Transformar a nós mesmos e o mundo com as idéias da física quântica.


                                                    
O arquiteto americano Bryan Berg terminou o maior castelo de cartas do mundo. Isso ocorreu em 2010. Há uma metáfora por detrás desse castelo. Justamente a de um mundo altamente complexo e interligado em que vivemos hoje. Como chegamos até aqui? A réplica do castelo de cartas de Bryan Berg demonstra como a complexidade traz consigo a interdependência e ao mesmo tempo a fragilidade desses sistemas a mercê de eventos não previsíveis. Uma ratazana poderia passar por ali e colocar abaixo toda a complexidade dos mais de 4000 mil baralhos utilizados na construção. Observamos um aumento da complexidade de todos os sistemas envolvidos em uma sociedade. A energia elétrica produzida nas usinas hidroelétricas é fundamental para o funcionamento da internet. Um colapso no funcionamento da internet poderia provocar danos irreparáveis na segurança, na saúde e em diversos setores. Eventos naturais e também eventos provocados pelo homem podem interferir na interconexão dos sistemas. Os seres humanos, que há mais de 150.000 (Cento e cinquenta mil) anos vem mantendo presença no planeta Terra, passando por modificações anatômicas, morfológicas, emocionais, comportamentais. É fascinante percebermos o processo evolutivo. E é ainda mais fascinante pensarmos sobre a vida e como a compreendemos. É imprescindível que consigamos enxergar a necessidade atual que todos nós temos de despertar para uma realidade onde a consciência seja valorizada como poder causal fundamental. Seja refletindo sobre a evolução e a incompletude das teorias que tentam compreender o processo evolutivo, seja refletindo sobre as diversas áreas do saber humano, seja pesquisando e estudando aspectos científicos objetivos, seja buscando auxílio no campo filosófico do pensar, seja dando vazão a criatividade interna e externa, situacional e fundamental, seja ouvindo e refletindo sobre ideias contrárias, seja buscando opiniões em todas as áreas da sabedoria humana, seja em leituras de textos de pessoas que já pensaram no assunto, chegamos a constatação de que: Somos vivos e temos consciência disso. Pensar em consciência nos dias de hoje é fundamental. A evolução da percepção humana sobre si mesma progrediu muito e dentro dessa evolução de percepção há uma motivação inquietante de buscar explicações para uma infinidade de incertezas. Muito além de questões filosóficas sobre nossas origens, sobre se há algum propósito em viver e da forma como vivemos, se há um motivo para as dores e sofrimentos, se realmente há necessidade de sofrer e por que? Qual a nossa destinação ou predistinação? Somos livres? Temos realmente liberdade em nossas escolhas? Ou somos como feito pedras em queda livre pensando que podemos escolher o nosso destino? Essas questões ficam sem respostas, ou apenas com respostas simplórias, se não tentarmos compreender a realidade completa pela qual somos formados. 

Temos discutido muito as ideias da física quântica e seus princípios que nos conduzem para compreender um novo paradigma. Um conjunto teórico de ideias e comportamentos que regem as decisões dos seres humanos. Muitos paradigmas já nortearam essas condutas. Muitos paradigmas já alimentaram as guerras, destruições, separações por não preverem o processamento de valores. Houve época onde os seres humanos buscavam explicações racionais para suas dúvidas e para fenômenos observados e quando não as encontravam na ciência incipiente, atribuía-se explicações a causas sobrenaturais. Uma era onde o místico era importante e os milagres eram atribuídos a causas que não tinham explicações plausíveis dentro da sabedoria da época. Era uma época organizada e satisfez durante certo tempo e a convivência entre ciência e religião foi orgânica. Porém esse aparente equilíbrio foi quebrado pela revolução das máquinas e o mecanicismo newtoniano. A física de Newton é possuidora de uma filosofia determinista onde admitia-se que sabedor das condições iniciais e das forças envolvidas no sistema, podia-se prever a trajetória, isto é, determinar o destino. A biologia, a medicina, o direito, a psicologia sofreram influências desse paradigma determinista. A metáfora de máquina ainda hoje repercute em nossas mentes e condutas. No início do século XX, os quantas foram teorizados. Pacotes de energia discreta com a capacidade de fazer algo acontecer foi identificado inicialmente por Planck e depois confirmado pelos trabalhos de Einstein em seus experimentos do efeito fotoelétrico. A matéria, antes vista como feita por “blocos de concretos”, agora passou a ser compreendida dentro de um espectro de probabilidade de existir. A luz possui um comportamento ondulatório e simultaneamente um comportamento corpuscular. Desse comportamento íntimo dos constituintes submicroscópicos da matéria emergiu o conceito da incerteza. Em um campo fundamental, onde a matéria nasce, não há certezas. Há, sim, probabilidades e com ela as possibilidades e as incertezas. Nasce uma ferramenta poderosa de cálculos de probabilidade: mecânica quântica.

