Transformar a nós mesmos e o mundo com as idéias da física quântica.

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Reflexões


REFLEXÕES

Apenas reflexões

 

 

 

O que pensar de tudo isso? Qual o propósito da vida? O que são os pensamentos? O que são os sentimentos? De que substância é feito o cosmos? De que substância é feito o pensamento e o sentimento? São diferentes os substratos que compõem o cosmo e os pensamentos, por exemplo? A separação aparente entre o universo “lá fora” e o universo “aqui dentro” nos trouxe em um ponto de mutação, em um ponto de transição. Para seguirmos em frente na dinâmica da evolução e apresentarmos soluções eficazes para a complexidade que o avanço cerebral esquerdo trouxe para a sociedade, baseada nas “verdades” do cientificismo, precisamos parar e repensar nossos valores. Somos felizes? Fazemos aquilo que amamos? Confiamos em nossas escolhas? Acredito na minha potencialidade de realização? Preciso apenas calcular e utilizar da lógica e razão, exclusivamente, para encontrar as soluções dos problemas cotidianos? Meu cérebro, como ele lida com a complexidade? Vivemos os relacionamentos, sejam os amorosos, sejam o filiais, sejam de qual natureza forem, nos observando como seres separados! De onde vem essa separação? Da religião? Da ciência? De ambos? Talvez de ambos. Reduzir tudo para a simplicidade da matéria não ajudou muito. Reduzir tudo para um Deus que também fica separado de suas criaturas, também não ajudou muito. Estamos em um ponto de transição. Continuamos preocupados em ganhar dinheiro para a sobrevivência. Continuamos matriculando nossos filhos em escolas que ensinam a separação cada vez mais. Continuamos estudando em faculdades que eliminaram a “mente” do seu currículo. Continuamos formando cientistas que vão a missa no final de semana (afinal, o Deus pode ser um Deus bondoso) e fazendo bomba atômica durante a semana. Ainda observamos fundamentalistas que matam e se matam em nome da vida eterna. Ainda observamos a identificação da “posse” (O que tenho é mais importante do que eu sou) como status social. Ainda observamos assassinatos todos os dias. Vidas retiradas sem qualquer sentimento de arrependimento. Ainda observamos pessoas com processos degenerativos graves. Ainda observamos pessoas com distúrbio de humor que vai do caos (psicose) a rigidez (depressão) mental. Ainda observamos sofrimento. E muito! Essa, concordando com Buda, é realmente uma grande verdade. O sofrimento existe.

 

O que pensar de tudo isso? Qual o propósito da vida? Por que ainda almejamos a felicidade? Que sentimento é esse que parece estar presente em todos os tempos da humanidade e parece, as vezes, tão fulgaz? Queremos a felicidade, queremos a sabedoria, queremos o conhecimento. Observa-se um fenômeno interessante: conhecimento e ignorância caminham lado a lado. Quanto mais conhecimento possuímos,  mais ignorância nos acompanha. Conhecer, Saber e Amar deveriam caminhar juntas em ações simultâneas. Mente e Cérebro foram separados há 400 anos e, desde então,  estamos sofrendo uma espécie de “esquizofrenia” coletiva. Uma verdadeira “doença” que separou a res extensa da res cogitans. Uma lacuna foi criada. Um paradigma separatista entre aspectos internos e externos foi criado que impregnou de uma tal forma toda uma civilização (em todas as áreas do saber) que nos encontramos agora em um ponto de mutação e transição. Reduziu-se tudo a matéria e sua correlata energia. Valores foram negligenciados, pois só há interação material e interação material, e até mesmo interação de energia não processam valores. Verdade, Amor, Justiça, Abundância, Beleza… são valores esquecidos. Separaram Mente e todo o seu oceano interno de pensamentos, sentimentos, intuições, valores e etc, do corpo com seus mecanismos biológicos reduzindo tudo a movimento de moléculas e átomos. Quanto atraso!!! Essa filosofia da bifurcação ou do dualismo impôs um dívida grande para toda uma civilização. A metodologia científica parte de premissas ilegítimas em sua base e necessita de revisão urgente daqueles que abraçam o trabalho diário da experiência prática. Produzem tecnologia e tecnologia para que os simples cérebros mortais se virem para saber utilizar tanta inutilidade. Aumentam a complexidade diante de um desenvolvimento intelectual sem um propósito aparente e negligenciam o sentimento por achar que é inapropriado para um cientista estudar o que é o tal do sentimento. Não conseguem encontrar respostas objetivas a perguntas tais: Como medir o sentimento? Como pesar o sentimento? Como encontrar a densidade do sentimento? Como encontrar a velocidade e a posição do sentimento? Como medir a cor? Como achar o momento angular da cor? Qual é a cor da teoria das cores? Separamos os aspectos internos dos aspectos externos objetivos e estamos pagando o preço por isso. Afastamos a possibilidade da ciência de estudar e pesquisar, em pé de igualdade, ambos os aspectos buscando uma verdadeira integração, para o bem da saúde de toda a humanidade.

 

As premissas da ciência e toda a sua metodologia atual está baseada em uma ilegitimidade: a separação entre “mente” que não tem extensão e o “corpo” que tem extensão. Uma separação entre objetos externos, uma mundo “lá fora” onde a ciência se incumbiu de desvendar seus mistérios e um mundo “aqui dentro” que a religião e a psicologia se incumbiram de estudá-lo. Quem disse que deve ser assim? Quem é o distribuidor de verdades absolutas? A ciência? Atualmente sim. A religião? Já teve época que sim. Essa distorção é a base da separação. Vivemos sob significados nutridos por contextos errados e equivocados do paradigma atual da matéria e energia como a base de tudo. A educação, a filosofia pós-modernista do pessimismo e do ceticismo, a justiça, a medicina principalmente, a biologia, as próprias religiões, a antropologia, a sociologia, ou seja, qualquer área do saber hoje baseia seus significados em um contexto paradigmático baseado na premissa ilegítima da separação de Descartes. Porém, há uma janela que se abre em busca de uma solução para problemas tão complexos em nossa sociedade hodierna. A própria ciência encontrou o horizonte de eventos. Na busca eterna para tentar responder as perguntas inquietantes chegaram no âmago da matéria. Não há matéria. quanto mais tentavam encontrar a matéria, menos matéria encontravam. Acharam as possiiblidades. Isso é fato! Acharam um mundo de Potentia! Isso é fato! Outro fato inegável é que aquilo que percebemos no mundo externo, os objetos corpóreos são possuidores de atributos que podem ser medidos e de atributos que não podem ser medidos. Massa e cor, por exemplo. Podemos medir a massa e não podemos medir a cor. Podemos encontrar o objeto que possui a massa no campo externo. Podemos encontrar a cor que pertence ao objeto somente no campo interno, a mente. Olha o início da distorção de René Descartes. Tirou a cor, tirou o aroma, tirou o sabor. Ficou a massa que a ciência consegue medir e exorcizou ou tenta exorcizar o observador, a consciência de quem observa. O sujeito da ação percebida. A distorção grave se encontra aqui. Que tenham olhos aqueles que querem ver. Caso contrário continuem ocos e sem criatividade aqueles que permanecem na obscuridade da visão interna. Terão sua chance sempre. O Deus é bondoso.

