Transformar a nós mesmos e o mundo com as idéias da física quântica.

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Entendendo a complexidade de tudo.


                                                    
O arquiteto americano Bryan Berg terminou o maior castelo de cartas do mundo. Isso ocorreu em 2010. Há uma metáfora por detrás desse castelo. Justamente a de um mundo altamente complexo e interligado em que vivemos hoje. Como chegamos até aqui? A réplica do castelo de cartas de Bryan Berg demonstra como a complexidade traz consigo a interdependência e ao mesmo tempo a fragilidade desses sistemas a mercê de eventos não previsíveis. Uma ratazana poderia passar por ali e colocar abaixo toda a complexidade dos mais de 4000 mil baralhos utilizados na construção. Observamos um aumento da complexidade de todos os sistemas envolvidos em uma sociedade. A energia elétrica produzida nas usinas hidroelétricas é fundamental para o funcionamento da internet. Um colapso no funcionamento da internet poderia provocar danos irreparáveis na segurança, na saúde e em diversos setores. Eventos naturais e também eventos provocados pelo homem podem interferir na interconexão dos sistemas. Os seres humanos, que há mais de 150.000 (Cento e cinquenta mil) anos vem mantendo presença no planeta Terra, passando por modificações anatômicas, morfológicas, emocionais, comportamentais. É fascinante percebermos o processo evolutivo. E é ainda mais fascinante pensarmos sobre a vida e como a compreendemos. É imprescindível que consigamos enxergar a necessidade atual que todos nós temos de despertar para uma realidade onde a consciência seja valorizada como poder causal fundamental. Seja refletindo sobre a evolução e a incompletude das teorias que tentam compreender o processo evolutivo, seja refletindo sobre as diversas áreas do saber humano, seja pesquisando e estudando aspectos científicos objetivos, seja buscando auxílio no campo filosófico do pensar, seja dando vazão a criatividade interna e externa, situacional e fundamental, seja ouvindo e refletindo sobre ideias contrárias, seja buscando opiniões em todas as áreas da sabedoria humana, seja em leituras de textos de pessoas que já pensaram no assunto, chegamos a constatação de que: Somos vivos e temos consciência disso. Pensar em consciência nos dias de hoje é fundamental. A evolução da percepção humana sobre si mesma progrediu muito e dentro dessa evolução de percepção há uma motivação inquietante de buscar explicações para uma infinidade de incertezas. Muito além de questões filosóficas sobre nossas origens, sobre se há algum propósito em viver e da forma como vivemos, se há um motivo para as dores e sofrimentos, se realmente há necessidade de sofrer e por que? Qual a nossa destinação ou predistinação? Somos livres? Temos realmente liberdade em nossas escolhas? Ou somos como feito pedras em queda livre pensando que podemos escolher o nosso destino? Essas questões ficam sem respostas, ou apenas com respostas simplórias, se não tentarmos compreender a realidade completa pela qual somos formados. 

Temos discutido muito as ideias da física quântica e seus princípios que nos conduzem para compreender um novo paradigma. Um conjunto teórico de ideias e comportamentos que regem as decisões dos seres humanos. Muitos paradigmas já nortearam essas condutas. Muitos paradigmas já alimentaram as guerras, destruições, separações por não preverem o processamento de valores. Houve época onde os seres humanos buscavam explicações racionais para suas dúvidas e para fenômenos observados e quando não as encontravam na ciência incipiente, atribuía-se explicações a causas sobrenaturais. Uma era onde o místico era importante e os milagres eram atribuídos a causas que não tinham explicações plausíveis dentro da sabedoria da época. Era uma época organizada e satisfez durante certo tempo e a convivência entre ciência e religião foi orgânica. Porém esse aparente equilíbrio foi quebrado pela revolução das máquinas e o mecanicismo newtoniano. A física de Newton é possuidora de uma filosofia determinista onde admitia-se que sabedor das condições iniciais e das forças envolvidas no sistema, podia-se prever a trajetória, isto é, determinar o destino. A biologia, a medicina, o direito, a psicologia sofreram influências desse paradigma determinista. A metáfora de máquina ainda hoje repercute em nossas mentes e condutas. No início do século XX, os quantas foram teorizados. Pacotes de energia discreta com a capacidade de fazer algo acontecer foi identificado inicialmente por Planck e depois confirmado pelos trabalhos de Einstein em seus experimentos do efeito fotoelétrico. A matéria, antes vista como feita por “blocos de concretos”, agora passou a ser compreendida dentro de um espectro de probabilidade de existir. A luz possui um comportamento ondulatório e simultaneamente um comportamento corpuscular. Desse comportamento íntimo dos constituintes submicroscópicos da matéria emergiu o conceito da incerteza. Em um campo fundamental, onde a matéria nasce, não há certezas. Há, sim, probabilidades e com ela as possibilidades e as incertezas. Nasce uma ferramenta poderosa de cálculos de probabilidade: mecânica quântica.

