Transformar a nós mesmos e o mundo com as idéias da física quântica.

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Reflexões


REFLEXÕES

Apenas reflexões

 

 

 

O que pensar de tudo isso? Qual o propósito da vida? O que são os pensamentos? O que são os sentimentos? De que substância é feito o cosmos? De que substância é feito o pensamento e o sentimento? São diferentes os substratos que compõem o cosmo e os pensamentos, por exemplo? A separação aparente entre o universo “lá fora” e o universo “aqui dentro” nos trouxe em um ponto de mutação, em um ponto de transição. Para seguirmos em frente na dinâmica da evolução e apresentarmos soluções eficazes para a complexidade que o avanço cerebral esquerdo trouxe para a sociedade, baseada nas “verdades” do cientificismo, precisamos parar e repensar nossos valores. Somos felizes? Fazemos aquilo que amamos? Confiamos em nossas escolhas? Acredito na minha potencialidade de realização? Preciso apenas calcular e utilizar da lógica e razão, exclusivamente, para encontrar as soluções dos problemas cotidianos? Meu cérebro, como ele lida com a complexidade? Vivemos os relacionamentos, sejam os amorosos, sejam o filiais, sejam de qual natureza forem, nos observando como seres separados! De onde vem essa separação? Da religião? Da ciência? De ambos? Talvez de ambos. Reduzir tudo para a simplicidade da matéria não ajudou muito. Reduzir tudo para um Deus que também fica separado de suas criaturas, também não ajudou muito. Estamos em um ponto de transição. Continuamos preocupados em ganhar dinheiro para a sobrevivência. Continuamos matriculando nossos filhos em escolas que ensinam a separação cada vez mais. Continuamos estudando em faculdades que eliminaram a “mente” do seu currículo. Continuamos formando cientistas que vão a missa no final de semana (afinal, o Deus pode ser um Deus bondoso) e fazendo bomba atômica durante a semana. Ainda observamos fundamentalistas que matam e se matam em nome da vida eterna. Ainda observamos a identificação da “posse” (O que tenho é mais importante do que eu sou) como status social. Ainda observamos assassinatos todos os dias. Vidas retiradas sem qualquer sentimento de arrependimento. Ainda observamos pessoas com processos degenerativos graves. Ainda observamos pessoas com distúrbio de humor que vai do caos (psicose) a rigidez (depressão) mental. Ainda observamos sofrimento. E muito! Essa, concordando com Buda, é realmente uma grande verdade. O sofrimento existe.

 

O que pensar de tudo isso? Qual o propósito da vida? Por que ainda almejamos a felicidade? Que sentimento é esse que parece estar presente em todos os tempos da humanidade e parece, as vezes, tão fulgaz? Queremos a felicidade, queremos a sabedoria, queremos o conhecimento. Observa-se um fenômeno interessante: conhecimento e ignorância caminham lado a lado. Quanto mais conhecimento possuímos,  mais ignorância nos acompanha. Conhecer, Saber e Amar deveriam caminhar juntas em ações simultâneas. Mente e Cérebro foram separados há 400 anos e, desde então,  estamos sofrendo uma espécie de “esquizofrenia” coletiva. Uma verdadeira “doença” que separou a res extensa da res cogitans. Uma lacuna foi criada. Um paradigma separatista entre aspectos internos e externos foi criado que impregnou de uma tal forma toda uma civilização (em todas as áreas do saber) que nos encontramos agora em um ponto de mutação e transição. Reduziu-se tudo a matéria e sua correlata energia. Valores foram negligenciados, pois só há interação material e interação material, e até mesmo interação de energia não processam valores. Verdade, Amor, Justiça, Abundância, Beleza… são valores esquecidos. Separaram Mente e todo o seu oceano interno de pensamentos, sentimentos, intuições, valores e etc, do corpo com seus mecanismos biológicos reduzindo tudo a movimento de moléculas e átomos. Quanto atraso!!! Essa filosofia da bifurcação ou do dualismo impôs um dívida grande para toda uma civilização. A metodologia científica parte de premissas ilegítimas em sua base e necessita de revisão urgente daqueles que abraçam o trabalho diário da experiência prática. Produzem tecnologia e tecnologia para que os simples cérebros mortais se virem para saber utilizar tanta inutilidade. Aumentam a complexidade diante de um desenvolvimento intelectual sem um propósito aparente e negligenciam o sentimento por achar que é inapropriado para um cientista estudar o que é o tal do sentimento. Não conseguem encontrar respostas objetivas a perguntas tais: Como medir o sentimento? Como pesar o sentimento? Como encontrar a densidade do sentimento? Como encontrar a velocidade e a posição do sentimento? Como medir a cor? Como achar o momento angular da cor? Qual é a cor da teoria das cores? Separamos os aspectos internos dos aspectos externos objetivos e estamos pagando o preço por isso. Afastamos a possibilidade da ciência de estudar e pesquisar, em pé de igualdade, ambos os aspectos buscando uma verdadeira integração, para o bem da saúde de toda a humanidade.

 

As premissas da ciência e toda a sua metodologia atual está baseada em uma ilegitimidade: a separação entre “mente” que não tem extensão e o “corpo” que tem extensão. Uma separação entre objetos externos, uma mundo “lá fora” onde a ciência se incumbiu de desvendar seus mistérios e um mundo “aqui dentro” que a religião e a psicologia se incumbiram de estudá-lo. Quem disse que deve ser assim? Quem é o distribuidor de verdades absolutas? A ciência? Atualmente sim. A religião? Já teve época que sim. Essa distorção é a base da separação. Vivemos sob significados nutridos por contextos errados e equivocados do paradigma atual da matéria e energia como a base de tudo. A educação, a filosofia pós-modernista do pessimismo e do ceticismo, a justiça, a medicina principalmente, a biologia, as próprias religiões, a antropologia, a sociologia, ou seja, qualquer área do saber hoje baseia seus significados em um contexto paradigmático baseado na premissa ilegítima da separação de Descartes. Porém, há uma janela que se abre em busca de uma solução para problemas tão complexos em nossa sociedade hodierna. A própria ciência encontrou o horizonte de eventos. Na busca eterna para tentar responder as perguntas inquietantes chegaram no âmago da matéria. Não há matéria. quanto mais tentavam encontrar a matéria, menos matéria encontravam. Acharam as possiiblidades. Isso é fato! Acharam um mundo de Potentia! Isso é fato! Outro fato inegável é que aquilo que percebemos no mundo externo, os objetos corpóreos são possuidores de atributos que podem ser medidos e de atributos que não podem ser medidos. Massa e cor, por exemplo. Podemos medir a massa e não podemos medir a cor. Podemos encontrar o objeto que possui a massa no campo externo. Podemos encontrar a cor que pertence ao objeto somente no campo interno, a mente. Olha o início da distorção de René Descartes. Tirou a cor, tirou o aroma, tirou o sabor. Ficou a massa que a ciência consegue medir e exorcizou ou tenta exorcizar o observador, a consciência de quem observa. O sujeito da ação percebida. A distorção grave se encontra aqui. Que tenham olhos aqueles que querem ver. Caso contrário continuem ocos e sem criatividade aqueles que permanecem na obscuridade da visão interna. Terão sua chance sempre. O Deus é bondoso.

