Transformar a nós mesmos e o mundo com as idéias da física quântica.

Consciência e Cérebro


CONSCIÊNCIA E CÉREBRO

 

 

William James foi um dualista importante. Ele realizou experimentos pessoais com o óxido nítrico, ou gás hilariante, com a qual ele sentia a consciência se libertar do corpo. Isso o levou a questionar publicamente, em 1898, se o cérebro de fato produzia a consciência. Na seguinte afirmação, ele propõe que o cérebro poderia ser apenas um meio de transmissão da consciência:

 

Da mesma forma como um prisma altera a luz branca captada para formar o característico espectro de cores, mesmo não sendo ele a fonte da luz; e assim como o comprimento dos tubos de um órgão determina os sons produzidos, embora não sejam, eles próprios, a fonte do ar, o cérebro pode ter uma função permissiva, transmissiva ou expressiva, em vez de unicamente produtiva, em termos de pensamentos, imagens, sensações e de outras experiências que comporta.

 Há uma questão importante que merece atenção especial quanto a filosofia que sempre orientou a ciência. Ciência e filosofia andam juntas. Os estudos sobre a consciência avançaram muito e a neurociência tem contribuído para a compreensão e elucidação do enigma do que é enfim a consciência? Fluxo de pensamentos pelo cérebro? Bom, aqui temos algumas pendências! Como os neurocientistas desenvolvem suas pesquisas sobre a consciência? Eles se baseiam no princípio filosófico chamado MONISMO.  No monismo, um conjunto universal e unificado de leis dá sustentação a natureza. Os domínios mental e físico não podem ser separados, pois são uma única coisa real. O monismo partilhado pela maioria dos neurocientistas atuais é o que assume o mundo físico como sendo o mundo real e que a mente pode ser reduzida ou equiparada a algo físico. É o monismo materialista. A matéria é a base de tudo. Só admitem interações materiais e afirmam que nossos cérebros produzem os fluxos de consciência que podem nos conduzir a uma ilha tropical imaginária ou nos fazer lembrar vividamente dos dias felizes na casa de nossos avós. Francis Crick, o mesmo que junto com James Watson descobriram a dupla hélice do DNA, aventurou-se nos estudos da consciência e, em uma crítica aos não cientistas, formulou uma hipótese: A hipótese espantosa. Ele expressa sua crença de que nossa consciência e nosso senso de “eu” resultam estritamente de processos cerebrais químicos e elétricos. Os fenômenos sutis não são possíveis dentro do materialismo, porque não há mecanismos dentro de um cérebro para permitir que duas consciências se comuniquem a distância. O materialismo também não admite que alguém consiga prever o futuro, influenciar o mundo físico apenas com uma intenção. Houve uma ascensão do monismo materialista até os dias atuais. Em meio a tudo isso a física quântica chegou para balançar as estruturas fixas da matéria. Calma! Volto em breve nesse assunto. Agora vamos ver o lado da filosofia dualista.

No dualismo, o mental e o físico estão separados e são radicalmente contrários um ao outro. O dualismo foi um componente importante das religiões ocidentais. Tanto Platão quanto Aristóteles eram dualistas e tiveram grande influencia sobre as religiões ocidentais, inclusive a espírita. Platão foi um dos primeiros a propor que somos almas aprisionadas em nossos corpos. O grande representante dualista, sem dúvida, foi René Descartes. Em 1641, ele formulou uma distinção entre mente-cérebro. Há diferenças qualitativas entre a experiência consciente e a matéria física. A consciência parece, de fato, imaterial e diferente de todas as outras coisas do mundo físico. Durante a experiência da consciência, temos a sensação irrefutável de que existe um “eu” que testemunha e influencia nossos pensamentos. Também sentimos que há um mundo separado e externo, e que temos lívre arbítrio para interagir com ele. Descartes identificou a glândula pineal como sendo o lugar no cérebro onde a alma, ou a mente, poderia tangenciar e afetar o mundo físico. O dualismo de Descartes é altamente compatível com os fenômenos sutis sendo capaz de admitir que as consciências deixam seus corpos para acessar informações ou influenciar o mundo físico. Sua teoria perdurou por séculos e se adequou perfeitamente a muitas perspectivas religiosas, inclusive a espírita. Mas, dentro da ciência, o dualismo de Descartes guardava uma grande deficiência. Em seu livro The Concept of Mind, Gilbert Ryle argumentou que os sistemas dualistas como o de Descartes eram absurdos, pois não havia meio do corpo e da mente interagirem. Para Ryle, a teoria de Descartes significava que o corpo era uma máquina biológica magicamente controlada por uma alma, ou um “fantasma”. Dois corpos feitos de substâncias diferentes não podem interagir sem um intermediário. Consciência e cérebro são feito de substâncias diferentes para os dualistas que buscam uma interface de comunicação entre ambos. A ciência monista materialista não admite tal interação e baniu de seus estudos qualquer aspecto religioso ou sutil. Só há interações materiais e o sutil é subproduto dessas interações! Visão limitante!!!