 

A mecânica quântica consegue prever apenas a probabilidade de um életron existir. Em cada experimento realizado para se detectar o elétron e sua trajetória pode-se apenas prever a possibilidade dele existir, mas nunca o elétron real. Não há trajetória que possa ser prevista quando estamos considerando objetos quânticos como o elétron. O átomo e seu modelo foi totalmente reconsiderado. O nascimento da luz (salto quântico e flutuações quânticas) é até hoje envolto em mistérios. O que é capaz de perturbar o “tecido” do espaço onde está inserido o átomo capaz de nascer a luz? Bom, ainda voltarei a esse assunto. Até a descoberta da física quântica, o observador não era considerado importante nos experimentos. Hoje, com o conhecimento da interconexão quântica existente entre todos os objetos quânticos, o observador é levado em consideração com papel fundamental. O observador é capaz de perturbar e interferir com o sistema que está sendo experimentado. O observador e aquilo que está sendo observado formam um todo inseparável e influenciam no resultado do experimento. Se a mecânica quântica é capaz de prever apenas a probabilidade de existência do elétron, fica a pergunta que não cala: O que causa a realidade então? Nasce uma interpretação audaciosa da física quântica que considera o papel do observador como fundamental. Nasce a interpretação da física quântica que considera a consciência como algo fora do sistema da mecânica quântica capaz de perturbar o sistema e provocar o colapso da função de onda do elétron e transformá-lo em realidade. A dualidade onda-partícula adquire um intermediário que é a consciência. A consciência é o verdadeiro poder causal da matéria. Sem consciência não haveria a realidade como a conhecemos. Daí, grandes pesquisadores, admitirem em uma época onde pouco se compreendia sobre esses fenômenos, afirmarem que nós criamos a realidade. Foi uma época onde as intenções de criar coisas materiais ganhou força. Bom, se eu sou capaz de criar a minha realidade, então eu quero uma BMW na garagem! Época ingênua. Há uma profundidade maior nessa descoberta. Uma profundidade muito maior que os desejos do EGO. Aqui nasce outra interpretação da física quântica: As escolhas são feitas por uma consciência que está além da consciência imediata(consciência egóica). Essa consciência que está além da consciência imediata é a consciência cósmica. Nasce um novo Deus. Nasce uma consciência cósmica não mais separada. Morre o Deus infantil personificado e nasce um Deus cósmico que participa ativamente e objetivamente das escolhas de suas criaturas. Nasce a Causa Primeira de todas as coisas, O Todo-Poderoso, Ser Supremo, Suprema Bondade, Altíssimo, Ser Divino, Divindade, Deus Pai, Rei dos Reis, Criador, Autor de Todas as Coisas, Criador do Céu e da Terra, Luz do Mundo e Soberano do Universo. A grande maioria das pessoas acreditam em um Deus que é um ser todo-poderoso (onipotente) que tudo sabe (onisciente) e dotado de uma bondade infinita (onibenevolente): que criou o universo e tudo o que nele existe; que é preexistente e eterno, um espírito incorpóreo que criou, ama e pode dar aos homens a vida eterna. Todos essas atribuições são construções humanas na tentativa de compreender a consciência cósmica que interconecta todos os seres sencientes. Hoje a ciência quântica consegue devolver Deus para a própria ciência e mais, consegue integrar aspectos que percorreram um trajeto separado até então: ciência e espiritualidade. Aspectos transcendentes agora podem ser compreendidos de maneira objetiva. Como o transcendente comunica-se com o manifesto? A resposta está na física quântica e na interpretação da filosofia idealista monista da realidade onde a consciência é considerada a base de tudo.