 

Quando solucionamos o paradoxo da separação, admitindo que a consciência é a base de tudo e escolhe dentre as possibilidades da matéria, seja interna (mente), seja externa (corpo-cérebro) tem-se o respaldo de um grande número de cientistas sérios e experimentos que levam a essa conclusão inevitável. O enigma do colapso do vetor de estado não pode ser solucionado dentro da própria física quântica. O instrumento matemático consegue inequivocamente calcular as probabilidades e nada mais. Eu disse nada mais. A solução está no ato psíquico da observação e na filosofia idealista monista que admite ser a consciência a base de tudo. Deus é tudo. Temos uma consciência que escolhe. Temos uma consciência com livre-arbítrio, até mesmo os cientistas que não acreditam ou não enxergaram essa solução também a possuem. Ela traduz um conhecimento milenar de saberias tradicionais que valorizam os valores. A consciência consegue processar valores, pois consegue amar, consegue representar a justiça em seu comportamento, consegue representar a abundância no seu dia a dia, consegue representar o significado do belo em sua vida, consegue amar o próximo e amar aos inimigos, consegue sempre processar valores que não são jamais movimentos de moléculas dentro do cérebro. Visão pequena quem acha dessa forma e não enxerga a necessidade de uma transformação pessoal e mergulham no negativismo sem solução. Alimentam distúrbios diversos por falta de propósitos na vida. Adoecem o seu corpo e são tratados sem a valorização da mente e todo o seu oceano de pensamentos e sentimentos. Tratam o corpo e esquecem do espírito.

 

A “doença” do paradigma cartesiano contamina a todos pela percepção da separação e, mesmo no universo universitário esse paradigma ainda reina, porém as mudanças já acontecem e merecem a exposição dos dois lados para que cada consciência consiga escolher, baseadas nas crenças que alimentam. A física quântica chega na elegante conclusão de que quem realmente causa o colapso do vetor de estado é a consciência. A causalidade vertical ou causação descendente é fato hoje estudado e experimentado por físicos fundamentais importantes e resgatam os valores tradicionais espiritualistas. Essa é a integração desejada. A premissa da separação cartesiana já são favas contadas.

Precisamos despertar consciências para que novos significados sejam fornecidos e a criatividade seja valorizada a cada instante. Criatividade biológica, criatividade externa da ciência, criatividade interna em forma de um novo comportamento que seja capaz de incluir sempre. Colocar vinho novo em vaso antigo não ajuda muito. Esse blog existe e nasceu de um despertar que insisto é pessoal e intransferível. Esses artigos são frutos não só de um estudo intelectual, mas que também valorizam o sentimento. Razão e Sentimento. Ambos necessitam de uma educação. Coloco sempre em meus textos essa necessidade. A argumentação é forte e a experiência de quem age baseado na premissa da integração traz para sua vida propósito, saúde, valores, pensamentos sadios, sentimentos positivos, gratidão, fé, esperança, bondade e amor. Aqueles que querem e desejam pelo livre arbítrio, permanecer no atoleiro da inferioridade que assim o façam. Mas, tenham certeza, se há um determinismo nesse Universo ele é o AMOR que o Criador tem pelas suas criaturas e haja o que houver Ele estará sempre lá fornecendo novas possibilidades e oportunidades.

 

Abraços sempre fraternos

 

 

Milton

Separação sujeito-objeto


CISÃO SUJEITO-OBJETO

A REALIDADE DA CONSCIÊNCIA CÓSMICA

Quem é o sujeito e quem é o objeto da percepção sensitiva?

 

 

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Vocês já pararam para se perguntar o porquê que em cada medida que fazemos no ato da observação, a maneira como a “forma” de um objeto aparece na tela mental durante a percepção, surgem sempre dois “entes” , simultaneamente, de maneira inexorável: o sujeito que percebe e o objeto que é percebido!? É simplesmente fascinante esse fenômeno! Além de “surgir” dentro de um sistema de codependência, isto é, o sujeito torna real o objeto e o objeto torna existente o sujeito, surge também outra característica que é o fato de o objeto sempre aparecer externo – “fora” – da minha percepção. Ele se torna um objeto externo e “separado” da “representação mental que faço desse objeto. Subjacente ao ato da percepção algumas atividades internas correlacionadas estão ocorrendo. Um  “disparo” de vários neurônios que lançam seus quadrilhões de neurotransmissores nas milhares e milhares de sinapses (conexões entre neurônios). A quantidade de conexões que cada neurônio pode fazer chega a uma contagem aproximada de 10 elevado a milionésima potência (um número enorme). Para que o cérebro entenda o que está acontecendo no seu “exterior” é necessária uma verdadeira “linguagem” cerebral. Essa linguagem específica do cérebro chama-se potencial de ação. O potencial de ação é produzido pela “entrada” de sinais eletromagnéticos pela retina (luz refletida pelo objeto que excita células especializadas no olho humano). A mágica da realidade externa ocorre a cada abrir e fechar de olhos. Pois bem. Esses sinais levam a informação para regiões cerebrais cujos neurônios disparam seus neurotransmissores. Depois desse “disparo”, os neurotransmissores são prontamente reabsorvidos pelo sistema biológico. Pergunta importante nesse momento: O que fica então depois que os neurotransmissores saem da cena biológica no momento da percepção do objeto? Fica a memória desse objeto. Fica a “sequência” e os “padrões” de disparos simultâneos formando uma verdadeira rede de conexão que sempre que “lembrarmos” do objeto em questão ele estará lá, em nossa “tela” mental como uma representação do objeto. O cérebro não diferencia realidade de imaginação! Pensem no objeto da percepção e a mesma rede de conexão se fará presente.

 

Voltaremos a esse tema mais adiante tentando entender o sujeito da percepção. Por agora vamos retomar o raciocínio do objeto externo da percepção. Os objetos externos, no momento da percepção, são ditos objetos corpóreos, objetos grosseiros feito de alguma “substância”. Qual substância? Qual “bloco” concreto estará ali presente no objeto corpóreo que existe “para nós” e que são especificados através da percepção sensitiva. Essa é a grande questão!!! Quando aprofundamos o estudo dos componentes internos dos objetos corpóreos (externos) começamos a “criar” um outro tipo de universo, um outro tipo de mundo, um outro tipo de objeto que é percebido ou especificado apenas pela medição científica. Entre em cena o modus operandi da ciência e todo o seu arsenal de instrumentação que literalmente cria um novo universo, isto é, o universo dos objetos físicos associados ao objeto externo (corpóreo). O objeto físico possui uma série de “entes” que se tornam observáveis e especificados através de uma instrumentação própria. Veja que interessante. Em todo o experimento há uma “intenção”! O Experimentador deve possuir uma “teoria” para criar um determinado aparelho para que ele (O Observador-Experimentador) “pergunte” a natureza do objeto e a natureza do objeto “responda”. Há uma participação ativa no momento da observação. Portanto, aqui emerge uma nova concepção de como os objetos físicos associados aos objetos corpóreos que existem “para nós” são criados. Há uma necessidade de uma “representação mental” do objeto corpóreo ao mesmo tempo que há a necessidade de uma “representação “teórica-matemática” do objeto físico que se “mostra a vista” através dos aparelhos de medição. O universo da matemática, do números, das teorias advém da representação abstrata de uma teoria e sua representação que ocorre no cérebro do experimentador. Daí surgem os entes “observáveis” dos objetos físicos – peso, densidade, campo eletromagnético, momento elétrico do elétron, galáxias, campos morfogenéticos, corpos e energias sutis e etc, etc – há uma gama de observáveis em diversas gradações de possibilidades. Todos são objetos físicos que nada mais são senão as “respostas” da natureza do objeto corpóreo aos questionamentos – “perguntas” – feitas pelo Observador-experimentador.