 

Quando solucionamos o paradoxo da separação, admitindo que a consciência é a base de tudo e escolhe dentre as possibilidades da matéria, seja interna (mente), seja externa (corpo-cérebro) tem-se o respaldo de um grande número de cientistas sérios e experimentos que levam a essa conclusão inevitável. O enigma do colapso do vetor de estado não pode ser solucionado dentro da própria física quântica. O instrumento matemático consegue inequivocamente calcular as probabilidades e nada mais. Eu disse nada mais. A solução está no ato psíquico da observação e na filosofia idealista monista que admite ser a consciência a base de tudo. Deus é tudo. Temos uma consciência que escolhe. Temos uma consciência com livre-arbítrio, até mesmo os cientistas que não acreditam ou não enxergaram essa solução também a possuem. Ela traduz um conhecimento milenar de saberias tradicionais que valorizam os valores. A consciência consegue processar valores, pois consegue amar, consegue representar a justiça em seu comportamento, consegue representar a abundância no seu dia a dia, consegue representar o significado do belo em sua vida, consegue amar o próximo e amar aos inimigos, consegue sempre processar valores que não são jamais movimentos de moléculas dentro do cérebro. Visão pequena quem acha dessa forma e não enxerga a necessidade de uma transformação pessoal e mergulham no negativismo sem solução. Alimentam distúrbios diversos por falta de propósitos na vida. Adoecem o seu corpo e são tratados sem a valorização da mente e todo o seu oceano de pensamentos e sentimentos. Tratam o corpo e esquecem do espírito.

 

A “doença” do paradigma cartesiano contamina a todos pela percepção da separação e, mesmo no universo universitário esse paradigma ainda reina, porém as mudanças já acontecem e merecem a exposição dos dois lados para que cada consciência consiga escolher, baseadas nas crenças que alimentam. A física quântica chega na elegante conclusão de que quem realmente causa o colapso do vetor de estado é a consciência. A causalidade vertical ou causação descendente é fato hoje estudado e experimentado por físicos fundamentais importantes e resgatam os valores tradicionais espiritualistas. Essa é a integração desejada. A premissa da separação cartesiana já são favas contadas.

Precisamos despertar consciências para que novos significados sejam fornecidos e a criatividade seja valorizada a cada instante. Criatividade biológica, criatividade externa da ciência, criatividade interna em forma de um novo comportamento que seja capaz de incluir sempre. Colocar vinho novo em vaso antigo não ajuda muito. Esse blog existe e nasceu de um despertar que insisto é pessoal e intransferível. Esses artigos são frutos não só de um estudo intelectual, mas que também valorizam o sentimento. Razão e Sentimento. Ambos necessitam de uma educação. Coloco sempre em meus textos essa necessidade. A argumentação é forte e a experiência de quem age baseado na premissa da integração traz para sua vida propósito, saúde, valores, pensamentos sadios, sentimentos positivos, gratidão, fé, esperança, bondade e amor. Aqueles que querem e desejam pelo livre arbítrio, permanecer no atoleiro da inferioridade que assim o façam. Mas, tenham certeza, se há um determinismo nesse Universo ele é o AMOR que o Criador tem pelas suas criaturas e haja o que houver Ele estará sempre lá fornecendo novas possibilidades e oportunidades.

 

Abraços sempre fraternos

 

 

Milton

Física Quântica e Crenças


FÍSICA QUÂNTICA E CRENÇAS
Como nossas crenças determinam nosso comportamento e biologia.

Qual o impacto da minha transformação pessoal no planeta e na minha saúde?

A resposta para essa questão depende muito do contexto que nutre os significados da sua mente. Contextos são o pano de fundo para os significados. A mente necessita de contextos. É o que nos torna diferentes de máquinas. Computadores obedecem a um algoritmo previamente formulado. Não são criativos. O ser humano dotado de um cérebro quântico, através de sua mente, é capaz de dar significado a tudo. Essa capacidade fornece o comportamento, as ações. Conforme dou valor aos temas, aos contextos, meu comportamento reflete isso. Se acredito que fazer o bem sendo uma pessoa boa irá beneficiar a minha saúde, então, o meu comportamento irá refletir essa crença. Minhas ações representará essa crença sutil. O contrário também é válido: se acredito que vivemos em uma selva de competidores e que o mais forte sobrevive, então, minhas ações representará essa crença sutil. Se acredito que todos nós somos seres interconectados em um campo fundamental, minhas ações representará essa crença. Do contrário, se acredito que todos nós somos seres separados, individualistas, minhas ações representará essa crença sutil. Se acredito que sou capaz e possuo as potencialidades para a realização de uma meta, minhas ações representará essa crença. Contrariamente, se acredito que não nasci para isso, se me considero incapaz, minhas ações representará esta minha crença. Temos um sistema de crenças. A melhor definição de crença que já li foi: “Crenças são grades de uma cela invisível que o prendem a uma vida que é menor do que se poderia ter verdadeiramente”. Sempre poderemos ir além. As crenças limitantes criam grades mais fortes; as crenças não limitantes facilitam um pouco mais.

Essas crenças, ou como querem os cientistas, esses “mindsets” são subconscientes. Os mindsets são informações constantes que circulam pelo sistema nervoso que alimentam nossas células. Percebo o mundo. Temos um sistema nervoso para isso. Temos um cérebro com 100 bilhões de células chamadas neurônios que disparam a cada ato de percepção. Para se ter uma idéia das infinitas possibilidades de conexão que podem ser realizadas por nossas células cerebrais vejam esses números: Cada neurônio é capaz de realizar 5000 conexões com outros neurônios. Essas conexões são chamadas de sinapses. Os neurônios obtém esses sinais como uma explosão de substâncias químicas chamadas neurotransmissores. Um único neurônio dispara cerda de 5 a 50 vezes por segundo. Ler uma frase requer quatrilhões de sinais dentro da cabeça. Cada sinal carrega uma informação. O sistema nervoso faz circular essas informações da mesma maneira que o sangue circula por nossas veias e artérias. O número de combinações possíveis desses 100 bilhões de neurônios é cerca de 10 à milionésima potência. É o número 1 seguidos de um milhão de zeros. Esse número é superior ao número de estrelas do universo.

Eventos mentais baseiam-se em ligações temporárias de sinapses que tomam forma e se dispersam, geralmente em segundos. Somos capazes também de formar circuitos duradouros fortalecendo as conexões entre si. O cérebro interage com outros sistemas do corpo que por sua vez interage com o mundo. Mente e cérebro tem uma interação profunda e codependente. A mente é capaz de modelar o cérebro e o cérebro de influenciar a mente. A transformação da mente, na maneira de dar significados aos contextos, modifica os circuitos cerebrais através de novas conexões modificando o comportamento, modificando minhas ações. Entender que esses mindsets são capazes de moldar o comportamento é fácil compreender. Entender como esses mindsets (crenças) coordenam a biologia celular requer uma nova visão de mundo. Cosmovisão, paradigma, visão de mundo são os fornecedores de contextos para a mente dar significado. Como já refletimos anteriormente, os significados atuais são falhos, pois foram nutridos por contextos fornecidos por uma maneira limitante de ver o mundo. A filosofia determinista da física de Newton nos forneceu mindsets limitadores. Temos agora a chance de dar novos significados em nossa vidas, de maneira criativa, com insights poderosos e solucionar os problemas herdados da cosmovisão anterior.

