Transformar a nós mesmos e o mundo com as idéias da física quântica.

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A mente é real!


A MENTE É REAL

 

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Ao longo dos últimos anos a ciência se abriu para examinar a natureza da vida. Podemos afirmar sem ressalvas que a “mente”, embora não seja visível, é, inequivocamente, “real”. A medicina já tem se aventurado a inserir em seus programas curriculares noções de empatia e redução do stress em estudantes de medicina e enfatizado a importância de ver o paciente como pessoa. Pode-se ir mais além, mas já é, sem dúvida, um início. Desenvolver um currículo mais abrangente e focado no “interior” poderia ser uma avanço para áreas como psiquiatria, pediatria e a própria psicologia dentro da medicina. Precisamos perceber que todos nós temos um “oceano” interno com intuições, pensamentos, sentimentos, memória, apego, narrativas e etc. Esse oceano interno com todos esses aspectos formam o que chamamos de “mente”. Mas o que é realmente a mente? Será que poderíamos dar uma definição para que as várias áreas do saber pudessem dialogar de maneira objetiva sobre o termo “mente”? É estranho perceber como a visão que cada uma dessas áreas do saber possuem sobre a mente é por demais divergente. Cada disciplina tem sua própria maneira de ver a realidade da mente. Se reunirmos linguistas, engenheiros da computação, geneticistas, matemáticos, neurocientistas, sociólogos, psicólogos do desenvolvimento e experimentais, perceberemos que cada qual enxerga e compreende a natureza do cérebro com sendo de alguma forma relacionada com a natureza subjetiva da mente.

 

Concorda-se facilmente que o cérebro é composto por um conjunto de neurônios protegidos pelo crânio e interconectados com o resto do corpo, porém não há uma visão compartilhada da mente e nenhum vocabulário para discuti-la. Um engenheiro da computação se refere a mente como “um sistema operacional”. Um neurobiólogo diz que ” a mente é apenas a atividade cerebral”. Um antropólogo fala sobre “um processo social compartilhado que atravessa gerações”. Um psicólogo diz que a “mente são nossos pensamentos e sentimentos”. E assim por diante. Essa divergência não ajuda em um entendimento integral podendo levar a desentendimentos entre as diversas disciplinas e corre-se  o risco de não haver avanço. Como poderíamos definir a mente de maneira funcional que estabelecesse um ponto de partida para futuros diálogos? Eis a proposta: “A mente humana é um processo relacional e incorporado que regula o fluxo de energia e informações”. É isso! Essa definição é compatível com as abordagens de todas as disciplinas. A mente é real e ignorá-la não a faz desaparecer. Definir a mente possibilita compartilhar uma linguagem comum sobre a natureza interna de nossas vidas e possibilita para os profissionais da psicoterapia, medicina e educação acesso a essa linguagem comum. Vamos aprofundar em cada aspecto dessa definição.

 

A mente envolve um fluxo de energia e informações. Energia é a capacidade de realizar uma ação – seja ela mexer os membros ou pensar. Energia pode ser compreendida de diversas formas, mas essa “capacidade essencial de fazer algo” permanece a mesma. Utilizamos “energia” neurológica quando pensamos, falamos, ouvimos e lemos. A informação é tudo que simboliza algo diferente de si mesmo. As palavras que você lê ou ouve são ‘pacotes’ de informação. Os rabiscos na página não são os significados das palavras, e as que você ouve são apenas ondas de som movendo moléculas de ar em determinada frequência. O significado está na mente. Energia e informação andam de mãos dadas no movimento de nossas mentes. Somos capazes de fazer representações no físico para transmitir essa noção de informação. Nossa capacidade de “representar” uma reação emocional para nós mesmos, de dar-lhe um nome e um significado. Não somos máquinas! Máquinas não processam significados. Interação material não processa significado e coisas do tipo. Saber que nossas mentes regulam o fluxo tanto de energia quanto de informação nos capacita a sentir a realidade dessas duas formas de experiência mental e, depois, a agir sobre elas em ver de nos perdermos nelas. A mente, a todo instante, cria novos padrões de fluxo de energia e informação, os quais continuamos a monitorar e a modificar. Esse processo é a essência de nossa experiência de vida subjetiva.

 

A mente também é um processo regulatório. Pensemos no ato de dirigir. Se você tem as mãos no volante, mas os olhos estão fechados (ou focado em uma mensagem de texto), você pode fazer o carro se movimentar, mas não está dirigindo-o – uma vez que dirigir significa regular o movimento do veículo, ou seu fluxo, pelo tempo. Se você tem os olhos abertos, mas está sentado no banco de trás, pode monitorar o movimento dele (e fazer comentários, como alguém que conheço), mas não poderá movê-lo de fato. O que está sendo monitorado e depois modificado pela mente? Trata-se do fluxo de energia e informação. A mente “observa” o fluxo de energia e informação e depois molda as características, os padrões e direção dele. Cada um de nós possui uma mente única: intuições, pensamentos, sentimentos, percepções, memórias, crenças e atitudes singulares, em um conjunto regulatório de padrões também únicos. Podemos aprender a moldar esses padrões, a alterar nossa mente e como consequência o cérebro, ao ver, em primeiro lugar, a mente com clareza.

 

A mente é incorporada. Isso significa que o fluxo de energia e informação acontece, em parte, no corpo. A relação entre mente e cérebro torna-se óbvia. Porém não podemos passar uma navalha no pescoço e separar o cérebro do restante do corpo. Temos cérebros no coração, no intestino e etc. Finalmente, a mente é um processo relacional. A energia e a informação fluem entre as pessoas e são monitoradas e modificadas nessa troca compartilhada. Isso acontece agora mesmo entre você e eu, através da minha escrita e da sua leitura. Esses pacotes de energia saem da minha mente e agora entram na sua. Se estivéssemos juntos em uma sala esses “sinais” poderiam ser trocados de outra forma seja no domínio verbal ou não verbal. Os relacionamentos são a forma como compartilhamos o fluxo de energia e informação, e é esse compartilhamento que molda, em parte, com o fluxo que é regulado. Nossa mente é criada dentro de relacionamentos, incluindo o relacionamento conosco mesmos. Podemos perceber e sentir os outros. Temos a capacidade de ressonância por possuir circuitos cerebrais que realizam essa função. “Sentir sentidos” e sentir os outros é a base para realizarmos um aprofundamento sobre nossa própria mente. Muitos dos distúrbios atuais advém dessa incapacidade de se sentir sentido ou de sentir os outros. Depressão, bipolaridade, transtornos diversos do humor, explosões emocionais e até mesmo transtornos biológicos podem ser abordados sob uma visão de mente cuja definição aqui explicamos. Ver a mente como epifenômeno não ajuda muito. Dar a mente o valor que lhe é de direito permite um inicio de quebra de paradigma da separação. Temos a ressonância mutua dos relacionamentos e os princípios quânticos que sustentam a prática. É isso!