Temos dois lados, por enquanto. Vamos buscar uma integração!

Por um lado temos o Monismo materialista com paradoxos insolúveis como o Difícil Problema da Consciência levantado pelo professor de filosofia David Chalmers: O Cérebro tem uma importância fundamental na formatação de nossas experiências conscientes, mas isso é diferente de afirmar que ele cria a consciência, embora o paradigma materialista assuma isso. A inabilidade de entender como algo tão sutil como a consciência poderia surgir do cérebro ficou conhecido como “ o difícil problema da consciência”. A ausência de qualquer resposta para o difícil problema cria um elo perdido no paradigma materialista. Pois então! Os neurocientistas foram em busca desse elo perdido em pesquisas e mais pesquisas. Não encontraram as células capazes de produzirem a consciência. Porém descobriram coisas fantásticas como a capacidade de mapear o fluxo do pensamento pela  ressonância nuclear magnética funcional.

Com relação ao dualismo, a ciência não admite qualquer tipo de interação entre o sutil e o físico material. Para que ocorra essa interação há necessidade de ter troca de energia, ou troca de sinais. Milhares e milhares de experiências demonstraram que dentro de um sistema a energia permanece constante. É a “famigerada” (rsrs) Lei da Conservação da Energia. Por essa razão, a ciência com seu monismo materialista, afastou de seus estudos os aspectos sutis e internos dos seres humanos. Como explicar a interação das intuições, pensamentos e sentimentos com o cérebro? É melhor admitir, pensam os monistas materialistas, que todos os aspectos sutis são resultado de processos químicos e elétricos de nossas células. Nasce a ciência materialista que afasta o cheiro, o sabor, o sentido do belo na sua ânsia de medir e medir,  calcular e calcular. Seguem o lema: “Calem-se sobre isso e calculem”.

Chegou o momento da integração. O cérebro é composto por átomos, portanto os princípios da física quântica estão operando em nosso cérebro, embora a maioria dos neurocientistas ainda tenha de dar a devida importância aos princípios quânticos. Desenvolver um modelo que reconheça que a física quântica também opera em nossos cérebros pode explicar muitos dos indecifráveis mistérios da consciência. Em outras palavras, a física quântica pode fornecer, simplesmente, o elo que falta para explicar a relação entre algo tão sutil quanto a consciência e algo tão material quanto o cérebro.

A experiência da fenda dupla demonstra a importância da consciência em qualquer experimento. A física quântica demonstrou que a substância ou o estofo da matéria, na verdade, não existe. A matéria, assim como qualquer forma de energia, comporta-se como ondas de possibilidades em potentia. Com essa compreensão, surge um novo monismo. O monismo baseado na física quântica que admite ser a consciência e não a matéria a base de tudo. Aspectos sutis como intuição, pensamento e sentimento bem como o mundo físico da realidade objetiva é, em essência, constituído da mesma susbstância, ou seja, um coisa só. Portanto, temos o monismo da consciência onde ela exerce o poder causal e escolhe dentro das possibilidades da matéria e energia. Para isso utiliza-se de suas assinaturas: hierarquia entrelaçada, descontinuidade e não localidade. Há uma possibilidade de integrar o dualismo dentro do monismo da consciência, pois através dessas assinaturas ela interage com o cérebro sem troca de sinais e não viola a Lei da Conservação de Energia e permite solucionar o problema díficil proposto por Chalmers. Permite integrar os aspectos sutis dentro da consciência. pois sendo a consciência a base de tudo, permite a essa ciência vasculhar os fenômenos sutis e admitir que exista um espírito ou alma capaz de interagir com a matéria, e mais, permite estudar os pensamentos e sentimentos como possibilidade de escolha da consciência e, dessa forma, recuperarmos o livre arbítrio, ou seja, a verdadeira liberdade de escolha.