Possuimos infinitas possibilidades de conexões. Isso traduz uma capacidade de neuroplasticidade e de significados ainda não imaginados. Percepções e memórias. Somos condicionados em nossas escolhas pelas memórias. Somos condicionados a perceber o mundo da mesma forma que estamos percebendo atualmente. Presos pela grade invisível de nossas crenças (mindset). Como criar um novo mundo a partir de um novo ser? Dar saltos descontínuos de significados é o objetivo. Como escolher sermos saudáveis a partir de nossos condicionamentos de escolhas que nos tornaram doentes? Dar saltos descontínuos de significados ainda é o objetivo. Reconhecer que atuamos em um espaço que interconecta a todos. Um potencial de informações podem ser acessados. Outras conexões podem ser criadas. Circuitos podem ser formados em nossas células cerebrais capazes de representar uma nova percepção e uma nova memória. Responder ou reagir no mesmo nível de consciência que gerou o problema que o incomodou chama-se vingança. Responder ou reagir em um nível de consciência diferente e superior ao que gerou o problema que o incomodou chama-se transcender, chama-se dar um salto descontínuo de compreensão e significado. Esse tipo de comportamento está refletindo uma crença diferente capaz de ir além da percepção aparente de separação que vivenciamos o mundo. A física quântica e a filosofia monista da consciência está modificando a cosmovisão, está modificando a maneira como percebemos o mundo. Estamos tentando criar novos circuitos cerebrais, novas representações, nova realidade, novos comportamentos, nova biologia e funcionamento celular mais saudável. Comportamento e biologia estão separados? Os genes determinam meu comportamento? Os genes determinam a minha biologia? Esta visão é antiga, porém possui fortes circuitos cerebrais que o representam, nutridos por contextos gerados por uma visão de mundo mecanicista e determinista. A maioria das pesquisas científicas atuais são baseadas nesse tipo de mentalidade.

Vamos pensar um pouco na biologia. Em nossas células. Em nossas desarmonias celulares. Vejam e percebam a necessidade do “mergulho” em nosso interior em busca de autoconhecimento, em busca de aspectos negligenciados ou esquecidos e inconscientes porém não inócuos: nossas sombras. Qual o elo de ligação entre esses aspectos sutis de nossa consciência – varridos para o porão do inconsciente – e a saúde. É nesse processo de transformação que devemos focar. As minhas raivas, os meus ódios, os meus rancores, o meu comportamento não digno, meus pensamentos sorrateiros, minhas reações explosivas e instintivas, meu egoismo, meu orgulho, minhas vaidades. Meu EGO. Aspectos que circulam em minha esfera psíquica e surgem refletidos no comportamento. Pois então, esses aspectos informam nossas células. Há uma comunicação e interação desses mindsets, que circulam pelo sistema nervoso e interagem com outros sistemas do corpo, informando ao DNA o que fazer. O modo como isso funciona está em um nível subconsciente e automático. A cura de nossas doenças, os casos de remissão espontânea de tumores malignos passam por essa compreensão. A física quântica pode auxiliar em todos esses aspectos. Ela permite a compreensão de como nossas escolhas devem e necessitam ir além do EGO. Aqui temos uma sutileza. Necessitamos de “autosinceridade” e “autohonestidade”. Compromisso real com a transformação. Quero realmente ser criativo ou continuar oco? Os fatos e os dados estão a disposição de quem queira percorrer o caminho do coração.

Mudar. Transformar. Criatividade quântica. Saltos descontinuos de significado. Mente. Cérebro. Mente-cérebro. DNA. Comportamento. Biologia. Crenças. Condicionamentos e hábitos. Novo. Contextos. Cosmovisão. Paradigma. Física Quântica. Consciência. Quando despertarmos para uma realidade diferente. O despertar é pessoal e intransferível. Quando tudo isso começar a fazer algum sentido em sua vida. Quando você estiver motivado para essa transformação. Quando você viver e experenciar essa realidade. Dessa maneira. Você estará pronto para um salto de compreensão para um novo signficado. Estará pronto para a criatividade quântica. Estará pronto para a coerência em suas ações. Cada um de nós atuando nesse campo primordial na qual estamos todos “mergulhados” que nos sustenta e nos dá forma. Quando nos modificarmos e acessarmos esse campo com nossa transformação, percebendo aquilo que não percebíamos, vivendo aquilo que não vivenciávamos, se comportando de maneira que não comportávamos, modificaremos esses campo e outras pessoas começarão de maneira mais fácil acessar essa rede de informações e, então, iniciaremos uma nova etapa de paz, com novos significados e novos contextos.

Qual o impacto da minha transformação pessoal no planeta e na minha saúde?

A comunicação entre o sutil e o físico é uma via de duas mãos.
Isso permite uma reinterpretação, inclusive de Lamarck.
Assimilação gênica a partir do campo morfogenético é possível.
A epigenética ou a genética do citoplasma merece uma atenção especial.
O citoplasma da célula possui mecanismos capazes de informar o núcleo.
O citoplasma é susceptível de ser influenciado pelo meio ambiente.
Esse meio ambiente é muito mais que o meio ambiente planetário.
Temos nosso próprio meio ambiente constituído por nossos pensamentos e sentimentos.
A saúde e a doença merecem uma visão mais ampla onde se valorizem não apenas células atípicas, vírus, bactérias, protozoários, alterações climáticas e alterações genéticas.
A substância do pensamento, do sentimento, do campo do ponto zero, das partículas elementares, dos átomos, das moléculas, dos órgãos, do cérebro é a mesma. Frequência, vibração, oscilações, ressonâncias são diferentes. Uma verdadeira potencialidade de possibilidades a disposição da consciência. A consciência escolhe simultaneamente de forma descontinua e não local.
Eu posso fazer um novo mundo a partir de um novo ser.
O planeta agradece!
Sua saúde agradece!

Abraços fraternos.

Milton

Vida: O dentro e fora de todas as coisas.


Vida: O dentro e fora de todas as coisas.

 

Matéria e energia formam um binômio inseparável. São pólos de uma mesma substância. A matéria densa com todas as suas forças: eletromagnética, força forte, força fraca e gravidade compõe o espectro de ação e interação de todas as coisas  visíveis do Universo.  A matéria inerte, sem a energia vital, possui um “psiquismo” incipiente regido por essas “forças” de interação material. Seria uma “consciência” incipiente; uma consciência que seguirá um desenvolvimento; uma consciência que irá ascender. A consciência necessita se expressar. Para isso utiliza-se da matéria densa para criar representações. Há uma necessidade de “intelectualizar” a matéria conforme orientação do plano espiritual em O Livro dos Espíritos. Nesse processo podemos pensar em uma “materialização” da consciência e uma “intelectualização” da matéria. Pois consciência e matéria ficam “acopladas” de tal maneira que não há separação.

 

Nesse processo de ascensão, por assim dizer, a consciência necessita de formas mais complexas para representar suas expressões internas. Necessita do externo para representar seu interno. Dessa maneira, a realidade parecerá um dualismo entre esses aspectos internos e externos. Quando valorizamos um em detrimento do outro tendemos a separação. A ciência com seu establishment supervaloriza o lado externo de todas as coisas; as interações materias e sua conservação de energia. Mas todo aspecto externo tem um correspondente interno em equilibrio e simultaneidade. Há um “psiquismo” interno que almeja ser representando no externo. A matéria inerte guarda o “germe” da consciência.

 

Nesse processo de formas mais complexas ocorre a requisição de energias mais sutis que permitem uma expressão interna da consciência também mais complexa. Individualidade composta. Isso é um comportamento básico da Natureza e obedece a um princípio de individualização com formas mais complexas e energias mais sutis. Um átomo é uma individualidade composta. Possui seu “psiquismo” interno rudimentar e denso. A energia densa que sustenta a forma do átomo almeja por mais expressão; necessita de formas mais complexas e diante desse “querer”, obedecendo a um propósito, transcende a sua forma para uma mais complexa: uma molécula. A molécula é uma nova individualidade e, ao mesmo tempo, incluiu os átomos em sua constituição tornando-se composta. O “psiquismo” rudimentar do átomo agora consegue novas expressões ao “evoluir” para uma molécula. A energia tornou-se mais sutil. Um campo organizador permitiu o aparecimento de uma forma mais complexa. A consciência consegue expressar um grau de complexidade maior. Transcendendo e incluindo.

 

As interações materiais guardam uma aparência de aleatoridade. Aparência, pois elas obedecem a campos de organização sutis. O fenômeno da cristalização dos minerais também obedecem a esses campos mórficos. Esses cristais são constituídos por átomos que são constituídos por partículas elementares que são constituídas por…partículas ainda mais elementares? Aqui a física quântica demonstra o reino das possibilidades. Essas “partículas” estão em um campo transcendente, em possibilidade e potentia, prontas para serem transformadas, convertidas, colapsadas no tempo e espaço compartilhado que é o nosso. Incerteza e conexões e interconexões. Nesse campo primordial todos as partículas elementares estão conectadas; formam um todo inseparável e proporcionam uma espécie de comunicação sem trocas de sinais denominada não localidade. Uma oscilacão nesse campo primordial nascem as partículas elementares; nascem as interações materiais; nascem o ir e vir da energia culminando na “coagulação” ou “congelamento” da mesma em matéria. Um elétron é uma onda de possibilidade. Um próton é uma onda de possibilidade. Um neutron é uma onda de possibilidade. um átomo é uma onda de possibilidade. Uma molécula é uma onda de possibilidade. Matéria e todas as suas interações são ondas de possibilidades. A energia é possibilidade. Temos de admitir algo fora da jurisdição da mecânica quântica capaz de transformar possibilidade em realidade, capaz de provocar essa “perturbação” que irá promover a oscilação do campo primordial e provocar o colapso da função de onda da matéria e transformá-la em realidade. Essa realidade, agora manifesta e particularizada, guarda em sua essência dois domínios: Aquela das possibilidades transcendentes de onde veio e a nova partícula manifesta. A intermediária desse processo de formação da realidade é a consciência. “Psiquismo” inerte dos minerais passando pelo “psiquismo” dos vegatais  e animais até o despertar no reino hominal como consciência plena.

 

Assim podemos inferir que esse algo fora da jurisdição da mecânica quântica seja a própria consciência. Esse algo incorpóreo que comanda o colapso da função de onda e organiza a forma manifesta. Utiliza-se do campo de organização mórfica capaz de gerenciar todas as infinitas reações e ligações disponíveis a fim de conseguir o intento da expressão. Quando todas as possibilidades convergem para um determinado ponto no processo evolutivo da forma, esse “psiquismo” consegue dar um salto para uma nova forma mais complexa. Consegue transcender e incluir. Muda o campo organizador, muda a forma, muda a energia que a sustenta. Muda a expressão da consciência (psiquismo). Quando as possibilidades para o aparecimento da vida biológica ocorreu com a formação do RNA e protéinas, a consciência conseguiu colapsar as possibilidades simultaneas para que a energia vital emergisse nesse processo, A vitalização “emergiu” no processo de ascensão da consciência. Forças primordiais de coesão permitiram a emersão de uma energia mais sutil capaz de sustentar as macromoléculas. Emergiu a energia vital que em essência é proveniente da matéria cósmica, isto é, desse campo primordial de energia incomensurável chamado pelos cientistas de campo do ponto zero. Assim, surge a possibilidade da célula. Uma célula é uma individualidade composta. A célula transcendeu átomos e moléculas e os incluiu em sua constituição. Nesse processo “envelopou” todas as energias que sustentavam átomos e moléculas e permitiu o surgimento da energia vital. Explode a vida no planeta. O Universo se faz realidade. A evolução da vida, juntamente com a ascensão da consciência, se torna possível.

 

Consciência é vida! Vida é consciência!

 

Abraços fraternos.

 

Milton

 

Referências Bibliográficas

 

O Fenômeno Humano – Teilhard Chardin

A Evolução Criativa das Espécies – Amit Goswami

O Livro dos Espíritos – Allan Kardec

Espiritualidade Integral – Ken Wilber

A Gênese – Allan Kardec

Alquimia da Mente – Hermínio C.Miranda

 

Fisiologia quântica


FISIOLOGIA QUÂNTICA
Interação dos corpos sutis com o corpo físico.
Um início…

Como se transforma intuição em algo manifesto no corpo físico?
Como se transforma pensamento em molécula?
Como se transforma sentimento em emoção (moléculas da emoção)?
Como interage e qual é a fisiologia “quântica” dos corpos sutis com o corpo físico?

Sabemos da funcionalidade desses corpos sutis e da necessidade lógica da existência de cada um deles. A fisiologia humana conhece bem os “mecanismos biológicos” na qual a física clássica de Newton bem explica esses mecanismos. Uma molécula A atua e interage com uma molécula B e dessa interação emerge uma consequência, um efeito. Temos assim sempre uma causa e um efeito. Mas será que é sempre assim que acontece? Tomemos como exemplo o pensamento. O que é o pensamento? Qual sua constituição material? A física quântica compreende o pensamento como sendo um objeto quântico, isto é, uma possibilidade de escolha da consciência. Mas voltando a nossa questão: Como se transforma pensamento em molécula?

Conseguimos constatar nossa intenção. Uma vontade e o pensamento nasce. Uma vibração, uma oscilação perturba um campo primordial em uma amplitude e frequência específica e uma série de eventos cerebrais acontecem simultaneamente a essa vontade, a essa intenção. O que representa o pensamento no corpo físico? acredita-se que os neurotransmissores exercem esse papel. O que há entre a origem do pensamento e a origem dos neurotransmissores? Mas há um “silêncio”, há uma descontinuidade entre o pensamento e as moléculas que o representam. A física clássica não pode explicar esse fenômeno com a linearidade que lhe é peculiar. Há uma salto descontínuo entre a origem do pensamento e todas as etapas imperceptíveis que acontecem até o momento de nascer a percepção consciente daquele pensamento em nossa “tela” mental. Por exemplo: Quando intenciono pensar em uma rosa, imediatamente vários padrões de disparos neuronais acontecem com a produção de neurotransmissores específicos que conectam os neurônios que farão “emergir” a imagem da rosa que eu havia intencionado pensar. Entre a vontade de pensar na rosa e o surgimento dos neurotransmissores que irão criar a representação da rosa existe um campo sutil, um campo quântico, onde ocorre a transformação do pensamento em moléculas que o representam. Essa etapa não é linear, ela é descontinua.

Esse simples fenômeno diário de nossas percepções, isto é, PENSAR, trata-se de um evento que exige o mundo quântico. Esse tipo de interação não ocorre como simples choques entre bolas de bilhar A e B. É como se existisse uma linha, uma mesa, algum marco divisório entre o nascimento da rosa e todos os milhares de neurotransmissores necessários para essa representação. Algo acontece abaixo dessa linha e outras coisas acontecem acima dessa linha. Acima da linha divisória está toda sequência de eventos que respeitam as leis da física clássica. Mas o que determina o surgimento dos eventos acima dessa linha é justamente algo que acontece abaixo dela. Esses acontecimentos são capazes de coordenar os milhares e milhares de eventos simultâneos necessários para existir a rosa em minha percepção, em minha “tela” mental. É como se existisse uma “curva” e, não, uma reta conectando ambos os eventos. Isso dá a impressão de separação que percebemos entre esses eventos, mas na origem ambos estão conectados. O próprio comportamento de onda e partícula que o mundo quântico possui obedece esta descontinuidade entre os eventos. Há um campo abaixo da linha que possui o verdadeiro poder causal de todas as moléculas e mecanismos biológicos existentes no corpo físico que , em última análise e síntese, representa o mundo sutil. O corpo físico faz representações do sutil.
Por isso afirmamos que a interação entre os corpos sutis e o corpo físico ocorre de forma descontínua, não local e obedece a uma hierarquia entrelaçada. Quando a ciência estuda os “mecanismos biológicos”, ela estuda todos os eventos que acontecem acima da linha. Depois que surge B a ciência consegue determinar o aparecimento de C, de D, de E e assim sucessivamente até atingir um feedback para interromper as reações ou interações.
Determinar B, C, D, E e assim por diante é tarefa que a ciência médica faz e fez com muito louvor. Mas determinar de onde surgiu A e como ele interagiu com B para iniciar a sequência isso ainda não foi detectado (A seria o pensamento e B o neurotransmissor). Esse eventos quânticos que acontecem proporcionando a possibilidade de nossas percepções e memórias guardam essa descontinuidade. Tem um campo primordial que envolve todos os corpos sutis que “fazem” os eventos quânticos acontecerem.

Temos um impulso da Consciência responsável que determina o início da transformação de A para B, ou seja, do pensamento da rosa para os neurotransmissores que criam os padrões neuronais que representam a rosa. A memória da rosa também está presente nesse campo primordial que permeia a tudo e a todos. A oscilação, a vibração, a amplitude e frequência daquilo que representa a rosa é única para aquele evento e estará sempre a disposição para qualquer acesso futuro quando necessário. Os pensamentos vem e vão. A mente trabalha ininterruptamente e torna-se tagarela por assim dizer. Os significados dependem da ação desse corpo mental, dos pensamentos, tanto para significar os contextos (arquétipos) quanto para significar os sentimentos (movimentos da energia vital pelos campos morfogenéticos e percebidos pelos centros vitais). Conhecer essa dinâmica de funcionamento de nossas intuições, de nossos pensamentos, de nossos sentimentos abrirá oportunidade para conhecermos e estudarmos os diversos desequilíbrios que acomentem nosso corpo físico. Essas doenças podem agora ser compreendidas como um funcionamento inapropriado de nossos corpos sutis além de um funcionamento inapropriado de nosso corpo físico que , última instância, representa os corpos sutis.

O corpo físico em si é uma maravilha de complexidade, sincronicidade, sabedoria, ressonância e só com isso escreveríamos compêndios e compêndios sobre tudo o acontece “acima da linha”. Mas, agora estamos tentando escrever sobre o que acontece “abaixo da linha” e que realmente determina, isto é, é o poder causal verdadeiro de tudo o que acontece “acima da linha”. Temos uma vida, temos um nascimento, temos os relacionamentos, temos a morte, temos o que depois da morte? Sem essa compreensão libertadora de que há algo “abaixo da linha”, esse algo que pode sobreviver após a morte ficaríamos presos ao nada. Ter a perspectiva de que algo pode sobreviver a morte, muda nosso posicionamento perante o viver. Tudo passa a fazer mais sentido e passamos a encarar a vida como um fenômeno necessário para a evolução da consciência. Observem a evolução da forma? Observem a evolução dos aspectos da consciência durante a história da humanidade? As expressões dos aspectos internos da consciência se modificam durante esse processo. Temos consciência com um grau de compreensão que obedecem a uma determinada “altitude”. Alguns já tem acesso a essas informações, outras ainda não. Algumas consciências compreendem o pluralismo, outras não. Algumas compreendem a integralidade e agem dessa forma, outras não. Algumas ainda estão na compreensão do mágico e do místico, outras não. A consciência possui um espectro de evolução e várias linhas de desenvolvimento. Cada consciência compreende a fé, a cognição, o EGO, os valores, a moral, o sentimentos de forma diferente entre si. Alguns são egocêntricos, alguns já percebem o outro em uma atitude etnocêntrica e tem algumas consciências já com abordagem globocêntrica. Essa maravilha de diversidade traz a necessidade de respeito e compreensão das diferenças. Somos 7 bilhões de pessoas habitando o planeta terra. Somos 7 bilhões de consciências em processo evolutivo com diferenças entre si. Somos 7 bilhões de oscilações permeadas pela consciência cósmica que interconecta todos por um campo fundamental.

Abraços fraternos

Milton

Comunicação Mente-DNA


Comunicação Mente-DNA

A física quântica traz contribuições importantes para a medicina. Ao compreender a realidade em dois domínios: possibilidades e fato manifesto, podemos expandir esse raciocínio para a biologia. Hoje, nesse momento atual, consigo ver o corpo físico como um veículo da manifestação da consciência. Mas nem sempre foi assim. Admitir a comunicação entre algo sutil como a Mente e algo grosseiro como o DNA levou um certo tempo para ser construído. O materialismo científico afastou-se da sapiência dos primórdios da medicina. Aristóteles, o pai da medicina, considerava a existência de uma substância única como origem de tudo. Vários acontecimentos, descobertas e revelações ocorreram, desde 400 a.C. até hoje, que afastaram os médicos da compreensão de uma unidade como origem de todas as coisa, da existência de uma substancia primordial que envolve a tudo e a todos. A idéia de Demócrito sobre a existência de blocos de construção indivisíveis, que ele denominou de átomos, domina o intelecto até os dias hodiernos.

Mas algo de estranho acontece. A modernidade e a pós-modernidade, o avanço e o progresso tecnológico, o capitalismo, a busca da felicidade pelo e por dinheiro, a preocupação exclusiva em ter, ou seja, a construção do paradigma de que tudo é matéria e que estamos nesse mundo para… Para que mesmo? Que respostas o materialismo científico forneceu à humanidade? Pergunto no intuito de questionar questões filosóficas. De onde viemos? Para onde vamos? O que é a vida? Por que pessoas boas fazem coisas ruins? O porque das doenças? Quais são as regras do processo de viver? Qual a razão de tudo isso? Esses questionamentos para alguns soam como ingenuidade, para outros nem tanto. Sabemos que nascemos, passamos um período de vida variável correndo atras de alguma coisa que não sabemos bem definir o que é. Alguns fazem o bem, outros são indiferentes, outros constroem riquezas, outros nem tanto. Alguns dedicam suas vidas ao beneficio do próximo, outros dedicam-se a si mesmos. Alguns nascem com defeitos físicos, outros perfeitos. Alguns nascem com predisposição a doenças, outros não. Alguns nascem com humor alegre e extrovertido, outros tímidos e introvertidos. Alguns nascem para serem líderes, outros para serem liderados. Alguns nascem para revelarem algo pela genialidade, outros nascem para transmitirem esses ensinamentos. Muita diversidade, não é mesmo? E qual seria a razão disso tudo?

O materialismo não consegue explicar e nem tampouco propor soluções para esses questionamentos pelo simples fato de admitir apenas um único domínio para a realidade: o fato manifesto. A física quântica já demonstrou que a realidade ocorre também no mundo das possibilidades. Ela admite a presença de um campo, de um espaço, de uma substância única primordial de onde surgem, de onde nascem as partículas elementares, de onde nasce a matéria que constitui esse mundo. Fica fácil expandir esse raciocínio e admitir que a origem de nossas intuições, pensamentos e sentimentos também nascem desse campo primordial, desse espaço que interconecta a todos. Esses aspectos internos e particulares não são subprodutos de nosso cérebro. São eles quem comandam e moldam o comportamento humano. Então quer dizer que há algo em um campo transcendente capaz de exercer uma influência no mundo da matéria densa? Exatamente isso! Possibilidade e fato manifesto são partes de um todo que formam um continuum. Igual ao espaço-tempo de Eisntein. Não há espaço absoluto e não há tempo absoluto. É a teoria da relatividade. Espaço e tempo formam um continuum. A realidade, qualquer realidade, nasce de um domínio transcendente de possibilidades e invade a dimensão do espaço-tempo para tornar-se compartilhável aos sentidos. Assim é também com a biologia, com os neurotransmissores, com as moléculas da emoção. O pensamento e o sentimento nascem nesse campo primordial e necessitam criar uma representação aqui no espaço-tempo. Como fazer isso? Lembram? A consciência é a base de tudo? Exatamente! A consciência é capaz de escolher as possibilidades desse mundo transcendente e simultaneamente criar uma representação física dessa mesma possibilidade. Matéria densa (fato manifesto) e matéria sutil (possibilidades) são ambas opções de escolha da consciência. Essa escolha é descontinua, isto é, não obedece um algoritmo matemático e, ao mesmo tempo, é não-local, ou seja, sem trocas de sinais obedecendo à uma hierarquia entrelaçada, isto é, algo fora do sistema das possibilidades e do fato manifesto e que exerce o verdadeiro poder causal: A CONSCIÊNCIA.