 

A mecânica quântica consegue prever apenas a probabilidade de um életron existir. Em cada experimento realizado para se detectar o elétron e sua trajetória pode-se apenas prever a possibilidade dele existir, mas nunca o elétron real. Não há trajetória que possa ser prevista quando estamos considerando objetos quânticos como o elétron. O átomo e seu modelo foi totalmente reconsiderado. O nascimento da luz (salto quântico e flutuações quânticas) é até hoje envolto em mistérios. O que é capaz de perturbar o “tecido” do espaço onde está inserido o átomo capaz de nascer a luz? Bom, ainda voltarei a esse assunto. Até a descoberta da física quântica, o observador não era considerado importante nos experimentos. Hoje, com o conhecimento da interconexão quântica existente entre todos os objetos quânticos, o observador é levado em consideração com papel fundamental. O observador é capaz de perturbar e interferir com o sistema que está sendo experimentado. O observador e aquilo que está sendo observado formam um todo inseparável e influenciam no resultado do experimento. Se a mecânica quântica é capaz de prever apenas a probabilidade de existência do elétron, fica a pergunta que não cala: O que causa a realidade então? Nasce uma interpretação audaciosa da física quântica que considera o papel do observador como fundamental. Nasce a interpretação da física quântica que considera a consciência como algo fora do sistema da mecânica quântica capaz de perturbar o sistema e provocar o colapso da função de onda do elétron e transformá-lo em realidade. A dualidade onda-partícula adquire um intermediário que é a consciência. A consciência é o verdadeiro poder causal da matéria. Sem consciência não haveria a realidade como a conhecemos. Daí, grandes pesquisadores, admitirem em uma época onde pouco se compreendia sobre esses fenômenos, afirmarem que nós criamos a realidade. Foi uma época onde as intenções de criar coisas materiais ganhou força. Bom, se eu sou capaz de criar a minha realidade, então eu quero uma BMW na garagem! Época ingênua. Há uma profundidade maior nessa descoberta. Uma profundidade muito maior que os desejos do EGO. Aqui nasce outra interpretação da física quântica: As escolhas são feitas por uma consciência que está além da consciência imediata(consciência egóica). Essa consciência que está além da consciência imediata é a consciência cósmica. Nasce um novo Deus. Nasce uma consciência cósmica não mais separada. Morre o Deus infantil personificado e nasce um Deus cósmico que participa ativamente e objetivamente das escolhas de suas criaturas. Nasce a Causa Primeira de todas as coisas, O Todo-Poderoso, Ser Supremo, Suprema Bondade, Altíssimo, Ser Divino, Divindade, Deus Pai, Rei dos Reis, Criador, Autor de Todas as Coisas, Criador do Céu e da Terra, Luz do Mundo e Soberano do Universo. A grande maioria das pessoas acreditam em um Deus que é um ser todo-poderoso (onipotente) que tudo sabe (onisciente) e dotado de uma bondade infinita (onibenevolente): que criou o universo e tudo o que nele existe; que é preexistente e eterno, um espírito incorpóreo que criou, ama e pode dar aos homens a vida eterna. Todos essas atribuições são construções humanas na tentativa de compreender a consciência cósmica que interconecta todos os seres sencientes. Hoje a ciência quântica consegue devolver Deus para a própria ciência e mais, consegue integrar aspectos que percorreram um trajeto separado até então: ciência e espiritualidade. Aspectos transcendentes agora podem ser compreendidos de maneira objetiva. Como o transcendente comunica-se com o manifesto? A resposta está na física quântica e na interpretação da filosofia idealista monista da realidade onde a consciência é considerada a base de tudo.

 

Dessa maneira, integramos a separação existente entre ciência e religião, entre ciência e espiritualidade. Podemos conversar e pesquisar os fenômenos da psique humana e todos os aspectos sutis, particulares e internos da mente humana. Integrados e cocriados simultaneamente com a matéria física corpórea dos 70 trilhões de células que constituem o corpo humano. Conseguimos valorizar a energia vital e resgata-la para a biologia convencional que ainda está incompleta. Conseguimos pensar em um novo paradigma para a medicina onde as condutas levarão em consideração esses aspectos sutis, pois neles estão situados as verdadeiras causas das diversas patologias que afetam a saúde humana. Mudança de paradigma. Mudança de capacidade teórica que orienta a prática e as ações. Mudança de paradigma que impulsiona o ser humano para a necessidade da transformação íntima a fim de alcançar o propósito da evolução. Exatamente isso. Avanço tecnológico, computadores de última geração, computadores quânticos, processamento de informações cada vez mais complexas são construções externas.O cérebro humano tem dificuldade em lidar com a complexidade. As vezes, eventos não previsíveis também acontecem na vida e impulsionam para decisões e soluções novas. As vezes, esses eventos acontecem para diminuir a complexidade até um estágio mais simples que permita uma evolução. Muito mais que a tecnologia externa precisamos da “tecnologia” interna que é capaz de acessar uma rede energética de poder incomensurável capaz de criar a sua própria realidade. Educação das potencialidades do EGO. Motivações. A cada momento podemos fazer um destino diferente. A cada momento podemos colapsar uma possibilidade diferente e escrever histórias diferentes. A cada momento, a cada instante realizamos escolhas ainda baseadas em hábitos e condicionamentos. A cada momento podemos dizer não aos hábitos e condicionamentos e seguirmos um caminho diferente: o caminho do coração.

 

Abraços fraternos

 

Dr Milton Moura

Neurociência


Energia e Física Quântica


ENERGIA
A consciência escolhe!

A ciência tem dificuldade em definir a energia. A visão mecanicista que confere o caráter de máquina ao ser humano diz que tudo é máquina. “O corpo é uma máquina! A mente é uma máquina! A alma é uma máquina!” (Jacque Monod) – eminente Prêmio Nobel. Pois bem, como podemos entender a energia acreditando apenas em um “fantasma” dentro de uma máquina? A palavra “energia” aponta para muito além dela mesma. Não precisamos nos identificar com o “rótulo” que a palavra tenta representar. A energia é muito mais que aquilo que tentamos explicar sobre ela. Em termos matemáticos, a energia sempre estará sendo definida segundo outros parâmetros. A mais importante de todos os tempos sem dúvida é a tão conhecida expressão: E = m.c2. Energia é o produto da massa pela velocidade da luz ao quadrado. Nesse exemplo, energia é um “ente” observável que depende de outros “entes”. No caso, energia depende da massa e da velocidade da luz. Vejamos o que outro eminente físico tem a dizer sobre a questão: “É importante perceber que, na física atual, não temos o conhecimento do que é energia. Entretanto existem fórmulas para calcular certas quantidades numéricas. É algo abstrato no sentido que não nos informa o mecanismo ou a razão para as várias fórmulas” (Richard Feynman). Energia seria uma certa abstração matemática que não tem existência fora da relação funcional com outras variáveis ou coordenadas, que de fato tem interpretação física e que pode ser medida. Sabe-se que a energia não pode ser criada e nem destruída obedecendo a tão pesquisada e confirmada lei da conservação da energia. Então, o que é energia? Podemos ficar com a clássica definição de energia como sendo a capacidade de realizar trabalho, ou a que eu prefiro, a capacidade de “fazer algo acontecer” ( David Watson). Dentro da física quântica, energia assim como sua correlata matéria são ondas de possibilidades. Possibilidades de escolha da consciência em “fazer algo acontecer” e esse “algo” é a realidade. Você cria a sua realidade!

Quando estudamos nosso corpo físico percebemos que o mesmo é constituído por cerca de 70 trilhões de células. Essas células são formadas por moléculas que são constituídas por átomos. Nesse reducionismo mental, podemos imaginar a quantidade de átomos que fazem parte do nosso corpo físico. Podemos imaginar a complexidade de funcionalidade biológica que cada órgão possui ao incluir essa infinidade de átomos na constituição dos mesmos. Cada átomo é uma unidade composta. Cada átomo apresenta em sua constituição muito mais “espaço” que “matéria” propriamente dita. A “energia” contida no espaço que delimita o átomo é que dá oportunidade ao mesmo de existir. Sem o espaço não haveria a forma. Sem a forma não perceberíamos o espaço. Seria uma natureza indivisa e una. Uma natureza repleta de energia e possibilidades. Algo fora do sistema tem que “causar” uma perturbação nessa natureza una e indivisa capaz de manifestar a forma e o espaço simultaneamente. O nosso corpo físico está inundado por espaço. O corpo físico aponta naturalmente para além dele mesmo com o simples pensar na constituição dos elementos que o compõem. O corpo físico manifesto aponta para o não manifesto que o sustenta e da-lhe a forma. Há um campo de energia sutil que envolve cada átomo, cada individualidade composta e esse campo pode ser “sentido” quando desenvolvemos uma certa sensibilidade para que o percebamos. Um campo único de energia mantém a forma e podemos entrar em contato com essa energia se focarmos a atenção nesse campo sutil que envolve o corpo físico.

O espaço que “permeia” os meus átomos é o mesmo espaço que “permeia” os seus átomos. A realidade fundamental una e indivisa une tudo o que pode se manifestar no espaço-tempo eisteniano. O mundo externo é formado pelos mesmos constituintes do mundo interno. O grosseiro e o sutil são feitos da mesma substância. A separação aparente entre o que é interno e o que é externo – acreditem – é aparente! Necessitamos dessa separação, necessitamos do espaço-tempo para obtermos conhecimento. Precisamos conhecer. Sem a aparente separação não haveria percepção e sem percepção não haveria memória e sem memória não haveria aprendizado. O problema está em não compreender a separação como aparência e o comportamento refletir essa compreensão. Podemos entender a separação como uma necessidade para a evolução e desenvolvermos uma capacidade de comportamento baseado na unidade que envolve a todos os seres sencientes. Todos os corpos físicos que estão separados são unidos pela natureza una e indivisa de uma mesma realidade não local e fundamental. Mesmo após a morte do corpo físico, ainda assim, permanece um corpo sutil que ainda é mantido pela energia dessa natureza una e indivisa sob o comando da consciência, porém agora sob uma plasticidade maior onde o externo e o interno ainda existem, mas em “frequências” diferentes e, nessa dinâmica, campos dentro de campos, uma infinidade de “moradas”
podem surgir refletindo o avanço da consciência rumo a “alturas” cada vez maiores. Espaço e forma coexistem e são necessários para o aprendizado. Mas até quando? Até sermos um com o Pai. Vivemos em uma diversidade rumo a unidade. Vivemos em uma polaridade rumo a unidade.