Com as descobertas dos princípios quânticos pela física quântica temos a oportunidade de integrar ciência e espiritualidade. Ciência e religião estiveram separadas durante 400 anos. A incompatibilidade da ciência em explicar os aspectos sutis dentro do monismo materialista começa a dar espaço para o monismo da consciência e essa, por sua vez,  passa a incorporar os dualistas interacionistas. Mudança de paradigma! Temos conversado e refletido muito sobre esses aspectos. Essas mudanças possuem duas etapas: uma lenta e paulatina como que convivem pacificamente duas ou mais idéias antagônicas e que acabam respondendo parcialmente aos problemas que surgem durante a vivencia do tempo disponível. Há um aumento da complexidade dos problemas. As soluções são simples quando sob o paradigma adotado como oficial e, então, abruptamente, há necessidade de novas respostas e um novo conjunto de condutas e idéias surge para suprir a complexidade existente com novas respostas. Temos uma etapa lenta e uma etapa rápida – um salto. No post anterior descrevi sobre supercrenças e conhecimento. Recomendo sua leitura para melhor compreensão dessas questões. Quero ressaltar agora que a ciência pode estudar os fenômenos sutis: mediunidade, ação da prece, comunicação a distância, clarividência, telepatia, desdobramento, precognição, mente sobre a matéria, imortalidade da alma, etc e dar validade a esses fenômenos. Acima de tudo a ciência pode continuar buscando a verdade, porém expandindo o guarda chuva paradigmático para englobar novas possibilidades. Tudo para que novas soluções sejam apresentadas em um planeta que corre perigo junto com seus moradores. O monismo materialista trouxe a humanidade para um ponto de mutação. Estamos vivendo esse ponto do caos que exige uma transformação pessoal que envolve além do externo o interno também.

Ciência e espiritualidade merecem um aperto de mão!! Consciência é vida e vida é consciência! Se a consciência for um subproduto das atividades elétricas e químicas das células cerebrais, após a morte do corpo físico, após a morte dessas células, é o fim de tudo. Acabou! Se a consciência exerce um poder causal sobre as células cerebrais tornando-as reais com todas as suas atividades elétricas e químicas como que se as mesmas estivem representando a consciência no mundo físico, após a morte das células, ainda restaria a consciência. Esse último raciocínio é libertador e ao mesmo tempo traz consigo uma responsabilidade enorme. Gostaria de reportar meus leitores para lerem a página sobre Evolução Criativa!. Não quero tornar esse post muito extenso. Teremos mais oportunidades em breve para refletirmos sobre outros tópicos que envolvem os princípios da física quântica. A física quântica não é mais uma descoberta dos físicos; ela é a descoberta. Chegamos no horizonte de eventos que separa dois domínios da realidade: fato manifesto e possibilidade. Maravilha!! Até breve!

Abraços fraternos

Milton

Comentários em: "Consciência e Cérebro" (11)

  1. Sérgio Wagner de Siqueira disse:

    ” a física quântica fornecendo o elo que falta para explicar a relação entre algo tão sutil quanto a consciência e algo tão material quanto o cérebro ” . Milton, este novo paradigma , tão bem explicado pelos seus artigos e literaturas que vc recomenda, dão uma nova visão da vida para todos nós, uma visão que somos nós o criadores da nossa Paz, da nossa vitalidade , nossa saúde….nosso destino.