 

Temos, então,  um objeto corpóreo que se apresenta “para nós”, durante a percepção sensitiva  e que foi também responsável pelo surgimento simultâneo e codependente do sujeito que percebe. Essa é a cisão sujeito-objeto em cada percepção sensitiva. Vejam que na percepção sensitiva não conseguimos perceber a “totalidade” do objeto corpóreo. Percebemos apenas de uma forma parcial, ou seja, percebemos apenas uma parte da realidade. Há uma outra realidade que não percebemos pelos sentidos. O Objeto corpóreo possui algo “transcendente” associado a ele. São os “entes” observáveis que constituem o  objeto físico especificado pela medição e teoria (teoria e experimento formam um ato único cognoscível). O objeto físico torna-se presente no objeto corpóreo, ou de outra forma, o objeto corpóreo é a “presentificação” do objeto físico. Vamos adiante! Ao aprofundar a investigação dos objetos físicos chegamos ao mundo da física fundamental, ou seja, da física quântica e seu mundo de “estranhezas” aparentes. Como vocês já acompanham os diversos posts desse blog, podemos concluir que a física quântica chegou na intimidade do objeto físico associado ao objeto corpóreo. Diversos experimentos tentam compreender e conceber o que são as partículas elementares que formam os átomos. Esse mundo onde as partículas elementares estão “inseridas” formando um “oceano” de possibilidades, um mundo em Potentia de Aristóteles que Heisenberg pegou “emprestado” para conceber elétrons como possiblidades de vir a ser. Aqui, no mundo quântico existem “ondas de possibilidades”. Saímos do mundo corpóreo que existe “para nós”, construímos o mundo físico que se “mostra a vista” através dos aparelhos de medição e finalmente chegamos ao objeto quântico que é um eterno “vir a ser” em possibilidade. A percepção de um objeto corpóreo e sua representação mental que cria a cisão entre sujeito e objeto em um sistema, como já dito anteriormente, de codependência é muito mais fascinante que se possa parecer! O que ocorre no sistema físico capaz de “atualizar” todas as informações que saem das ondas de possibilidades quânticas, passam pelo universo físico e acabam no objeto corpóreo da percepção sensitiva?

 

Objetos quânticos como possibilidades, objeto físico que se mostra a vista pela medição científica e objeto corpóreo que possui uma “forma” e uma “matéria”. Tudo isso durante o ato da observação! Como ocorre essa dinâmica? Como ocorre a passagem das possibilidades para o mundo real da forma e matéria do objeto corpóreo? Como nasce o sujeito nessa dinâmica da percepção? Somos participantes do universo. Isso é fato! Não há como conceber o universo sem a participação do sujeito (observador). Ele participa ativamente dos experimentos e da própria criação teórica para conceber o que quer ser visto e isso é o suficiente para ele “perturbar” o sistema. O mundo quântico que forma os “entes” observáveis dos objetos físicos torna-se presente no objeto físico – que não são “coisas” em si mesmos, eles são o resultado da teoria e da experimentação – assim como os objetos físicos tornam-se presentes no objeto corpóreo que existe “para nós”. Tem “algo” nessa dinâmica capaz de fazer acontecer esse “torna-se em”. É como se houvesse uma “atualização” da onda de possibilidades que “transportaria” todas essas informações, toda essa “energia” até o objeto corpóreo em cada ato psíquico da observação. O que é esse algo? A própria ciência quântica, através do experimento de Bell (Entrelaçamento e emaranhamento quântico) chegou na concepção de que há uma realidade fundamental una e indivisa. As partículas elementares são manifestações de uma única realidade subjacente onde a comunicação ocorre sem a troca de sinais. É a manifestação particular da realidade total. Essa é a compreensão atual de um objeto físico seja ele uma galáxia, seja uma campo magnético, seja uma radiação, seja uma onda eletromagnética, seja corpos e energias sutis,  sejam  átomos,  sejam quarks, sejam quaisquer objetos quânticos reconhecidos pelo modus operandi da ciência.  A física quântica chegou no último estágio da compreensão do que é a matéria. Matéria são ondas de possibilidades que são “atualizadas” no ato da observação. A informação, a energia, contida dentro dessas possibilidades  sai do mundo quântico, passa pelo mundo físico e chega ao mundo corpóreo. Nessa “atualização” nasce o sujeito que percebe, pois ele não pode ser separado do objeto percebido, por mais aparente que seja essa “separação”. Quem é, então, o sujeito da cisão sujeito-objeto? Se temos uma realidade fundamental una e indivisa que constitui a  própria matéria, quem dá “forma” para ela? Chegamos na consciência, chegamos no sujeito.

 

Quem é o sujeito que nasce da percepção sensitiva? Aqui temos o problema do modus operandi da ciência. O cérebro possui 100 bilhões de neurônios. O sujeito “emerge” do funcionamento bioquímico dessas células? Os 70 trilhões de células que nosso corpo possui, incluindo os neurônios, são objetos da percepção. A cada instante, milhares e milhares de informações chegam ao cérebro informando-o e atualizando-o sobre o funcionamento do corpo. A mesma matéria – “substância” – que discutimos acima faz parte da constituição do corpo físico, inclusive o cérebro. Cada célula é composta por milhares e milhares de partículas elementares, de átomos, de moléculas, de campo eletromagnético, de corpos e energias sutis, ou seja, de uma enorme quantidade de objetos físicos que já sabemos que se mostram a vista através da medição (teoria e experimento). Então, cérebro é objeto. Interações entre objetos obrigatoriamente produzem novos objetos. De onde nasce, então, o sujeito da percepção? Partículas elementares, átomos, moléculas, células (inclusive neurônios) e o cérebro são ondas de possibilidades que são “atualizadas” pela “presença da consciência. O que é a consciência? Qual a “natureza” da consciência? Podemos afirmar apenas que ela é o Tertium Quid ( terceiro elemento que tem poder causal sobre dois elementos correlacionados). Há, sim, o “terceiro” elemento capaz de “atualizar” a energia das ondas de possiblidades. Chegamos na causação descendente. Chegamos na compreensão de que há uma consciência cósmica una e indivisa fora do espaço-tempo que se ‘particulariza’ quando se manifesta na identificação do sujeito e seu cérebro no ato de obervação. A consciência cósmica se torna consciente através de nós em cada ato de observação. É o universo autoconsciente de Amit Goswami. A consciência é a base de tudo! Ela se “divide” em sujeito e objeto para permitir a percepção. Ela concede a “forma” para que a matéria una e indivisa da realidade fundamental possa ser percebida e atualizada. A consciência cósmica, O Deus, causa primeira de todas as coisas é tudo o que existe. Deus está em tudo e tudo está em Deus. Não mais um Deus separado, mas um Deus presente que se comunica com suas criaturas.  Nascemos simples e ignorantes com o propósito de conhecer e saber. A percepção e a memória são os instrumentos utilizados e disponíveis na dinâmica da evolução criativa da consciência.  Portando tanto objeto corpóreo como o sujeito da ação de perceber são constituídos pela mesma substância: a Consciência cósmica. Deus é tudo e está em tudo. Deus está em tudo e tudo está em Deus. Eu e Pai somos um! Isso agora faz muito sentido.

