Transformar a nós mesmos e o mundo com as idéias da física quântica.

Reflexões


REFLEXÕES

Apenas reflexões

 

 

 

O que pensar de tudo isso? Qual o propósito da vida? O que são os pensamentos? O que são os sentimentos? De que substância é feito o cosmos? De que substância é feito o pensamento e o sentimento? São diferentes os substratos que compõem o cosmo e os pensamentos, por exemplo? A separação aparente entre o universo “lá fora” e o universo “aqui dentro” nos trouxe em um ponto de mutação, em um ponto de transição. Para seguirmos em frente na dinâmica da evolução e apresentarmos soluções eficazes para a complexidade que o avanço cerebral esquerdo trouxe para a sociedade, baseada nas “verdades” do cientificismo, precisamos parar e repensar nossos valores. Somos felizes? Fazemos aquilo que amamos? Confiamos em nossas escolhas? Acredito na minha potencialidade de realização? Preciso apenas calcular e utilizar da lógica e razão, exclusivamente, para encontrar as soluções dos problemas cotidianos? Meu cérebro, como ele lida com a complexidade? Vivemos os relacionamentos, sejam os amorosos, sejam o filiais, sejam de qual natureza forem, nos observando como seres separados! De onde vem essa separação? Da religião? Da ciência? De ambos? Talvez de ambos. Reduzir tudo para a simplicidade da matéria não ajudou muito. Reduzir tudo para um Deus que também fica separado de suas criaturas, também não ajudou muito. Estamos em um ponto de transição. Continuamos preocupados em ganhar dinheiro para a sobrevivência. Continuamos matriculando nossos filhos em escolas que ensinam a separação cada vez mais. Continuamos estudando em faculdades que eliminaram a “mente” do seu currículo. Continuamos formando cientistas que vão a missa no final de semana (afinal, o Deus pode ser um Deus bondoso) e fazendo bomba atômica durante a semana. Ainda observamos fundamentalistas que matam e se matam em nome da vida eterna. Ainda observamos a identificação da “posse” (O que tenho é mais importante do que eu sou) como status social. Ainda observamos assassinatos todos os dias. Vidas retiradas sem qualquer sentimento de arrependimento. Ainda observamos pessoas com processos degenerativos graves. Ainda observamos pessoas com distúrbio de humor que vai do caos (psicose) a rigidez (depressão) mental. Ainda observamos sofrimento. E muito! Essa, concordando com Buda, é realmente uma grande verdade. O sofrimento existe.

 

O que pensar de tudo isso? Qual o propósito da vida? Por que ainda almejamos a felicidade? Que sentimento é esse que parece estar presente em todos os tempos da humanidade e parece, as vezes, tão fulgaz? Queremos a felicidade, queremos a sabedoria, queremos o conhecimento. Observa-se um fenômeno interessante: conhecimento e ignorância caminham lado a lado. Quanto mais conhecimento possuímos,  mais ignorância nos acompanha. Conhecer, Saber e Amar deveriam caminhar juntas em ações simultâneas. Mente e Cérebro foram separados há 400 anos e, desde então,  estamos sofrendo uma espécie de “esquizofrenia” coletiva. Uma verdadeira “doença” que separou a res extensa da res cogitans. Uma lacuna foi criada. Um paradigma separatista entre aspectos internos e externos foi criado que impregnou de uma tal forma toda uma civilização (em todas as áreas do saber) que nos encontramos agora em um ponto de mutação e transição. Reduziu-se tudo a matéria e sua correlata energia. Valores foram negligenciados, pois só há interação material e interação material, e até mesmo interação de energia não processam valores. Verdade, Amor, Justiça, Abundância, Beleza… são valores esquecidos. Separaram Mente e todo o seu oceano interno de pensamentos, sentimentos, intuições, valores e etc, do corpo com seus mecanismos biológicos reduzindo tudo a movimento de moléculas e átomos. Quanto atraso!!! Essa filosofia da bifurcação ou do dualismo impôs um dívida grande para toda uma civilização. A metodologia científica parte de premissas ilegítimas em sua base e necessita de revisão urgente daqueles que abraçam o trabalho diário da experiência prática. Produzem tecnologia e tecnologia para que os simples cérebros mortais se virem para saber utilizar tanta inutilidade. Aumentam a complexidade diante de um desenvolvimento intelectual sem um propósito aparente e negligenciam o sentimento por achar que é inapropriado para um cientista estudar o que é o tal do sentimento. Não conseguem encontrar respostas objetivas a perguntas tais: Como medir o sentimento? Como pesar o sentimento? Como encontrar a densidade do sentimento? Como encontrar a velocidade e a posição do sentimento? Como medir a cor? Como achar o momento angular da cor? Qual é a cor da teoria das cores? Separamos os aspectos internos dos aspectos externos objetivos e estamos pagando o preço por isso. Afastamos a possibilidade da ciência de estudar e pesquisar, em pé de igualdade, ambos os aspectos buscando uma verdadeira integração, para o bem da saúde de toda a humanidade.

 

As premissas da ciência e toda a sua metodologia atual está baseada em uma ilegitimidade: a separação entre “mente” que não tem extensão e o “corpo” que tem extensão. Uma separação entre objetos externos, uma mundo “lá fora” onde a ciência se incumbiu de desvendar seus mistérios e um mundo “aqui dentro” que a religião e a psicologia se incumbiram de estudá-lo. Quem disse que deve ser assim? Quem é o distribuidor de verdades absolutas? A ciência? Atualmente sim. A religião? Já teve época que sim. Essa distorção é a base da separação. Vivemos sob significados nutridos por contextos errados e equivocados do paradigma atual da matéria e energia como a base de tudo. A educação, a filosofia pós-modernista do pessimismo e do ceticismo, a justiça, a medicina principalmente, a biologia, as próprias religiões, a antropologia, a sociologia, ou seja, qualquer área do saber hoje baseia seus significados em um contexto paradigmático baseado na premissa ilegítima da separação de Descartes. Porém, há uma janela que se abre em busca de uma solução para problemas tão complexos em nossa sociedade hodierna. A própria ciência encontrou o horizonte de eventos. Na busca eterna para tentar responder as perguntas inquietantes chegaram no âmago da matéria. Não há matéria. quanto mais tentavam encontrar a matéria, menos matéria encontravam. Acharam as possiiblidades. Isso é fato! Acharam um mundo de Potentia! Isso é fato! Outro fato inegável é que aquilo que percebemos no mundo externo, os objetos corpóreos são possuidores de atributos que podem ser medidos e de atributos que não podem ser medidos. Massa e cor, por exemplo. Podemos medir a massa e não podemos medir a cor. Podemos encontrar o objeto que possui a massa no campo externo. Podemos encontrar a cor que pertence ao objeto somente no campo interno, a mente. Olha o início da distorção de René Descartes. Tirou a cor, tirou o aroma, tirou o sabor. Ficou a massa que a ciência consegue medir e exorcizou ou tenta exorcizar o observador, a consciência de quem observa. O sujeito da ação percebida. A distorção grave se encontra aqui. Que tenham olhos aqueles que querem ver. Caso contrário continuem ocos e sem criatividade aqueles que permanecem na obscuridade da visão interna. Terão sua chance sempre. O Deus é bondoso.

 

Quando solucionamos o paradoxo da separação, admitindo que a consciência é a base de tudo e escolhe dentre as possibilidades da matéria, seja interna (mente), seja externa (corpo-cérebro) tem-se o respaldo de um grande número de cientistas sérios e experimentos que levam a essa conclusão inevitável. O enigma do colapso do vetor de estado não pode ser solucionado dentro da própria física quântica. O instrumento matemático consegue inequivocamente calcular as probabilidades e nada mais. Eu disse nada mais. A solução está no ato psíquico da observação e na filosofia idealista monista que admite ser a consciência a base de tudo. Deus é tudo. Temos uma consciência que escolhe. Temos uma consciência com livre-arbítrio, até mesmo os cientistas que não acreditam ou não enxergaram essa solução também a possuem. Ela traduz um conhecimento milenar de saberias tradicionais que valorizam os valores. A consciência consegue processar valores, pois consegue amar, consegue representar a justiça em seu comportamento, consegue representar a abundância no seu dia a dia, consegue representar o significado do belo em sua vida, consegue amar o próximo e amar aos inimigos, consegue sempre processar valores que não são jamais movimentos de moléculas dentro do cérebro. Visão pequena quem acha dessa forma e não enxerga a necessidade de uma transformação pessoal e mergulham no negativismo sem solução. Alimentam distúrbios diversos por falta de propósitos na vida. Adoecem o seu corpo e são tratados sem a valorização da mente e todo o seu oceano de pensamentos e sentimentos. Tratam o corpo e esquecem do espírito.

 

A “doença” do paradigma cartesiano contamina a todos pela percepção da separação e, mesmo no universo universitário esse paradigma ainda reina, porém as mudanças já acontecem e merecem a exposição dos dois lados para que cada consciência consiga escolher, baseadas nas crenças que alimentam. A física quântica chega na elegante conclusão de que quem realmente causa o colapso do vetor de estado é a consciência. A causalidade vertical ou causação descendente é fato hoje estudado e experimentado por físicos fundamentais importantes e resgatam os valores tradicionais espiritualistas. Essa é a integração desejada. A premissa da separação cartesiana já são favas contadas.

Precisamos despertar consciências para que novos significados sejam fornecidos e a criatividade seja valorizada a cada instante. Criatividade biológica, criatividade externa da ciência, criatividade interna em forma de um novo comportamento que seja capaz de incluir sempre. Colocar vinho novo em vaso antigo não ajuda muito. Esse blog existe e nasceu de um despertar que insisto é pessoal e intransferível. Esses artigos são frutos não só de um estudo intelectual, mas que também valorizam o sentimento. Razão e Sentimento. Ambos necessitam de uma educação. Coloco sempre em meus textos essa necessidade. A argumentação é forte e a experiência de quem age baseado na premissa da integração traz para sua vida propósito, saúde, valores, pensamentos sadios, sentimentos positivos, gratidão, fé, esperança, bondade e amor. Aqueles que querem e desejam pelo livre arbítrio, permanecer no atoleiro da inferioridade que assim o façam. Mas, tenham certeza, se há um determinismo nesse Universo ele é o AMOR que o Criador tem pelas suas criaturas e haja o que houver Ele estará sempre lá fornecendo novas possibilidades e oportunidades.

 

Abraços sempre fraternos

 

 

Milton

Comentários em: "Reflexões" (2)

  1. Patrícia Martins disse:

    Reflexões necessárias para que encontremos dentro de nós as respostas (ou as perguntas, se cogitarmos que já temos as respostas, falta-nos, talvez, as perguntas corretas!!!).
    Já filosofa a cultura popular: quero ser feliz ou ter razão? Se minhas possibilidades se restringem ao círculo em torno de meu plexo solar, sim me esforçarei sempre em ter razão, neglicenciando a consciência (interna e externa) e me apegando a paradigmas desconfortáveis, mas imprescindíveis para reforçar meu desejo de limitação.
    Caminhemos amigo Milton, certos de que estaremos sempre refletindo sobre qual caminho, como caminhar, mas confiantes em “quanto” caminhar – sempre!
    Assim, teremos sempre ao alcance de nossas mãos todas as possibilidades, já que não as limitamos em quantidade e qualidade com atoleiros criados pelo lustrar do EGO.
    Que o AMOR esteja sempre em seus sentimentos, expressados nessas palavras que compartilha generosamente conosco.
    Conhecimento + vivência + Amor = COERÊNCIA

    Paz e luz em sua caminhada
    Patrícia Martins

  2. Milton, é um enorme prazer encontrar esse blog e suas reflexões. Ainda possuo um entendimento pequeno da física quântica (embora eu esteja buscando expandir meus conhecimentos por meio de leituras, filmes, terapias energéticas…). E mesmo assim sempre me pergunto: de que forma posso dar minha contribuição para a construção de um mundo sem o paradigma da separação? Enfim… também conte comigo nessa jornada.

    Abraço,
    Adriano Rizk

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