Como são feitas essas escolhas? Gasto energia para isso? Há trocas de sinais? Gosto muito de uma figura Gestalt de Escher intitulada “minha sogra e minha esposa”. As possibilidades de escolha estão na mesma figura, nos mesmos traços. Basta apenas uma ligeira mudança de perspectiva para perceber ora a minha esposa, ora a minha sogra. Nesse caso há apenas duas possibilidades, mas ilustra muito bem como a consciência escolhe dentre as possibilidades existentes obedecendo aos princípios da física quântica de descontinuidade, não localidade e hierarquia entrelaçada. São essas as assinaturas da causação descendente. É dessa forma que a consciência escolhe. As opções estão lá, como na figura, e nós escolhemos e cocriamos a realidade. No caso, eu prefiro minha esposa, mas de vez em quando minha sogra aparece. rsrs.

Percebam que em todos os momentos, em todas as realidades a mente, situadada no campo transcendente, comunica-se com o corpo físico. Essa comunicação ocorre utilizando-se recursos sofisticados com interações entre átomos e moléculas que refletem uma inteligência no modo de agir. As células refletem essa inteligência sabendo o que devem fazer em cada situação. São milhares e milhares de reações químicas, milhares de movimentos muito bem orquestrados para atingirem um objetivo, um propósito. As células do coração sabem o que fazer para produzirem seus próprios batimentos cardíacos. Vez ou outra elas saem do ritmo. O padrão de disparos do centro produtor do ritmo “resolve” fazer diferente! Quem está no comando? Esses padrões estão fora do nível consciente. Eles estão automatizados, porém recebem informações desse campo transcendente, onde  existem as possibilidades, dizendo ao DNA o que deve ser feito. Como assim? Exatamente isso. A mente estabelece uma comunicação com o DNA intracelular para que esse traduza essas informações em proteínas promotoras. Essa comunicação não é direta, mas segue alguns percursos. A mente utiliza-se de regiões especificas do cérebro (hipocampo) para iniciar sua comunicação. Há um complexo mente-corpo. As percepções do mundo externo chegam ao cortex cerebral e esse, através do hipocampo, traduz em linguagem especifica do sistema nervoso – potencial de ação – que chegam até as glândulas endócrinas que estimulam as células, através da membrana plasmática. Proteínas transmembranas quando excitadas levam uma informação até o DNA que ira sintetizar a proteína promotora específica. Aqui esta a comunicação entre mente e DNA. Mente situada além do cérebro em um campo transcendente e DNA situado no plano manifesto que detém a biblioteca de informações de funcionamento do corpo físico. A psiconeuroendocrinoimunogenetica estuda esse fenômeno e a utiliza nos diversos tratamentos mente-corpo que já existem e chamam a atenção da medicina alopática.

Os trabalhos de Bruce Lipton explicados no livro Biologia da Crença questionam o dogma do DNA, isto é, a informação segue um curso unidirecional DNA-RNA-PROTEÍNA e nunca ao contrário. Ele descobre que há no citoplasma fatores que são capazes de informar o DNA o que devem fazer. A membrana  celular exerce um papel fundamental na dinâmica de interação citoplasma-núcleo. E esse mesmo DNA já não é mais o cérebro da célula perdendo esse cargo para a membrana celular com suas proteínas transmembranas. O DNA para exercer sua função necessita ser informado. Nasce a epigenética. Fatores presentes no citoplasma da célula com a capacidade de ligar ou desligar a expressão de determinado gene.

Temos um corpo mecânico e um corpo quântico? Deepak Chopra em seu livro “A Cura Quântica” fala em um corpo mecânico-quântico tentando integrar conceitos de como a mente pode estabelecer uma comunicação com o corpo físico, entre o pensamento e os neurotransmissores. Recomendo a leitura desse livro. Tem muito a acrescentar. O corpo mecânico seria representado pelo movimento dos átomos e moléculas – neurotransmissores – e o corpo quântico seria representado pelas possibilidades – pensamentos – segundo Deepak Chopra. Há uma comunicação entre pensamento e neurotransmissor. Os padrões de disparos de neurônios, cujos neurotransmissores estão presentes nas sinapses, contém as informações do pensamento. O pensamento age na matéria por estar representado nessas sinapses pelos neurotransmissores. Há aqui uma descontinuidade. Entre o pensamento e a formação do neurotransmissor há um intervalo, há uma descontinuidade. A matéria da qual é feito o pensamento cria uma representação no físico. A matéria que constitui um neurotransmissor é uma representação dessa matéria sutil. Seria a mesma matéria em dimensões diferentes? Ondas de possibilidades de pensamentos são as mesmas ondas de possibilidades do neurotransmissor? Esse é um ponto da teoria de Amit Goswami que torna-se obrigatório admitir a consciência como a base de tudo. Ela deve ser não material para poder escolher dentro das possibilidades da matéria. Ainda não tenho a devida compreensão do que constitui a consciência, mas para a validade da teoria ela deve ser não material. Ela colapsa a função de onda do transcendente simultaneamente com o manifesto. Há uma descontinuidade nesse processo. Há o pensamento e há os neurotransmissores. Esse intervalo entre ambos é preenchido por espaço, por um “vazio cheio”, por um vácuo quântico de potencial energético incomensurável. A consciência tem acesso a essa rede de informações do vácuo quântico e é a intermediária entre as possibilidades e o fato manifesto.

Fazendo uma analogia entre a mente e corpo físico com a natureza poderíamos dizer que ambos (mente e corpo físico) são mais parecidos com um rio de água corrente do que com uma escultura estática. O rio se modifica a cada instante. Os padrões de neurônios existentes quando pensamos em uma maça, por exemplo, existem naquela fração de milionésimo de segundos e, depois, que os neurotransmissores  produzidos nas sinapses realizam sua função em configur o padrão de identificação da maça, eles são metabolizados, isto é, eles seguem o fluxo do rio. A maça existiu como uma representação e criou-se uma memória da maça. O próximo contato com essa fruta será requisitado os mesmos padrões. Aliás, basta imaginar, basta pensar a maça para que esses padrões surjam. O cérebro não diferencia realidade de imaginação.

 

Estamos habituados a estudar os fenômenos do corpo humano de maneira estática, paralisamos o raciocínio naquela fração de milionésimo de segundo onde os neurotransmissores são formados. Criamos uma lâmina de análise microscópica para compreendermos os padrões que surgem naquele momento, passo a passo, em uma hierarquia simples onde um manda e os outros obedecem. “A – B – C – D” esses eventos ocorrem no mundo manifesto em seqüência linear, mas não sabemos o que estava ocorrendo antes de “A” que possibilitou o desencadeamento da seqüência. Esse intervalo merece nossa antenção e nossos estudos. Aí reside o segredo do mundo quântico. Compartilho das idéias de Chopra quando afirma que a cura está em descobrir os padrões existentes no campo das possibilidades onde intuição, pensamentos e sentimentos se encontram e que acabam influenciando o DNA em sua nobre função. São os corpos sutis que comandam as células do corpo físico. A cura está em dois domínios: quântico e mecânico parafraseando Amit Goswami. A medida que os médicos se permitirem estudar os fenômenos do efeito placebo e da remissão espontânea de doenças, quem sabe, a medicina se tornará espiritualizada, acima dos interesses particulares dominados pelo EGO. Efeito placebo e remissão espontânea de doenças demonstram claramente a comunicação da mente com o DNA.