    No livro Princípios Quânticos no cotidiano, o professor Wallace Lima nos diz…” A Mente Cósmica- A velocidade da luz de 300 mil quilômetros por segundo, tomada como limite da matéria, a partir da teoria da relatividade especial de Einstein, estabelece que nenhuma informação de ultrapassar essa velocidade. No entanto , o elétron , ao se espalhar em ondas de possibilidades quânticas, desfaz o padrão ondulatório mediante a sua observação , o que acontece instantaneamente , simulando uma violação da teoria da relatividade. O monismo idealista de Amit Goswami propõe , a partir da hipótese levantada pelo matemático John von Neuman, que é a consciência quem determina o colapso de onda de possibilidades.

    Sendo assim, seria a consciência num nível transcendente , que determinaria um efeito no reino imanente da matéria, não havendo, dessa forma, violação da teoria da relatividade, cuja validade está restrita aos aspectos materiais. Portanto, a consciência transcendente, além do espaço-tempo, determina as possibilidades da matéria dentro do espaço-tempo.”

    Vamos lá amigo !!! Novos tempos !!! Era de Aquário !! Mundo de Regeneração que começa a surgir no horizonte !!! Reforma Íntima….Burilamento dos nossos sentimentos como caminho seguro nessa jornada da evolução. Despertar da Consciência !!!

    Muita Paz.

    • Querido amigo Sérgio,
      É exatamente essa a compreensão.
      A consciência escolhe pelo simples fato de observar! Colapsa a função de onda da matéria! Cria sua própria realidade!
      Vamos em frente!!
      Abraços.

  2. ulisses nésio disse:

    Caro amigo Miltom, os termos usados dos pelas pseudociências tais como “causação

    ascendente”, “Causação descendente”,ao invés de usar termos realmente científicos como

    entropia,sintropia, Etc, são a razão da confusão feita gramaticalmente por mim, não

    colocando bem as palavras, erros de concordancia,Etc,daí você me achar confuso

    cerebralmente. Outro problema é que está sendo demorado por mim entender, que: 1- basta

    eu adormecer, não tendo então mais a consciência em meu cérebro, e uma pessoa ao meu lado

    que não adormeceu ser a prova de que tudo continuou a existir, a consciencia então não era

    tudo,pois tudo não voltou ou passou a existir só porque eu acordei; 2-será que meu

    cérebro está com problemas porque,é muito demorado também entender que você ,(que é uma

    pessoa que escreve textos sem a confusão cerebral que você achou que eu fiz), e que deu a

    entender que toda lógica tem furos poderá adimitir que seus textos contém furos tais

    como: 3- se eu por a mão na eletricidade levarei um choque abstrato e não um choque

    concreto porque,segundo você (ou as pseudociências) a energia é só uma “abstração

    matemática”; 4- toda a ciência é materialista, você generalizou demais porque a física

    quantica só encontrou energia ao investigar a matéria e ainda provou usando

    elétrons,inclusive macroscopicamente que eles se comportam tanto como ondas quanto como

    partículas no experimento macroscópico da dupla fenda, provando que até macroscopicamente

    elétrons são ondas ao mesmo tempo que são partículas; 5- É muito demorado cerebralmente

    entender que crenças são só que temos, porque sendo assim não precisaremos de provas para

    saber se alguma pessoa é culpada ou inocente, pois já temos as crenças de que a pessoa é

    culpada ou inocente, então para que se precisará de provas e de justiça ?,bastariam as

    crenças que temos para condenar ou para absolver alguém. Abraços fraternos. Discordâncias

    são bem vindas,porque procuro não ser o dono da verdade,apenas procuro ser o dono de meu

    própriocérebro mas as pseudociências tentam me alienar.