A energia é a capacidade de fazer algo acontecer. Quanta coisa pode acontecer? Quantas possibilidades podem se manifestar para que a complexidade da consciência também se manifeste? Infinitas possibilidades. A energia, assim como a matéria (quarks) são ondas de possibilidades. A atualização das possibilidades em fato manifesto se dá pela presença da consciência. Pelo ato psíquico da observação. A sempre presença da essência de cada um de nós está em um eterno aprendizado. Seja em que campo estejamos, isto é, estejamos aqui no espaço-tempo de Einstein ou fora dele após a morte física, estaremos sempre presentes e observando e cocriando a realidade. Átomos sempre existirão a disposição para que a realidade seja cocriada. A atualização descendente das possibilidades ascendentes fará com que a realidade assim formada seja uma certa mistura em dois domínios: possibilidades e fato manifesto. Aonde quer que a consciência esteja, seja no corpo físico colapsando as possibilidades da matéria grosseira, seja no corpo sutil colapsando as possibilidades da matéria sutil, esses dois domínios da realidade sempre estarão presentes. A coerência nos faz pensar até quando existirá dois domínios da realidade? A resposta é a mesma: até o dia em que finalmente conseguirmos sermos um com o Pai. Há ainda outro ponto a ser considerado pela intuição. Parece que há uma necessidade de retorno ao mundo da matéria grosseira para que o aprendizado seja consolidado. Para que as experiências sejam “educadas”, para que o EGO seja transcendido e incluído dentro da consciência. Para que haja nova oportunidade para dar novos significados ao temas dos arquétipos. Para que haja cada vez mais identificação com a “essência” verdadeira dentro de cada um e, dessa forma, o passado seja dissolvido e qualquer outra identificação com a mente e seu oceano interno de atividades (pensamentos, sentimentos, memórias, medos, paixões, vingança e etc e etc.) também seja dissolvido e haja realmente o despertar coerente das ações plenas no momento presente, sem passado e sem futuro. Parece esquisito, mas essa realidade é possível.

Estamos “imersos” na energia que sustenta a forma. Lembrem-se sempre da síntese da evolução da forma e da energia baseado nos estudos de Teilhard Chardin e Ken Wilber: O aumento da complexidade da forma é acompanhada pelo aumento da complexidade de expressão da consciência e a energia vai se “sutilizando” nesse processo. A consciência de maneira criativa utiliza-se das possibilidades ascendentes da matéria e energia e “causa” (causação descendente e transcendente) a realidade concreta e objetiva na qual vivencia. O aprendizado se faz possível em virtude da aparente separação entre sujeito e objeto. Tudo “arquitetado” para que a consciência expresse-se e conheça. Há uma presença capaz de “observar” o conteúdo da mente (conteúdo esse feito da mesma “substância” que qualquer objeto externo e grosseiro). A visão mental é uma ferramenta poderosa, porém insisto mais uma vez que não há necessidade de identificação da “essência” (consciência) com o conteúdo da mente. Nós não somos os pensamentos, sentimentos, emoções, medo e etc da mesma forma que não somos nossos carros, casas e etc. Somos muito mais. Quanto mais nos despertarmos para a realidade transcendente, mais plenos e felizes nos tornaremos. Quanto mais conseguirmos viver o momento atual e agora, mais plenos e felizes ficaremos. Equilibrar o interno com o externo é tarefa fundamental e urgente para o momento atual. Que o nosso comportamento possa refletir essa compreensão. Coerência. É isso!

Abraços fraternos

Milton

Os números de 2012


Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um resumo:

4,329 films were submitted to the 2012 Cannes Film Festival. This blog had 16.000 views in 2012. If each view were a film, this blog would power 4 Film Festivals

Clique aqui para ver o relatório completo

Corpo de Luz


CORPO DE LUZ

Energia

Matéria

Campos

Partículas Elementares

Vibrações

Frequências e Amplitudes

Ressonância

Ondas de Possibilidades

Tudo isso está disponível para a escolha da Consciência. A consciência é a base de tudo!

Há uma necessidade de “perturbar” o sistema de possibilidades para se “cocriar” a realidade. Dessa forma, a consciência pode “perturbar” as possibilidades da matéria, seja em qual nível sutil se encontre, para surgir a sua realidade. “Nós nos tornamos aquilo que observamos”.

Quando a consciência provoca o colapso da função de onda da matéria ( seja em qualquer nível sutil em que se encontre essa matéria: energia, campo, partículas, ondas eletromagnéticas) ela se utiliza de quatro compartimentos funcionais para a sua expressão no campo da manifestação. Esses “compartimentos” são os corpos sutis necessários para que haja a expressão dos conteúdos internos da consciência . Há as possibilidades dos arquétipos organizados em um corpo supramental; há as possibilidades dos pensamentos organizados em um corpo mental; há as possibilidades dos sentimentos organizados em um corpo vital e, por fim, há as possibilidades das sensações físicas organizadas em um corpo físico.

O corpo físico, cuja finalidade primordial é criar representações do sutil, é o veículo de manifestação da consciência. A consciência provoca o colapso da função de onda de todos os compartimentos sutis: supramental, mental, vital. Essa escolha, ou seja, esse colapso é simultâneo, descontínuo e não local. Isso significa que essa escolha não envolve trocas de sinais e não tem a velocidade da luz como limite. Ela é instantânea e simultânea. Com o conhecimento do campo do ponto zero pela ciência quântica completa-se e torna-se coerente outras teorias que explicam o viver e passam a responder questionamentos que expandem a compreensão sobre a vida.