 

Somos formados pela substância de Deus e, durante o ato da percepção, forma-se uma consciência imediata e egóica que é o sujeito, o “eu” de cada observação. Esse sujeito possui um verdadeiro oceano interno de intuições, pensamentos e sentimentos. O sujeito literalmente interage com o objeto da observação. Eles são feitos da mesma “substância”. Somos espíritos em evolução. Somos individualidades em evolução. Somos susceptíveis a “erros” e “acertos”. Somos imperfeitos mas possuidores da potencialidade em atingir aquilo que ainda não sabemos o que é, mas que denominamos “perfeição”. Da mesma forma como a “semente” que contém a potencialidade de vir a ser a árvore frondosa com seus frutos. Qualquer realidade do universo está sob dois domínios: possibilidades e fato manifesto. Percebem isso agora? Conseguem visualizar que há um mundo de possiblidades e que nosso inconsciente representa esse movimento quântico de objetos quânticos que são nossos pensamentos e sentimentos. A todo instante estamos fornecendo signficados em tudo em nossa vida! Os objetos corpóreos, os objetos físicos existem também em nossa mente que não está separada do corpo físico. É como se houvesse um “paralelismo” entre intuições, pensamentos e sentimentos que são representados simultaneamente em nosso cérebro. A consciência e todo o seu arsenal de processamento consciente e inconsciente está em um processo de evolução. Como tal, nascemos e renascemos de períodos em períodos para que a consciência egóica, ou imediata seja educada. A escola que permite essa educação é o planeta Terra com toda sua complexidade atual organizada em lares e sociedades. Um código de ética cósmico também foi fornecido para que essa consciência imediata ajuste seu comportamento segundo esse código: O Evangelho de Jesus. As grandes “chagas” da humanidade são, sem dúvidas, o orgulho e a vaidade. O exclusivismo e o solipsismo (A minha consciência é a mais importante). Aprender, conhecer e saber. Coerência no agir, pensar e sentir. Todos fomos criados simples e ignorantes em uma única célula e atingimos a pluricelularidade. Saimos do simples para o complexo. Cada forma mais complexa consegue expressar uma complexidade correspondente da consciência. Nessa dinâmica energias mais sutis são requisitadas. há um mundo espiritual onde as consciências imediatas permanecem com sua “bagagem” de conquistas e aguardam a oportunidade para coordenarem uma nova forma física através do desenvolvimento embrionário. A ontogênese recapitula a filogênese. A reencarnação é uma lei natural onde a consciência pode vir a ser o mesmo ser em uma nova forma corpórea para novas interações e experiências. Nascer, morrer e tornar a nascer, tal é a Lei. Acredito nisso! A consciência imediata (espírito) aproveita das potencialidade gênicas maternas e paternas para trazer “forma” a matéria una e indivisa. Coordena um turbilhão de partículas elementares colapsando a nova realidade corpórea. O processamento inconsciente reflete essa história. As memórias adquiridas durante cada ato de percepcão impulsionam o ser para as experiências que sejam necessárias em sua evolução, para sua aprendizagem e educação. Seguimos evoluindo e interagindo.

 

A vida é um “dom” que devemos agradecer a cada dia! Somos observadores participativos! Somos criaturas com seu criador junto a nós. A cada momento podemos fazer escolhas diferentes. A cada momento podemos dizer não ao hábito e condicionamento e construir um final diferente. Criamos a nossa realidade ainda baseados na consciência imediata e egóica. Somos todos um na jornada evolutiva. Estamos ainda tentando representar o amor em nossas vidas. Estamos construindo os circuitos cerebrais das emoções positivas. Estamos tentando dar novos significados ao AMOR saindo de uma visão egocêntrica para uma visão etnocêntrica (percebendo o outro além de mim) para quem sabe adquirimos uma visão globocêntrica onde o “ nós” será realmente valorizado.

 

Abraços fraternos

 

Milton

Causação Descendente


CAUSAÇÃO DESCENDENTE

Uma abordagem científica, filosófica e, por que não?, religiosa da transcendência.

 

 

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Essas reflexões podem trazer luz à uma verdade de importância fundamental: O Universo observável, contrariamente às suposições do pensamento científico moderno, não pode ser entendido com base na causalidade natural. “A causalidade natural pressupõe a causalidade transcendente“. Ou melhor, a causação ascendente pressupõe a causação descendente. O mundo natural pressupõe um agente causador, não apenas no sentido de uma causa primeira que tenha trazido o universo à existência, mas um princípio de causalidade transcendente que opera aqui e agora. Essa é a conclusão que chegamos quando analisamos o fenômeno do colapso da função de onda. Não se trata apenas de um enigma da teoria quântica,  o colapso prova que apenas o naturalismo e sua causação ascendente (natural) não tem essa aparente hegemonia. O universo observável não corresponde à concepção de um sistema fechado; somos obrigados e até mesmo forçados a admitir que o universo espaço-temporal nem possui existência e nem age por si próprio.

 

A previsibilidade do universo newtoniano é inerentemente estatística, tendo validade para arranjos macroscópicos que envolvem um número gigantesco de partículas fundamentais, ao passo que no nível dessas partículas fundamentais, o elemento “acaso” é introduzido e as próprias leis, que ainda são validas neste nível, não bastam para determinar a resposta de processos naturais. O lançamento de um dado corresponde inferir a constituição de um processo temporal, por mais incerto que seja, o colapso da função de onda não pode ser assim concebido e nem comparado ao lançamento de dados. O colapso da função de onda não é resultado de um processo temporal, seja ele determinístico, aleatório ou estocástico. Obrigatoriamente, uma ordem de causalidade mais elevada entra em cena, a qual precisa ser distinguida categoricamente da causalidade temporal. O chamado “colapso”,  no final das contas, não pode ser atribuído ao acaso mais do que o determinismo, requerendo assim um tipo de causalidade que – estranho dizer – “não é deste mundo” (transcendente).

 

O modus operandi da ciência moderna é incapaz de alcançar a causalidade transcendente, na verdade, ela é incapaz até mesmo de reconhecer que o fenômeno do colapso da função de onda não pode ser tratado pelos meios à disposição, o que explica o esforço dos físicos que estão tentando fazer exatamente isso. O universo não causou a si mesmo. Objetos corpóreos não podem ver a si mesmos. O cérebro não consegue ver a si mesmo. A consciência consegue perceber a si mesmo. O resultado disso é uma causalidade primária transcendente que atua, não em um passado remoto, mas em cada aqui e agora, sem exceção. Tudo o que existe no espaço e no tempo é, além de ser trazido a existência, mantido na existência por essa causação primária descendente e transcendente. Essa causalidade primária não atua desde o passado para o futuro por meio de um processo temporal, ao contrário do que diz a causação ascendente (temporal e natural). Obrigatoriamente, a causação feita por um agente inteligente é transcendente.

 

A exploração dos físicos em busca da “matéria” – sua labuta de séculos para estabelecer as bases materiais da existência corporal – foi coroada com sucesso; eles apenas ainda não conseguiram reconhecer esse fato. Desencaminhados pelas premissas cartesianas, eles tem procurado pela res extensa, pelo átomo de Demócrito, e quando, nas primeiras décadas do século XX, parecia que o sucesso estava à vista, eles acharam no momento decisivo que a fonte tivesse secado misteriosamente. Em lugar da res extensa, surgem essas “esquivas” partículas quânticas, forçando os físicos a admitir, para sua consternação, que o que chamavam de “partículas” não são de fato “entes” reais, não são verdadeiramente “coisas”. Mesmo assim, permanece o modus operandi da pesquisa científica parecendo ser o concreto, que tenham realmente chegado ao substrato material das coisas corpóreas, a despeito de aparências filosóficas apontarem o contrário.