    • Querido amigo Ulisses, tenha cuidado com suas palavras nesse blog! Aqui mantenho uma coerência teórica baseado em dados experimentais e não em “achismo”.
      A física quântica pode ser “interpretada” baseado nesses conceitos filosóficos aqui expostos. Porém ela sempre será muito mais que essas interpretações.
      O despertar para uma realidade espiritual é pessoal e intransferível!
      Cada um tem o seu o tempo. Eu respeito a sua opinião e a compreendo apesar de não concordar com ela.
      Não vou entrar em raciocínios dentro de algoritmos matemáticos lógicos, pois acredito sinceramente que a física quantica transcende qualquer lógica. Como eu já afirmei em comentário anterior no post sobre tempo que eu não me incomodo com o termo “pseudociencia”pois estamos em busca de mudança de paradigma. Mudar paradigma envolve transcendência. Saltos descontínuos. Criatividade quantica! Consciência!! Não localidade. Hierarquia entrelaçada.
      Qual a realidade que você vivência em seus sonhos? A consciência deixa de existir apenas por você dormir? A própria ciência materialista possui essa resposta. O sistema de crenças de cada um é que determina a coleta das provas.
      Bom, realmente isso não vem ao caso. Como eu disse. A física quantica transcende qualquer lógica. Não compreender a física quantica em sua totalidade é natural, nem mesmo os físicos que lidam em sua pratica a entendem. Eles simplesmente se calam quanto a existência de uma realidade fundamental, mais profunda e calculam. A mecânica quantica é o melhor instrumento de calculo probabilistico que existe.
      Estudo a fisica quantica e continuo estudando.
      Ela é a descoberta. Capaz de unir ciência e espiritualidade em um sincero aperto de mão. Buscar a clareza é ético.
      Você já viu um eletron? Pois é, nenhum cientista o viu. Ele existe? Nossas teorias dizem que sim. O modelo experimental que criamos corrobora a sua existência. Temos modelos que o representam.
      Precisamos ir além. Há uma necessidade lógica da existência de corpos sutis. Corpo supramental, corpo mental, corpo vital e corpo físico. Voce compreende esta lógica?
      Os princípios da física quantica é utilizado nesse blog para a mudança individual e coletiva. Essa transformação é pessoal e intransferível. Desejo, sinceramente que voce transcenda a sua lógica!! Compreendo que a física quantica é a física dos constituintes microscópicos da matéria. Entendo matéria como ondas de possibilidades e a consciência capaz de provocar o colapso da onda de possibilidade da matéria. É isso! É aquilo! É tudo isso e aquilo! Somos mais que energia! De onde nasce a experiência irrefutável de um “eu” quando voce observa qualquer objeto?
      Abraços fraternos
      Respeito a sua opinião.
      Milton.

      • Affffff tem q ter muita paciência!!!! Muito bem colocada sua resposta, concordo que cada um tenha seu tempo e que todos tem o direito de concordar ou discordar das suas colocações, mas q a façamos com mais respeito.

      • ”A realidade não muda, mas nossa percepção da realidade muda à medida que a consciência muda.”
        John White

        Acredito nisso!!!! Abraços fraternos

      • Rafael Moura disse:

        Esse cara enchendo o saco , vai estudar português … Não é ETC , é E ETC !!!!!!!!!!!!!

  3. Patrícia Martins de Souza disse:

    A realidade não muda, mas a “experimentação” que fazemos dessa realidade muda nossa percepção sobre essa realidade… que me permita o autor a audácia em adaptar sua frase para “minha” realidade!!!rs
    Somos observadores da realidade que nos cerca e que nos é intrínseca e essa observação muda o experimento, pois não somos expectadores estáticos, fixos, sem ação, sem participação. Agimos e influenciamos no experimento. O modificamos conforme o olhar que colocamos, conforme o sentimento que definimos na observação, conforme a ação que imprimimos diante desse processo de pensar-sentir-falar-agir.
    Nada (nem ninguém) pode modificar o que penso-sinto-ajo sem minha real autorização. Assim, todas as crenças que carrego e construo se formam pela observação e filtragem (como o prisma), construindo o ser – o novo ser – que está em constante evolução, pois que não somos criaturas imutáveis.
    O objetivo? TRANSCENDER!!! Sim, ir além de nossas próprias amarras filosóficas, buscar o ser integral que somos (mas negligenciamos), caminhar rumo ao conhecer-entender-pensar-sentir-falar-agir. Talvez a coerência transcendente?!
    Caminhar sempre, sem perder o desejo real de melhorar a obra que foi criada perfeita, mas carente de transcendência: o ser humano.
    Abraços fraternos a todos!