 

A mente é um processo que  regula o fluxo de energia e informação. Sob  essa perspectiva cria-se uma oportunidade para explorarmos outras dimensões de nossa mente incorporada e relacional e o que significa ser humano. A física quântica permite essa expansão da consciência quando utilizamos seus princípios e passamos a pensar quanticamente. Estamos diante de uma oportunidade única para mudar paradigma. Que possamos neste momento, partirmos para a prática desses princípios e construirmos uma sociedade melhor. “Mentes que se relacionam e regulam o fluxo de energia e informação”. De forma alguma estamos separados. Na verdade, há uma interconexão entre todos. A “substância” da “matéria” do grosseiro (externo) é a mesma da “matéria” sutil (interna), isto é, do oceano interno, ou melhor, da mente. Temos muito em que trabalhar. Em todas as áreas. Vamos adiante! É isso!

 

Abraços fraternos

 

Milton

 

Física Quântica e Medicina


FÍSICA QUÂNTICA E MEDICINA

Uma nova visão de mundo para a medicina e suas condutas.

 

 

Como entender os processos patológicos?

Como compreender além dos processos patológicos?

Como saber se minha hipertensão arterial, minha arritmia cardíaca, minha dislipidemia, minha síndrome congênita, meu câncer, meus diversos processos patológicos de desarmonia celular tem apenas causas físicas?

Agora vem os “porquês”.

Por que tenho essas doenças?

Por que minhas células deixaram de cumprir sua função adequadamente?

Por que minha célula cardíaca, responsável por produzir determinada proteína, deixa de realizar essa funcão ou a faz em excesso?

 

Agora os “ques” , “quem”e “quais”.

Quem coordena, em última análise, a produção de enzimas e proteínas?

Quais foram os reais motivos da desarmonia?

Há algum outro fator que está sendo negligenciado? Os materialistas de plantão correrão em responder: os genes, o DNA. O DNA é o responsável pela produção de proteínas, tudo bem. Mas qual é o impulso inicial capaz de coordenar a função do DNA? A Vida foi reduzida ao DNA? Essa pergunta seria fácil de ser respondida dentro do paradigma da matéria: Temos uma programação genética conquistada aleatoriamente ao longo da evolução; Somos reféns de nossos genes; Somos reféns de nosso DNA e sua programação. Reduzir algo tão complexo a uma molécula proteica e a outros componentes é, no mínimo, limitar a nossa capacidade e potencialidade criativa e livre arbítrio. As doenças necessitam de uma visão diferente quanto a suas causas. Precisamos incorporar os princípios quânticos ao arsenal de pesquisa científica que estudam essas desarmonias celulares. Resgatar o conceito de energia vital que há muito tempo foi descartada da medicina convencional. Para que isso aconteça, necessitamos de um verdadeiro “salto” quântico na compreensão da existência de outras dimensões inerentes ao ser humano, além da dimensão física, material, palpável e fixa da matéria. Estamos reduzindo sentimentos a um movimento de moléculas dentro do cérebro límbico. Estamos reduzindo os pensamentos a uma explosão de neurotransmissores na fenda sináptica entre as células cerebrais. Precisamos valorizar a consciência nesses processos e assumir a capacidade participativa e cocriativa em todos esses processos.

 

Já refletimos em outras oportunidades que, em um estado fundamental, estamos todos conectados. Todos os constituintes e microconstituintes guardam um estado de emaranhamento, de entrelaçamento, de interconexão e adquirem um comportamento que leva em consideração, não apenas as suas partes, mas, sim, o todo. Precisamos adquirir essa compreensão que expande horizontes e possibilita uma ação mais coerente no mundo macroscópico. Atuamos sob uma extensa rede de informações que conecta tudo e todos. O espaço que preenche meus átomos e que formam minhas moléculas é o mesmo que preenche o seus átomos e que formam as suas moléculas. Espaço vazio? Não. Espaço cheio. Possuidor de uma energia incomensurável que dá origem e sustenta todas as formas. Essa compreensão profunda de uma realidade não apenas física nos remonta para a importância das ações que desempenhamos enquanto seres participativos e cocriativos das diversas experiências compartilhadas na qual desempenhamos dentro de uma família, dentro de uma comunidade, dentro do ambiente de trabalho, dentro de uma sociedade, dentro das diversas convivências que temos oportunidade de estar presente. Será que isso é importante e deve ser considerado como fator causal para uma desarmonia celular e que provoca uma doença? Eis a chave!!!! Eis o segredo!!! Que não é mais segredo! A física quântica quando analisada e interpretada sob a filosofia monista da  consciência resgata a importância da causação descendente. Como é a consciência que escolhe dentro das possibilidades oferecidas pela causação ascendente, as ações responsáveis, o pensar corretamente, o viver corretamente passa para um patamar superior de importância e valorização. Sou responsável por aquilo que penso, aquilo que sinto e aquilo que reflete meu comportamento em minhas ações. Ser coerente é ser saudável. Uma única vida é pouco para representar toda a complexidade de nossas experiências. Diante de tudo isso, como compreender as desarmonias celulares que constituem meu corpo físico? Perceberam o quanto temos que ir além em nossas simplificações e reducionismo?

 

A cada dia, mesmo participando de congressos médicos de atualização nesse tipo de conhecimento materialista reducionista, essas perguntas e questionamentos não se calam. Continuamos, nós médicos, negligenciando algo importante  em nossas pesquisas: a alma, o espírito, a consciência. Buscamos padrões para chegarmos ao diagnóstico e, a partir de então, instituir a terapêutica adequada para uma provável causa aparente. Iniciamos um tratamento farmacológico; indicamos o implante de um dispositivo eletrônico; indicamos uma cirurgia e não há mais tempo para compreender que os aspectos internos inerentes a todos nós foram esquecidos desse contexto: A pessoa, que receberá o medicamento, o dispositivo eletrônico e a cirurgia, tem pensamentos, sentimentos, intuições, relacionamentos, compatilhamento de experiências, fica alegre, fica triste, tem frustrações, tem raiva, tem ódio, tem comportamento incoerente, tem uma essência viva e participativa em qualquer processo patológico. Ela está atuando de forma ativa em um campo ou uma rede de informação energética que necessita ser valorizada para termos uma visão ampla e completa da sua possível desarmonia. Estamos agindo na periferia da doença. As causas são mais profundas. Precisamos mergulhar em nós mesmos na busca de um autoconhecimento ao mesmo tempo que a medicina busca o conhecimento externo das causas dessas mesmas doenças. Intuições, pensamentos, sentimentos são tão importantes quanto bactérias, vírus, alterações climáticas e genética. Como mudar isso?!?! Mudar a visão de mundo!!! É fácil? De maneira alguma. É impossível? Jamais.