 

Há uma moral nessa história! No final, a ciência se autocorrige! Ela é capaz de nos levar a verdade, contanto apenas que tenhamos os “olhos para ver”. A ciência por si só não é capaz de fornecer essa visão; ela, enquanto tal, não pode interpretar suas próprias descobertas. Temos que voltar às origens, valorizando doutrinas que consideram a transcendência. Temos que voltar a beber da fonte pura dando ouvidos a Platão, Aristóteles que não inventaram suas próprias doutrinas, eles beberam da fonte transcendente. Apenas os sábios da modernidade rejeitam essa herança. Hoje, sabemos muito bem a qual destino nos leva essa modernidade, pois entramos, afinal de contas, na era cética e desiludida do pós-modernismo. O argumento contra a sabedoria tradicional já atingiu seu limite e o caminho para as fontes puras se encontra aberto mais uma vez.

 

Chegou o tempo de uma nova interpretação das descobertas científicas baseadas nos princípios pré-cartesianos onde a consciência é a base de tudo; precisamos de uma mudança de paradigma, precisamos de uma mudança de perspectiva. O que está em jogo é que se os pressupostos da ciência conduzirão a uma iluminação do intelecto (consciência) ou a seu esgotamento.

 

Abraços fraternos

 

Milton

 

Escrevi esse texto sob influência do Dr Wolfgang Smith. Ele formou-se aos 18 anos em Física, Filosofia e Matemática pela Universidade de Cornell. Suas pesquisas em aerodinâmica e seus artigos sobre campos de difusão forneceram a chave teórica para a solução dos problemas de reentrada na atmosfera em viagens espaciais. Depois de receber um Ph.D em Matemática na Universidade de Columbia, foi professor no Instituto de Tecnologia de Massachusetts e na Universidade da Califórnia. Além de numerosas publicações técnicas, relacionadas a topologia diferencial, Dr Smith é autor de muitos artigos sobre questões interdisciplinares e espitemológicas, sempre preocupado em desmascarar certas concepções amplamente admitidas como verdades científicas.

É muito bom saber que as ideias aqui expostas são compartilhadas por pessoas como Dr Smith e Dr Amit Goswami.

Amit Goswami também merece minhas homenagens, pois o meu despertar ocorreu também (foram várias sincronicidades) graças ao despertar e insight do Prof Amit, com a qual tive oportunidade de conviver por alguns dias.  Tentarei vivenciar tais conhecimentos baseado em um estado de coerência cardíaca. A razão desse Blog é essa: Transformar a nós mesmos e, como consequência disso, transformar o mundo com os princípios da física quântica. O calapso do vetor de estado é causado de forma descendente e suas assinaturas são a hierarquia entrelaçada, a descontinuidade e a não localidade. É a transcendência comunicando-se com o manifesto. É isso!

 

Novos abraços quânticos e entrelaçados!

Milton

 

O Observador


O OBSERVADOR

O que cria a realidade: o ato de medir ou o ato psíquico?

Uma reflexão científica e filosófica do Universo

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A física quântica é a física das possibilidades! O físico sempre teve a intenção de conceber o que é o Universo físico? Lançou seus “olhos” para as “coisas” que formam o Universo e desde a época de Tales de Mileto (624-546 a.C.), um dos grandes pensadores gregos antigos e um dos primeiros a tentar encontrar explicações racionais e naturais através de perguntas como: Qual é a matéria-prima básica do cosmos? Já, naquela época, a visão de inquietação frente a explicações mágicas e religiosas de eventos naturais fez Tales de Mileto inferir que essa matéria-prima deveria ser algo a partir do qual tudo pudesse ser formado, que fosse essencial a vida e tivesse a capacidade de movimento e mudança. Concluiu que a matéria-prima do cosmos era a água. Tudo era composto por água. Bom, após séculos e séculos depois de Tales de Mileto, como poderíamos conceber o Universo? Seria muito bom poder dizer que o universo físico é simplesmente o mundo concebido por um físico, mas ocorre que a concepção que o físico tem do mundo está longe de ser clara. A física, sem dúvida, passou por um desenvolvimento assombroso e ainda continua a avançar. Porém há pouco acordo entre os físicos quanto ao que é, exatamente, que a física traz a luz. Como se pode, assim, falar do “mundo como concebido por um físico”?

A física possui uma metodologia própria, um certo modo de investigação que a distingue. Teorias físicas podem ser suplantadas e opiniões filosóficas podem entrar ou sair de moda, mas há algo que parece ser invariável: os meios cognitivos pelas quais se determina os objetos de modo universal. Esse é o ponto crucial. Digamos que o universo físico seja aquele onde está o “âmbito das coisas” que são cognoscíveis. Onde será que esse raciocínio ontológico vai nos levar? Acompanhem-me, por gentileza. Sei que abordarei aspectos complexos, mas tenho plena convicção que meus leitores conseguirão  acompanhar-me. No final, haverá uma perfeita possibilidade de integração entre ciência e espiritualidade. Antes de prosseguirmos, faz-se necessária uma explicação importante que precisamos colocar desde o início. Precisamos diferenciar mundo corpóreo e mundo físico. O universo corpóreo existe “para nós” como um domínio manifesto das coisas a serem conhecidas através da percepção sensitiva. No universo corpóreo estão os objetos corpóreos (pensem em uma bola de bilhar, por exemplo). O universo físico, por outro lado, nós o conhecemos através da medição (modus operandi) feita por um artefato instrumental e não através da visão direta. Através da instrumentação adequada mede-se o peso, o diâmetro, o momento magnético do elétron, a densidade e etc, etc, etc, O mundo físico é o mundo das quantidades e da estrutura matemática, por assim dizer. A metodologia científica (modus operandi), descobre, dessa maneira, o objeto físico. Temos então, de forma resumida, o objeto corpóreo especificado pela percepção sensitiva e o objeto físico especificado pela medição de instrumentos adequados. Qual é o mais real? Objeto corpóreo ou objeto físico? Mundo corpóreo ou mundo físico? Universo corpóreo ou Universo físico?

Temos então um perfeita distinção entre objeto corpóreo e objeto físico. Objeto corpóreo, por ser perceptível, necessita de uma representação mental. O objeto físico, por ser não perceptível, necessita de uma representação teórica. O objeto físico “se mostra a vista” por meio da medição. Só a medição, porém, não basta. Há um aspecto teórico nesse processo cognitivo. Nada que pertença ao domínio físico pode ser conhecido sem uma teoria, sem um modelo apropriado, sem uma representação. Portanto, Experimento e teoria formam um todo inseparável, isto é, formam um único empreendimento cognitivo. Em qualquer experimento que envolve sua medida, a intenção do experimentador e a medição em si é um ato único e inseparável. Os dois tipos de conteúdo ou significado – intencional e operacional – estão intimamente ligados, pois, um objeto físico pode ser modelado ou representado precisamente em virtude da forma como ele se presta a observações empíricas. Um campo eletromagnético, por exemplo, é indubitavelmente mais que o conjunto de leituras dos instrumentos, e um elétron é mais que um arranjo de traços numa câmara de bolhas (local onde é visualizado os “rastros” dos elétrons). As leituras dos instrumentos e os “rastros” em câmaras de condensação apontam para além delas mesmas e esta é exatamente a razão, na verdade, dessas leituras e visualizações serem de interesse para o físico. Descobrir esses componentes invisíveis em uma realidade oculta que se manifesta, ao menos parcialmente, em todo tipo de efeitos mensuráveis. O Universo dos objetos físicos (átomos, campos eletromagnéticos, partículas elementares, momento elétrico, ondas de possibilidades, ondas de matéria e etc) é de certa forma transcendente apesar de ele existir “para nós”.