  4. Milton, você escreveu: ” recuperarmos o livre arbítrio, ou seja, a verdadeira liberdade de escolha…” Não é o que pensam filósofos como Spinoza, Schopenhauer, Hobbes, Lock…

    “Spinoza compara a crença humana no livre-arbítrio a uma pedra pensando que escolhe o caminho que percorre enquanto cruza o ar até o local onde cai. Ele diz: “as decisões da mente são apenas desejos, os quais variam de acordo com várias disposições”; “não há na mente vontade livre ou absoluta, mas a mente é determinada a querer isto ou aquilo por uma causa que é determinada por sua vez por outra causa, e essa por outra e assim ao infinito”; “os homens se consideram livres porque estão cônscios das suas volições e desejos, mas são ignorantes das causas pelas quais são conduzidos a querer e desejar” (respectivamente Spinoza, Ética, livro 3, escólio da proposição 2; livro 2, proposição 48; apêndice do livro 1).

    Schopenhauer, concorrendo com Spinoza, escreve: “cada um acredita de si mesmo a priori que é perfeitamente livre, mesmo em suas ações individuais, e pensa que a cada momento pode começar outra maneira de viver […]. Mas a posteriori, através da experiência, ele descobre, para seu espanto, que não é livre, mas sujeito à necessidade, que apesar de todas as suas resoluções e reflexões ele não muda sua conduta, e que do início ao fim da sua vida ele deve conduzir o mesmo caráter o qual ele mesmo condena.”

    Há filósofos que consideram a expressão “livre-arbítrio” absurda. Hobbes diz que se esse é um poder definido pela vontade, então não é livre, nem não-livre. É um erro categorial atribuir liberdade à vontade. Locke defende a mesma posição.

    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Livre_arbítrio

    • Querida Rosalba,

      Muito oportuno e interessante sua colocação e comentário! Realmente é intrigante a questão entre Determinismo e Livre-Arbítrio! Pensar nos faz bem, então vamos pensar!
      A mente humana difere das máquinas pelo fato de serem capazes, além do processamento, de dar significado as coisas. Para dar significado há a necessidade de contextos. Durante mais de 400 anos o contexto que nutriu o significado foi a filosofia determinista da mecânica clássica de Newton: Dado as condições iniciais e as forças atuantes consegue-se prever o futuro de qualquer sistema. Nesse contexto, o significado de tudo é determinista e não há espaço para a liberdade de escolha e nem tão pouco para a criatividade. Porém, esse contexto está mudando. A física quântica mostra que em um nível submicroscópico há incertezas. Não é possível determinar simultaneamente a posição e a velocidade de qualquer objeto quântico. Esse contexto propicia um pensar diferente. Há uma possibilidade de existir livre-arbítrio se considerarmos a consciência com a capacidade de escolhas. Escolhemos baseado em contextos e os contextos são falhos e nos trouxeram até aqui. Precisamos mudar e a criatividade é um caminho em que todos nós somos capazes de escolher o novo.
      Vejamos o que a ciência já pesquisou a respeito. Cientistas tentaram demonstrar que a capacidade de escolha do indivíduo poderia ser prevista. Tentando demonstrar o determinismo em um nível fundamental. Monitoraram vários estudantes com eletroencefalograma e outros dispositivos e orientaram os mesmos para intencionarem levantar a mão direita. Os cientistas conseguiram detectar os potenciais de ação que iriam determinar aquela ação. Todas as vezes que os alunos pensavam em levantar a mão direita os cientistas conseguiam prever antecipadamente que isso iria ocorrer. Não haveria, portanto livre-arbítrio. Pois bem, esses alunos foram orientados para que no último instante após terem intencionado levantarem a mão direita que não o fizessem. Surpresa! Os cientistas previam que eles ergueriam a mão e eles não o faziam. É importante ressaltar também que criamos a realidade baseado em nossas escolhas. Porém, fazemos nossas escolhas baseado em contextos falhos e adquirimos hábito e condicionamentos. Mas, a todo instante, podemos dizer não a esse condicionamento e escolher o novo. A física quântica tem fornecido um mudança de paradigma e nutrindo com novos contextos o significado de nossas mentes. A criatividade quântica é inerente a todos nós.
      Abraços fraternos e grato por sua participação.
      Milton

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: