Transformar a nós mesmos e o mundo com as idéias da física quântica.

Arquivo para a categoria ‘neurobiologia’

A mente é real!


A MENTE É REAL

 

IMG_0625

 

Ao longo dos últimos anos a ciência se abriu para examinar a natureza da vida. Podemos afirmar sem ressalvas que a “mente”, embora não seja visível, é, inequivocamente, “real”. A medicina já tem se aventurado a inserir em seus programas curriculares noções de empatia e redução do stress em estudantes de medicina e enfatizado a importância de ver o paciente como pessoa. Pode-se ir mais além, mas já é, sem dúvida, um início. Desenvolver um currículo mais abrangente e focado no “interior” poderia ser uma avanço para áreas como psiquiatria, pediatria e a própria psicologia dentro da medicina. Precisamos perceber que todos nós temos um “oceano” interno com intuições, pensamentos, sentimentos, memória, apego, narrativas e etc. Esse oceano interno com todos esses aspectos formam o que chamamos de “mente”. Mas o que é realmente a mente? Será que poderíamos dar uma definição para que as várias áreas do saber pudessem dialogar de maneira objetiva sobre o termo “mente”? É estranho perceber como a visão que cada uma dessas áreas do saber possuem sobre a mente é por demais divergente. Cada disciplina tem sua própria maneira de ver a realidade da mente. Se reunirmos linguistas, engenheiros da computação, geneticistas, matemáticos, neurocientistas, sociólogos, psicólogos do desenvolvimento e experimentais, perceberemos que cada qual enxerga e compreende a natureza do cérebro com sendo de alguma forma relacionada com a natureza subjetiva da mente.

 

Concorda-se facilmente que o cérebro é composto por um conjunto de neurônios protegidos pelo crânio e interconectados com o resto do corpo, porém não há uma visão compartilhada da mente e nenhum vocabulário para discuti-la. Um engenheiro da computação se refere a mente como “um sistema operacional”. Um neurobiólogo diz que ” a mente é apenas a atividade cerebral”. Um antropólogo fala sobre “um processo social compartilhado que atravessa gerações”. Um psicólogo diz que a “mente são nossos pensamentos e sentimentos”. E assim por diante. Essa divergência não ajuda em um entendimento integral podendo levar a desentendimentos entre as diversas disciplinas e corre-se  o risco de não haver avanço. Como poderíamos definir a mente de maneira funcional que estabelecesse um ponto de partida para futuros diálogos? Eis a proposta: “A mente humana é um processo relacional e incorporado que regula o fluxo de energia e informações”. É isso! Essa definição é compatível com as abordagens de todas as disciplinas. A mente é real e ignorá-la não a faz desaparecer. Definir a mente possibilita compartilhar uma linguagem comum sobre a natureza interna de nossas vidas e possibilita para os profissionais da psicoterapia, medicina e educação acesso a essa linguagem comum. Vamos aprofundar em cada aspecto dessa definição.

 

A mente envolve um fluxo de energia e informações. Energia é a capacidade de realizar uma ação – seja ela mexer os membros ou pensar. Energia pode ser compreendida de diversas formas, mas essa “capacidade essencial de fazer algo” permanece a mesma. Utilizamos “energia” neurológica quando pensamos, falamos, ouvimos e lemos. A informação é tudo que simboliza algo diferente de si mesmo. As palavras que você lê ou ouve são ‘pacotes’ de informação. Os rabiscos na página não são os significados das palavras, e as que você ouve são apenas ondas de som movendo moléculas de ar em determinada frequência. O significado está na mente. Energia e informação andam de mãos dadas no movimento de nossas mentes. Somos capazes de fazer representações no físico para transmitir essa noção de informação. Nossa capacidade de “representar” uma reação emocional para nós mesmos, de dar-lhe um nome e um significado. Não somos máquinas! Máquinas não processam significados. Interação material não processa significado e coisas do tipo. Saber que nossas mentes regulam o fluxo tanto de energia quanto de informação nos capacita a sentir a realidade dessas duas formas de experiência mental e, depois, a agir sobre elas em ver de nos perdermos nelas. A mente, a todo instante, cria novos padrões de fluxo de energia e informação, os quais continuamos a monitorar e a modificar. Esse processo é a essência de nossa experiência de vida subjetiva.

 

A mente também é um processo regulatório. Pensemos no ato de dirigir. Se você tem as mãos no volante, mas os olhos estão fechados (ou focado em uma mensagem de texto), você pode fazer o carro se movimentar, mas não está dirigindo-o – uma vez que dirigir significa regular o movimento do veículo, ou seu fluxo, pelo tempo. Se você tem os olhos abertos, mas está sentado no banco de trás, pode monitorar o movimento dele (e fazer comentários, como alguém que conheço), mas não poderá movê-lo de fato. O que está sendo monitorado e depois modificado pela mente? Trata-se do fluxo de energia e informação. A mente “observa” o fluxo de energia e informação e depois molda as características, os padrões e direção dele. Cada um de nós possui uma mente única: intuições, pensamentos, sentimentos, percepções, memórias, crenças e atitudes singulares, em um conjunto regulatório de padrões também únicos. Podemos aprender a moldar esses padrões, a alterar nossa mente e como consequência o cérebro, ao ver, em primeiro lugar, a mente com clareza.

 

A mente é incorporada. Isso significa que o fluxo de energia e informação acontece, em parte, no corpo. A relação entre mente e cérebro torna-se óbvia. Porém não podemos passar uma navalha no pescoço e separar o cérebro do restante do corpo. Temos cérebros no coração, no intestino e etc. Finalmente, a mente é um processo relacional. A energia e a informação fluem entre as pessoas e são monitoradas e modificadas nessa troca compartilhada. Isso acontece agora mesmo entre você e eu, através da minha escrita e da sua leitura. Esses pacotes de energia saem da minha mente e agora entram na sua. Se estivéssemos juntos em uma sala esses “sinais” poderiam ser trocados de outra forma seja no domínio verbal ou não verbal. Os relacionamentos são a forma como compartilhamos o fluxo de energia e informação, e é esse compartilhamento que molda, em parte, com o fluxo que é regulado. Nossa mente é criada dentro de relacionamentos, incluindo o relacionamento conosco mesmos. Podemos perceber e sentir os outros. Temos a capacidade de ressonância por possuir circuitos cerebrais que realizam essa função. “Sentir sentidos” e sentir os outros é a base para realizarmos um aprofundamento sobre nossa própria mente. Muitos dos distúrbios atuais advém dessa incapacidade de se sentir sentido ou de sentir os outros. Depressão, bipolaridade, transtornos diversos do humor, explosões emocionais e até mesmo transtornos biológicos podem ser abordados sob uma visão de mente cuja definição aqui explicamos. Ver a mente como epifenômeno não ajuda muito. Dar a mente o valor que lhe é de direito permite um inicio de quebra de paradigma da separação. Temos a ressonância mutua dos relacionamentos e os princípios quânticos que sustentam a prática. É isso!

 

A mente é um processo que  regula o fluxo de energia e informação. Sob  essa perspectiva cria-se uma oportunidade para explorarmos outras dimensões de nossa mente incorporada e relacional e o que significa ser humano. A física quântica permite essa expansão da consciência quando utilizamos seus princípios e passamos a pensar quanticamente. Estamos diante de uma oportunidade única para mudar paradigma. Que possamos neste momento, partirmos para a prática desses princípios e construirmos uma sociedade melhor. “Mentes que se relacionam e regulam o fluxo de energia e informação”. De forma alguma estamos separados. Na verdade, há uma interconexão entre todos. A “substância” da “matéria” do grosseiro (externo) é a mesma da “matéria” sutil (interna), isto é, do oceano interno, ou melhor, da mente. Temos muito em que trabalhar. Em todas as áreas. Vamos adiante! É isso!

 

Abraços fraternos

 

Milton

 

Separação sujeito-objeto


CISÃO SUJEITO-OBJETO

A REALIDADE DA CONSCIÊNCIA CÓSMICA

Quem é o sujeito e quem é o objeto da percepção sensitiva?

 

 

Captura de Tela 2012-07-23 às 21.54.47

Vocês já pararam para se perguntar o porquê que em cada medida que fazemos no ato da observação, a maneira como a “forma” de um objeto aparece na tela mental durante a percepção, surgem sempre dois “entes” , simultaneamente, de maneira inexorável: o sujeito que percebe e o objeto que é percebido!? É simplesmente fascinante esse fenômeno! Além de “surgir” dentro de um sistema de codependência, isto é, o sujeito torna real o objeto e o objeto torna existente o sujeito, surge também outra característica que é o fato de o objeto sempre aparecer externo – “fora” – da minha percepção. Ele se torna um objeto externo e “separado” da “representação mental que faço desse objeto. Subjacente ao ato da percepção algumas atividades internas correlacionadas estão ocorrendo. Um  “disparo” de vários neurônios que lançam seus quadrilhões de neurotransmissores nas milhares e milhares de sinapses (conexões entre neurônios). A quantidade de conexões que cada neurônio pode fazer chega a uma contagem aproximada de 10 elevado a milionésima potência (um número enorme). Para que o cérebro entenda o que está acontecendo no seu “exterior” é necessária uma verdadeira “linguagem” cerebral. Essa linguagem específica do cérebro chama-se potencial de ação. O potencial de ação é produzido pela “entrada” de sinais eletromagnéticos pela retina (luz refletida pelo objeto que excita células especializadas no olho humano). A mágica da realidade externa ocorre a cada abrir e fechar de olhos. Pois bem. Esses sinais levam a informação para regiões cerebrais cujos neurônios disparam seus neurotransmissores. Depois desse “disparo”, os neurotransmissores são prontamente reabsorvidos pelo sistema biológico. Pergunta importante nesse momento: O que fica então depois que os neurotransmissores saem da cena biológica no momento da percepção do objeto? Fica a memória desse objeto. Fica a “sequência” e os “padrões” de disparos simultâneos formando uma verdadeira rede de conexão que sempre que “lembrarmos” do objeto em questão ele estará lá, em nossa “tela” mental como uma representação do objeto. O cérebro não diferencia realidade de imaginação! Pensem no objeto da percepção e a mesma rede de conexão se fará presente.

 

Voltaremos a esse tema mais adiante tentando entender o sujeito da percepção. Por agora vamos retomar o raciocínio do objeto externo da percepção. Os objetos externos, no momento da percepção, são ditos objetos corpóreos, objetos grosseiros feito de alguma “substância”. Qual substância? Qual “bloco” concreto estará ali presente no objeto corpóreo que existe “para nós” e que são especificados através da percepção sensitiva. Essa é a grande questão!!! Quando aprofundamos o estudo dos componentes internos dos objetos corpóreos (externos) começamos a “criar” um outro tipo de universo, um outro tipo de mundo, um outro tipo de objeto que é percebido ou especificado apenas pela medição científica. Entre em cena o modus operandi da ciência e todo o seu arsenal de instrumentação que literalmente cria um novo universo, isto é, o universo dos objetos físicos associados ao objeto externo (corpóreo). O objeto físico possui uma série de “entes” que se tornam observáveis e especificados através de uma instrumentação própria. Veja que interessante. Em todo o experimento há uma “intenção”! O Experimentador deve possuir uma “teoria” para criar um determinado aparelho para que ele (O Observador-Experimentador) “pergunte” a natureza do objeto e a natureza do objeto “responda”. Há uma participação ativa no momento da observação. Portanto, aqui emerge uma nova concepção de como os objetos físicos associados aos objetos corpóreos que existem “para nós” são criados. Há uma necessidade de uma “representação mental” do objeto corpóreo ao mesmo tempo que há a necessidade de uma “representação “teórica-matemática” do objeto físico que se “mostra a vista” através dos aparelhos de medição. O universo da matemática, do números, das teorias advém da representação abstrata de uma teoria e sua representação que ocorre no cérebro do experimentador. Daí surgem os entes “observáveis” dos objetos físicos – peso, densidade, campo eletromagnético, momento elétrico do elétron, galáxias, campos morfogenéticos, corpos e energias sutis e etc, etc – há uma gama de observáveis em diversas gradações de possibilidades. Todos são objetos físicos que nada mais são senão as “respostas” da natureza do objeto corpóreo aos questionamentos – “perguntas” – feitas pelo Observador-experimentador.

 

Temos, então,  um objeto corpóreo que se apresenta “para nós”, durante a percepção sensitiva  e que foi também responsável pelo surgimento simultâneo e codependente do sujeito que percebe. Essa é a cisão sujeito-objeto em cada percepção sensitiva. Vejam que na percepção sensitiva não conseguimos perceber a “totalidade” do objeto corpóreo. Percebemos apenas de uma forma parcial, ou seja, percebemos apenas uma parte da realidade. Há uma outra realidade que não percebemos pelos sentidos. O Objeto corpóreo possui algo “transcendente” associado a ele. São os “entes” observáveis que constituem o  objeto físico especificado pela medição e teoria (teoria e experimento formam um ato único cognoscível). O objeto físico torna-se presente no objeto corpóreo, ou de outra forma, o objeto corpóreo é a “presentificação” do objeto físico. Vamos adiante! Ao aprofundar a investigação dos objetos físicos chegamos ao mundo da física fundamental, ou seja, da física quântica e seu mundo de “estranhezas” aparentes. Como vocês já acompanham os diversos posts desse blog, podemos concluir que a física quântica chegou na intimidade do objeto físico associado ao objeto corpóreo. Diversos experimentos tentam compreender e conceber o que são as partículas elementares que formam os átomos. Esse mundo onde as partículas elementares estão “inseridas” formando um “oceano” de possibilidades, um mundo em Potentia de Aristóteles que Heisenberg pegou “emprestado” para conceber elétrons como possiblidades de vir a ser. Aqui, no mundo quântico existem “ondas de possibilidades”. Saímos do mundo corpóreo que existe “para nós”, construímos o mundo físico que se “mostra a vista” através dos aparelhos de medição e finalmente chegamos ao objeto quântico que é um eterno “vir a ser” em possibilidade. A percepção de um objeto corpóreo e sua representação mental que cria a cisão entre sujeito e objeto em um sistema, como já dito anteriormente, de codependência é muito mais fascinante que se possa parecer! O que ocorre no sistema físico capaz de “atualizar” todas as informações que saem das ondas de possibilidades quânticas, passam pelo universo físico e acabam no objeto corpóreo da percepção sensitiva?

 

Objetos quânticos como possibilidades, objeto físico que se mostra a vista pela medição científica e objeto corpóreo que possui uma “forma” e uma “matéria”. Tudo isso durante o ato da observação! Como ocorre essa dinâmica? Como ocorre a passagem das possibilidades para o mundo real da forma e matéria do objeto corpóreo? Como nasce o sujeito nessa dinâmica da percepção? Somos participantes do universo. Isso é fato! Não há como conceber o universo sem a participação do sujeito (observador). Ele participa ativamente dos experimentos e da própria criação teórica para conceber o que quer ser visto e isso é o suficiente para ele “perturbar” o sistema. O mundo quântico que forma os “entes” observáveis dos objetos físicos torna-se presente no objeto físico – que não são “coisas” em si mesmos, eles são o resultado da teoria e da experimentação – assim como os objetos físicos tornam-se presentes no objeto corpóreo que existe “para nós”. Tem “algo” nessa dinâmica capaz de fazer acontecer esse “torna-se em”. É como se houvesse uma “atualização” da onda de possibilidades que “transportaria” todas essas informações, toda essa “energia” até o objeto corpóreo em cada ato psíquico da observação. O que é esse algo? A própria ciência quântica, através do experimento de Bell (Entrelaçamento e emaranhamento quântico) chegou na concepção de que há uma realidade fundamental una e indivisa. As partículas elementares são manifestações de uma única realidade subjacente onde a comunicação ocorre sem a troca de sinais. É a manifestação particular da realidade total. Essa é a compreensão atual de um objeto físico seja ele uma galáxia, seja uma campo magnético, seja uma radiação, seja uma onda eletromagnética, seja corpos e energias sutis,  sejam  átomos,  sejam quarks, sejam quaisquer objetos quânticos reconhecidos pelo modus operandi da ciência.  A física quântica chegou no último estágio da compreensão do que é a matéria. Matéria são ondas de possibilidades que são “atualizadas” no ato da observação. A informação, a energia, contida dentro dessas possibilidades  sai do mundo quântico, passa pelo mundo físico e chega ao mundo corpóreo. Nessa “atualização” nasce o sujeito que percebe, pois ele não pode ser separado do objeto percebido, por mais aparente que seja essa “separação”. Quem é, então, o sujeito da cisão sujeito-objeto? Se temos uma realidade fundamental una e indivisa que constitui a  própria matéria, quem dá “forma” para ela? Chegamos na consciência, chegamos no sujeito.

 

Quem é o sujeito que nasce da percepção sensitiva? Aqui temos o problema do modus operandi da ciência. O cérebro possui 100 bilhões de neurônios. O sujeito “emerge” do funcionamento bioquímico dessas células? Os 70 trilhões de células que nosso corpo possui, incluindo os neurônios, são objetos da percepção. A cada instante, milhares e milhares de informações chegam ao cérebro informando-o e atualizando-o sobre o funcionamento do corpo. A mesma matéria – “substância” – que discutimos acima faz parte da constituição do corpo físico, inclusive o cérebro. Cada célula é composta por milhares e milhares de partículas elementares, de átomos, de moléculas, de campo eletromagnético, de corpos e energias sutis, ou seja, de uma enorme quantidade de objetos físicos que já sabemos que se mostram a vista através da medição (teoria e experimento). Então, cérebro é objeto. Interações entre objetos obrigatoriamente produzem novos objetos. De onde nasce, então, o sujeito da percepção? Partículas elementares, átomos, moléculas, células (inclusive neurônios) e o cérebro são ondas de possibilidades que são “atualizadas” pela “presença da consciência. O que é a consciência? Qual a “natureza” da consciência? Podemos afirmar apenas que ela é o Tertium Quid ( terceiro elemento que tem poder causal sobre dois elementos correlacionados). Há, sim, o “terceiro” elemento capaz de “atualizar” a energia das ondas de possiblidades. Chegamos na causação descendente. Chegamos na compreensão de que há uma consciência cósmica una e indivisa fora do espaço-tempo que se ‘particulariza’ quando se manifesta na identificação do sujeito e seu cérebro no ato de obervação. A consciência cósmica se torna consciente através de nós em cada ato de observação. É o universo autoconsciente de Amit Goswami. A consciência é a base de tudo! Ela se “divide” em sujeito e objeto para permitir a percepção. Ela concede a “forma” para que a matéria una e indivisa da realidade fundamental possa ser percebida e atualizada. A consciência cósmica, O Deus, causa primeira de todas as coisas é tudo o que existe. Deus está em tudo e tudo está em Deus. Não mais um Deus separado, mas um Deus presente que se comunica com suas criaturas.  Nascemos simples e ignorantes com o propósito de conhecer e saber. A percepção e a memória são os instrumentos utilizados e disponíveis na dinâmica da evolução criativa da consciência.  Portando tanto objeto corpóreo como o sujeito da ação de perceber são constituídos pela mesma substância: a Consciência cósmica. Deus é tudo e está em tudo. Deus está em tudo e tudo está em Deus. Eu e Pai somos um! Isso agora faz muito sentido.

 

Somos formados pela substância de Deus e, durante o ato da percepção, forma-se uma consciência imediata e egóica que é o sujeito, o “eu” de cada observação. Esse sujeito possui um verdadeiro oceano interno de intuições, pensamentos e sentimentos. O sujeito literalmente interage com o objeto da observação. Eles são feitos da mesma “substância”. Somos espíritos em evolução. Somos individualidades em evolução. Somos susceptíveis a “erros” e “acertos”. Somos imperfeitos mas possuidores da potencialidade em atingir aquilo que ainda não sabemos o que é, mas que denominamos “perfeição”. Da mesma forma como a “semente” que contém a potencialidade de vir a ser a árvore frondosa com seus frutos. Qualquer realidade do universo está sob dois domínios: possibilidades e fato manifesto. Percebem isso agora? Conseguem visualizar que há um mundo de possiblidades e que nosso inconsciente representa esse movimento quântico de objetos quânticos que são nossos pensamentos e sentimentos. A todo instante estamos fornecendo signficados em tudo em nossa vida! Os objetos corpóreos, os objetos físicos existem também em nossa mente que não está separada do corpo físico. É como se houvesse um “paralelismo” entre intuições, pensamentos e sentimentos que são representados simultaneamente em nosso cérebro. A consciência e todo o seu arsenal de processamento consciente e inconsciente está em um processo de evolução. Como tal, nascemos e renascemos de períodos em períodos para que a consciência egóica, ou imediata seja educada. A escola que permite essa educação é o planeta Terra com toda sua complexidade atual organizada em lares e sociedades. Um código de ética cósmico também foi fornecido para que essa consciência imediata ajuste seu comportamento segundo esse código: O Evangelho de Jesus. As grandes “chagas” da humanidade são, sem dúvidas, o orgulho e a vaidade. O exclusivismo e o solipsismo (A minha consciência é a mais importante). Aprender, conhecer e saber. Coerência no agir, pensar e sentir. Todos fomos criados simples e ignorantes em uma única célula e atingimos a pluricelularidade. Saimos do simples para o complexo. Cada forma mais complexa consegue expressar uma complexidade correspondente da consciência. Nessa dinâmica energias mais sutis são requisitadas. há um mundo espiritual onde as consciências imediatas permanecem com sua “bagagem” de conquistas e aguardam a oportunidade para coordenarem uma nova forma física através do desenvolvimento embrionário. A ontogênese recapitula a filogênese. A reencarnação é uma lei natural onde a consciência pode vir a ser o mesmo ser em uma nova forma corpórea para novas interações e experiências. Nascer, morrer e tornar a nascer, tal é a Lei. Acredito nisso! A consciência imediata (espírito) aproveita das potencialidade gênicas maternas e paternas para trazer “forma” a matéria una e indivisa. Coordena um turbilhão de partículas elementares colapsando a nova realidade corpórea. O processamento inconsciente reflete essa história. As memórias adquiridas durante cada ato de percepcão impulsionam o ser para as experiências que sejam necessárias em sua evolução, para sua aprendizagem e educação. Seguimos evoluindo e interagindo.

 

A vida é um “dom” que devemos agradecer a cada dia! Somos observadores participativos! Somos criaturas com seu criador junto a nós. A cada momento podemos fazer escolhas diferentes. A cada momento podemos dizer não ao hábito e condicionamento e construir um final diferente. Criamos a nossa realidade ainda baseados na consciência imediata e egóica. Somos todos um na jornada evolutiva. Estamos ainda tentando representar o amor em nossas vidas. Estamos construindo os circuitos cerebrais das emoções positivas. Estamos tentando dar novos significados ao AMOR saindo de uma visão egocêntrica para uma visão etnocêntrica (percebendo o outro além de mim) para quem sabe adquirimos uma visão globocêntrica onde o “ nós” será realmente valorizado.

 

Abraços fraternos

 

Milton

Física quântica, memórias, percepções e o processamento inconsciente.


FÍSICA QUÂNTICA

MEMÓRIAS E PERCEPÇÕES

PROCESSAMENTO INCONSCIENTE

“Todo homem é uma criatura da época em que vive, e muito poucos são capazes de se colocar acima das idéias dos tempos.”

Voltaire

IMG_0622

Dando continuidade ao nosso raciocínio sobre a importância do novo inconsciente e a contribuição da física quântica para a expansão dessa compreensão, vamos buscar um entendimento sobre o paradoxo existente entre percepção e memória. Hoje em dia, baseado em novos parâmetros de observação pelo laboratórios de neurociências, podemos compreender como “construímos” nossas memórias. A memória é necessária para a percepção de um objeto. Quando entramos em contato com qualquer objeto de nossa experiência, recrutamos uma série de informações dos padrões neurais existentes, até então, para perceber (percepção) o mesmo, identificando todas as características inerentes ao objeto. Podemos afirmar, então, que a percepção depende da memória. Pois bem, a percepção também é necessária para a “construção” da memória, caso contrário não teríamos lembranças dos objetos percebidos. Como resolver esse paradoxo. Perceberam? Percepção exige memória e memória exige percepção. Temos um aparato de memória e um aparato de percepção. Qual a relação causal entre eles? Qualquer circularidade observada dentro da ciência é considerada um paradoxo. A ciência materialista (interações materiais) admite a hierarquia simples como paradigma de estudo, orientando as pesquisas baseadas nesse critério de causalidade. A causalidade obedece um processo de causa e efeito onde um “poderoso chefão” é identificado (ou pelo menos há uma tentativa para tal). É assim que são as explicações causais dentro das interações materiais, isto é, partículas elementares formam átomos que formam moléculas, moléculas se reunem formando células, células se reunem formando órgãos (cérebro) que de suas atividades de interação por processos físicos e químicos produzem a consciência. É a famosa causação ascendente. Como a interação material pode causar algo que é sutil: a consciência, ou até mesmo os sentimentos e pensamentos. Como processos físicos e químicos dentro da biologia celular neural pode causar ou fazer emergir a consciência. Quem disse que tem que ser dessa forma?

IMG_0625

Bom, além do campo filosófico que envolve tais considerações a ciência quântica pode contribuir para a solução desse paradoxo. Se admitirmos que é a consciência a base de tudo e não a matéria com suas interações materias, o paradoxo se desfaz. Como? É o sutil que causa o grosseiro. É o sutil quem coordena a forma. É o sutil, através dos campos de influência que organizam e se comunicam com a matéria e mantém a entropia dentro da ordem (entropia entendida aqui como a tendência de qualquer sistema em caminhar para a desordem). É o sutil, por intermédio da consciência (que também podemos chamar de espírito, alma, dependendo da religião em questão) quem escolhe as possibilidades da matéria e mantém a ordem do sistema. Estamos realmente invertendo, de forma radical, a causalidade. Ela é chamada pela nova ciência, ou ciência alternativa, de causação descendente. O sentido não é apenas da terra para o céu, mas também do céu para a terra. Feito essas considerações filosóficas científicas, vamos aprofundar o raciocínio dentro da compreensão do que vem a ser as memórias sob o conceito do novo inconsciente com seu processamento inconsciente. Lembrando que processamento consciente e processamento inconsciente estão dentro da consciência – base de tudo – essência do ser – o “eu” de cada experiência – o sujeito que testemunha tudo em qualquer observação. Podemos também nos referir a esses processamentos como mente consciente e mente inconsciente. A neurociência cognitiva, atualmente, estuda justamente a mente-cérebro-comportamento. Cabe ressaltar que há muitas pesquisas atuais que buscam entender como essas “foças subterrâneas” coordenam e controlam a mente consciente.

IMG_0628

Vamos analisar a matéria da consciência. O cérebro possui áreas responsáveis pela memória. Houve uma época em que a ciência procurava a localização da memória no cérebro. Houve época onde a ciência ignorava os aspectos mentais e dedicava-se exclusivamente ao estudo do comportamento (Behaviorismo). A metodologia científica apresenta falhas por ser realizada por seres humanos também falhos, mas ainda é um instrumento poderoso de investigação. Hoje observa-se que a ciência é a distribuidora oficial de verdades. Isso mesmo! A mesma posição assumida pela Igreja em épocas passadas. A igreja já foi a distribuidora oficial de verdades. Se você questionasse seus dogmas com outras idéias o destino era a fogueira! Atualmente, a ciência não queima ninguém de forma literal, mas queima a credibilidade do investigador e o coloca em um ostracismo apenas por querer estudar esses aspectos sutis do ser humano, que por natureza, são repletos de viéses. Mas podemos utilizar da própria metodologia científica para estudar os aspectos sutis com algumas adequações. Pessoas sérias são desacreditadas. Bom seria se houvesse uma integração entre ciência e espiritualidade e essa é a proposta do novo paradigma proposto pela física quântica. Integração entre ciência e espiritualidade. Explicar como aspectos transcendentes do ser humano podem e influenciam a matéria de que ele é formado. Esse entendimento passa pelo conhecimento e experimentos bem realizados, seguindo os padrões da metodologia científica, pela física quântica de onde emergiu os princípios quânticos que explicam a comunicação além da velocidade da luz (não localidade), que explica a causalidade além dos fatores envolvidos no sistema (hierarquia entrelaçada) e explica a descontinuidade e os saltos característicos do mundo quântico. Todos esses princípios são assinaturas da causação descendente e explica como a tendência natural a desordem (entropia) é revertida em ordem.

IMG_0651

Mente e cérebro indubitavelmente tem uma correspondência de interligação codependentes. A mente é capaz de moldar o cérebro. O que você pensa é representado no cérebro com a formação de redes neurais e explosão de vários neurotransmissores, que são rapidamente reabsorvidos e duram cerca de frações de segundos na fenda sináptica. É a linha de pesquisa atual dos behevioristas que usam o termo biocomportamental oriundo da integração da neurobiologia e as novas descobertas da neurociência explicando o comportamento, reforçando o movimento das moléculas produzidas e que determinariam esse comportamento. Há controvérsias! Da mesma forma, modificações que ocorrem no cérebro são capazes de modificar a mente, permitindo uma modelagem da mesma. Como é feita essa representação no cérebro? A resposta está nos padrões das redes neurais e nas moléculas envolvidas no processo. A bioquímica e física envolvida nesses processos é de entendimento complexo, mas a cada dia uma nova luz é lançada e a compreensão torna-se cada vez melhor a cerca do processo de construção da memória. Pensemos um pouco em como é sintetizada a proteína envolvida na transmissão do impulso nervoso denominada neurotransmissor. Quando falamos em neurotransmissores (Serotonina, Dopamina, GABA e etc) estamos mencionando as proteínas envolvidas na fenda sináptica que são responsáveis pelas conexões entre os neurônios e, consequentemente, pela transmissão e propagação da informação pela rede nervosa, estabelecendo uma comunicação entre as células nervosas e destas com outras células (muscular por exemplo) determinando a contração muscular e como consequência o comportamento. Um pequeno parenteses. Hoje há várias pesquisas sérias levantando a hipótese de poder existir um outro tipo de comunicação energética pelo corpo através do sistema conectivo ou tecido conjuntivo. Esse tecido é responsável pela conexão entre células e órgãos de diversos sistemas do corpo humano. Essa característica é observada no tecido conjuntivo pelo fato dele preencher espaços entre as células e tecidos, bem como órgãos. Fecha parenteses. O novo inconsciente passa pela compreensão desses padrões neurais que representam as informações que caracterizam as experiências do ser humano. A teoria cognitiva e o novo inconsciente resgatam o estudo da mente e seus circuitos cerebrais que a representam. O que se passa na mente molda o cérebro e o que se passa no cérebro molda a mente.

20130110-185905.jpg

Intuição, pensamento e sentimento são considerados objetos quânticos pelos princípios bem documentados da física quântica. Por serem objetos quânticos, não há como determinar posição e velocidade simultaneamente. Se você se concentrar no conteúdo do pensamento você perde informação sobre o direcionamento do pensamento e vice-versa. Não há como determinar simultaneamente ambos. Faça a experiência!! Pensamento assim como um elétron é uma onda de possibilidade. Tem o potencial de tornar-se realidade. Para que ocorra o colapso de onda da matéria do pensamento há necessidade do cérebro. O pensamento é representado no cérebro através dos padrões e circuitos neurais e também dos neurotransmissores. Para não violar a lei de conservação de energia, a consciência escolhe simultaneamente os padrões neurais do cérebro com suas moléculas e surge a representação do pensamento com seu significado. É assim que construímos nosso sistema de crenças, assunto que vou abordar em outro post futuramente. Simples e complexo assim! Uma assinatura da causação descendente da consciência é a hierarquia entrelaçada onde algo fora do sistema é o verdadeiro poder causal escolhendo entre duas ou mais opções correlacionadas. Mente e cérebro estão correlacionados. A consciência contém ambos. Como a consciência escolhe o processamento inconsciente e o consciente não há violação da lei de conservação de energia. O mesmo raciocínio pode ser estendido para os sentimentos. Nesse caso, podemos entender as moléculas da emoção: receptores opióides e neuropeptídeos. Entender as pesquisas de Damásio, segundo a contribuição da física quântica, traz uma nova luz na regulação da vida. Uma enorme quantidade de informações inconscientes são organizados por campos sutis – campo morfogenético – presente em um outro campo superior – corpo vital – o movimento da energia vital dentro do corpo vital é o sentimento.

Captura de Tela 2012-07-08 às 14.17.59

Campos dentre de campos. Assim é o comportamento da evolução. Aumento da complexidade da forma observada na evolução obedece a esse princípio: campo dentro de campo. Átomos dentro de moléculas. Moléculas dentro de células. Células dentro de órgãos. Órgãos dentro de organismos. Campos dentro de campos. A energia envolvida no processo abedece a um “evelopamento” diferente porém ao mesmo princípio de campo dentro de campo. A energia densa dos átomos são “envelopados” dentro das moléculas e emerge uma nova energia que sustenta a forma da molécula e agora mais sutil quando comparada a energia densa do átomos. A medida que a forma se torna cada vez mais complexa, a energia se torna cada vez mais sutil. Basta isso no momento, para compreender a dinâmica da evolução. A essência presente em todos nós evolui e ainda vou mais adiante, essa essência tem novas oportunidades de experimentação (reencarnação) para que a individualidade do ego eduque suas potencialidades e nesse processo de educação alcance mais sutilezas energéticas capazes de serem representadas no cérebro durante o período que aqui vivemos. Essa seria a teoria da consciência egoísta! (hehe) Uma crítica sutil ao gene egoísta de Dawkins. Só que é um “egoísmo altruísta”, isto é, tem um propósito! A consciência deve buscar representar cada vez mais aspectos de ondas de possibilidade de alta teor vibratório (alta frequência e alta amplitude) para que energias cada vez mais sutis possam ser expressas no comportamento. Quem sabe o amor incondicional entre as pessoas não esteja nessa categoria (alto teor vibratório) e estajamos engatinhando para representá-lo em nosso comportamento. Sei que isso pode parecer tudo muito complexo e de difícil entendimento em um primeiro momento, mas aos poucos e com empenho e vontade vamos vencendo dificuldades teóricas e técnicas e realizando experimentos cada vez mais esclarecedores para que a reencarnação seja um dia reconhecida como uma lei biológica. E o mais importante, saber utilizar esse conhecimento para que o comportamento reflita tal entendimento.

Captura de Tela 2012-07-08 às 14.20.54

Estamos construindo memórias! Para compreendermos a construção dessas memórias precisamos entender a especialização que há em nossos hemisférios cerebrais – esquerdo e direito – e a importância dessa especialização na divisão de tarefas e como o processamento inconsciente atua utilizando-se de ambos simultaneamente. Vale ressaltar que várias pesquisas dentro da neurociência considera que talvez a lateralização tenha sido um dos elementos cruciais na expansão das faculdades mentais que nos tornam humanos. No entanto, um efeito colateral dessa configuração pode ter sido a complexificação das relações entre processamento consciente e inconsciente, por meio da evolução de um módulo, o INTÉRPRETE, cuja missão é unificar nossa experiência subjetiva construindo um roteiro explicativo internamente coerente. A conquista atual do cérebro, construído pela evolução criativa da consciência através dos séculos e séculos, mostra que ele é composto por uma coleção de módulos especializados que foram conquistados resolvendo-se vários problemas complexos que apareceram durante essa evolução. Esse “intérprete” – hemisfério esquerdo – busca explicações sobre as razões pelas quais os eventos ocorrem. Nesse processo, preenchem lacunas construindo narrativas fictícias ao reprimir informações, racionalizar e distorcer os fatos para reduzir a dissonância. Assim, o intérprete produz os mecanismos de autoengano e representações equivocadas da realidade, isto é, cria a sua realidade equivocada. Por essa razão, insisto que há necessidade de um “mergulho” nas memórias implícitas, pois as mesmas podem ter sido construídas com autoenganos e terem sido editadas de maneira a satisfazer a realidade criada ou cocriada. A meditação também se torna uma ferramenta poderosa para compreender os temas que alimentam os significados.

Campos morfogenéticos

A regulação da vida, como analisado no post anterior, é praticamente entregue ao processamento inconsciente, que reflete uma “inteligência” por detrás desses fenômenos do inconsciente. Não podemos insistir no equívoco de reduzir tudo às moléculas como se elas soubessem tudo sobre as circunstâncias da vida. Do meu ciúme, das alegrias, da felicidade, da raiva, do ódio, do rancor e etc. Elas representam os aspectos internos da consciência, considerados sutis. Esses aspectos estão em uma campo de organização e influência também sutis – campos morfogenéticos – que sobrevivem após a cessação do corpo físico. Essa ciência alternativa, por assim dizer, está longe de ser aceita pelos establishment da ciência convencional materialista, mas caminha a passos largos para se estabelecer como um novo paradigma capaz de explicar e possibilitar a modificação e transformação da alma humana (consciência). Caso contrário, observaremos a separação e o dualismo naturalista envolvido nas explicações “milagrosas” da ciência materialista buscando incansavelmente o sutil como resultado das interações e movimentos das moléculas e distanciando cada vez mais a ciência e o ser humano da sua natureza espiritual. As pesquisas científicas são muito importantes, quero deixar isso bem claro. Porém há uma supervalorização do hemisfério cerebral esquerdo e falta uma integração. Onde está localizada a memória? No hipocampo? No córtex parietal inferior? O que há lá de especial capaz de armazenar uma informação por um curto período ou um período maior de tempo? Neurônios? Neurotransmissores? Células da memória? Qual o substrato biológico material envolvido no processo de memória? A teoria do novo inconsciente vem fornecendo uma nova abordagem desses aspectos, apesar de estar longe da compreensão da consciência. Mas já é um início. Como construímos nossos padrões de escolhas? Como construímos nossas memórias que acabam influenciando na forma como percebemos o mundo e até mesmo na forma como adquirimos o conhecimento das coisas? A verdade é que construímos nossas crenças em uma interação dinâmica com o ambiente (que fornecem os estímulos) e, somente depois, realizamos o fortalecimento delas. O Intérprete do hemisfério esquerdo cria as histórias coerentes para manter essas crenças. Temos memórias. Temos percepções. Temos processamento consciente. Temos processamento inconsciente. Temos a vida a disposição! Acreditar na imortalidade da alma talvez seja mais uma crença dentro do sistema de crenças existente. Porém, ela é capaz de causar modificações profundas no comportamento e a transformação necessária para que os valores sejam novamente respeitados nesse Planeta.

Abraços fraternos

Milton

Física Quântica e Crenças


FÍSICA QUÂNTICA E CRENÇAS
Como nossas crenças determinam nosso comportamento e biologia.

Qual o impacto da minha transformação pessoal no planeta e na minha saúde?

A resposta para essa questão depende muito do contexto que nutre os significados da sua mente. Contextos são o pano de fundo para os significados. A mente necessita de contextos. É o que nos torna diferentes de máquinas. Computadores obedecem a um algoritmo previamente formulado. Não são criativos. O ser humano dotado de um cérebro quântico, através de sua mente, é capaz de dar significado a tudo. Essa capacidade fornece o comportamento, as ações. Conforme dou valor aos temas, aos contextos, meu comportamento reflete isso. Se acredito que fazer o bem sendo uma pessoa boa irá beneficiar a minha saúde, então, o meu comportamento irá refletir essa crença. Minhas ações representará essa crença sutil. O contrário também é válido: se acredito que vivemos em uma selva de competidores e que o mais forte sobrevive, então, minhas ações representará essa crença sutil. Se acredito que todos nós somos seres interconectados em um campo fundamental, minhas ações representará essa crença. Do contrário, se acredito que todos nós somos seres separados, individualistas, minhas ações representará essa crença sutil. Se acredito que sou capaz e possuo as potencialidades para a realização de uma meta, minhas ações representará essa crença. Contrariamente, se acredito que não nasci para isso, se me considero incapaz, minhas ações representará esta minha crença. Temos um sistema de crenças. A melhor definição de crença que já li foi: “Crenças são grades de uma cela invisível que o prendem a uma vida que é menor do que se poderia ter verdadeiramente”. Sempre poderemos ir além. As crenças limitantes criam grades mais fortes; as crenças não limitantes facilitam um pouco mais.