 

A medicina também estabelece a metodologia científica materialista em seus bancos acadêmicos. Não estou querendo dizer que isso é certo ou errado. Quero realçar a importância de incorporar e integrar os aspectos negligenciados. Aspectos internos e sutis que não são validados pela ciência materialista e também pela medicina com seu “estableshiment” instituído. Conversar sobre isso em um encontro científico materialista é comprar uma briga sem precedentes e ser expulso de qualquer outra oportunidade acadêmica. Assim ocorreu com Fritoj Capra, um importante físico. A ciência materialista tem contribuído muito para o aumento da qualidade de vida e também da perspectiva prolongada do viver. Mas isso pode ser melhorado. Quanto mais pessoas conversarem, refletirem sobre isso, mais e mais perspectivas de mudanças profundas teremos. Acredito nisso! Tento fazer minha parte. A dinâmica da transformação é importante. As pessoas deveriam compreender que durante a mudança de paradigma elas mesmas deveriam se observar diferentes e serem a transformação que desejam ser. Criar um novo mundo a partir de um novo ser. Isso é possível! Dessa maneira temos uma oportunidade de integrar as visões de mundo e ampliar de forma criativa a realidade vivenciada ou experimentada. Quando todos estiverem envolvidos nessa dinâmica de transformação, as informações que chegam ao DNA serão coerentes e ele saberá o que fazer. As funções biológicas funcionam como arquétipos, da mesma maneira que o Amor, a Justiça, a Abundância, a Verdade, a Beleza funcionam como arquétipos que fornecem os contextos para a mente dar os significados. Precisamos entender essas funções biológicas dessa maneira. Uma nova possibilidade de pesquisa surgirá para continuarmos o processo evolutivo que é incessante e tem um propósito, ao contrário do que pensam os biólogos darwinistas. Temos pesquisas que demonstram inclusive o tempo decorrido entre nossas percepções e a informação proveniente dessas percepções, até chegarem ao DNA informando-o o que deve ser feito. É a comunicação mente-DNA. A física quântica, por estudar os componentes submicroscópicos da matéria, permite uma visão ampla e expandida da realidade e incorpora a possibilidade de integrar os aspectos sutis e internos com os aspectos externos e fixos. Equilibrar interno e externo. A “substância” da intuição, do pensamento, do sentimento e das moléculas é a mesma. A consciência colapsa a função de onda de todos eles simultaneamente de forma descontínua e não local.

 

Criamos representações no físico dos aspectos sutis. A intuição é representada no físico. Os pensamentos e sentimentos da mesma forma. As células, as moléculas, os átomos recebem informação constante e apresentam um dinamismo. A consciência, o espírito, a alma está tão intimamente acoplada a esses constituintes que não há maneira de estudá-los separados. Não há como prosseguirmos no reducionismo das funções biológicas e na separação.Temos que agregar ao nosso conhecimento os princípios quânticos e prosseguirmos adiante em nossas pesquisas. Valorizando o sutil. Vivendo corretamente. Pensando corretamente. Em busca de clareza! Em busca de dias melhores para todos nós!

 

Queridos amigos leitores, coerência e consciência. Isso é importante para a saúde integral.

 

Abraços fraternos

 

 

Milton.

Crenças


CRENÇAS

Temos falado bastante em sistema de crenças e como elas controlam tanto o comportamento quanto a biologia. Sim, pesquisas tem mostrado que essas crenças são verdadeiros filtros que permitem a consciência expressar-se no mundo. As informações transmitidas pela consciência criam os hábitos e condicionamentos. Conversamos em outras oportunidades que percepção e memória guardam uma íntima correlação. Percepção cria memória e memória cria a percepção. Nessa circularidade, temos um órgão nobre cuja função é permitir uma representação física dessas percepções, dessas memórias e dessas crenças: o cérebro. O cérebro possui cerca de 100 bilhões de neurônios com infinitas conexões chamadas de sinapses. Percebemos o mundo ao nosso redor pelos órgãos dos sentidos e essas informações chegam ao córtex cerebral em dois hemisférios: hemisfério cerebral direito e esquerdo.

O cérebro é uma totalidade e adquiriu funções específicas e especializadas que permitem a consciência expressar suas potencialidades através de padrões de disparos neuronais localizados nos hemisférios específicos conforme aquilo que se quer expressar. A consciência vive em uma polaridade refletida na divisão das tarefas entre o hemisfério direito e o hemisfério esquerdo. A racionalidade, a lógica, a percepção de separação que vivemos, o conhecimento científico que adquirimos, o pensar por palavras, a capacidade de análise, a organização e o controle são atividades sob o comando do hemisfério esquerdo. Por outro lado, a emocão, a intuição, a criatividade, o pensar por imagens, a capacidade de síntese, a espontaneidade, a liberdade são atividades sob o comando do hemisfério direito.

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As crenças construídas pelas memórias e percepções passadas moldam o comportamento. “Eu sou incapaz”, “Eu sou inseguro”, “Não importa o quanto eu faça ou tente, nunca está bom o suficiente”, “O que eu faço não é realmente importante”, “As decisões que eu tomo normalmente levam a resultados errados”, são todos exemplos de crenças limitantes que adquirimos ao longo das experiências que funcionam como filtros da realidade. É dessa forma que a consciência cria a sua própria realidade. Suas escolhas dentre as infinitas possibilidades são condicionadas por esses filtros, por essas crenças. Ter a capacidade de dizer não a essas crenças limitantes e mudar, escolher o novo como “Eu sou capaz”, “Eu sou seguro”, “Eu faço o meu melhor e isso é o suficiente”, “Eu faço o meu melhor e vejo a beleza em minha vida”, são crenças libertadoras.

Essas crenças não são conscientes, pelo contrário, elas são subconscientes. O fato de elas serem subconscientes não significam que sejam inócuas, pois elas moldam o nosso comportamento. Agimos no mundo baseado em nosso próprio sistema de crenças, criamos a nossa realidade baseado nos filtros que possuimos. Na grande maioria das vezes, esses filtros são limitantes. Essas lentes pela qual escolhemos a nossa realidade criam percepções dessa realidade e também as memórias subsequentes. Os diversos relacionamentos que temos são influenciados por essas crenças. As crenças controlam as percepções. As percepções controlam o comportamento e a biologia. Vejam o quanto o sistema de crenças que adquirimos ao longo da vida influenciam e comandam a aquisição da nossa realidade. Como mudar essas crenças? Como dizer não aos hábitos e condicionamentos? Muitas vezes precisamos de ajuda! Precisamos de instrumentos que nos permitam ter a capacidade de rescrever essas crenças. Rescrevendo as crenças, rescrevemos nosso comportamento. Rescrevendo as crenças, rescrevemos nossas percepções. Rescrevendo as crenças, rescrevemos nossas memórias. Mudamos os filtros e as lentes pelas quais criamos a realidade. Podemos criar algo novo em nosso viver. A ferramenta que se propõe a reprogramar sua mente subsconsciente chama-se Psych-K.

O Psych-k utiliza o conceito de “whole brain”, isto é, utiliza o cérebro de maneira integral. Utilizar os hemisférios direito e esquerdo para conseguirmos de maneira equilibrada expressar todas as potencialidades da consciência. Equilibrar as capacidades de ambos os hemisférios permitindo um agir no mundo também mais equilibrado. Temos muitas crenças dentro de várias áreas que nos impedem de ir adiante. Crenças na compreensão da auto-estima, da prosperidade, dos relacionamentos, da espiritualidade, da saúde e do corpo, do sofrimento e perda, dentre outras. Temos a oportunidade de modificar os contextos para possibilitar novos significados.