Nunca ninguém percebeu (percepção sensitiva) um objeto físico. Os “entes” que respondem ao método científico da física são, por sua própria natureza, invisíveis, intangíveis, inaudíveis, assim como destituídos de sabor e aroma. Os objetos físicos são concebidos por meio de modelos matemáticos e observados por meio de instrumentos apropriados. O que realmente percebemos é a bola de bilhar vermelha ou verde. Ninguém, frisando mais uma vez, jamais percebeu um arranjo de partículas subatômicas ou uma coleção de átomos. Há objetos físicos que se apresentam sob a forma de objeto corpóreo. Ou, qualquer objeto corpóreo pode ser submetido a todo tipo de medidas, estabelecendo assim um objeto físico associado. Objeto corpóreo que passaremos a chamar apenas X e o objeto físico chamaremos de SX.  Sendo X uma bola de bilhar, por exemplo, podemos medir sua massa, seu raio e uma infinidade de parâmetros físicos e representá-lo como SX. X e SX não são a mesma coisa. São tão diferentes quanto a noite e o dia, pois X é perceptível e SX não é perceptível. Agora vem uma conclusão fantástica. Objeto corpóreo X é a “presentificação” do objeto físico SX. De outra forma, SX torna-se presente em X. O transcendente comunica-se com o manifesto.

Precisamos de mais um conceito. Há objetos físicos tipo genéricos (campo eletromagnético, por exemplo) que só é reconhecido ou “especificado” por um modelo matemático ou representação para sua determinação. Ao contrário, temos objeto corpóreo específico que basta o contato observacional para sua determinação. Quando estamos utilizando atos empíricos (atos de investigação) pelos quais um objeto físico fica especificado chamamos de “especificação”.  Como podemos especificar objetos físicos como átomos e partículas elementares? Uma partícula carregada , considerada aqui como um objeto físico SX, deve interagir com um instrumento de medida, que dentro do sistema passa a ser considerado “sub-corpóreo” ,por enquanto, e essa partícula carregada é observada por meio da “presentificação”. Ela tornou-se presente no instrumento de medição. O contador Geiger registra a presença de uma partícula carregada. A partícula penetra na câmara e causa uma descarga elétrica que é, então, registrada de alguma forma ao passar para o nível corpóreo ( na forma de um estalo audível ou pela leitura do contador). Essa cadeia de eventos constitui, evidentemente, uma especificação da partícula. É a única referência que temos da partícula, depois passa ser impossível estabelecer algum contato observacional com ela.

Estejamos lidando com uma partícula fundamental ou com a mais simples entidade sub-corpórea (contador Geiger), não se pode falar de um objeto físico SX antes que se estabeleça um contato observacional inicial. Objetos físicos não crescem em árvores; eles precisam ser “especificados”. Daqui, já podemos inferir a presença de um domínio onde há os “fatos e coisas”, instrumentos que formam esse mundo, aquilo que é real mesmo. Associado, temos o domínio das potencialidades, das possibilidades, das tendências detectadas pela mecânica quântica. São as possibilidades. O que é que faz o mundo das possibilidades tornarem-se realidade em um mundo de fatos e coisas? Inicialmente vamos recorrer a Heisenberg: “Portanto, a transição do “possível” ao “real” ocorre durante o ato da observação. Se quisermos descrever o que ocorre em um evento atômico, deveremos compreender que o termo “ocorre” pode somente ser aplicado a observação e não ao estado de coisas durante duas observações consecutivas.” Como mundo da Potentia de Heisenberg, ou o mundo das possibilidades de SX e agora também da física quântica pode vir ao mundo real? Será que é apenas uma questão de escala? Como se a passagem da potencialidade para a atualidade (realidade) pudesse vir a efeito simplesmente porque se juntou um número suficientemente grande de átomos? Será que o “vir a ser” das potencialidades ao mundo corpóreo ocorreu pelo ato físico da observação, através do contador Geiger, por exemplo? Ou será que o “vir a ser” das  potencialidades ao mundo corpóreo ocorreu pelo ato psíquico da obsevação? Como uma onda de possibilidade pode ter um conteúdo “completamente objetivo” se ela depende do resultado de um experimento ser mentalmente “registrado” ou não? Se a posição de um ponteiro, digamos, carrega um estado de coisas objetivas depois de ter sido “lido”, por que não antes? Enquanto não distinguirmos categoricamente entre um sistema físico – por mais macroscópico que seja – e um objeto corpóreo, de fato não haverá saída para esse dilema. Porém a mecânica quântica é bem clara em seu teorema afirmando que sistemas físicos não causam o colapso do vetor de estado (colapso da função de onda). Se supusermos, portanto, que existam sistemas físicos e atos psíquicos – e nada mais – segue-se que o colapso em questão tem que ser causado obrigatoriamente por uma ato psíquico.

Eis o enigma quântico!! O enigma do colapso do vetor de estado (colapso da função de onda) e o enigma corpóreo!! A observação como intermediária. A realidade está em dois domínios: Possibilidades e fato manifesto. Cada tipo de objeto físico é concebido sempre em relação com um procedimento observacional. Objetos físicos não são bem “coisas em si mesmas”; são antes coisas em relação a modos específicos de investigação científica. Sejam as galáxias, sejam campos eletromagnéticos, sejam radiações, sejam átomos, moléculas e partículas elementares. A física lida, não simplesmente com a “natureza” mas com as “nossas relações com a natureza” (Heisenberg). O experimentador “interroga” a natureza, a realidade externa, e ela “responde”. Objetos físicos são “as respostas” que a natureza fornece. A diversidade de objetos físicos – de “respostas” é inspirada pela diversidade de “perguntas” que nós mesmos colocamos. Os objetos físicos existem realmente; o ponto, no entanto, é que esses objetos tem algo de relativo de devem ser encarados, não tanto como múltiplas entidades independentes, mas como manifestações variadas de uma única e indivisa REALIDADE. David Bohm, após o advento e descobertas da física quântica assim se expressou: “ Somos levados a uma noção de totalidade indivisa, a qual nega a ideia clássica de analisibilidade do mundo em partes que existam separa e independentemente”. Temos uma realidade transcendente que se manifesta parcialmente na forma de objetos físicos. Esses objetos físicos apontam para além deles mesmos. Há um nível mais profundo de realidade. Além do plano físico e do plano corpóreo surge um terceiro substrato. Qual a natureza desse terceiro substrato?

O que significa exatamente essa totalidade indivisa? Como podemos compreender um reino externo que não seja de fato constituído de “partes que existam separada e independentemente”? A realidade está sujeita a uma condição espaço-temporal. Uma natureza que se manifesta no espaço e no tempo. Nas palavras de Henry Stapp: “ Tudo p que sabemos sobre a natureza está de acordo com a ideia de que o processo fundamental da natureza encontra-se fora do espaço- tempo… mas que gera eventos possíveis de serem identificados no espaço-tempo” É isso!! Qual ou quais descobertas apontam para uma realidade indivisa para além do continuum do espaço-tempo? Sem dúvida alguma, o teorema do entrelaçamento de Bell (Não localidade quântica). Dois fotons A e B viajam em direção opostas – a velocidade da luz! – e uma observação efetuada no fóton A parece afetar o fóton B instantaneamente. Como pode isso? Dentro do espaço-tempo Eisnteniano nada é mais veloz que a luz. Essa comunicação ocorre sem troca de energia. Os fótons A e B não são partes que existam separada e independentemente. Elas estão partes separadas e independentes, mesmo porque podemos identificá-las separadas no espaço e no tempo. Os fótons A e B são manifestações de um única realidade subjacente, pois, de fato, onde quer que haja unidade ou uma “totalidade indivisa”, não se vê necessidade para comunicações ou transmissões de efeitos através do espaço e do tempo. Torna-se concebível que uma partícula possa transcender sua localização manifesta e, dessa maneira, transcender igualmente sua identidade fenomênica. Não que a partícula “se projete para outra dimensão”, mas que além do seu aspecto empírico, ela possui uma natureza que de modo algum está sujeita a esse “confinamento”, isto é, ao confinamento do mundo corpóreo.

O que é, então, um objeto físico (Galáxias, campos eletromagnéticos, radiações, átomos e partículas elementares)? Agora estamos preparados para compreender que são manifestações particulares de uma realidade total. Essa realidade total está sempre em dois domínios: Possibilidades e fato manifesto. Objeto físico e objeto corpóreo com suas variedades de gradações. O Ato capaz de colapsar a onda de possibilidade e provocar a especificação, ou melhor, a realidade (trazer do mundo transcendente para o mundo da realidade manifesta) é, sem dúvida, o ato psiquico. É o ato criador em si. A consciência é algo que deve ser valorizado, pois é o que está presente sempre como sujeito e objeto simultaneamente. Daí surgiu a razão desse blog. A consciência é capaz de provocar o colapso da função de onda através do ato psíquico. Com relação a realidade una e indivisa, o objetivo último dos físicos talvez seja procurar por uma lei única, que seja simples (na forma de algum tipo de teoria quântica de campos unificantes) e que descreva corretamente todos os sistemas físicos concebíveis. Atualmente temos as leis de Maxwell que aplica-se a todos os campos eletromagnéticos. Por meio da analogia geométrica, nos tornamos capazes de compreender como a estrutura da natureza – em que pese estar oculta – pode se manifestar nas leis fundamentais da física, nas leis, a saber, que se aplicam sempre em todo lugar aos sistemas físicos aos quais elas se referem. O exemplo do teorema de Pitágoras que se aplica a todos os triângulos retângulos. A física atual ainda não possui um conjunto simples e completo de princípios que cubram o terreno da realidade indivisa e una.

Agora que chegamos a uma realidade fundamental que conecta a todos nós seres sencientes ou não. Agora que chegamos na compreensão e valorização da consciência criadora da matéria corpórea (dos objetos corpóreos) pelo ato psíquico da observação. Resta-nos descobrir o que fazer com tudo isso? Que tal começarmos pela identificação que somos consciências em evolução que participa de dois domínios de realidade: o mundo corpóreo da manifestação e compartilhamento de experiências e  um mundo físico (sutil) onde manteremos a consciência  e as possibilidades sutis de escolhas, após percorrermos a transitoriedade dentro do espaço-tempo da manifestação dessa realidade indivisa e una. Essa é a razão desse blog. Transformar as pessoas e consequentemente o mundo através dos princípios da física quântica. Ciência e Espiritualidade são facetas de uma mesma moeda.

Em breve continuaremos abordando o assunto e integrando os princípios da física quântica com a espiritualidade. Por ora, basta pelo raciocínio científico filosófico para chegarmos na necessidade do ato psíquico da observação na construção da realidade. Bem, isso nós já sabíamos! A consciência escolhe dentre as possibilidades. É disso que temos falado sempre em nossas conversas. Trazer esses princípios para a biologia recupera o livre-arbítrio. Explica o processamento inconsciente. Compreendemos melhor a relação entre memória e percepção. Estamos nos movendo dentro de um campo fundamental. Estamos todos conectados. É a mais pura verdade. Porém, temos um trabalho longo pela frente, da mesma forma que os cientistas tiveram quando comprovaram que o Sol não girava em torno do Terra. Houve muitas coisas a serem descobertas a partir daí. Agora, não é diferente. Temos muito aprender com a constatação de que há uma realidade una e indivisa que conecta todos nós. A consciência é a base de tudo! Ainda escolhemos sob hábitos e condicionamentos, mas a todo instante podemos dizer não aos hábitos e condicionamentos. É isso!

Abraços fraternos

Milton

Complexidade


COMPLEXIDADE

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O arquiteto americano Bryan Berg terminou o maior castelo de cartas do mundo. Isso ocorreu em 2010. Há uma metáfora por detrás desse castelo. Justamente a de um mundo altamente complexo e interligado em que vivemos hoje. Como chegamos até aqui? A réplica do castelo de cartas de Bryan Berg demonstra como a complexidade traz consigo a interdependência e ao mesmo tempo a fragilidade desses sistemas a mercê de eventos não previsíveis. Uma ratazana poderia passar por ali e colocar abaixo toda a complexidade dos mais de 4000 mil baralhos utilizados na construção. Observamos um aumento da complexidade de todos os sistemas envolvidos em uma sociedade. A energia elétrica produzida nas usinas hidroelétricas é fundamental para o funcionamento da internet. Um colapso no funcionamento da internet poderia provocar danos irreparáveis na segurança, na saúde e em diversos setores. Eventos naturais e também eventos provocados pelo homem podem interferir na interconexão dos sistemas. Os seres humanos, que há mais de 150.000 (Cento e cinquenta mil) anos vem mantendo presença no planeta Terra, passando por modificações anatômicas, morfológicas, emocionais, comportamentais. É fascinante percebermos o processo evolutivo. E é ainda mais fascinante pensarmos sobre a vida e como a compreendemos. É imprescindível que consigamos enxergar a necessidade atual que todos nós temos de despertar para uma realidade onde a consciência seja valorizada como poder causal fundamental. Seja refletindo sobre a evolução e a incompletude das teorias que tentam compreender o processo evolutivo, seja refletindo sobre as diversas áreas do saber humano, seja pesquisando e estudando aspectos científicos objetivos, seja buscando auxílio no campo filosófico do pensar, seja dando vazão a criatividade interna e externa, situacional e fundamental, seja ouvindo e refletindo sobre ideias contrárias, seja buscando opiniões em todas as áreas da sabedoria humana, seja em leituras de textos de pessoas que já pensaram no assunto, chegamos a constatação de que: Somos vivos e temos consciência disso. Pensar em consciência nos dias de hoje é fundamental. A evolução da percepção humana sobre si mesma progrediu muito e dentro dessa evolução de percepção há uma motivação inquietante de buscar explicações para uma infinidade de incertezas. Muito além de questões filosóficas sobre nossas origens, sobre se há algum propósito em viver e da forma como vivemos, se há um motivo para as dores e sofrimentos, se realmente há necessidade de sofrer e por que? Qual a nossa destinação ou predistinação? Somos livres? Temos realmente liberdade em nossas escolhas? Ou somos como feito pedras em queda livre pensando que podemos escolher o nosso destino? Essas questões ficam sem respostas, ou apenas com respostas simplórias, se não tentarmos compreender a realidade completa pela qual somos formados.