Essas crenças, ou como querem os cientistas, esses “mindsets” são subconscientes. Os mindsets são informações constantes que circulam pelo sistema nervoso que alimentam nossas células. Percebo o mundo. Temos um sistema nervoso para isso. Temos um cérebro com 100 bilhões de células chamadas neurônios que disparam a cada ato de percepção. Para se ter uma idéia das infinitas possibilidades de conexão que podem ser realizadas por nossas células cerebrais vejam esses números: Cada neurônio é capaz de realizar 5000 conexões com outros neurônios. Essas conexões são chamadas de sinapses. Os neurônios obtém esses sinais como uma explosão de substâncias químicas chamadas neurotransmissores. Um único neurônio dispara cerda de 5 a 50 vezes por segundo. Ler uma frase requer quatrilhões de sinais dentro da cabeça. Cada sinal carrega uma informação. O sistema nervoso faz circular essas informações da mesma maneira que o sangue circula por nossas veias e artérias. O número de combinações possíveis desses 100 bilhões de neurônios é cerca de 10 à milionésima potência. É o número 1 seguidos de um milhão de zeros. Esse número é superior ao número de estrelas do universo.

Eventos mentais baseiam-se em ligações temporárias de sinapses que tomam forma e se dispersam, geralmente em segundos. Somos capazes também de formar circuitos duradouros fortalecendo as conexões entre si. O cérebro interage com outros sistemas do corpo que por sua vez interage com o mundo. Mente e cérebro tem uma interação profunda e codependente. A mente é capaz de modelar o cérebro e o cérebro de influenciar a mente. A transformação da mente, na maneira de dar significados aos contextos, modifica os circuitos cerebrais através de novas conexões modificando o comportamento, modificando minhas ações. Entender que esses mindsets são capazes de moldar o comportamento é fácil compreender. Entender como esses mindsets (crenças) coordenam a biologia celular requer uma nova visão de mundo. Cosmovisão, paradigma, visão de mundo são os fornecedores de contextos para a mente dar significado. Como já refletimos anteriormente, os significados atuais são falhos, pois foram nutridos por contextos fornecidos por uma maneira limitante de ver o mundo. A filosofia determinista da física de Newton nos forneceu mindsets limitadores. Temos agora a chance de dar novos significados em nossa vidas, de maneira criativa, com insights poderosos e solucionar os problemas herdados da cosmovisão anterior.

Possuimos infinitas possibilidades de conexões. Isso traduz uma capacidade de neuroplasticidade e de significados ainda não imaginados. Percepções e memórias. Somos condicionados em nossas escolhas pelas memórias. Somos condicionados a perceber o mundo da mesma forma que estamos percebendo atualmente. Presos pela grade invisível de nossas crenças (mindset). Como criar um novo mundo a partir de um novo ser? Dar saltos descontínuos de significados é o objetivo. Como escolher sermos saudáveis a partir de nossos condicionamentos de escolhas que nos tornaram doentes? Dar saltos descontínuos de significados ainda é o objetivo. Reconhecer que atuamos em um espaço que interconecta a todos. Um potencial de informações podem ser acessados. Outras conexões podem ser criadas. Circuitos podem ser formados em nossas células cerebrais capazes de representar uma nova percepção e uma nova memória. Responder ou reagir no mesmo nível de consciência que gerou o problema que o incomodou chama-se vingança. Responder ou reagir em um nível de consciência diferente e superior ao que gerou o problema que o incomodou chama-se transcender, chama-se dar um salto descontínuo de compreensão e significado. Esse tipo de comportamento está refletindo uma crença diferente capaz de ir além da percepção aparente de separação que vivenciamos o mundo. A física quântica e a filosofia monista da consciência está modificando a cosmovisão, está modificando a maneira como percebemos o mundo. Estamos tentando criar novos circuitos cerebrais, novas representações, nova realidade, novos comportamentos, nova biologia e funcionamento celular mais saudável. Comportamento e biologia estão separados? Os genes determinam meu comportamento? Os genes determinam a minha biologia? Esta visão é antiga, porém possui fortes circuitos cerebrais que o representam, nutridos por contextos gerados por uma visão de mundo mecanicista e determinista. A maioria das pesquisas científicas atuais são baseadas nesse tipo de mentalidade.

Vamos pensar um pouco na biologia. Em nossas células. Em nossas desarmonias celulares. Vejam e percebam a necessidade do “mergulho” em nosso interior em busca de autoconhecimento, em busca de aspectos negligenciados ou esquecidos e inconscientes porém não inócuos: nossas sombras. Qual o elo de ligação entre esses aspectos sutis de nossa consciência – varridos para o porão do inconsciente – e a saúde. É nesse processo de transformação que devemos focar. As minhas raivas, os meus ódios, os meus rancores, o meu comportamento não digno, meus pensamentos sorrateiros, minhas reações explosivas e instintivas, meu egoismo, meu orgulho, minhas vaidades. Meu EGO. Aspectos que circulam em minha esfera psíquica e surgem refletidos no comportamento. Pois então, esses aspectos informam nossas células. Há uma comunicação e interação desses mindsets, que circulam pelo sistema nervoso e interagem com outros sistemas do corpo, informando ao DNA o que fazer. O modo como isso funciona está em um nível subconsciente e automático. A cura de nossas doenças, os casos de remissão espontânea de tumores malignos passam por essa compreensão. A física quântica pode auxiliar em todos esses aspectos. Ela permite a compreensão de como nossas escolhas devem e necessitam ir além do EGO. Aqui temos uma sutileza. Necessitamos de “autosinceridade” e “autohonestidade”. Compromisso real com a transformação. Quero realmente ser criativo ou continuar oco? Os fatos e os dados estão a disposição de quem queira percorrer o caminho do coração.

Mudar. Transformar. Criatividade quântica. Saltos descontinuos de significado. Mente. Cérebro. Mente-cérebro. DNA. Comportamento. Biologia. Crenças. Condicionamentos e hábitos. Novo. Contextos. Cosmovisão. Paradigma. Física Quântica. Consciência. Quando despertarmos para uma realidade diferente. O despertar é pessoal e intransferível. Quando tudo isso começar a fazer algum sentido em sua vida. Quando você estiver motivado para essa transformação. Quando você viver e experenciar essa realidade. Dessa maneira. Você estará pronto para um salto de compreensão para um novo signficado. Estará pronto para a criatividade quântica. Estará pronto para a coerência em suas ações. Cada um de nós atuando nesse campo primordial na qual estamos todos “mergulhados” que nos sustenta e nos dá forma. Quando nos modificarmos e acessarmos esse campo com nossa transformação, percebendo aquilo que não percebíamos, vivendo aquilo que não vivenciávamos, se comportando de maneira que não comportávamos, modificaremos esses campo e outras pessoas começarão de maneira mais fácil acessar essa rede de informações e, então, iniciaremos uma nova etapa de paz, com novos significados e novos contextos.

Qual o impacto da minha transformação pessoal no planeta e na minha saúde?

A comunicação entre o sutil e o físico é uma via de duas mãos.
Isso permite uma reinterpretação, inclusive de Lamarck.
Assimilação gênica a partir do campo morfogenético é possível.
A epigenética ou a genética do citoplasma merece uma atenção especial.
O citoplasma da célula possui mecanismos capazes de informar o núcleo.
O citoplasma é susceptível de ser influenciado pelo meio ambiente.
Esse meio ambiente é muito mais que o meio ambiente planetário.
Temos nosso próprio meio ambiente constituído por nossos pensamentos e sentimentos.
A saúde e a doença merecem uma visão mais ampla onde se valorizem não apenas células atípicas, vírus, bactérias, protozoários, alterações climáticas e alterações genéticas.
A substância do pensamento, do sentimento, do campo do ponto zero, das partículas elementares, dos átomos, das moléculas, dos órgãos, do cérebro é a mesma. Frequência, vibração, oscilações, ressonâncias são diferentes. Uma verdadeira potencialidade de possibilidades a disposição da consciência. A consciência escolhe simultaneamente de forma descontinua e não local.
Eu posso fazer um novo mundo a partir de um novo ser.
O planeta agradece!
Sua saúde agradece!

Abraços fraternos.

Milton

Supercrenças e Conhecimento


Supercrenças e Conhecimento

Com que velocidade nos adaptamos ao ambiente em que vivemos? Processo e velocidade em que a mudança biológica ocorre entre uma geração e a seguinte. Temos algo que determina essa velocidade em que o organismo humano pode se adaptar biologicamente e essa compreensão é um insight poderoso.
O que é mais rápido? A lenta evolução humana ou as mudanças da sociedade e suas complexidades? Isso leva a uma paralisação do progresso?
Será que estamos sendo incapazes de solucionar problemas complexos: mudança climática, inquietação civil, escassez de alimentos, rápida disseminação de vírus e explosão populacional? Será que tudo isso extrapola nossa capacidade de deduzir fatos, analisá-los, inovar, planejar e agir de modo a interromper seu curso? Os problemas se tornaram complexos demais.
O ponto a partir do qual uma sociedade não consegue mais descobrir uma saída para seus problemas é chamado de LIMITE COGNITIVO.

Uma vez atingido esse limite cognitivo, passamos a passar problemas de uma geração para outra que acaba empurrando a civilização para seu limite. Essa deve ser a razão do colapso das civilizações.
Nosso cérebro continua evoluindo. Cada vez mais necessitamos de novas estruturas cerebrais para expressar uma complexidade maior. Qual o ritmo dessa evolução? A evolução lenta e gradual não é capaz de explicar mudanças rápidas e períodos rápidos da evolução. São verdadeiros saltos evolutivos. Esses saltos explicam as lacunas fósseis e a ausência de intermediários necessários para validar a teoria da evolução de Darwin.
Esse limite cognitivo é a chance para a criatividade. Os impasses, os conflitos recorrentes testa nosso limite cognitivo para resolver a complexidade desses problemas, tanto no nível individual quanto no coletivo.

Tentamos resolver nossos problemas, nossos impasses, nossos conflitos utilizando as ferramentes cerebrais disponíveis: cérebro esquerdo e cérebro direito. Porém, agora devemos incentivar nossa criatividade para a solucão dos conflitos. O insight descontínuo aparece de forma abrupta, inesperada e reveladora. Momentos de stress extremo ou, ao contrário, momentos de paz, tranquilidade e fora da rotina tem a capacidade de desencadear um insight criativo. Necessitamos dos dois hemisférios. Necessitamos da síntese e da análise. Porém os estudos sociológicos tem demostrado que em todos os aspectos atingimos um limiar, um limite de resolução de problemas e somos “forçados” a encontrar soluções sistêmicas e complexas para problemas sistêmicos e complexos.

Substituição do conhecimento pela crença. Quando estamos nadando contra a corrente, acreditando que se chegar do outro lado será a solução, empenhamos mais força, mais energia não abandonando nossa crença limitadora e ficamos cada vez mais exaustos e começamos a entrar em pânico.
Nós sempre necessitamos de crenças e de conhecimentos.
Nós precisamos de crenças para poder funcionar, até mesmo para atravessar uma rua: a luz fica verde e precisamos acreditar que os motoristas obedecerão ao sinal para podermos passar. As crenças não se restringem a religião. Temos um amplo espectro de crenças que nos ajudam a funcionar a cada minuto do dia.

Mas também precisamos de conhecimentos; dados comprovados para tomarmos decisões racionais e resolver problemas. É bem mais difícil adquirir conhecimento do que acolher crenças. Conhecimento exige processos cognitivos complexos como abstração, pesquisa, aprendizado, inferência, análise, síntese, tomada de decisões e discernimento. O conhecimento requer debate, aplicação, interpretação e escrutínio.
Uma sociedade progride rapidamente quando as duas necessidades humanas – a crença e o conhecimento – se encontram e se harmonizam. Fatos e crenças coexistem.

A complexidade torna cada vez mais difícil a aquisição do conhecimento.

Uma vez adquirido o conhecimento ele passa a agir como uma crença!!! O conhecimento também acaba influenciando o comportamento. O conhecimento exige percepção. Agora temos um problema: Quem coordena as percepções? Exatamente. São as crenças. Se eu quero conhecer isso, então que eu experimente isso. Porém, minhas injunções, minhas perguntas serão baseadas em um sistema maior de crenças e os dados colhidos serão de acordo com essas injunções. O conhecimento tem a capacidade de modificar crenças e as crenças influenciam a forma como se busca o conhecimento. Opa! Uma circularidade! Se requisitarmos a hierarquia entrelaçada acreditando que há um poder causal fora desse sistema, qual seria? Mais uma vez chegamos na consciência.

A consciência escolhe simultaneamente. Percepção exige memória e memória exige percepção. “Construimos” um sistema de crenças e temos a tendência de permanecer dessa maneira enquanto esse sistema de crenças nos dá as respostas necessárias. Memórias implícitas e memórias explícitas. Memórias implícitas são nossas memórias inconscientes adquiridas através das injunções que outrora ousamos realizar. Essas memórias implícitas são ativas e moldam nosso comportamento. Como a consciência através da mensuração quântica no cérebro identifica-se com esse órgão, os estados cerebrais não geram a consciência, ao contrário, a consciência escolhe os estados cerebrais para expressar-se. Para ler uma simples frase necessitamos de 1 quatrilhão de sinais nas fendas sinápticas que desaparecem assim que são lançadas nessa fenda, tudo em frações de nanossengundos. O que fica? As moléculas se vão… Fica a memória. Atua em um campo primordial que guarda a experiência, a informação, podendo ser requisitada pelo hipocampo sempre que necessário. Exatamente. Temos estruturas cerebrais responsáveis pela representação da consciência. Há uma correlação entre expressão de aspectos internos da consciência com a complexidade da estrutura cerebral que são diretamente proporcionais, isto é, quanto mais consciência, mais complexa a forma. A evolução da forma assim informa.

Durante nosso processo evolutivo, com as experiência de nossos ancestrais, que dependiam de um sistema rápido de tomada de decisões, ficamos rápidos na percepção de ameaças e experiências negativas. Era questão de sobrevivência. Ou aproveita a oportunidade para exercer a capacidade de predador e conseguir seu alimento ou , então, pode ser que você seja a presa e não tenha outra oportunidade sequer de caçar. Éramos presas e predadores. O cérebro, dessa forma, adquiriu um sistema capaz de identificar situações negativas e de ameaças. Registramos facilmente aquilo que é negativo. Temos os neuronios e os circuitos adequados para agir e reagir às ameaças. Registramos facilmente as experiências negativas. O cérebro tem a tendência a negatividade. O cérebro é como velcro para as coisas ruins e como teflon para as coisas boas. Isso pode ser diferente. A evolução continua! Estamos no processo dinâmico da evolução. Temos o conhecimento de muitos aspectos que antes não a possuimos. Esse conhecimento pode ser utilizado em benefício de todos. Hoje em dia, não exercemos mais a atividade de predadores, não no sentido que a utilizavamos nos primórdios da evolução como hominídeos.

Hoje, temos a aquisição de uma estrutura cerebral denominada neocórtex ou córtex frontal. Decisões mais lentas, capaz de analisar várias informações concomitantemente provenientes de todos os nossos sentidos. Podemos decidir não agir institivamente, apesar de que o cérebro reptiliano assim o queira. Ele nos prepara para recuar, lutar ou fugir, reagir. O córtex frontal é capaz de análises mais sofisticadas. Após reunir as informações e perceber que não há ameaças ele tem hierarquia para coodernar as ações a partir de então. É a neurociência contribuindo para o conhecimento. Sabendo disso, podemos transformar fatos positivos em experiências positivas e conquistar a instintividade para a positividade. Sim, podemos a cada fato positivo, internalizá-la como uma experiência positiva e iniciarmos nosso processo de conquistas de circuitos que representem esses aspectos da consciência. Para o bem da humanidade. Para o bem de cada um de nós.

Temos problemas complexos, fruto da complexidade das informações. Não podemos atingir o limite cognitivo se é que há algum limite para a cognição. Sociobiólogos utilizam essa terminologia para representar o estado de pobreza de soluções para problemas complexos que vivenciamos atualmente. Todas as civilizações tiveram um limite cognitivo, um impasse, que fez com que essa civilização sofressem a extinção. Fenômeno que ocorre em uma única geração, mas que apenas reflete soluções ineficazes para problemas complexos que essas civilizações enfrentaram. Foi assim com os Maias, com os Romanos, com o império Bizantino e etc. Será que a nossa civilização terá que sofrer a mesma extinção para surgir uma nova civilização? Aqui começam as especulações. Em breve retornarei a esse assunto complementando a idéia de como podemos superar as supercrenças limitadoras que acabam impedindo novos conhecimentos e ações para soluções complexas.

Abraços fraternos

Milton

Referencias Bibliográficas.

Superando os supermemes de Rebecca Costa
O Universo Autoconsciente de Amit Goswami

Comunicação Mente-DNA


Comunicação Mente-DNA

A física quântica traz contribuições importantes para a medicina. Ao compreender a realidade em dois domínios: possibilidades e fato manifesto, podemos expandir esse raciocínio para a biologia. Hoje, nesse momento atual, consigo ver o corpo físico como um veículo da manifestação da consciência. Mas nem sempre foi assim. Admitir a comunicação entre algo sutil como a Mente e algo grosseiro como o DNA levou um certo tempo para ser construído. O materialismo científico afastou-se da sapiência dos primórdios da medicina. Aristóteles, o pai da medicina, considerava a existência de uma substância única como origem de tudo. Vários acontecimentos, descobertas e revelações ocorreram, desde 400 a.C. até hoje, que afastaram os médicos da compreensão de uma unidade como origem de todas as coisa, da existência de uma substancia primordial que envolve a tudo e a todos. A idéia de Demócrito sobre a existência de blocos de construção indivisíveis, que ele denominou de átomos, domina o intelecto até os dias hodiernos.

Mas algo de estranho acontece. A modernidade e a pós-modernidade, o avanço e o progresso tecnológico, o capitalismo, a busca da felicidade pelo e por dinheiro, a preocupação exclusiva em ter, ou seja, a construção do paradigma de que tudo é matéria e que estamos nesse mundo para… Para que mesmo? Que respostas o materialismo científico forneceu à humanidade? Pergunto no intuito de questionar questões filosóficas. De onde viemos? Para onde vamos? O que é a vida? Por que pessoas boas fazem coisas ruins? O porque das doenças? Quais são as regras do processo de viver? Qual a razão de tudo isso? Esses questionamentos para alguns soam como ingenuidade, para outros nem tanto. Sabemos que nascemos, passamos um período de vida variável correndo atras de alguma coisa que não sabemos bem definir o que é. Alguns fazem o bem, outros são indiferentes, outros constroem riquezas, outros nem tanto. Alguns dedicam suas vidas ao beneficio do próximo, outros dedicam-se a si mesmos. Alguns nascem com defeitos físicos, outros perfeitos. Alguns nascem com predisposição a doenças, outros não. Alguns nascem com humor alegre e extrovertido, outros tímidos e introvertidos. Alguns nascem para serem líderes, outros para serem liderados. Alguns nascem para revelarem algo pela genialidade, outros nascem para transmitirem esses ensinamentos. Muita diversidade, não é mesmo? E qual seria a razão disso tudo?

O materialismo não consegue explicar e nem tampouco propor soluções para esses questionamentos pelo simples fato de admitir apenas um único domínio para a realidade: o fato manifesto. A física quântica já demonstrou que a realidade ocorre também no mundo das possibilidades. Ela admite a presença de um campo, de um espaço, de uma substância única primordial de onde surgem, de onde nascem as partículas elementares, de onde nasce a matéria que constitui esse mundo. Fica fácil expandir esse raciocínio e admitir que a origem de nossas intuições, pensamentos e sentimentos também nascem desse campo primordial, desse espaço que interconecta a todos. Esses aspectos internos e particulares não são subprodutos de nosso cérebro. São eles quem comandam e moldam o comportamento humano. Então quer dizer que há algo em um campo transcendente capaz de exercer uma influência no mundo da matéria densa? Exatamente isso! Possibilidade e fato manifesto são partes de um todo que formam um continuum. Igual ao espaço-tempo de Eisntein. Não há espaço absoluto e não há tempo absoluto. É a teoria da relatividade. Espaço e tempo formam um continuum. A realidade, qualquer realidade, nasce de um domínio transcendente de possibilidades e invade a dimensão do espaço-tempo para tornar-se compartilhável aos sentidos. Assim é também com a biologia, com os neurotransmissores, com as moléculas da emoção. O pensamento e o sentimento nascem nesse campo primordial e necessitam criar uma representação aqui no espaço-tempo. Como fazer isso? Lembram? A consciência é a base de tudo? Exatamente! A consciência é capaz de escolher as possibilidades desse mundo transcendente e simultaneamente criar uma representação física dessa mesma possibilidade. Matéria densa (fato manifesto) e matéria sutil (possibilidades) são ambas opções de escolha da consciência. Essa escolha é descontinua, isto é, não obedece um algoritmo matemático e, ao mesmo tempo, é não-local, ou seja, sem trocas de sinais obedecendo à uma hierarquia entrelaçada, isto é, algo fora do sistema das possibilidades e do fato manifesto e que exerce o verdadeiro poder causal: A CONSCIÊNCIA.

Como são feitas essas escolhas? Gasto energia para isso? Há trocas de sinais? Gosto muito de uma figura Gestalt de Escher intitulada “minha sogra e minha esposa”. As possibilidades de escolha estão na mesma figura, nos mesmos traços. Basta apenas uma ligeira mudança de perspectiva para perceber ora a minha esposa, ora a minha sogra. Nesse caso há apenas duas possibilidades, mas ilustra muito bem como a consciência escolhe dentre as possibilidades existentes obedecendo aos princípios da física quântica de descontinuidade, não localidade e hierarquia entrelaçada. São essas as assinaturas da causação descendente. É dessa forma que a consciência escolhe. As opções estão lá, como na figura, e nós escolhemos e cocriamos a realidade. No caso, eu prefiro minha esposa, mas de vez em quando minha sogra aparece. rsrs.

Percebam que em todos os momentos, em todas as realidades a mente, situadada no campo transcendente, comunica-se com o corpo físico. Essa comunicação ocorre utilizando-se recursos sofisticados com interações entre átomos e moléculas que refletem uma inteligência no modo de agir. As células refletem essa inteligência sabendo o que devem fazer em cada situação. São milhares e milhares de reações químicas, milhares de movimentos muito bem orquestrados para atingirem um objetivo, um propósito. As células do coração sabem o que fazer para produzirem seus próprios batimentos cardíacos. Vez ou outra elas saem do ritmo. O padrão de disparos do centro produtor do ritmo “resolve” fazer diferente! Quem está no comando? Esses padrões estão fora do nível consciente. Eles estão automatizados, porém recebem informações desse campo transcendente, onde  existem as possibilidades, dizendo ao DNA o que deve ser feito. Como assim? Exatamente isso. A mente estabelece uma comunicação com o DNA intracelular para que esse traduza essas informações em proteínas promotoras. Essa comunicação não é direta, mas segue alguns percursos. A mente utiliza-se de regiões especificas do cérebro (hipocampo) para iniciar sua comunicação. Há um complexo mente-corpo. As percepções do mundo externo chegam ao cortex cerebral e esse, através do hipocampo, traduz em linguagem especifica do sistema nervoso – potencial de ação – que chegam até as glândulas endócrinas que estimulam as células, através da membrana plasmática. Proteínas transmembranas quando excitadas levam uma informação até o DNA que ira sintetizar a proteína promotora específica. Aqui esta a comunicação entre mente e DNA. Mente situada além do cérebro em um campo transcendente e DNA situado no plano manifesto que detém a biblioteca de informações de funcionamento do corpo físico. A psiconeuroendocrinoimunogenetica estuda esse fenômeno e a utiliza nos diversos tratamentos mente-corpo que já existem e chamam a atenção da medicina alopática.

Os trabalhos de Bruce Lipton explicados no livro Biologia da Crença questionam o dogma do DNA, isto é, a informação segue um curso unidirecional DNA-RNA-PROTEÍNA e nunca ao contrário. Ele descobre que há no citoplasma fatores que são capazes de informar o DNA o que devem fazer. A membrana  celular exerce um papel fundamental na dinâmica de interação citoplasma-núcleo. E esse mesmo DNA já não é mais o cérebro da célula perdendo esse cargo para a membrana celular com suas proteínas transmembranas. O DNA para exercer sua função necessita ser informado. Nasce a epigenética. Fatores presentes no citoplasma da célula com a capacidade de ligar ou desligar a expressão de determinado gene.

Temos um corpo mecânico e um corpo quântico? Deepak Chopra em seu livro “A Cura Quântica” fala em um corpo mecânico-quântico tentando integrar conceitos de como a mente pode estabelecer uma comunicação com o corpo físico, entre o pensamento e os neurotransmissores. Recomendo a leitura desse livro. Tem muito a acrescentar. O corpo mecânico seria representado pelo movimento dos átomos e moléculas – neurotransmissores – e o corpo quântico seria representado pelas possibilidades – pensamentos – segundo Deepak Chopra. Há uma comunicação entre pensamento e neurotransmissor. Os padrões de disparos de neurônios, cujos neurotransmissores estão presentes nas sinapses, contém as informações do pensamento. O pensamento age na matéria por estar representado nessas sinapses pelos neurotransmissores. Há aqui uma descontinuidade. Entre o pensamento e a formação do neurotransmissor há um intervalo, há uma descontinuidade. A matéria da qual é feito o pensamento cria uma representação no físico. A matéria que constitui um neurotransmissor é uma representação dessa matéria sutil. Seria a mesma matéria em dimensões diferentes? Ondas de possibilidades de pensamentos são as mesmas ondas de possibilidades do neurotransmissor? Esse é um ponto da teoria de Amit Goswami que torna-se obrigatório admitir a consciência como a base de tudo. Ela deve ser não material para poder escolher dentro das possibilidades da matéria. Ainda não tenho a devida compreensão do que constitui a consciência, mas para a validade da teoria ela deve ser não material. Ela colapsa a função de onda do transcendente simultaneamente com o manifesto. Há uma descontinuidade nesse processo. Há o pensamento e há os neurotransmissores. Esse intervalo entre ambos é preenchido por espaço, por um “vazio cheio”, por um vácuo quântico de potencial energético incomensurável. A consciência tem acesso a essa rede de informações do vácuo quântico e é a intermediária entre as possibilidades e o fato manifesto.

Fazendo uma analogia entre a mente e corpo físico com a natureza poderíamos dizer que ambos (mente e corpo físico) são mais parecidos com um rio de água corrente do que com uma escultura estática. O rio se modifica a cada instante. Os padrões de neurônios existentes quando pensamos em uma maça, por exemplo, existem naquela fração de milionésimo de segundos e, depois, que os neurotransmissores  produzidos nas sinapses realizam sua função em configur o padrão de identificação da maça, eles são metabolizados, isto é, eles seguem o fluxo do rio. A maça existiu como uma representação e criou-se uma memória da maça. O próximo contato com essa fruta será requisitado os mesmos padrões. Aliás, basta imaginar, basta pensar a maça para que esses padrões surjam. O cérebro não diferencia realidade de imaginação.

 

Estamos habituados a estudar os fenômenos do corpo humano de maneira estática, paralisamos o raciocínio naquela fração de milionésimo de segundo onde os neurotransmissores são formados. Criamos uma lâmina de análise microscópica para compreendermos os padrões que surgem naquele momento, passo a passo, em uma hierarquia simples onde um manda e os outros obedecem. “A – B – C – D” esses eventos ocorrem no mundo manifesto em seqüência linear, mas não sabemos o que estava ocorrendo antes de “A” que possibilitou o desencadeamento da seqüência. Esse intervalo merece nossa antenção e nossos estudos. Aí reside o segredo do mundo quântico. Compartilho das idéias de Chopra quando afirma que a cura está em descobrir os padrões existentes no campo das possibilidades onde intuição, pensamentos e sentimentos se encontram e que acabam influenciando o DNA em sua nobre função. São os corpos sutis que comandam as células do corpo físico. A cura está em dois domínios: quântico e mecânico parafraseando Amit Goswami. A medida que os médicos se permitirem estudar os fenômenos do efeito placebo e da remissão espontânea de doenças, quem sabe, a medicina se tornará espiritualizada, acima dos interesses particulares dominados pelo EGO. Efeito placebo e remissão espontânea de doenças demonstram claramente a comunicação da mente com o DNA.

 

Abraços fraternos

 

Milton

Referências Bibliográficas

CHOPRA, Deepak. A cura Quântica: o poder da mente e da consciência na busca da saúde integral. Rio de Janeiro: BestSeller, 2011.

GOSWAMI, Amit. Criatividade para o século 21: uma visão quântica para a expansão do potencial criativo. São Paulo: Aleph, 2012.

LIPTON, Bruce H. A biologia da Crença: ciência e espiritualidade na mesma sintonia: o poder da consciência sobre a matéria e os milagres. São Paulo: Butterfly Editora, 2007.

Crenças


CRENÇAS

Temos falado bastante em sistema de crenças e como elas controlam tanto o comportamento quanto a biologia. Sim, pesquisas tem mostrado que essas crenças são verdadeiros filtros que permitem a consciência expressar-se no mundo. As informações transmitidas pela consciência criam os hábitos e condicionamentos. Conversamos em outras oportunidades que percepção e memória guardam uma íntima correlação. Percepção cria memória e memória cria a percepção. Nessa circularidade, temos um órgão nobre cuja função é permitir uma representação física dessas percepções, dessas memórias e dessas crenças: o cérebro. O cérebro possui cerca de 100 bilhões de neurônios com infinitas conexões chamadas de sinapses. Percebemos o mundo ao nosso redor pelos órgãos dos sentidos e essas informações chegam ao córtex cerebral em dois hemisférios: hemisfério cerebral direito e esquerdo.

O cérebro é uma totalidade e adquiriu funções específicas e especializadas que permitem a consciência expressar suas potencialidades através de padrões de disparos neuronais localizados nos hemisférios específicos conforme aquilo que se quer expressar. A consciência vive em uma polaridade refletida na divisão das tarefas entre o hemisfério direito e o hemisfério esquerdo. A racionalidade, a lógica, a percepção de separação que vivemos, o conhecimento científico que adquirimos, o pensar por palavras, a capacidade de análise, a organização e o controle são atividades sob o comando do hemisfério esquerdo. Por outro lado, a emocão, a intuição, a criatividade, o pensar por imagens, a capacidade de síntese, a espontaneidade, a liberdade são atividades sob o comando do hemisfério direito.

20120720-070329.jpg

As crenças construídas pelas memórias e percepções passadas moldam o comportamento. “Eu sou incapaz”, “Eu sou inseguro”, “Não importa o quanto eu faça ou tente, nunca está bom o suficiente”, “O que eu faço não é realmente importante”, “As decisões que eu tomo normalmente levam a resultados errados”, são todos exemplos de crenças limitantes que adquirimos ao longo das experiências que funcionam como filtros da realidade. É dessa forma que a consciência cria a sua própria realidade. Suas escolhas dentre as infinitas possibilidades são condicionadas por esses filtros, por essas crenças. Ter a capacidade de dizer não a essas crenças limitantes e mudar, escolher o novo como “Eu sou capaz”, “Eu sou seguro”, “Eu faço o meu melhor e isso é o suficiente”, “Eu faço o meu melhor e vejo a beleza em minha vida”, são crenças libertadoras.

Essas crenças não são conscientes, pelo contrário, elas são subconscientes. O fato de elas serem subconscientes não significam que sejam inócuas, pois elas moldam o nosso comportamento. Agimos no mundo baseado em nosso próprio sistema de crenças, criamos a nossa realidade baseado nos filtros que possuimos. Na grande maioria das vezes, esses filtros são limitantes. Essas lentes pela qual escolhemos a nossa realidade criam percepções dessa realidade e também as memórias subsequentes. Os diversos relacionamentos que temos são influenciados por essas crenças. As crenças controlam as percepções. As percepções controlam o comportamento e a biologia. Vejam o quanto o sistema de crenças que adquirimos ao longo da vida influenciam e comandam a aquisição da nossa realidade. Como mudar essas crenças? Como dizer não aos hábitos e condicionamentos? Muitas vezes precisamos de ajuda! Precisamos de instrumentos que nos permitam ter a capacidade de rescrever essas crenças. Rescrevendo as crenças, rescrevemos nosso comportamento. Rescrevendo as crenças, rescrevemos nossas percepções. Rescrevendo as crenças, rescrevemos nossas memórias. Mudamos os filtros e as lentes pelas quais criamos a realidade. Podemos criar algo novo em nosso viver. A ferramenta que se propõe a reprogramar sua mente subsconsciente chama-se Psych-K.

O Psych-k utiliza o conceito de “whole brain”, isto é, utiliza o cérebro de maneira integral. Utilizar os hemisférios direito e esquerdo para conseguirmos de maneira equilibrada expressar todas as potencialidades da consciência. Equilibrar as capacidades de ambos os hemisférios permitindo um agir no mundo também mais equilibrado. Temos muitas crenças dentro de várias áreas que nos impedem de ir adiante. Crenças na compreensão da auto-estima, da prosperidade, dos relacionamentos, da espiritualidade, da saúde e do corpo, do sofrimento e perda, dentre outras. Temos a oportunidade de modificar os contextos para possibilitar novos significados.

Até agora enfatizamos muito a questão de que nossas crenças influenciam o comportamento. Mas quero enfatizar também que as crenças controlam a biologia. O processo de adoecer e o processo de cura dependem desse sistema de crenças. As células e o corpo físico, de uma maneira geral, possuem uma “inteligência” inata que fornecem as informações para o funcionamento adequado das quase 70 trilhôes de células que possuimos. O processo de cura também depende das percepções. O comando que faz com que o DNA sintetize a proteína específica provém da consciência. A consciência age no mundo através de escolhas. Essas escolhas são condicionadas pelas lentes, pelos filtros, pelas crenças. As crenças controlam a biologia. O entendimento de que a mente tem a capacidade de atuar sobre a matéria de maneira causal já é pesquisada de forma séria pela ciência. Precisa-se apenas mudar o paradigma de que a matéria é a causa de tudo para a compreensão de que a consciência é a base de tudo.

Compreender esses processos sutis da consciência talvez nos aproxime mais de como funciona o processo da cura e do adoecer. Qual modificação ocorre em uma pessoa que a torna capaz de recuperar a saúde? Como ocorre a remissão de uma doença grave? O que aconteceu na percepção dessa pessoa que a fez coordenar as funções biológicas de maneira a ser capaz de curar-se? Essas questões me intrigam e tenho certeza que a resposta não está apenas nas interações moleculares a nível celular provocados pelas acões apenas no físico. Outros fatores devem ser considerados na equação para que possamos descobrir o poder de cura que o corpo possui. Os sistemas de crenças, os hábitos e condicionamentos, são uma pista importante e com certeza fazem parte dessa equação.

Abraços fraternos.

Milton

Biologia dos sentimentos


BIOLOGIA DOS SENTIMENTOS

O que são os sentimentos? O que são as emoções? Como a ciência estuda esses aspectos internos?

20120618-154622.jpg

Cada vez mais temos que dar atenção às emoções! Qual a diferença entre sentir ira, raiva, ódio, ressentimento, culpa (emoções negativas) e entre sentir alegria, satisfação, prazer, gratidão, paz, compreensão (emoções positivas) ?

Em nosso dia-a-dia vivenciamos uma enorme variedade de sensações criando uma verdadeira constelação de sentimentos. Como funciona a nível biológico esses sentimentos? O que ocorre abaixo de nossas percepções que caracterizam esses sentimentos? Devemos evitar certos sentimentos a outros? Como funciona essa dinâmica? Essa constelação de sentimentos têm influência na saúde? E o que a física quântica tem a ver com tudo isso?

20120618-155757.jpg

Muitas perguntas, não é mesmo? Mas proponho, com calma, respondê-las. Inicialmente gostaria de diferenciar conceitualmente sentimento de emoção. Com os novos princípios da física quântica, há uma compreensão diferente entre um e outro. Vemos a consciência como a base do ser e com poder causal sobre a matéria. Diante dessa nova visão, abordamos os sentimentos de maneira diferente, não mais como um subproduto da ação dos diversos neurotransmissores que possuímos como: noradrenalina, serotonina, dopamina entre outros. Há alguns neurocientistas que entendem as emoções como o próprio movimento molecular desses neurotransmissores a nível dos receptores celulares e que os sentimentos seriam apenas uma representação sutil das emoções.

20120618-160129.jpg

Com a nova ciência, baseada na física quântica, entendemos diferente. As emoções são representações físicas do sentimentos. Os sentimentos estão em uma esfera transcendente e organizados funcionalmente em um corpo sutil que denominamos corpo vital e entendemos que o movimento da energia vital é quem cria uma representação física – as moléculas da emoção – para justamente traduzir a informação, do movimento sutil da energia vital, para o corpo físico.

Fazendo uma analogia entre hardware e software de um computador perguntaríamos: – o que o hardware (estrutura física) sabe do software (programa)? Diríamos que não sabe nada. Como que o movimento de elétrons da estrutura física pode conhecer alguma coisa do programa contido no software? É a mesma analogia que devemos fazer conosco. O que as moléculas da emoção sabem das contingências da vida? Do meu ciúme? Da minha raiva? Do meu amor? Absolutamente nada. Elas são representações físicas do sutil assim como o hardware é a representação física que permite o funcionamento daquilo que foi programado no software.

20120618-155145.jpg

Esses princípios trazem um senso maior de responsabilidade, pois agora os sentimentos não são mais subprodutos dos movimentos moleculares, não há um determinismo, há, sim, liberdade de escolha, há, sim, livre-arbítrio. Então, dessa maneira, pode-se diferenciar uma emoção negativa de uma emoção positiva e ver a importância desse fato para a saúde de cada um de nós. Emoção seria a representação física, seria a ação no mundo manifesto, carregado de sentimento e mais o teor do pensamento. Assim, sentir raiva deve ser entendido apenas como uma informação do movimento da energia vital que fará soar um acorde específico a nível molecular aumentando a frequencia cardíaca, dilatando a pupila, contraindo o baço, aumentando a frequencia respiratória dentre outros efeitos e junto a isso vem o valor que fazemos dessa informação, como por exemplo com esse pensamento: – “Você vai ver o que eu vou fazer contigo?”, ou esse pensamento: – “Eu vou acabar com sua vida.” Emoção = Sentimento + pensamento. Daí a importância da educação de nossos sentimentos. Cabe lembrar aqui que não há necessidade de reprimirmos esses sentimentos, aceite-os e eduque-os que a sensação de liberdade aumentará e não correremos o risco de criarmos ou aumentarmos nossas sombras. O trabalho é justamente o inverso, isto é, identificarmos as nossas projeções e aceitá-las antes que elas tomem conta de nós.

20120618-155437.jpg

Vocês podem estar se perguntando, mas e o sistema límbico? O cérebro límbico possui uma quantidade enorme de receptores e neurotransmissores , estão repletos de moléculas da emoção, pois há a necessidade de comando das ações, de onde advém a importância do cérebro como grande centro nodal que centraliza as ações tanto na recepção quanto na distribuição das informações. Não há como separar o cérebro do corpo, ambos são uma totalidade e sentimos com o corpo por inteiro, percebemos os estímulos com todos os nossos receptores, até mesmo em nossos campos sutis de energia. Esses estímulos são percebidos por grandes centros nodais, que temos distribuídos pelo corpo todo, chamados também de centros vitais ou chacras pelas tradições espirituais, que percorrem o sistema nervoso até chegarem ao sistema límbico, onde as devidas ações serão distribuídas. A ciência materialista enxerga tudo ao contrário! Em breve abordarei o assunto centros vitais (chacras).

20120618-160659.jpg

A compreensão da dinâmica dos sentimentos torna-se importante no momento atual de nossa evolução. Percebam vocês que sentir raiva, ódio, ressentimento (emoções negativas) e contrariedades diversas parece um reação instintiva em nós. Esses circuitos cerebrais, essas memórias, esses padrões cerebrais estão enraizados em nós através dos evos da evolução. Surge o momento para cultivarmos, para semearmos as energias positivas do amor, da gratidão, da benevolência, da caridade, da alegria e do perdão para que, através da capacidade da neuroplasticidade, novos padrões cerebrais, novas sinapses, novas redes neurais e novas memórias sejam criadas e se tornem tão instintivas quanto as emoções negativas. Desse forma, novas possibilidades surgirão de relacionamentos saudáveis e a saúde integral do ser humano será conquistada e abrirá uma esperança de uma vida futura melhor da que vivenciamos hoje.

Abraços
Milton