Até agora enfatizamos muito a questão de que nossas crenças influenciam o comportamento. Mas quero enfatizar também que as crenças controlam a biologia. O processo de adoecer e o processo de cura dependem desse sistema de crenças. As células e o corpo físico, de uma maneira geral, possuem uma “inteligência” inata que fornecem as informações para o funcionamento adequado das quase 70 trilhôes de células que possuimos. O processo de cura também depende das percepções. O comando que faz com que o DNA sintetize a proteína específica provém da consciência. A consciência age no mundo através de escolhas. Essas escolhas são condicionadas pelas lentes, pelos filtros, pelas crenças. As crenças controlam a biologia. O entendimento de que a mente tem a capacidade de atuar sobre a matéria de maneira causal já é pesquisada de forma séria pela ciência. Precisa-se apenas mudar o paradigma de que a matéria é a causa de tudo para a compreensão de que a consciência é a base de tudo.

Compreender esses processos sutis da consciência talvez nos aproxime mais de como funciona o processo da cura e do adoecer. Qual modificação ocorre em uma pessoa que a torna capaz de recuperar a saúde? Como ocorre a remissão de uma doença grave? O que aconteceu na percepção dessa pessoa que a fez coordenar as funções biológicas de maneira a ser capaz de curar-se? Essas questões me intrigam e tenho certeza que a resposta não está apenas nas interações moleculares a nível celular provocados pelas acões apenas no físico. Outros fatores devem ser considerados na equação para que possamos descobrir o poder de cura que o corpo possui. Os sistemas de crenças, os hábitos e condicionamentos, são uma pista importante e com certeza fazem parte dessa equação.

Abraços fraternos.

Milton

Medicina Integral


MEDICINA INTEGRAL

Mudar paradigmas não é tarefa fácil. A construção do conhecimento sobre o processo de funcionamento biológico foi baseado na física newtoniana mecanicista. A idéia de que o corpo humano é uma máquina composta de peças que podem ser reparadas e/ou substituídas ainda prevalece no ensino médico regular e convencional. Estudar o corpo humano em sua integralidade é difícil mesmo para aqueles que estão familiarizados com o estudo do sutil. Integrar o conhecimento da anatomia física com a anatomia energética; integrar a fisiologia de interações materiais com a fisiologia energética requer uma construção de um novo paradigma. Uma nova visão sobre quais são os processos que levam a consciência a causar algum prejuízo a essas interações materiais. Esse processo de descoberta torna-se uma verdadeira vivência, ou seja, um caminhar na dinâmica da transformação.

Como integrar em uma única equação os contextos, os significados, as emoções e o corpo físico? Como pensar em uma fórmula que integre todos esses aspectos da consciência? Essa consciência, que por hora se encontra no plano manifesto, traz consigo uma complexa bagagem de vivências e experiências. Não há mais como tratar um ser humano com o pensamento separatista de funcionamento dos órgãos. Há uma rede de conexão entre todos os órgãos, entre todos os tecidos, entre todos os sistemas, entre todas as funções. A biologia do corpo humano é uma dessas maravilhas que encanta a todos os envolvidos na busca da compreensão do seu funcionamento. A medicina deve se conciliar com todas as terapias holísticas que conhecem o sistema mentecorpo, pois o futuro da medicina será eminentemente espiritual, isto é, a consciência é a base de tudo.

Conhecer e desenvolver técnicas especificas capaz de integrar todos os conhecimentos da fisiologia humana, a fisiologia das interações materiais, com a fisiologia quântica, a fisiologia que envolve os dois domínios da realidade é uma tarefa em andamento. Isso esta acontecendo! As pessoas já envolvidas com esses aspectos sutis estão contribuindo para uma mudança de paradigma e colocam em seu trabalho a visão de que a consciência é a base do ser. Os resultados começam a aparecer e sinalizam que o caminho está correto. As pesquisas começam a considerar os aspectos sutis e validam a prática de uma medicina que integra os aspectos energéticos que emoções, pensamentos e contextos possuem na causalidade das “doenças”.

Integrar todas funções biológicas celulares, com os meridianos, com o sistema de chacras, com o sistema de crenças, com o sistema músculo-esquelético, com o sistema conectivo, com o sistema circulatório, com o sistema nervoso, com o sistema de drenagem, com o sistema cardiorespiratório, com o sistema urinário, com o sistema excretor, com o sistema digestivo, com o sistema reprodutor e com todos os outros sistemas que compõe o corpo humano deve ser tarefa prioritária caso realmente seja a intenção de realizar uma prática de medicina integral. Todos esses aspectos devem ser integrados ao ambiente onde cada consciência está inserida. Esse ambiente fornece as possibilidades de percepção e memória das experiências vividas. Essas percepções e memórias criam os hábitos e condicionamentos que geram conteúdos tóxicos. Essas toxinas energéticas são transferidas aos sistemas biológicos do corpo humano. Isso deverá ser compreendido e tratado pela medicina do futuro! Futuro próximo! Estamos vivendo a dinâmica dessa mudança!

Abraços fraternos

Milton

O que é a cura?


O QUE É A CURA?

A consciência é a base de tudo!!!! A consciência está em um processo evolutivo!! Essa evolução ocorre em dois mundos ou dois domínios: Possibilidades e Fato manifesto!! A consciência é a intermediária nessa escolha entre os dois domínios!! Quando ela está se expressando no mundo manifesto, utilizando as potencialidades genéticas do pai e da mãe, para ter a opção de escolha do corpo físico, consegue compartilhar suas experiências!! A consciência escolhe sua realidade!! A consciência tem as possibilidades de escolha da intuição, do pensamento, do sentimento (corpos sutis) e do corpo físico!!

Esse mundo de possibilidades, esse mundo onde a consciência mantém presente uma parcela de si pode ser considerada como sendo a verdadeira realidade? Em outras palavras, qual é mais real? O mundo das possibilidades ou o mundo manifesto? O jogo e as regras da evolução estão disponíveis nesse momento atual em que estamos todos presente aqui no mundo da manifestação. Quando estamos no mundo da manifestação devemos aproveitar a oportunidade de estar aqui. Os aspectos externos, grosseiros, são tão importantes quanto os aspectos internos, sutis. Isso é tão importante que merece ser repetido à exaustão. Nossas células, nossos órgãos, nosso corpo físico – veículo da manifestação – possui uma consciência, possui uma sabedoria, e sabe o que deve ser feito para conquistar o equilíbrio, para conquistar a saúde, para conquistar a cura!!

Cérebro integral (perfeita harmonia entre os hemisférios direito e esquerdo)

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A cura do corpo físico acontece quando todos os aspectos que contribuíram para o desequilíbrio momentâneo são resolvidos em todas as esferas que integram a consciência. Não basta focar o físico apenas. A consciência tem mais opções de escolhas! O físico é o aspecto grosseiro da realidade. Lembra, dois domínios? Pois bem, o mundo das possibilidades a qual pertencem as intuições, os pensamentos e os sentimentos devem entrar nessa equação.

Vamos fazer uma analogia com um mergulhador. Ele se veste com toda as vestimentas adequadas. Ele prepara todos os instrumentos necessários para essa viagem ao fundo mar. Treina. Estabelece estratégias. Determina o tempo de permanência no fundo do mar. Finalmente, ele mergulha. Durante o mergulho ele tem uma “nova” consciência daquele momento que ele está vivenciando. A consciência da existência do mundo fora do mar ainda permanece presente na “nova” consciência do agora mergulhador. Quando ele retorna à superfície, após se desfazer dos equipamentos e mudar a dimensão do seu atuar que estava dentro do mar, a consciência latente desperta novamente. Vejam que nesse processo ambas as consciências coexistiram, ou seja, havia uma consciencia superficial e uma mais profunda, mas ambas agiam simultaneamente. Aquilo que acontecia à consciência enquanto mergulhador refletia na consciência latente e vice-versa, isto é, a consciência latente influenciava a conduta da consciência do mergulhador.

Dessa forma, podemos compreender que o processo de cura vem da sabedoria da consciência que deseja atingir esferas superiores. “Há muitas moradas na casa do Pai”. A consciência em desequilíbrio sabe e contem o que é necessário para o equilíbrio. Isso parece paradoxal, mas é apenas uma aparência de dualidade. A luz para se fazer perceber necessita da escuridão; para saber o que é o ódio precisamos da referencia do que é o amor; esses aspectos duais são complementares e formam o todo. Da mesma maneira a consciência em desequilíbrio possui a sabedoria dos instrumentos que a levam para o equilíbrio.

Os sintomas das diversas patologias que já foram compreendidos pela atual medicina, com muitos méritos diga-se de passagem, são manifestações de impulsos da própria consciência que a levam para uma compreensão mais ampla da sua realidade. Deveríamos perguntar em nossa anamnese: o que está lhe faltando? O que esse sintoma quer traduzir ou informar? O que devo integrar em mim para que esse sintoma seja sublimado? Quais aspectos da minha consciência está solicitando atenção? Devemos ficar amigos dos nossos sintomas! Temos que prestar atenção em nossos conflitos. Eles querem ensinar algo! Brigas com o chefe! Discussões com o pai! Cachorro do vizinho latindo altas horas da madrugada! Raiva de um antigo desafeto! Essas percepções geram verdadeiros bloqueios no fluxo da energia vital que coordena todas as funções vitais do organismo. Significados equivocados podem provocar dores no joelho, dores crônicas diversas, dores no calcanhar, gastrite, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial sistêmica, dentre outras, e esses sintomas devem ser compreendidos como informações da consciência que almeja a cura. Todas as diversas informações que chegam da consciência para o corpo físico tem o propósito de educar a própria consciência. Como assim? A consciência sabe o que ela precisa para evoluir. O desequilíbrio é o próprio instrumento para se atingir o equilíbrio! Essa compreensão é maravilhosa!

Lutamos contra os nossos sintomas. Tentamos nos livrar deles a qualquer custo. Ninguém gosta do sofrimento e nem tampouco da dor. Mas, na grande maioria das vezes, os conflitos provocam ambos: dor e sofrimento. Esse mecanismo da evolução talvez ainda seja necessário para o atual estagio evolutivo que nos encontramos. Criamos um ciclo de causa e efeito. A escolha é livre, porém algo acompanha essa escolha: responsabilidade pelas consequências. Se persistirmos na inferioridade colheremos dor e sofrimento. A regra é clara! Diria um ex-arbitro de futebol! Colhemos aquilo que plantamos. Armazenamos aquilo que colhemos. Manifestamos o fruto da nossa armazenagem. Podemos modificar esse cenário. Podemos a qualquer instante ouvir e perceber nossos sintomas e dizer não aos hábitos e condicionamentos. Modificar nossas crenças limitantes. Permitir criarmos novas memórias para escolhas futuras melhores. O futuro depende das nossas escolhas hoje.

Mas e a cura? O que é afinal a cura? Solução de conflitos? Sim, em parte sim. Conhecimento da fisiopatologia da doença? Sim, faz parte do processo. Conhecer nossas sombras? Sim, outro aspecto importante. Adquirir a paz! Esse talvez seja o segredo da cura. Paz nas palavras. Paz nas intuições. Paz nos pensamentos. Paz nos sentimentos. Paz na consciência. Podemos estar em paz em um ambiente de guerra e podemos estar em guerra em um ambiente de paz. Transformação pessoal! Equilibrar o externo com o interno! Coerência no viver. Agir no mundo conforme aquilo que pensamos e sentimos. Ao adquirir essa tal coerência, que não é fácil, a cura pode visitar o ambiente físico, emocional e racional. Gente! A consciência é a base de tudo!! Vocês já ouviram isso antes?

Abraços fraternos.

Milton

Chacra cardíaco


CENTRO VITAL DO CORAÇÃO

DEPRESSÃO E ANSIEDADE

Hoje em dia, a cardiologia tem procurado dar a devida importância para os quadros depressivos e os transtornos generalizados de ansiedade. Ambas as situações são promotoras de diversas situações que levam a uma modificação no funcionamento adequado das células do corpo humano culminando com o surgimento de desequilíbrios funcionais passageiros que convencionamos chamar de doença.

Quadro de tristeza persistente e perda do interesse e da satisfação pela vida (anedonia) são considerados critérios maiores no diagnóstico da depressão. Outros sintomas como insônia, agitação, fadiga ou perda de energia, sentimento de culpa ou inutilidade, perda de concentração ou indecisão são considerados critérios menores que auxiliam no diagnóstico da depressão.

Os transtornos generalizados da ansiedade caracterizam-se pela presença de um estado frequente de “nervosismo”, uma incapacidade de controlar a preocupação, preocupações com muitas coisas simultaneamente, incapacidade de relaxar, agitação, aborrecimento ou irritação fácil. Esses sintomas podem ser escalonados, isto é, cada uma desses sintomas podem estar ou mais ou menos presente nas experiências do dia a dia de cada um.

As tradições espirituais nos ensinam que o chacra cardíaco localiza-se no centro do peito, entre o plexo solar e o chacra laríngeo. Tem ligação glandular com o timo e sistema linfático. A expressividade desse importante centro vital está no direcionamento da emotividade e na circulação das forças de base trazendo-nos o entusiasmo pela vida, afetividade, auto-amor, sentido do belo, estesia e sensibilidade ante a vida quando temos um centro vital cardíaco livre de bloqueios.

O coração é o único órgão do corpo humano capaz de gerar seu próprio funcionamento. Por ele percorrem estímulos elétricos que chegam até a musculatura cardíaca e fazem esse músculo contrair e exercer sua função magna de manter o sangue em circulação e permitir a expressão da vida. Não é sem razão que o coração sempre foi correlacionado com as emoções. Ninguém apaixonado presenteia sua amada com um cartão desenhado um cérebro com os miolos dentro! Pelo contrário, enviam um coração simbolizando o amor que sentem.

A glândula timo produz seu hormônio tirosina cuja função é a maturação dos linfócitos T e B. Está constantemente alerta e é um dos pilares do sistema imunológico, juntamente com as glândulas suprarrenais e medula óssea. Há uma interação dinâmica entre o sistema imunológico , o sistema nervoso central, o sistema endócrino e o DNA. A ciência que estuda essas interações é a psicoendocrinoimunogenética. O centro vital do coração consegue captar a energia do sentimento e transmiti-la ao cérebro.

O movimento da energia vital (sentimento) captado pelo chacra cardíaco transmite essa informação para o sistema límbico, especificamente as amígdalas (não confundir com as amígdalas da garganta). Esses núcleos cerebrais possuem uma grande densidade de receptores opióides e neurotransmissores se comparado com qualquer outra área do corpo humano. As amígdalas são responsáveis pela coordenação, comando e distribuição das novas informações que, agora, serão transmitidas por todo o organismo através do sistema nervoso. Essas informações chegam até a hipófise ( que possui ligação glandular com o centro vital frontal). A hipófise, através da produção de um hormônio especifico – ACTH – induz a suprarrenal (que possui ligação glandular com o plexo solar) a produzir seus hormônios específicos – adrenalina, noradrenalina e glicocorticóides. Vimos acima, que a timosina também tem ligação com as suprarrenais fechando-se uma rede de comunicação entre os chacras frontal e o plexo solar tendo o cardíaco como intermediário. Confuso? Nem tanto, apenas ao contrário do que nos é ensinado nos bancos acadêmicos.

Sem admitir a presença dos corpos sutis realmente fica impossível essa compreensão. Mas o acesso a essa rede de informações conquistada ao longo dos evos da evolução permite uma ampla compreensão do que necessitamos fazer para manter a saúde. O chacra cardíaco é considerado o canal de movimentação dos sentimentos. É o mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Porém, por outro lado, se o temos bem vitalizado e sem bloqueios energéticos, torna-se um canal de amor para o trabalho no bem, de caridade e de doação pessoal. Quando há um bloqueio nesse centro vital, por significados equivocados fornecido pelo corpo mental, a pessoa pode desenvolver depressão, irritação e até mesmo pontadas no peito.

Na vida, envolvemos com aquilo que queremos realizar e o chacra cardíaco permite esse envolvimento por reger os sentimentos. O entusiasmo, a afetividade e o envolvimento com o belo. A vitalidade para a realização das metas e dos objetivos na vida é fornecido pelo chacra cardíaco. A mente constantemente fornece os significados aos sentimentos e, dessa forma, extravasa pelo cardíaco. Corpo mental e corpo vital guardam um relacionamento íntimo e o atual estágio evolutivo na qual nos encontramos necessita de um equilíbrio entre razão e sentimento, uma coerência entre o pensar, sentir e agir.

Quando o corpo mental está dando significados errados possibilita a formação de bloqueios no corpo vital, gera um bloqueio no funcionamento adequado do chacra cardíaco. Conforme acima mencionado, há uma ligação glandular com o timo, e devido ao bloqueio no chacra cardíaco, os linfócitos produzidos são incompetentes e perdem a capacidade de monitorar e destruir células malignas propiciando o desenvolvimento de um câncer, por exemplo. Significados errados podem ser dados por percepções equivocadas de temas contidos no corpo supramental como o amor. Pessoas que sofrem uma desilusao amorosa e determinam para sua vida não mais se expressarem ou se relacionarem amorosamente criam significados errados que geram bloqueios nos centros vitais que repercutem no físico como um desequilíbrio e/ou doença.

Apatia por tudo e todos ao redor, tristeza, anedonia, não se envolvem, não se apaixonam por suas metas e não desenvolvem um senso estético. A depressão e a ansiedade podem aparecer como sintomas. O que fazer? Quando temos uma luz vermelha no painel do carro isso geralmente significa um problema que necessita de reparo. Levamos o carro ao mecânico e ele decide por retirar a luz vermelha do painel. Resolveu o problema? Não, esperamos mais, esperamos uma avaliação mais aprofundada do porque a luz vermelha acendeu! A mesma analogia pode ser feita com nossos sintomas. Não basta retirá-los com sintomáticos. É necessária uma avaliação mais aprofundada das causas e elas podem estar em níveis superiores em nossos corpos sutis.

Agir no físico é fundamental, pois conseguimos devolver a possibilidade de reencontrar harmonia e vitalidade para prosseguirmos no processo da vida, porém não é tudo. Necessário retornar o arquétipo do amor para criativamente encontrar o novo, novos significados e solucionar o conflito que está provocando os bloqueios no corpo vital e chacra cardíaco. Sem essa postura, dificilmente a cura será possível. A tendência é persistir com os mesmos hábitos e os mesmos condicionamentos. Apresentamos discretas melhoras, visitamos o novo, porém essa transformação não é duradoura e ocorre recidiva dos sintomas. A transformação deve ser profunda e permanente. A mudança de paradigma é necessária.

A medicina integral propicia uma abordagem mais ampla. Terapia mente-corpo é uma opção necessária e fundamental. Criar novas sinapses, novos circuitos cerebrais das emoções positivas para que nossos genes funcionem adequadamente produzindo um sistema imunológico eficaz e competente. O funcionamento apropriado de todos os corpos é o que mais se aproxima de uma definição integral de saúde. A consciência está em processo evolutivo. A transformação pessoal através da criatividade interna é necessária. Recursos terapêuticos como meditação, contemplação, oração, exercícios relaxantes, atividades físicas e o conhecido arsenal de medicação alopática são ferramentas importantes para abordarmos os diversos desequilíbrios dos corpos sutis e necessitam dessa compreensão ampla para que possamos utilizá-las no dia a dia.

Abraços fraternos.

Milton.

Centros Vitais


SISTEMA DE CHACRAS

A compreensão do sistema de chacras – os centros vitais – com o aval da ciência materialista é uma tarefa árdua e até mesmo impossível. Não há, simplesmente, essa possibilidade. Compreender e validar o poder causal do sutil, de energias sutis, sob a matéria requer um novo paradigma, requer uma nova ciência. Como tenho enfatizado em todos os meus textos, o diálogo entre transcendente e manifesto é invalidado pela ciência materialista que admite ser a matéria a causa de todas as coisas. A física quântica tem contribuído no sentido de validar  os ensinamentos da tradições espiritualistas que sempre tiveram experiências com a prática do sutil.