 

Temos discutido muito as ideias da física quântica e seus princípios que nos conduzem para compreender um novo paradigma. Um conjunto teórico de ideias e comportamentos que regem as decisões dos seres humanos. Muitos paradigmas já nortearam essas condutas. Muitos paradigmas já alimentaram as guerras, destruições, separações por não preverem o processamento de valores. Houve época onde os seres humanos buscavam explicações racionais para suas dúvidas e para fenômenos observados e quando não as encontravam na ciência incipiente, atribuía-se explicações a causas sobrenaturais. Uma era onde o místico era importante e os milagres eram atribuídos a causas que não tinham explicações plausíveis dentro da sabedoria da época. Era uma época organizada e satisfez durante certo tempo e a convivência entre ciência e religião foi orgânica. Porém esse aparente equilíbrio foi quebrado pela revolução das máquinas e o mecanicismo newtoniano. A física de Newton é possuidora de uma filosofia determinista onde admitia-se que sabedor das condições iniciais e das forças envolvidas no sistema, podia-se prever a trajetória, isto é, determinar o destino. A biologia, a medicina, o direito, a psicologia sofreram influências desse paradigma determinista. A metáfora de máquina ainda hoje repercute em nossas mentes e condutas. No início do século XX, os quantas foram teorizados. Pacotes de energia discreta com a capacidade de fazer algo acontecer foi identificado inicialmente por Planck e depois confirmado pelos trabalhos de Einstein em seus experimentos do efeito fotoelétrico. A matéria, antes vista como feita por “blocos de concretos”, agora passou a ser compreendida dentro de um espectro de probabilidade de existir. A luz possui um comportamento ondulatório e simultaneamente um comportamento corpuscular. Desse comportamento íntimo dos constituintes submicroscópicos da matéria emergiu o conceito da incerteza. Em um campo fundamental, onde a matéria nasce, não há certezas. Há, sim, probabilidades e com ela as possibilidades e as incertezas. Nasce uma ferramenta poderosa de cálculos de probabilidade: mecânica quântica.

 

A mecânica quântica consegue prever apenas a probabilidade de um életron existir. Em cada experimento realizado para se detectar o elétron e sua trajetória  pode-se apenas prever a possibilidade dele existir, mas nunca o elétron real. Não há trajetória que possa ser prevista quando estamos considerando objetos quânticos como o elétron. O átomo e seu modelo foi totalmente reconsiderado. O nascimento da luz (salto quântico e flutuações quânticas) é até hoje envolto em mistérios. O que é capaz de perturbar o “tecido” do espaço onde está inserido o átomo capaz de nascer a luz? Bom, ainda voltarei a esse assunto. Até a descoberta da física quântica, o observador não era considerado importante nos experimentos. Hoje, com o conhecimento da interconexão quântica existente entre todos os objetos quânticos, o observador é levado em consideração com papel fundamental. O observador é capaz de perturbar e interferir com o sistema que está sendo experimentado. O observador e aquilo que está sendo observado formam um todo inseparável e influenciam no resultado do experimento. Se a mecânica quântica é capaz de prever apenas a probabilidade de existência do elétron, fica a pergunta que não cala: O que causa a realidade então? Nasce uma interpretação audaciosa da física quântica que considera o papel do observador como fundamental. Nasce a interpretação da física quântica que considera a consciência como algo fora do sistema da mecânica quântica capaz de perturbar o sistema e provocar o colapso da função de onda do elétron e transformá-lo em realidade. A dualidade onda-partícula adquire um intermediário que é a consciência. A consciência é o verdadeiro poder causal da matéria. Sem consciência não haveria a realidade como a conhecemos. Daí, grandes pesquisadores, admitirem em uma época onde pouco se compreendia sobre esses fenômenos, afirmarem que nós criamos a realidade. Foi uma época onde as intenções de criar coisas materiais ganhou força. Bom, se eu sou capaz de criar a minha realidade, então eu quero uma BMW na garagem! Época ingênua. Há uma profundidade maior nessa descoberta. Uma profundidade muito maior que os desejos do EGO. Aqui nasce outra interpretação da física quântica: As escolhas são feitas por uma consciência que está além da consciência imediata(consciência egóica). Essa consciência que está além da consciência imediata é a consciência cósmica. Nasce um novo Deus. Nasce uma consciência cósmica não mais separada. Morre o Deus infantil personificado e nasce um Deus cósmico que participa ativamente e objetivamente das escolhas de suas criaturas. Nasce a Causa Primeira de todas as coisas, O Todo-Poderoso, Ser Supremo, Suprema Bondade, Altíssimo, Ser Divino, Divindade, Deus Pai, Rei dos Reis, Criador, Autor de Todas as Coisas, Criador do Céu e da Terra, Luz do Mundo e Soberano do Universo. A grande maioria das pessoas acreditam em um Deus que é um ser todo-poderoso (onipotente) que tudo sabe (onisciente) e dotado de uma bondade infinita (onibenevolente): que criou o universo e tudo o que nele existe; que é preexistente e eterno, um espírito incorpóreo que criou, ama e pode dar aos homens a vida eterna. Todos essas atribuições são construções humanas na tentativa de compreender a consciência cósmica que interconecta todos os seres sencientes. Hoje a ciência quântica consegue devolver Deus para a própria ciência e mais, consegue integrar aspectos que percorreram um trajeto separado até então: ciência e espiritualidade. Aspectos transcendentes agora podem ser compreendidos de maneira objetiva. Como o transcendente comunica-se com o manifesto? A resposta está na física quântica e na interpretação da filosofia idealista monista da realidade onde a consciência é considerada a base de tudo.

 

Dessa maneira, integramos a separação existente entre ciência e religião, entre ciência e espiritualidade. Podemos conversar e pesquisar os fenômenos da psique humana e todos os aspectos sutis, particulares e internos da mente humana. Integrados e cocriados simultaneamente com a matéria física corpórea dos 70  trilhões de células que constituem  o corpo humano. Conseguimos valorizar a energia vital e resgata-la para a biologia convencional que ainda está incompleta. Conseguimos pensar em um novo paradigma para a medicina onde as condutas levarão em consideração esses aspectos sutis, pois neles estão situados as verdadeiras causas das diversas patologias que afetam a saúde humana. Mudança de paradigma. Mudança de capacidade teórica que orienta a prática e as ações. Mudança de paradigma que impulsiona o ser humano para a necessidade da transformação íntima a fim de alcançar o propósito da evolução. Exatamente isso. Avanço tecnológico, computadores de última geração, computadores quânticos, processamento de informações cada vez mais complexas são construções externas.O cérebro humano tem dificuldade em lidar com a complexidade. As vezes, eventos não previsíveis também acontecem na vida e impulsionam para decisões e soluções novas. As vezes, esses eventos acontecem para diminuir a complexidade até um estágio mais simples que permita uma evolução. Muito mais que a tecnologia externa precisamos da “tecnologia” interna que é capaz de acessar uma rede energética de poder incomensurável capaz de criar a sua própria realidade. Educação das potencialidades do EGO. Motivações. A cada momento podemos fazer um destino diferente. A cada momento podemos colapsar uma possibilidade diferente e escrever histórias diferentes. A cada momento, a cada instante realizamos escolhas ainda baseadas em hábitos e condicionamentos. A cada momento podemos dizer não aos hábitos e condicionamentos e seguirmos um caminho diferente: o caminho do coração.

 

Abraços fraternos

 

Milton

 

Pinga fogo quântico


Queridos amigos,

Quero apenas informá-los que temos uma página nova no blog “pinga fogo” quântico.
Convidei minha amiga Paula Baccelli para estabelecermos um diálogo cordial dentro dos vários temas que os princípios da física quântica permitem.
São meus convidados para participarem ativamente desse movimento da consciência.
Sintam-se a vontade para qualquer tipo de manifestação.
Abraços fraternos

Milton