informações que elas vibram. Quando nos deparamos com essas imagens, que nos causam sensações, sentimentos, intuições e descobertas, temos CERTEZA de que são reais, uma vez que nos afetam indiscutivelmente, transformando imediatamente o que experimentamos como “realidade externa manifesta”. Na verdade, embora a compreensão seja difícil num primeiro momento, criamos e experimentamos a “realidade” ao mesmo tempo! Nosso cérebro, embora fantasticamente complexo e potente no seu funcionamento, não é capaz de captar a transição do movimento em si. Então, acreditamos que estamos vivendo uma realidade objetiva separada e externa a nós.

Quando nos embrenhamos pelo universo meditativo, temos experiências sutis que destroem essa concepção, e ficamos certos da nossa condição de observadores e observados, ou seja, criadores e criados. E compreendemos que as coisas criadas podem e devem ser transformadas por nós. Experimente escolher um conflito que envolva a sua insatisfação com o comportamento expresso de alguém, desde que tenha certeza que esse comportamento seja absolutamente inadequado para o coletivo. Então, tome consciência das verdadeiras intenções criadas pelo seu pensamento a respeito desse comportamento. Você verá que na maioria das vezes, como observadores do outro, temos uma porcentagem significativa de responsabilidade na manutenção desse comportamento, apenas por não vibrarmos corretamente. Por exemplo, podemos até desejar que a pessoa modifique seu comportamento, mas na Sombra, por trás do desejo às vezes expresso, o fazemos com raiva, duvidosos de que a pessoa será capaz, desejando no fundo que ela se machuque para aprender, etc e etc, cositas do inconsciente não tão inconsciente assim, ehehe! Dessa forma, nossa interferência como observadores só ajudará a causar uma piora ou uma manutenção do comportamento inadequado, e não a sua transformação e sublimação. Fazemos isso demais com as pessoas à nossa volta – cônjuges, filhos, parentes, funcionários, clientes, amigos, “inimigos”, com o país, com os políticos, com os traficantes, com a Natureza, com o Cosmos, etc.

Bem, o assunto é minucioso e profundo, porque é claro que a pessoa do nosso exemplo não tem apenas a nós mesmos como observadores. Há também outras pessoas no contexto e ela mesma! Mas, fazendo a nossa parte nessa atitude inovadora, já perceberemos mudanças, nela e em nós, pois muitas vezes, o que nos incomoda nela é pura projeção!! Precisamos nos permitir reconhecer que “estamos ‘mergulhados’ nesse campo de potencial zero”, que nos conecta a todos e nos entregarmos ao seu movimento caótico, incerto (princípio da incerteza de Heisenberg) e altamente CRIATIVO.

Os hábitos nos impedem a transformação e, portanto, a expansão. Criam e mantêm padrões de escolha cerebral. E o pior hábito que temos conservado historicamente é o medo do novo, da mudança, que gera o orgulho que mantém o ego acima da Consciência. Não creio que devamos matar o ego, porque ele é um veículo psíquico de expressão material. Portanto, precisamos dele para transitarmos no mundo que manifestamos. Mas ele precisa estar a serviço da Consciência Suprema, da nossa Essência Divina, da nossa Alma e não o contrário! Precisamos experimentar alimentar novas conexões neurais para aumentarmos as possibilidades de captação informacional do cérebro. Fazer coisas diferentes, desafiadoras, novas leituras, novos questionamentos! Precisamos urgentemente nos encorajar o mergulho em nós mesmos, em nossa Sombra, sem as artimanhas do ego que tende a manipular a verdade com máscaras e subterfúgios! Isso amplia a Consciência! Isso nos faz saltar! O resto é balela!

Sim, necessitamos de criatividade para encontrar soluções para todos nós. Mas não estamos acessando a fonte das infinitas possibilidades! Histórica e culturalmente falando, estamos vivendo numa megalomania superficial disfarçada de progresso, como nos cutuca James Hillman. Quanto mais superficiais nos permitimos ser, mais distantes da fonte estamos. Deveríamos estar mergulhando mais em nossas razões inconscientes para isso ou aquilo, além das articulações egóicas, do que buscando soluções imediatistas, materiais e “externas” a nós. Que se tome o medicamento, em alguns casos, mas que se penetre profundamente na causa do sintoma que ele visa eliminar. E, as causas são SEMPRE “internas”. Quero dizer que propositadamente coloco algumas palavras entre aspas, porque acredito que o sentido é ambíguo e nesse momento não tenho um repertório melhor. E, em outros momentos, são as citações ipsis litteris do Milton, ehehe!

Você sabe, meu amigo, que sou consteladora também, e esse ano experimentei um insight criativo que tive há algum tempo para os movimentos de constelação sistêmica, atuando a partir dos arquétipos e não dos membros das famílias de origem e atual. E tive uma comprovação emocionante de umas ideologias que assumi como minhas sobre “reinterpretar os grandes temas arquetípicos” para curar a mente e tudo o mais. Sim, absolutamente “nossa saúde depende de novos significados, a saúde do planeta depende de uma nova visão de mundo que propicie novos significados”, e reconhecer nossa verdadeira relação com os arquétipos e reinterpretá-los é penetrar na fonte de todos os males. Nossas relações com o meio ambiente e seus membros são muitíssimo importantes e devem ser sempre realinhadas, mas não são determinantes de nosso sucesso ou fracasso. Já parou para olhar de frente para o arquétipo da Grande Mãe, por exemplo, e verificar como você se relaciona com a Terra?

Nossa, acho que me estendi demais, lamento! Mas o assunto é por demais, prazeroso!

Abraço querido amigo, e aos nossos leitores, muita gratidão!

 

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