Vou enfatizar uma vez mais, mesmo sendo um pouco repetitivo pois acredito que esses conceitos novos necessitam de um tempo para serem “metabolizados”, que aquilo que a ciência materialista enfatiza como sendo causa de todas as coisas é apenas onda de possibilidade. Os componentes que fazem parte da constituição íntima da matéria – prótons, neutrons e elétrons – estão longe da aparência de bolas de gude com massa fixa e concreta, por mais que aparentam ser dessa forma quando se ligam e se unem para formar o macro. Vários experimentos foram realizados nos domínios da mecânica quântica que validam essa informação. (Qualquer dúvida sobre esse assunto recomendo a leitura da página sobre física quântica, neste blog, que explico em detalhes esses conceitos de ondas de possibilidades).

Unir física e biologia também não é uma tarefa fácil, pois a biologia compreende e estuda a vida como consequência de processos físico-químicos que acontecem no interior dos trilhões de células que compõe o corpo humano. A medicina precisa estudar os centros vitais e compreender que os diversos desequilíbrios pela qual os seres humanos passam durante sua vida tem como causa principal os bloqueios energéticos a nível dos centros vitais.(Dúvidas?, recomendo a leitura do texto Saúde e Doença postado neste blog). O centros vitais são responsáveis pela recepção, assimilação e transmissão das energia vitais.

Os campos morfogenéticos, estudados e compreendidos pelo biólogo Rupert Sheldrake, tem um papel fundamental na coordenação funcional dos órgãos e células. As tradições espirituais falam em sete chacras principais: Chacra básico, Chacra gástrico ou plexo solar, Chacra esplênico, Chacra cardíaco, Chacra laríngeo, Chacra frontal e Chacra coronário. Em cada um desses centros vitais vivenciamos um sentimento diferente e esses sentimentos nada mais são que o movimento da energia vital pelos campos morfogenéticos. Chacras relacionados aos principais órgãos do corpo humano e campos morfogenéticos relacionados ao movimento da energia vital e que também são o molde para a diferenciação do órgão. Isso realmente quer dizer alguma coisa!

A consciência, base do ser, utiliza simultaneamente os campos morfogenéticos e os órgãos que representam esses campos morfogenéticos. Os chacras seriam os pontos ou regiões do corpo físico em que a consciência utiliza essas possibilidades. A explicação científica para esse processo é um conceito chamado na física quântica de hieraquia entrelaçada. Estamos familiarizados com as interações materias e sua hierarquia simples onde sempre tem um quem manda e os outros obedecem. Na hierarquia entrelaçada, o poder causal está fora da jurisdição da matéria, em um campo transcendente, que utiliza as opções das moléculas da emoção (neurotransmissores e receptores opiódes) para exercerem todas as modificações moleculares – físico-quimicas – para fazerem tocar  um acorde e, esse acorde específico,  representam o sentimento a nível do corpo físico. O corpo vital é onde todos esses fenômenos ocorrem e o corpo mental, através dos pensamentos, dá significado aos sentimentos.

As diversas terapias que utilizam a energia vital como base do seu tratamento tem agora uma oportunidade de produzirem seus trabalhos as claras e com validação científica. A física quântica permite esse tipo de abordagem. O sistema de chacras formam a rede que coordena nosso complexo sistema mente-corpo desde o comportamento instintivo as estratégias conscientemente planejadas.

“Nele (os centros vitais) possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, nos círculos de ação em que nos demoramos, recursos esses adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da evolução anímica.” (Evolução em Dois Mundos – Espírito André Luiz – Psicografia Francisco Cândido Xavier).

Caso haja interesse dos amigos leitores, comprometo-me a discorrer sobre cada centro vital em textos futuros, correlacionando localização anatômica dos órgãos principais, ligação glandular e expressividade. Sinalizem via comentários caso queiram textos sobre cada um dos chacras principais.

Abraços fraternos

Milton

SAÚDE: Célula e sua Frequência Vibracional.


SAÚDE E O HORIZONTE DE EVENTOS

A CÉLULA COMO ELO DE LIGAÇÃO ENTRE O MANIFESTO E O TRANSCENDENTE

Tudo no universo vibra. A luz, em última análise, é uma vibração que se apresenta sob um espectro distribuído em pacotes e obedecem a uma determinada frequência e amplitude. Pode-se medir a frequência de praticamente tudo no universo, pois toda matéria tem comportamento de onda (De Broglie) e, assim fazendo, tem-se uma surpresa maravilhosa. O átomo vibra em uma frequência específica; a célula humana vibra em outra frequência particular; as galáxias também tem sua freqüência; o sistema solar possui uma onda vibracional característica; tanto o micro quanto o macrocosmo vibram em frequências próprias e podem ser calculadas e, dessa forma, vamos construindo um espectro de frequências de todos os objetos do universo.

Perceber e imaginar as diversas distâncias que a percepção humana pode captar, seja pela visão ou seja pelos instrumentos ópticos disponíveis, não é uma tarefa fácil. Percorrer as distâncias macroscópicas expressas em centímetros, metros, kilometros etc, até pode-se acompanhar por um esforço mental. Porém, quando essas distâncias aprofundam-se no micro ou expandem-se pelo macrocosmo, esse trabalho mental fica prejudicado. Esse video abaixo, que recomendo que todos os leitores o vejam antes de prosseguirem com a leitura, resume muito bem a viagem pelos dois extremos: macro e micro e fornece uma idéia ampla dessas dimensões.

Podemos, agora, correlacionar as frequências com as distancias desde Planck até o Universo. Assim fazendo, pode-se construir um gráfico cujas coordenadas representam no eixo (x): a distância entre a constante de Planck (10 elevado a -33) ao universo (10 elevado a 26); no eixo (y) a freqüência em Hertz do universo (10 elevado a -17) a Planck (10 elevado a 43).

Observem que há um alinhamento entre as diversas dimensões e as diversas frequências sejam os Quasar, Centros de galáxias, Sistema Solar, Átomo (relação entre física quântica e relatividade) e a constante de Plank – nível final do tamanho e frequência quânticos.

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O que a saúde tem a ver com isso? Tudo. Vejamos: uma célula saudável vibra em uma frequencia de 10 elevado a potência de 11 Hertz. Significa o número 10 seguidos de 11 zeros. Uma frequência extremamente alta. A célula, com essa frequência básica própria, seria o elo entre o grande e o pequeno; seu tamanho no gráfico é logo acima do zero; seria o horizonte de eventos, isto é, o local onde o transcendente tem a possibilidade de comunicação com o manifesto. Dessa maneira, nós reunimos informação do mundo infinitamente grande “lá fora” e transmitimos a informação, por via dos sentidos, através da células para o pequeno “mundo interno”, que também é infinito.

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A saúde, então, ganha uma nova abordagem. Tudo aquilo que fazemos em atitude, em comportamento, em pensamento, em sentimento, nas diversas experiências diárias, ou até mesmo como padrão de memórias dessas experiências vivenciadas, mobiliza uma quantidade enorme de energias, de vibração característica que fazem a célula, em última análise, afastar ou se aproximar da frequência saudável. Vejam a importância e a influência dos aspectos sutis, internos e particulares, em nossa saúde. A cura, ou mesmo a remissão espontânea de algumas doenças, ocorreria quando houvesse a solução dos conflitos vivenciados, isto é, a transformação do ser e essa transformação se reverte em conquista do espírito.