É intrigante o fato de como percebemos as coisas! Qual a explicação neurofisiológica para o fato de percebermos um objeto como sendo algo externo ao mesmo tempo que temos a percepção de ser o sujeito da ação de perceber? Isso torna-se uma pergunta muito difícil de ser respondida. Objeto é externo e sujeito é interno. Como isso acontece? Cérebro é objeto! Neurônio é objeto! Interações entre objetos só podem produzir novos objetos! Da onde nasce o sujeito? Como nasce a percepção do sujeito da ação? Esse sujeito da ação deve ser algo importantíssimo nessa equação!

Por essas e outras que concordo com Amit Goswami quando afirma que a consciência é a base de tudo. Interações materiais só podem fornecer matéria! De onde nasce a consciência, então? A consciência compreendida aqui como sujeito da ação não pode ser “produzida” pela interação dos nossos neurônios, haja vista que esses neurônios são objetos da percepção e, interação entre objetos, só podem fornecer novos objetos.

Uma vez sendo a consciência a base de tudo e compreendendo que campos de influências, energia, ondas e todas as demais diversidade da matéria que possuímos no mundo da manifestação são ondas de possibilidades, concluímos que a consciência é tudo que há. A consciência escolhe dentre todas as infinitas possibilidades fornecidas por essa diversidade de matéria que conhecemos. No processo de mensuração quântica no cérebro, a consciência una se divide em objeto percebido e sujeito que percebe e nessa divisão identifica-se com o cérebro. Simples assim! Como diria um amigo.

Mas uma vez escolhido, entramos no processo de evolução. Escolhemos nossos contextos que alimentam os pensamentos que por sua vez fornecem os significados a esses contextos e também aos sentimentos que fazem parte de nosso EGO. O corpo físico cria então uma representação desses aspectos sutis. A biologia do corpo físico possui trilhões de células que devem guardar uma comunicação perfeita e permanente para que a homeostase fisiológica seja mantida. Essa comunicação pode utilizar frequências específicas. As células e o DNA se comunicam por meio de frequências. Saúde aqui é compreendida não apenas como o funcionamento apropriado do corpo físico, mas também como o funcionamento apropriado de todos os corpos sutis.

Mas o que quero realçar é que uma vez colapsado simultaneamente e não localmente todos essas possibilidades sutis uma coisa importante deve ser considerada: ESTAMOS VIVOS NO MUNDO! Quando estamos colapsando as possibilidades das células, tecidos, órgãos estamos cocriando um veículo para nossa manifestação. Escolhemos as possibilidades do DNA, de nossos genes que codificam uma proteína específica para realizar uma função. Essas células, essas moléculas, esses átomos que constituem nosso corpo físico são oscilações vibratórias que emitem luz. Luz ultrafraca descoberta pelas pesquisas de Popp. Cada molécula de nosso corpo físico pode ser entendida como uma “vibração”, como uma “oscilação” de um campo primordial, isto é, uma subestrutura que sustenta o Universo e registra tudo e que fornece essas possibilidades. A consciência escolhe esse padrão específico.

Vejam que maravilha fornece essa compreensão. Temos um corpo de luz! Temos um corpo que vibra! Temos componentes internos que se movimentam e se comunicam e agora talvez possamos ir muito além e acreditar que essa comunicação possa não ser apenas por reações químicas. Como são coordenadas essas reações? São milhares e milhares de reações que ocorrem abaixo da nossa percepção consciente. Essa comunicação existente pode utilizar outro tipo de possibilidade de comunicação, ou seja, a ressonância celular, o que explicaria a sincronia existente entre todos os setores de nosso corpo físico. É uma nova biologia!! É uma nova física! É uma nova TUDO!

Vários pesquisadores tiveram acesso a novas descobertas e foram ridicularizados pelo establishment da ciência materialista. Biofotons, campos de influência, energia sutil podem emergir após a consciência ter escolhido seu veículo de manifestação e coordenar essas ações de maneira sincronizada por fenômeno de ressonância, pois em última análise qualquer molécula de nosso corpo físico é uma “oscilação” vibracional específica desse campo do ponto zero. Campo com um potencial energético incomensurável e que agora precisamos desenvolver uma “tecnologia” interior para acessar essa rede de informações que permite o aparecimento da vida nessa dimensão que nos encontramos.

Isso expande a consciência!

Somos seres em evolução!

Somos seres que não morrem!

Não morremos no aspecto sutil!

Morre a matéria por exaurir a energia vital que nos mantém vivos nessa dimensão!

Estamos vivos!

Essa vida tem um propósito!

Não conhecemos todas as verdades!

Temos crivos pela qual criamos nossas verdades!

Verdades não absolutas!

Verdades que podem ser mais verdades que outras!

Verdades que estão dentro de nós!

Despertar!!

Despertar!!

Despertar!!

Despertar para perceber que somos tudo isso!

Abraços fraternos

Milton

Não Localidade


NÃO LOCALIDADE QUÂNTICA

O que é não localidade? Antes de responder a essa pergunta vamos entender o que é localidade! O mundo manifesto na qual estamos todos inseridos permite uma comunicação dita local. Todas as interações materiais que ocorrem nesse espaço-tempo necessitam de um “sinal”, necessitam de um leve “toque” para desencadear uma nova informação. Por exemplo: Os aparelhos sem fio trocam informações entre um emissor e um receptor através de ondas que se propagam pelo ar, apesar de invisíveis. O controle remoto consegue controlar o volume, o audio, a cor, o contraste da televisão e assim por diante. Há trocas de sinais. Consegue-se detectar esses sinais seja na fonte emissora, seja na fonte receptora. Aparelhos especiais conseguem detectar que uma corrente elétrica está “passando” em um fio condutor. Esses aparelhos detectam que houve uma interação por mais sutil que tenha sido. Existe uma velocidade limite em que essas trocas de sinais obedecem: a velocidade da luz. Nada ocorre mais rápido que os quase 300.000 km/s que é a velocidade da luz. Então, no mundo físico manifesto, essa troca de “energia” necessita de trocas de “sinais” e tem a velocidade da luz como limite. A “energia” do mundo manifesto é constante. A energia compreendida como a “capacidade de realizar trabalho” ainda não é bem definida pelas ciências. Energia ainda é uma abstração matemática que só existe se considerarmos outras variáveis ou referenciais. A energia pode ser “medida” como o resultado do produto entre a massa e velocidade ao quadrado dividido por 2. Essa seria a energia cinética e denota movimento. Energia também pode ser “medida” como o resultado do produto  entre massa, gravidade e altura. Essa é a energia potencial. Energia cinética + Energia potencial = Energia mecânica. A energia de um sistema é dito “constante”.

Milhares e milhares de experimentos realizados tentando compreender o comportamento dessa “energia”, dessa “abstração matemática”, é corroborada pela termodinâmica na figura ilustre do Sr Hermann Von Helmholtz que assim se referiu sobre o assunto: “Sempre que determinada quantidade de energia desaparece de um lugar, uma equivalente deve aparecer em outro ponto do mesmo sistema”. Essa é a famosa Lei da Conservação da energia. Lavoisier já dizia também que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. A energia costuma obedecer esse comportamento. Não se cria energia, não se perde energia, a energia é transformada e dentro de um sistema ela permanece constante. Por isso a ciência afirma que é praticamente impossível “criar” energia. Nós conseguimos transformá-la, isto é, transformamos energia potencial em energia cinética que se transforma em energia elétrica que é distribuída até nossa casa. Nesse processo de transformação, outras formas de energia são observadas como calor, movimento, luz etc. Gosto muito da definição de David Watson sobre energia: “energia é a propriedade que a matéria tem de fazer algo acontecer”. A matéria é capaz de interagir entre si e fazer algo acontecer. Nessa interação há trocas de sinais. A interação é local. Todas as interações ocorrem na mesma dimensão espaço-tempo e tem a velocidade da luz como limite dessa interação. As ondas eletromagnéticas emitidas pelo sol chegam ao nosso planeta somente após 8 minutos. Há um tempo decorrido entre a fonte emissora e a fonte receptora. Isso é localidade.

Agora, vamos além! Vamos compreender o que é não localidade. Vamos sair do espaço-tempo conhecido do mundo manifesto e vamos ao mundo transcendente. Como a ciência chegou a essa compreensão? A resposta é o experimento de Allan Aspect. Ele criou um experimento onde correlacionou dois átomos de cálcio. Correlacionou? O que é isso? Dois átomos de cálcio que tiveram a mesma origem no experimento, foram “emaranhados” na sua origem. Isso é correlacionamento. Esses átomos de cálcio foram então separados inicialmente a uma pequena distância e fizeram “medidas” em um desses átomo de cálcio detectando por exemplo o spin, a “rotação” desse átomo. Quando eles assim o fazem o outro átomo adquire uma posição correlata, isto é, se o spin detectado no primeiro átomo de cálcio for para a direita, obrigatoriamente o outro átomo de cálcio terá o spin para esquerda. Esse experimento, aqui explicado de forma simplista, demonstrou que há um tipo de comunicação entre átomos correlacionados que não permite troca de sinais. Não há uma “onda eletromagnética” saindo do primeiro átomo em direção ao segundo pois isso implicaria em um “tempo” para ocorrer. A informação entre ambos é instantânea, muito mais veloz que a velocidade da luz e nenhum “sinal” fora detectado entre ambos. É uma característica inerente das substâncias correlacionadas, emaranhadas, que tiveram a mesma origem. Duas partículas correlacionadas formam um todo indivisível que quando se modifica algo em um dos seus componentes o outro “sabe” o que deve fazer. Isso é não localidade.

Essa comunicação não local ocorre fora do nosso mundo manifesto, fora do espaço-tempo conhecido onde as comunicações ocorrem com trocas de sinais e obedecem a velocidade da luz como limite. A não localidade quântica é transcendente. Ela ocorre fora do espaço-tempo conhecido do mundo manifesto. Esse tipo de comunicação está sendo requisitada para explicar como o mundo transcendente comunica-se com o mundo manifesto. Como nossos corpos sutis: supramental, mental e vital se comunicam entre si e entre esses e o corpo físico. A “energia” do mundo manifesto é constante dizem os cientistas. Esse foi o grande motivo do afastamento da ciência materialista da espiritualidade. Segundo os materialistas, não há nenhuma possibilidade de algo sutil interagir com algo grosseiro sem trocas de sinais. Pois bem, agora a própria ciência admite que a não localidade é possível, inclusive desenvolvendo computadores com essa tecnologia em um futuro não muito distante. A não localidade quântica explica como nossas intuições, nossos pensamentos e nossos sentimentos se comunicam entre si. São todos opções de escolha da consciência e essa escolha ocorre de forma descontínua e não local. A Descontinuidade discutirei em um post futuro para não alongar o raciocínio.