 

Abraços fraternos

 

Milton

Referências Bibliográficas

CHOPRA, Deepak. A cura Quântica: o poder da mente e da consciência na busca da saúde integral. Rio de Janeiro: BestSeller, 2011.

GOSWAMI, Amit. Criatividade para o século 21: uma visão quântica para a expansão do potencial criativo. São Paulo: Aleph, 2012.

LIPTON, Bruce H. A biologia da Crença: ciência e espiritualidade na mesma sintonia: o poder da consciência sobre a matéria e os milagres. São Paulo: Butterfly Editora, 2007.

O que realmente nos conecta?


Esse texto foi inspirado nos trabalhos e palestras do físico Nassim Haramein.

Há videos disponíveis no youtube para aqueles que querem um aprofundamento maior no assunto. Em especial o vídeo We are All one na qual me baseio para produzir esse texto acrescentando conteúdos da física quântica que também estudo há muitos anos.

Esse texto também teve uma profunda influência dos estudos de John Velthein, fundador do sistema bodytalk  que em seu workshop “Encontro com a Saúde I” utilizou desses conceitos estudados por Nassim Haramein para embasar seu método de terapia bodytalk e uma nova compreensão do que seria saúde e doença. Gostei tanto que fui compreender e estudar o método bodytalk na qual ainda estou em formação. Esses conhecimentos são concordantes com muitas culturas espirituais e refletem estudos aprofundados de gigantes que se interessam por esses assuntos e vem ao encontro daquilo que sempre pensei no que seria uma medicina integral.

Além do video de Nassim Haramein, meus pensamentos são influenciados, principalmente, pelos estudos em ativismo quântico ministrado pelo próprio Amit Goswami da qual tenho profundo apreço. Sou formado em ativismo quântico pelo Centro de Ativismo Quântico.

Como opinião pessoal, o físico Nassim Haramein é interacionista, ou seja, ele acredita que a comunicação entre o transcendente e o manifesto ocorre por troca de sinais através do horizonte de eventos, fenômeno que os físicos denominam onde o transcendente toca o manifesto pela dinamica do buraco negro (expansão e contração).
Para Amit Goswami, a consciência é a base de tudo e a interação entre o manifesto e o transcendente ocorre sem troca de sinais através da causação descendente com suas assinaturas: não localidade, hierarquia entrelaçada e descontinuidade.
Ambos defendem seus pontos de vista e baseiam suas teorias em experimentos bem fundamentados. Aguardo a resposta a algumas perguntas pessoais que fiz diretamente ao Amit sobre o assunto. No íntimo, creio pela intuição, que poderá haver uma síntese de ambas as teorias.

Agradeço aos amigos pelo incentivo e coloco-me a disposição para qualquer esclarecimento complementar no que for possível dentro das minhas limitações.

Abraços fraternos
Milton.

O QUE REALMENTE NOS CONECTA?

Se fossemos procurar aquilo que conecta todas as coisas, o que seria? A resposta é intrigante: O ESPAÇO! Sim, o espaço toca todas as coisas e aquilo que aparentemente nos separa, na verdade, nos une. O que há no espaço que nos conecta? Qual é a estrutura do espaço? O que fornece a matéria de todo o universo? Somos feito de espaço. 99,99999999…% de tudo é feito de espaço. Gastamos bilhões e bilhões de dólares em aceleradores de partículas tentando compreender os 0,1% de matéria da qual somos constituídos. Reduzimos tudo a um ponto infinitezimal na tentativa de compreender seu comportamento e descartamos das pesquisas o mais importante: 99,9% de tudo é constituído de espaço.

Vamos ao interior do nosso modelo atômico. Temos um núcleo, cuja dimensão de tão infinitamente pequena que é sequer nossa imaginação consegue alcançar. O núcleo contém praticamente toda a massa do átomo e é constituído por prótons e neutrons. Ao redor do núcleo temos os elétrons que “orbitam” confinados por uma força chamada eletromagnética. Entre o núcleo do átomo e o elétron, o que existe? – Isso mesmo: espaço. Trazendo essa dimensão para algo mais compreensível pela imaginação, o núcleo seria a marca da cal no centro do gramado de um estádio de futebol e o elétrom estaria na última arquibancada desse estádio. O que há entre o núcleo e o elétron? – Espaço. O espaço conecta todas as coisas do universo! 99,9% de tudo é espaço. Com essa mesma analogia, tanto no micro como no macrocosmo tudo é permeado por espaço. Qual o “tecido” desse espaço? Pergunta intrigante, não é mesmo? Será que alguma coisa consegue tocar alguma coisa?

Sempre haverá espaço entre tudo, por mais “próximo” que esteja, por mais compacto que esteja qualquer coisa material. Mas espera ai! Quando acaricio a pele de minha amada eu tenho sensações, percebo o toque. Sim, isso mesmo. Temos receptores específicos situados na epiderme que são excitados pelos elétrons da mão que acaricia, mas não há fusão, não há interposição de espaço. Mesmo nas coisas mais compactas, ainda assim, há espaço entre os seus constituintes íntimos. A Consciência está confinada dentro de uma individualidade (corpo físico) que observa e percebe o mundo ao seu redor. Estamos todos mergulhados em uma mesma substância que conecta a todos: o espaço. “Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano” (Evolução em Dois Mundo). Desse espaço emergem vibrações com frequências e amplitudes específicas que irão constituir a matéria observável do mundo. O segredo de como isso ocorre, como essas flutuações quânticas conseguem trazer para a realidade uma partícula, um fóton, um elétron, um próton, um neutron ainda está sob investigação. O estudo do efeito casimir dinâmico quer nos dizer alguma coisa! Em um microespaço (nanometros) situado entre duas placas foi possível observar a luz. Que se faça a Luz! Cientistas conseguiram detectar a presença de ondulações eletromagnéticas que surgiram desse microespaço. Estamos começando a querer utilizar a energia incomensurável que o vácuo do universo possui. Conhecer a dinâmica de funcionamento de um buraco negro, com sua expansão e contração, talvez seja o segredo de como aproveitar a energia do vácuo e compreender o porque a energia-massa desse vácuo do universo ser imensamente maior que a energia-massa da matéria do universo observável.

Temos físicos e matemáticos preocupados com essa pesquisa. Há uma divisão entre a física do mundo macro (relativista) e a física do mundo micro (quântica). Parece que elas não se tocam, literalmente! Mas o que conecta os dois mundo é, advinham? – o espaço. Esse espaço toca todas as coisas. Utilizando-se um pouco do raciocínio da matemática fractal percebemos que dentro de um processo de divisão da totalidade em partes menores obtém-se um processo sem fim onde cada parte guarda a informação do todo. A soma das partes está longe de ser o todo! O todo é maior que a soma das partes. Nesse processo sem fim, onde chegaríamos? No mínimo, no infinitamente pequeno, na bilionésima milésima centésima parte do todo. Chegaríamos na distância de Planck na grandeza de 10 -33 cm. Um número realmente muito pequeno. Que não seja o número de nossa conta bancária!… rsrsrs. Nesse processo de divisão infinita em partes, aprofundaríamos sempre em direção ao interior, mas jamais, isso mesmo jamais, excederia os limites da totalidade. Essa viajem é para o interior. Poderíamos perceber uma expansão, um alargamento, mas as partes jamais ultrapassariam os limites impostos pela totalidade. Onde há expansão existe a contrapartida, ou seja, há contração. Os exemplos dos livros didáticos de física mostram uma imagem de alguém insuflando um balão com as galáxias desenhadas em sua superfície demonstrando que o universo está em expansão. As galáxias se afastam uma da outra. Tudo bem, é uma boa analogia. Mas ninguém ousa perguntar: Quem é o cara que está insuflando o balão? Para insuflar, para expandir é necessária a contração dos pulmões dessa pessoa. Expansão e contração. Esse binômio quer dizer muita coisa. Inclusive se trouxermos esse raciocínio para o infinitamente pequeno de nosso corpo físico: as células. Será que nosso sistema energético biológico utiliza a energia disponível do vácuo do universo, do espaço que estamos mergulhados e conectados? Há estudos evidenciando que a célula humana seria o horizonte de eventos. Funcionaria com a mesma dinâmica de um buraco negro. Análises de alinhamento de dimensões colocam a célula humana em alinhamento com as micro e as macrodimensões. Ela é o ponto onde o transcendente toca o manifesto. Isso chama-se horizonte de eventos.

Ocupamos um lugar no espaço. Todos já ouvimos essa afirmação alguma vez na escola. Mas o que coordena o aparecimento da forma? O que comanda a formação da infinita beleza de todas as formas? Falar em acaso e necessidade não satisfaz. Esse raciocínio é muito ingênuo. Seria a mesma coisa que admitir que de uma coleção de ferro velho distribuidos ao acaso pelo espaço passaria um furacão e sairia pronto um Boing 737 funcionando! Absurdo! A estrutura do espaço pode ter uma influência decisiva na função biológica dos seres animados e também dos seres inanimados. Algo tem que coordenar tudo isso de alguma forma! Se a consciência é a base de tudo em tudo há consciência. Essa é uma pista importante! Não é o objetivo desse texto, e nem tenho formação para isso, explicar com a exigência da formulação matemática esses princípios. Eles já existem para aqueles que se interessam pelo assunto. Quero a filosofia da matemática e da física. Quero os desdobramentos desses princícpios. Quero a ciência da ciência! Essas questões abrem nossas mentes e permitem uma compreensão ampla das questões que envolvem a todos. Temos que parar com essa mania de separar tudo. Temos física, matemática, biologia, história e todas as áreas do conhecimento humano. Elas guardam interligacões. A separação está em nossa mente que ainda não consegue observar as conexões.

Há muitas controvérsias sobre esse assunto. É uma parte da física e da matemática muito especulativa. Mas essas informacões alimentam o intelecto e tentam nos fornecer informações sobre o local onde vivemos e experenciamos. Toda a matéria do universo corresponde, pasmem, a apenas 4% de tudo o que existe. A realidade na qual estamos inseridos representa 4% do universo. E os outros 96%? Do que é feito? A densidade do vácuo do universo é cerda de 10 elevado a 93 g/cm3. Um número muito grande. É o número 10 seguidos por 93 zeros. Mais ou menos igual a nossa conta bancária! rsrsrs. Como chegaram a esse número? Simples. Calcularam a densidade em um centímetro cúbico do espaço do universo. Fazendo terríveis cálculos chegaram a densidade do vácuo do universo: 10 elevado a 93 g/cm3. Agora, calcularam a densidade da matéria do universo e chegaram ao número 10 elevado a 55 g/cm3. Uma diferença enorme entre a densidade do vácuo e a densidade da matéria. Uma diferença da ordem de grandeza de 39. É muita coisa. Um centímetro cúbico de massa-energia do vácuo excede o total de massa-energia do universo observável em 39 ordem de grandeza. O que isso significa? Que a energia contida no vácuo é imensa. O vácuo está longe de ser algo “vazio”. Ele está infinitamente “cheio”. Um campo potencial de energia a disposição e sem acesso aparente ou subutilizado por todos nós. Será? Ou nós a utilizamos? Acima mencionei a possibilidade de que nossas células pudessem aproveitar essa energia. Ela teria a mesma dinâmica de um buraco negro. Não sou físico. Quero deixar bem claro. Mas gosto de estudar e acompanhar essas pesquisas da mesma forma que acompanho as pesquisas na área médica. Tem pessoas sérias questionando e pesquisando a energia do vácuo e, mais importante, como utilizá-la.

Há muitas tradições espiritualistas que já haviam identificado esse campo de interconexão entre todas as coisas. Várias denominações para o mesmo fenômeno. Campo Akashico. Fluido Cósmico Universal. O Absoluto. Deus da Luz. O Tao. Brahman. Potencial Infinito. Dentre outros. Agora a ciência chega as mesmas conclusões que essas tradições já haviam acessado por outros meios. Temos o espaço que conecta todas os objetos do universo animados e inanimados. Esse espaço possui uma estrutura. Quem sabe não teríamos uma projeção dessa estrutura nas dimensões mais infinitamente pequenas conhecidas. Quem sabe algo não material aproveitaria dessa estrutura para cocriar a realidade. Ficaria ainda uma energia dita “escura” a ser aproveitada. Vários filósofos e cientistas chegaram a uma conclusão importante no estudo da evolução da forma. Temos uma evolução do simples para o complexo. Sem a presença de algo não material a tendência de tudo é obedecer a Lei da Entropia, isto é, da ordem para a desordem. Algo existe que coloca ordem em tudo contrairando a Lei da Entropia, contrariando a teoria do Caos. Sem a consciência a ordem dá lugar a desordem. Com a consciência, há ordem e há um processo de aumento da complexidade da forma. Quanto mais complexa a forma mais sutil é a energia utilizada que dá susentação a essa forma complexa. Formas simples – energia densa. Formas complexas – energia sutil. Temos que compreender essas energias e sairmos de um processo de passividade para um processo de participação ativa. Uma rede de informações está disponível. Há espaço entre tudo no universo. Podemos utilizar esse “vácuo” do universo de forma ativa.

Chegamos agora em um ponto crucial. Temos um campo de energia em potencial. Cientistas tentam compreender a estrutura desse campo de energia, do espaço que nos conecta. Eles chamam esse vácuo do universo de Campo do Ponto Zero (CPZ). Esse CPZ tem uma estrutura e acreditem, os cientistas tentam descobrir qual seria essa estrutura. Essa estrutura teria 64 tetraedros, pesquisa realizada por Buckminster Fuller, que achou nessa estrutura o equilíbrio vetorial perfeito. Eles a chamam de “as flores da vida”. Seria o núcleo de manifestação. Ela foi encontrada em artefatos antigos por todo o mundo e pode ser expressa como uma equação fractal. Seria a fonte de toda a energia.Todas as formas de infinita beleza obedecem a um comando. Um campo transcendente que coordena o mundo da forma. Um espaço que permite a manifestação. O estágio de desenvolvimento humano com 64 células chamada de Blástula lembra muito essa forma de 64 tetraedros. Seria uma ponte entre a fisica relativística e a física quântica. Todas as formas do mundo material obedeceriam a uma lógica, obedeceriam a uma coordenação. Caso isso se confirme através das pesquisas da dinâmica do buraco negro, estaríamos dando passos largos para compreender que a consciência não material é a base de tudo. Somos ondulações do universo. Somos ondulações de uma mesma substância que se encontra individualizada. A estrutura coordena a função. Essa estrutura pode estar em um campo transcendente. Podemos aprender a navegar por essas dimensões, pois somos seres transdimensionais.

O espaço nos conecta. Antigamente, pensávamos que ele nos separava. Isso é uma ilusão. Ele permeia a tudo e conecta a todos. “Eu e o Pai somos um”, afirmou Jesus. Equilibrar o que está acima com o que está embaixo. Equlibrar o externo com o interno. Equilibrar o feminino com o masculino. Vivemos em uma polaridade rumo a unidade. Diante de tudo o que foi exposto, baseado em conhecimentos de gigantes da física que pensam e pesquisam, quero acreditar que as pesquisas futuras deixarão fluir a consciência como algo além da matéria. Estudar uma partícula gastando bilhões de dólares para isso e tão importante quanto o estudo do espaço que permeia essas partículas. Quem sabe todo o segredo encontra-se justamente aí: 99,999% de tudo é ESPAÇO.

Abraços fraternos

Milton