Abraços fraternos

Milton.

Saúde e doença


SAÚDE E DOENÇA

CAUSALIDADE DAS DOENÇAS

PROMOTORES DE SAÚDE

Quando temos a física quântica como norteadora da visão de mundo, como forncedora de novos contextos que alimentam nossos significados, há uma possibilidade de discutirmos a saúde de uma maneira integral. Como abordado no artigo corpos e energias sutis, o homem é um complexo cuja consciência, base de todo o ser, engloba todas as possibilidades, sejam elas as internas: intuições, pensamentos e sentimentos; sejam elas as externas: o corpo físico.

Falar em saúde envolve muito mais do que discorrer sobre ausência de doenças. O que conhecemos sobre o processo de nos manter saudáveis? A medicina convencional, aquela que aprendemos nos bancos acadêmicos baseada no paradigma materialista determinista, enfoca com maestria a doença e a busca incansável pelos mecanismos biológicos e pelo conhecimento da fisiopatologia do processo de adoecer. A crença nesses mecanismo biológicos faz com que os grandes cientistas, pesquisadores da área da saúde, limtem suas pesquisas os impedindo de ver além. Hoje, entender e compreender o movimento desencadeado pelos diversos patógenos causadores do desequilíbrio celular é o que tem norteado o tratamento das doenças com o seu contrário, com o seu “anti-algumacoisa”.

 

Quero deixar claro que sou médico e utilizo esses recursos terapêuticos disponíveis em várias situações específicas e também acredito que houve uma evolução enorme no prognóstico de várias doenças com o conhecimento desses mecanismos biológicos e fisiopatológicos das mesmas, aumentando inclusive a expectativa de vida de todos nós. Porém, acredito também que isso não seja tudo. A medicina convencional não consegue validar a importância dos aspectos internos dos seres humanos na causalidade dos diversos desequilíbrios que levam a manifestação de determinada patologia (doença), pouco conhecendo sobre o que fazer para manter a saúde.

Fatores genéticos, fatores ambientais (vírus e bactérias) e alterações climáticas são as principais causas estudadas pela medicina como fatores desquilibradores da homeostase do organismo. Escrevo este artigo com o intuito de introduzir um conceito integral, uma medicina integral, capaz de transcender o conceito atual e, ao mesmo tempo, incluí-lo nessa abordagem integral. Valorizar as experiências internas e memórias que essas experiências criam bem como validar pela pesquisa científica que os condicionamentos que nos fazem perder as possibilidades de escolhas saudáveis têm origem em memórias passadas. Então, todos esses tópicos: 1 – fatores genéticos; 2 – fatores ambientais (vírus, bactérias e alterações climáticas); 3 – experiências internas e memórias dessas experiências e 4 – memórias passadas que criam os condicionamentos; são capazes de promover o desequilíbrio celular causando o que convencionamos chamar de doença.

Uma definição mais ampla de saúde surge quando se tem por base a primazia da consciência, o novo paradigma fornecido pelos princípios da física quântica. Saúde é quando não apenas o corpo físico funciona adequadamente, mas também quando todos os outros corpos funcionam apropriadamente. Dessa forma poderíamos pensar em níveis de causalidade para as doenças: 1 – Distúrbios do corpo vital (centros vitais e campos morfogenéticos) que guardam um íntimo relacionamento entre os plexos nervosos e o sistema endócrino; 2 – Distúrbios do corpo mental responsável pelo processamento dos contextos e seus significados; 3 – Distúrbios do corpo supramental que é o responsável por fornecer os contextos, as ideias para o significado do corpo mental.

Os distúrbios de um nível mais alto influenciam os níveis mais baixos. Por exemplo: se estamos dando significados errados, a nível do corpo mental, isso refletirá nos sentimentos (aqui entendido como o movimento da energia vital percebido pelos centros vitais) contidos no corpo vital produzindo bloqueios diversos nos centros vitais cuja ação, ou falta dela, será um mau funcionamento a nível do corpo físico. Exemplificando como a medicina integral explica o processo de adoecer: uma pessoa sofre uma desilusão amorosa e como consequência perde todo o entusiasmo pela vida afetiva, perde o auto-amor e a sensibilidade pela vida e determina para si não se permitir experenciar qualquer tipo de relacionamento. Sabe-se que o centro vital do coração (chacra cardíaco) tem ligação glandular com o timo e o sistema linfático. O timo é responsável pela maturação dos linfócitos, células do sistema imunológico, que monitoram constantemente o organismo e conseguem identificar, fagocitar e eliminar as células potencialmente malignas da circulação. Quando há um desequilíbrio na capacidade de estabelecer a homeostase entre o sistema imunológico e a as células malignas, ocasionadas pelos significados equivocados e falhos do contexto do amor no exemplo em questão, ocorre uma proliferação exagerada e sem controle dessas células malignas culminando na neoplasia maligna (cancer).

Pode-se abordar esse caso apenas no nível causal mais inferior e tratar com as ferramentas disponíveis de irradiação, imunosupressão e cirurgia. Porém, podemos complementar, eu disse complementar, buscando as causas em níveis superiores, isto é, na origem do problema. Esse paciente, se deseja realmente a cura, deve urgentemente retomar o contexto do amor (corpo supramental) e reinterpretar suas crenças limitantes, seus filtros ou lentes que dão signficados (corpo mental) proporcionando o desbloqueio energético dos centros vitais (corpo vital) e, como consequência, reestabecimento do equilíbrio a nível celular (corpo físico). Esse é o processo de cura que envolve criatividade interna, transformação pessoal, e é essa transformação que promove a cura e a saúde, nessa nova maneira de entender o que deve ser feito para se manter saudável.

Desenvolver uma prática de vida integral envolvendo todos os corpos da totalidade da consciência proporcionará uma aproximação da proposta da saúde integral. A cardiologia estabelece a necessidade e a importância da prática de atividade física para amenizar a ação dos fatores de risco cardiovasculares como: hipertensão arterial, dislipedemia, obesidade, tabagismo, estresse entre outros. Porém, temos que valorizar a prática para os corpos sutis que envolvem a educação da psiecoafetividade, prática de exercícios relaxantes para o equlíbrio do corpo vital, leituras que alimentam a mente, nutrem o exercício da abordagem integral, conversas edificantes com grupos de estudos para a saúde do corpo mental e, a qualquer tempo, retomarmos os arquétipos que fornecem os contextos para a mente dar os significados. Mudar a visão de mundo, mudar o paradigma, mudar os contextos para ter a oportunidade de criar o novo e, dessa forma, criar soluções diferentes, não apenas com a racionalidade, não apenas com a intelectualidade, mas com a integralidade do ser: sentimentos, pensamentos e valores. A saúde baseia-se na transformação do ser. Saúde não é a ausência de doenças e, sim, a presença da paz.

Abraços fraternos

Milton.