Espero que tenham compreendido esse tipo de comunicação não local. Extrapolem o raciocínio para muito além. Pensem que em última análise todos nós possuímos em nosso corpo físico elementos químicos dito simples, mas que, na verdade, são diferenciações de uma substância primitiva única. O potencial de campo zero estudado pelos cientistas demonstra ser um campo onde há partículas elementares em potencialidade transcendente aguardando algo fora do sistema para torná-las realidade: A CONSCIÊNCIA. Esse campo de energia incomensurável está interconectado. Nós estamos interconectados. Nesse sentido, somos todos UM. Jesus disse: “Eu e meu Pai somos UM”. Ele já sabia. Estamos “mergulhados” em uma “rede de comunicação”, em uma “rede de informação” que pode ser acessada pelo desenvolvimento de uma “tecnologia interior”: COERÊNCIA CARDÍACA. Quando estivermos agindo conforme pensamos e sentimos, poderemos acessar essa “rede de informação”, esse campo de potencial zero, esse campo quântico, esse fluido universal, esse campo de “energia” de potencial infinito e, dessa forma, sentir DEUS bem “próximo”. Namastê.

Abraços fraternos.

Milton

Referências Bibliográficas

GOSWAMI, Amit. Criatividade para o século 21: uma visão quântica para a expansão do potencial criativo. São Paulo: Aleph, 2012.

Kardec, Allan. A Gênese: os milagres e as predições segundo o espiritismo. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2011.

Muito Além do EGO


“ALÉM DO EGO”

Meus valores (contextos) são melhores que o seu…
Meus pensamentos (significados) são melhores que o seu…
Meus sentimentos (emoções) são melhores que o seu…
Minhas ações (corpo físico) são melhores que as suas…

Esse é o “EGO”
Valores, pensamentos,sentimentos e corpo físico constituem o EGO

Eu não sou meus valores…
Eu não sou meus pensamentos…
Eu não sou meus sentimentos…
Eu não sou meu corpo físico…

Esse é o “EGO”

Sou CONSCIÊNCIA…
Sou ESPÍRITO…

EU SOU O “UNIVERSO”

Milton

O que realmente acontece em uma sessão terapêutica ?


O QUE REALMENTE ACONTECE EM UMA SESSÃO TERAPÊUTICA?

 

 

Para compreender todas as dimensões envolvidas em uma sessão terapêutica temos que sair da linearidade de raciocínio na qual estamos habituados a pensar. Trazendo o conceito de cérebro integral para essa discussão temos que considerar os aspectos da totalidade de ambos os hemisférios cerebrais. As características das atividades que são expressas pela consciência usando o cérebro esquerdo como veículo de representação são diferentes daquelas expressas pelo cérebro direito. Intuição e racionalidade  fazem parte da totalidade da consciência, mas a ciência só valida cientificamente, através da metodologia científica, aqueles aspectos do cérebro esquerdo. Aspectos externos e grosseiros percebidos pelos órgãos dos sentidos e/ou os percebidos através da instrumentação óptica (microscópio ou telescópio). A realidade, segundo a ciência materialista,  pertence a apenas um único domínio: o fato manifesto.

 

Estudar a fisiologia humana e compreender os fenômenos que ocorrem abaixo de nossas percepções faz da vida um “milagre”. O processo de cicatrização do corpo humano é algo simplesmente fantástico. Qual Inteligência coordena as ações de células capazes de regenerar um tecido? Quem coordena todos as etapas envolvidas no processo de coagulação do sangue? Você já sangrou alguma vez? Pois bem, você não teve que racionalmente enviar suas células para o local do sangramento com a finalidade de estancar o mesmo. As células sabem o que fazer nessa situação. Simultaneamente, outras células envolvidas no processo de regeneração do tecido começam a exercer a sua função e cicatrizam o tecido. O corpo possui uma sabedoria inata que conhece o caminho da cura. Pena que a medicina ainda não reconhece isso!

 

A ciência não admite o propósito, a finalidade da evolução. Essa Inteligência do corpo é fruto do acaso e da necessidade, dizem os materialistas. Essa automaticidade adquirida através de um processo evolutivo sem propósito precisa ser urgentemente revista. Temos que admitir um propósito em nossa evolução. Dessa forma, estaremos livres para acessar a sabedoria de nosso corpo e chegarmos bem próximos da compreensão do processo de cura. Tanta dor, tanto sofrimento, tantas doenças agudas e crônicas merecem uma abordagem mais integral, valorizando todos os aspectos que fazem parte de qualquer um de nós. Valorizar nossas intuições, nossas noções superiores, nossos valores tão marginalizados hoje em nossa sociedade. Valorizar nossos pensamentos que são verdadeiras informações energéticas de significado, tanto desses valores quanto dos sentimentos. Sentimentos, esquecidos da equação de qualquer etiologia patológica. Várias vezes tornaram-se evidências científicas, mas sem um aprofundamento real de sua participação no processo de adoecer e também no processo de cura. Chegamos ao físico, única realidade palpável, testável e medível que temos para trabalhar cientificamente. Quem disse que tem que ser dessa forma? A realidade ocorre em dois domínios: Possibilidades e fato manifesto. Os aspectos sutis ocorrem no domínio das possibilidades, campo transcendente, movimento rápido, matéria sutil com velocidades altas, caracterizam os aspectos internos, particulares. Os aspectos grosseiros ocorrem no domínio do fato manifesto, dimensão espaço-tempo, movimento lento, matéria densa com baixas velocidades, caracterizam os aspectos externos, compartilháveis. Ambos os domínios constituem a realidade formando um todo, uma integralidade, uma totalidade.

 

Quando uma pessoa procura por uma terapia ela traz a sua bagagem. O especialista terapeuta tem a sua própria bagagem. Ambos, nos minutos transcorridos durante a sessão, estabelecem uma conexão não local. Enfatizo aqui os aspectos sutis envolvidos nessa sessão com os conhecimentos dos princípios da física quântica. Admitido que a mente existe além do cerébro, admitido que há a possibilidade de conexão não local entre a matéria sutil que compõe os pensamentos e sentimentos de ambos, admitido que a intenção coerente em obter essa conexão pode ressoar com a intenção da sabedora inata de ambos os envolvidos na sessão, pode-se concluir que a complexidade dos aspectos envolvidos em cada sessão terapêutica está muito além das interações materias de átomos e moléculas que constituem o físico de ambos. A consciência é a base de tudo e escolhe a sua realidade em contextos, em pensamentos, em sentimentos e também no físico. A comunicação entre todos esses aspectos sutis ocorre sem troca de sinais, ocorre de forma não local. A comunicação desses aspectos sutis com o corpo físico ocorre obedecendo o princípio da hierarquia entrelaçada, onde os campos morfogenéticos tocam  no corpo físico uma sinfonia específica criando uma representação dessa informação através das moléculas da emoção (neurotransmissores e receptores opiódes).

 

Capacidade de análise, pensar por palavras, conhecimento científico adquirido são aspectos coordenados pelo hemisfério esquerdo. Capacidade de síntese, pensar por imagens, intuição são aspectos coordenados pelo hemisfério direito. Ambos são importantes e compõe a totalidade da consciência. Atualmente, valoriza-se apenas os aspectos lógicos coordenados pelo lado esquerdo do cérebro. O lado direito é pouco valorizado e até mesmo sabotado e negligenciado. Precisamos de ambos em uma sessão terapêutica holística. Conhecimento e intuição. Noções de anatomia e fisiologia bem como valorizar a intuição. Dessa maneira, tem-se a possibilidade de desenvolver um “pensamento lateral” envolvendo a  integralidade dos hemisférios. Unir e integrar os aspectos do físico com seus órgãos, endócrinas, partes do corpo, circulação sanguínea, circulação linfática, sistema nervoso central e periférico, química do corpo, e a maneira como tudo isso interage com o ambiente, com os traumas emocionais adquiridos nos relacionamentos, com memórias passadas, com crenças construídas ao longo da vida. Pode-se valorizar agora a interação das percepções do ambiente (chefe soberbo, colega de trabalho desonesto, vizinho que incomoda, cachorro latindo altas horas da madrugada, pai e mãe austeros, irmãos incompreensíveis) ou seja, todos os aspectos do ambiente que carregam uma informação para a nossa biologia e interagem com a mesma. Nesse processo, contextos, pensamentos e sentimentos estão envolvidos. Significados errados, bloqueios energéticos nos centros vitais, mecanismos biológicos alterados. Essa dinâmica é essencial e necessita ser compreendida por todos nós e também pelos que se propõe a  arte da terapia.

 

Diante disso, pode-se intervir em todas essas esferas que constituem o processo de adoecer e criar uma “fórmula energética”, um “quimismo energético” que circulará pelo organismo promovendo o refazimento do físico ao envolver todos os aspectos sutis da consciência. As vezes, a síndrome do pânico, por exemplo, é apenas uma percepção equivocada do ambiente em que essa pessoa está inserida e que a faz dar significados a contextos de forma equivocada. As vezes a placa de aterosclerose que obstruiu uma artéria coronária está sendo acelerado por um processo íntimo, subconsciente, de incapacidade em expressar suas emoções por influências de épocas longíquas. Essa “fórmula energética” a faria reinterpretar o ambiente de forma mais amena e perceber que o que a fez adquir a doença, o desequilíbrio, agora pode ser reinterpretado e fornecer novas informações para o DNA sintetizar uma proteína sadia. Essa talvez seja a tão sonhada medicina do futuro!! Estou atrás dela!!! Esses aspectos da integralidade são separados por limitações nossas. Temos que mudar o paradigma. A matéria não é a base de tudo. Ela é uma das opções da consciência. Essa, sim, é a base de tudo.

 

Acreditem, em uma sessão terapeutica tanto o “especialista” quanto o “paciente” estão sendo “tratados” na mesma sessão. Isso mesmo!!! Ambos estão envolvidos no processo. Tirar o EGO em acreditar que o especialista está curando o paciente. Não, o especialista está apenas despertando a sabedoria inata em conseguir a cura ou o refazimento e, nesse processo, recebe da sua própria sabedoria inata o que é necessário para o seu crescimento e/ou transformação. Entrar em uma sessão terapeutica com essa intencão e compreensão abrirá uma enorme oportunidade de ambos crescerem com a dinâmica do processo. Acreditem!

 

Abraços fraternos

 

Milton.