 

Dessa maneira, integramos a separação existente entre ciência e religião, entre ciência e espiritualidade. Podemos conversar e pesquisar os fenômenos da psique humana e todos os aspectos sutis, particulares e internos da mente humana. Integrados e cocriados simultaneamente com a matéria física corpórea dos 70 trilhões de células que constituem o corpo humano. Conseguimos valorizar a energia vital e resgata-la para a biologia convencional que ainda está incompleta. Conseguimos pensar em um novo paradigma para a medicina onde as condutas levarão em consideração esses aspectos sutis, pois neles estão situados as verdadeiras causas das diversas patologias que afetam a saúde humana. Mudança de paradigma. Mudança de capacidade teórica que orienta a prática e as ações. Mudança de paradigma que impulsiona o ser humano para a necessidade da transformação íntima a fim de alcançar o propósito da evolução. Exatamente isso. Avanço tecnológico, computadores de última geração, computadores quânticos, processamento de informações cada vez mais complexas são construções externas.O cérebro humano tem dificuldade em lidar com a complexidade. As vezes, eventos não previsíveis também acontecem na vida e impulsionam para decisões e soluções novas. As vezes, esses eventos acontecem para diminuir a complexidade até um estágio mais simples que permita uma evolução. Muito mais que a tecnologia externa precisamos da “tecnologia” interna que é capaz de acessar uma rede energética de poder incomensurável capaz de criar a sua própria realidade. Educação das potencialidades do EGO. Motivações. A cada momento podemos fazer um destino diferente. A cada momento podemos colapsar uma possibilidade diferente e escrever histórias diferentes. A cada momento, a cada instante realizamos escolhas ainda baseadas em hábitos e condicionamentos. A cada momento podemos dizer não aos hábitos e condicionamentos e seguirmos um caminho diferente: o caminho do coração.

 

Abraços fraternos

 

Dr Milton Moura

Neurociência


Video O Observador


Queridos amigos,

Hoje comecei um novo trabalho e coloco-o aqui para avaliação!

Pretendo criar um novo espaço dentro do Blog que sofrerá alguma modificações em breve. Uma delas é um espaço apropriado para visualização de videos com conteúdos explicativos e palestras que irei transmitir ao vivo.

Quem se interessar pelos eventos ao vivo, basta me seguir no http://www.new.livestream.com/miltonmoura que ficará informado da data e hora do evento.

Espero que apreciem o conteúdo do mesmo e relevem as falhas que eu mesmo já percebi e que procurarei corrigir para os próximos. Esse foi apenas um início. O objetivo sempre é estabelecer uma relação entre ciência e espiritualidade tendo a física quântica como pano de fundo.

Abraços fraternos


IMPERMANÊNCIA
SITUAÇÕES DA VIDA

Vamos utilizar a visão mental para “percebermos” um fato importante. Vejam com seus próprios “olhos internos” a diferença que há entre VIDA e SITUAÇÕES DA VIDA! Há uma lei universal que retrata a impermanência de todas as coisas externas. Nada é para sempre. Até mesmo o “para sempre” acaba. Aqui reside uma observação importante: caso haja uma identificação da mente com o aquilo que é apenas externo haverá indubitavelmente sofrimento. O sofrimento nada mais é que um certo distanciamento da consciência impelida pela mente e suas identificações. A consciência é a base de tudo! Ela escolhe dentro das possibilidades. A realidade de cada um de nós assim é formada. A presença da consciência “perturba” as possibilidades da matéria e a realidade se faz. A atenção e a energia focada confere o caráter de realidade de tudo.Quem é você? Eu sou médico. Não, eu não perguntei sua profissão, eu perguntei quem é você? Eu sou o Milton. Não, eu não perguntei o seu nome, eu perguntei quem é você? Eu sou… Quem é você? Estamos vivenciando várias situações em nossas vidas e conforme a identificação da consciência ou valor extraído pela mente dessas situações é que proporcionará sofrimento ou não. Eu sou a tristeza… Eu sou a alegria… Eu sou o medo… Eu sou a ansiedade… Eu sou a decepção… Eu sou a revolta… Eu sou minha profissão… Eu sou meus bens materiais… Eu sou a raiva… Eu sou a gratidão… Quem é você? Quais são suas identificações? Essas identificações são impermanentes. Elas obedecem a um ciclo que possui início, meio e fim como o ciclo de nascimento e morte.

A vida é muito mais que as próprias situações impermanentes. Durante a vida, passamos por vários ciclos que tem uma extensão no plano do tempo e espaço que estamos presentes. Nascimento e morte. Vários outros ciclos ou “dramas” da vida servem para o aprendizado. Quando mais consciência trazermos para cada situação de vida, menos sofrimento provocaremos para nós mesmos. Quando menos identificação com as diversas situações e mais observadores nos tornarmos delas (as situações), mais paz e presença conquistaremos. Esse fato é corroborado pela neurociência e a capacidade de visão mental que todos nós possuímos. O oceano interno de sensações é rico. Manter a atenção consciente é um treinamento que poderá trazer benefícios em todos os setores da vida. Não importa se estamos vivendo na abundância ou não. Não importa se hoje vivemos na alegria ou na tristeza. Não importa as polaridades que estamos vivendo. Importa sim, que dessa polaridade podemos extrair a sempre presente consciência de todas essas situações e adquirir a presença divina e serena do SER. A impermanência de todas as situações irá se dissolver. O passado irá se dissolver com a presença do espírito em cada situação do aqui e agora, que é a única coisa que realmente existe. O momento sempre presente se renova a cada instante e a cada instante estamos criando a realidade. Se focarmos a “energia” da atenção no momento atual, trazendo a consciência para o que temos hoje, aqui e agora, tanto passado (culpa, ressentimentos, mágoas e etc) quanto futuro (ansiedade e etc) irão se dissolver por falta de “energia”. A energia que mantém “vivo” o passado e o futuro, que não existem ou que já existiram, se dissipa e é utilizada para o aqui e agora da realidade presente. Simples e difícil assim. Simples e complexo assim.

A mente é poderosa e, na maioria das vezes, está a serviço do EGO e suas identificações por fornecer uma “energia” às situações da vida e manter essa identificação para satisfazer o próprio EGO. Seja em discussões de diversidade de pontos de vistas. Seja na busca em sempre querer estar com a razão. Seja em qual polaridade for. Essa é a casa do EGO. Quando a consciência está presente no momento atual, nós podemos manter nosso ponto de vista com assertividade e compaixão e sem exclusão. É uma atitude inclusiva e não exclusiva. Como isso é difícil na prática do dia a dia! Essa visão tem ficado mais clara para mim de pouco tempo para cá. Já passei por situações onde o EGO falou mais forte em querer defender esse ou aquele ponto de vista com a intenção de sempre querer ter razão. Se vocês analisarem alguns dos meus textos perceberão essa fase. Está tudo certo! Como diria um amigo. Realmente está tudo certo. Nada acontece em nossas vidas que não seja necessário para a nossa evolução. Encarar as adversidades como oportunidades é um ponto de partida. Desenvolver e aprimorar a capacidade de visão mental com a “observação” das diversas situações da vida sem a identificação do SER com as mesmas é um dos caminhos para valorizar a vida. Tudo isso, reflete o que “buscamos” com o estado de coerência cardíaca. Perceber e observar o que sentimos, como testemunhas do mesmo. Perceber e observar o que pensamos, na mesma atitude de testemunhar o pensamento. Perceber e observar, principalmente conhecer-se a si mesmo, durante as ações e comportamentos. Essa tradução é essencial se acreditamos que a felicidade está na consciência e podemos trazer a consciência para dissolver as inconsciências das situações da vida.

As situações da vida são impermanentes. A vida é permanente. A essência divina dentro de cada um de nós é permanente. A consciência é a base de tudo. Não a consciência egóica das identificações. Quem é você? Mas, sim a consciência cósmica, universal, Deus, qualquer nome que você queira dar para traduzir, mesmo que imperfeitamente, a sensação forte e presente que temos algo de essencial dentro de cada um de nós que nos impulsiona para irmos adiante seja em qualquer situação de vida que estejamos vivendo, pois em última instância, essas situações de vida são criadas por nós mesmos em um ciclo constante de evolução. Tudo o que acontece na sua vida, aceite isso, é o que é necessário para sua evolução. Não há necessidade alguma de se identificar com o sofrimento, pois ele é apenas uma ferramenta, dentre as muitas disponíveis, que reconduz o SER para “tornar-se” cada vez mais consciente e presente. Um dia o ciclo de nascimento e morte pode acabar. Esse dia, talvez, será o dia que perceberemos que nenhuma situação da vida, dentro da polaridade, irá “causar” nenhuma reação de luta ou fuga dentro da nossa essência. A presença consciente não mais terá inconsciências e tudo saberá. As coisas serão como são. Tudo será como é. Tudo está certo!

Abraços fraternos

Milton

Energia e Física Quântica


ENERGIA
A consciência escolhe!

A ciência tem dificuldade em definir a energia. A visão mecanicista que confere o caráter de máquina ao ser humano diz que tudo é máquina. “O corpo é uma máquina! A mente é uma máquina! A alma é uma máquina!” (Jacque Monod) – eminente Prêmio Nobel. Pois bem, como podemos entender a energia acreditando apenas em um “fantasma” dentro de uma máquina? A palavra “energia” aponta para muito além dela mesma. Não precisamos nos identificar com o “rótulo” que a palavra tenta representar. A energia é muito mais que aquilo que tentamos explicar sobre ela. Em termos matemáticos, a energia sempre estará sendo definida segundo outros parâmetros. A mais importante de todos os tempos sem dúvida é a tão conhecida expressão: E = m.c2. Energia é o produto da massa pela velocidade da luz ao quadrado. Nesse exemplo, energia é um “ente” observável que depende de outros “entes”. No caso, energia depende da massa e da velocidade da luz. Vejamos o que outro eminente físico tem a dizer sobre a questão: “É importante perceber que, na física atual, não temos o conhecimento do que é energia. Entretanto existem fórmulas para calcular certas quantidades numéricas. É algo abstrato no sentido que não nos informa o mecanismo ou a razão para as várias fórmulas” (Richard Feynman). Energia seria uma certa abstração matemática que não tem existência fora da relação funcional com outras variáveis ou coordenadas, que de fato tem interpretação física e que pode ser medida. Sabe-se que a energia não pode ser criada e nem destruída obedecendo a tão pesquisada e confirmada lei da conservação da energia. Então, o que é energia? Podemos ficar com a clássica definição de energia como sendo a capacidade de realizar trabalho, ou a que eu prefiro, a capacidade de “fazer algo acontecer” ( David Watson). Dentro da física quântica, energia assim como sua correlata matéria são ondas de possibilidades. Possibilidades de escolha da consciência em “fazer algo acontecer” e esse “algo” é a realidade. Você cria a sua realidade!

Quando estudamos nosso corpo físico percebemos que o mesmo é constituído por cerca de 70 trilhões de células. Essas células são formadas por moléculas que são constituídas por átomos. Nesse reducionismo mental, podemos imaginar a quantidade de átomos que fazem parte do nosso corpo físico. Podemos imaginar a complexidade de funcionalidade biológica que cada órgão possui ao incluir essa infinidade de átomos na constituição dos mesmos. Cada átomo é uma unidade composta. Cada átomo apresenta em sua constituição muito mais “espaço” que “matéria” propriamente dita. A “energia” contida no espaço que delimita o átomo é que dá oportunidade ao mesmo de existir. Sem o espaço não haveria a forma. Sem a forma não perceberíamos o espaço. Seria uma natureza indivisa e una. Uma natureza repleta de energia e possibilidades. Algo fora do sistema tem que “causar” uma perturbação nessa natureza una e indivisa capaz de manifestar a forma e o espaço simultaneamente. O nosso corpo físico está inundado por espaço. O corpo físico aponta naturalmente para além dele mesmo com o simples pensar na constituição dos elementos que o compõem. O corpo físico manifesto aponta para o não manifesto que o sustenta e da-lhe a forma. Há um campo de energia sutil que envolve cada átomo, cada individualidade composta e esse campo pode ser “sentido” quando desenvolvemos uma certa sensibilidade para que o percebamos. Um campo único de energia mantém a forma e podemos entrar em contato com essa energia se focarmos a atenção nesse campo sutil que envolve o corpo físico.

O espaço que “permeia” os meus átomos é o mesmo espaço que “permeia” os seus átomos. A realidade fundamental una e indivisa une tudo o que pode se manifestar no espaço-tempo eisteniano. O mundo externo é formado pelos mesmos constituintes do mundo interno. O grosseiro e o sutil são feitos da mesma substância. A separação aparente entre o que é interno e o que é externo – acreditem – é aparente! Necessitamos dessa separação, necessitamos do espaço-tempo para obtermos conhecimento. Precisamos conhecer. Sem a aparente separação não haveria percepção e sem percepção não haveria memória e sem memória não haveria aprendizado. O problema está em não compreender a separação como aparência e o comportamento refletir essa compreensão. Podemos entender a separação como uma necessidade para a evolução e desenvolvermos uma capacidade de comportamento baseado na unidade que envolve a todos os seres sencientes. Todos os corpos físicos que estão separados são unidos pela natureza una e indivisa de uma mesma realidade não local e fundamental. Mesmo após a morte do corpo físico, ainda assim, permanece um corpo sutil que ainda é mantido pela energia dessa natureza una e indivisa sob o comando da consciência, porém agora sob uma plasticidade maior onde o externo e o interno ainda existem, mas em “frequências” diferentes e, nessa dinâmica, campos dentro de campos, uma infinidade de “moradas”
podem surgir refletindo o avanço da consciência rumo a “alturas” cada vez maiores. Espaço e forma coexistem e são necessários para o aprendizado. Mas até quando? Até sermos um com o Pai. Vivemos em uma diversidade rumo a unidade. Vivemos em uma polaridade rumo a unidade.

A energia é a capacidade de fazer algo acontecer. Quanta coisa pode acontecer? Quantas possibilidades podem se manifestar para que a complexidade da consciência também se manifeste? Infinitas possibilidades. A energia, assim como a matéria (quarks) são ondas de possibilidades. A atualização das possibilidades em fato manifesto se dá pela presença da consciência. Pelo ato psíquico da observação. A sempre presença da essência de cada um de nós está em um eterno aprendizado. Seja em que campo estejamos, isto é, estejamos aqui no espaço-tempo de Einstein ou fora dele após a morte física, estaremos sempre presentes e observando e cocriando a realidade. Átomos sempre existirão a disposição para que a realidade seja cocriada. A atualização descendente das possibilidades ascendentes fará com que a realidade assim formada seja uma certa mistura em dois domínios: possibilidades e fato manifesto. Aonde quer que a consciência esteja, seja no corpo físico colapsando as possibilidades da matéria grosseira, seja no corpo sutil colapsando as possibilidades da matéria sutil, esses dois domínios da realidade sempre estarão presentes. A coerência nos faz pensar até quando existirá dois domínios da realidade? A resposta é a mesma: até o dia em que finalmente conseguirmos sermos um com o Pai. Há ainda outro ponto a ser considerado pela intuição. Parece que há uma necessidade de retorno ao mundo da matéria grosseira para que o aprendizado seja consolidado. Para que as experiências sejam “educadas”, para que o EGO seja transcendido e incluído dentro da consciência. Para que haja nova oportunidade para dar novos significados ao temas dos arquétipos. Para que haja cada vez mais identificação com a “essência” verdadeira dentro de cada um e, dessa forma, o passado seja dissolvido e qualquer outra identificação com a mente e seu oceano interno de atividades (pensamentos, sentimentos, memórias, medos, paixões, vingança e etc e etc.) também seja dissolvido e haja realmente o despertar coerente das ações plenas no momento presente, sem passado e sem futuro. Parece esquisito, mas essa realidade é possível.

Estamos “imersos” na energia que sustenta a forma. Lembrem-se sempre da síntese da evolução da forma e da energia baseado nos estudos de Teilhard Chardin e Ken Wilber: O aumento da complexidade da forma é acompanhada pelo aumento da complexidade de expressão da consciência e a energia vai se “sutilizando” nesse processo. A consciência de maneira criativa utiliza-se das possibilidades ascendentes da matéria e energia e “causa” (causação descendente e transcendente) a realidade concreta e objetiva na qual vivencia. O aprendizado se faz possível em virtude da aparente separação entre sujeito e objeto. Tudo “arquitetado” para que a consciência expresse-se e conheça. Há uma presença capaz de “observar” o conteúdo da mente (conteúdo esse feito da mesma “substância” que qualquer objeto externo e grosseiro). A visão mental é uma ferramenta poderosa, porém insisto mais uma vez que não há necessidade de identificação da “essência” (consciência) com o conteúdo da mente. Nós não somos os pensamentos, sentimentos, emoções, medo e etc da mesma forma que não somos nossos carros, casas e etc. Somos muito mais. Quanto mais nos despertarmos para a realidade transcendente, mais plenos e felizes nos tornaremos. Quanto mais conseguirmos viver o momento atual e agora, mais plenos e felizes ficaremos. Equilibrar o interno com o externo é tarefa fundamental e urgente para o momento atual. Que o nosso comportamento possa refletir essa compreensão. Coerência. É isso!

Abraços fraternos

Milton

Felicidade


FELICIDADE

 

 

Como buscamos a felicidade? Algumas perguntas são importantes para que as respostas guiem nossos comportamentos. Alguns pesquisadores tentaram encontrar uma “fórmula” elegante que represente a almejada felicidade. Após um estudo bem orientado e com um bom segmento, conseguiram encontrar 3 fatores essenciais para a felicidade. Quais são esses três fatores? Vamos à fórmula: Felicidade = Fator pre-estabelecido + condições de vida + atividades voluntárias. Ainda não é a última palavra na compreensão do que vem a ser a felicidade, mas, sem dúvida, um ponto de partida para muitas considerações. A felicidade, se considerarmos uma unidade (100%), pode ser fracionada nesses fatores acima expostos. Segundo esses pesquisadores, o fator preestabelecido assume uns 40% na responsabilidade pela “aquisição” da felicidade. As condições de vida tem uma importância de apenas 10% para “encontrarmos” a felicidade e já as atividades voluntárias representam 50% dentre os fatores que levam ao tão desejado estado de felicidade. Acreditamos que realmente nascemos para vivenciar a felicidade. Por que, então, conseguimos vivenciar apenas ligeiros flashs de um estado interior de paz, tranquilidade, estado de graça, plenitude, completude, realização e etc? O que está “errado”  no processo de busca da felicidade? Será que a buscamos da forma correta? A análise está longe de ser simples, porém já somos portadores de várias “pistas” que levam a uma conclusão inevitável: a felicidade é um “estado” interior. Por que então a buscamos no exterior?

 

Analisando a “fórmula da felicidade” o primeiro fator exposto trata-se daquilo que já é pre-estabelecido desde o nascimento. O determinismo genético na formação dos padrões de disparos de neurônios que determinariam a capacidade de sermos felizes ou não. Eles atribuem uma importância de cerca de 40% a esse fator e não estão equivocados quanto a isso. Realmente trazemos uma determinada “carga genética” com as informações contidas dentro dessa “biblioteca” que representam uma experiência “milenar” da consciência em evolução. Estamos em constante e ininterrupta evolução. Porém, esse determinismo genético necessita ser revisto! Caso contrário, o estado de felicidade encontra-se naturalmente determinado e você nada pode fazer com relação a isso. Há controvérsias!! A todo instante estamos vivenciando situações difíceis e diferentes. Pessoas que estão felizes interpretam tais situações como oportunidades e as infelizes como problemas. Sabemos hoje, através dos avanços da neurociência, que as crianças possuem os chamados neurônios espelhos que disparam quando observam adultos em ação. Vejam a importância do exemplo! Quando crianças estão cercadas de pessoas felizes há uma grande chance de essas mesmas crianças reforçarem os circuitos da felicidade em seu cérebro. Quando crianças estão cercadas por adultos infelizes há uma grande chance desses bebes reforçarem as redes neurais que traduzem a infelicidade. Se houvesse um determinismo genético com relação a isso nada poderia influenciar a formação de novos circuitos e novas redes de disparos de neurônios seriam impossíveis de serem formadas. Não é o que ocorre. As drogas influenciam e geram estados alterados da consciência. A terapia cognitiva é capaz de mudar crenças limitadoras e despertar estados de felicidade. A própria meditação modifica a região pré-frontal do cérebro e altera o humor por liberar neurotransmissores que fazem a mediação de estados compatíveis com a felicidade. Meditar libera a dopamina, oxitocina, serotonina e etc. Que tal, então, iniciarmos a pratica de 5 minutos diários de meditação? Isso aprimora a atenção plena e nos torna capazes de “nomear e dominar” qualquer objeto (pensamento, sentimento, memória e etc) que surja na percepção da consciência. Com a pratica, aprimoramos o sentido de “presença” e valorizamos o aqui e agora, melhorando estados depressivos e qualquer outra alteração do estado de humor.

 

O segundo fator levantado pelos pesquisadores é denominado condições de vida. Todos acreditam que saindo de uma condição ruim para uma condição boa a felicidade será encontrada. As pesquisas não corroboram essa observação. Pessoas que entraram em êxtase após ganharem na loteria, após um ano eles já se encontravam no mesmo patamar de felicidade que estavam antes de ganharem. Após cinco anos, referem um estado até pior que antes de ganharem na loteria. Eles não souberam lidar com uma situação estressante, mesmo sendo essa situação impregnada de impressões aparentes de felicidade. O contrário também é válido. Pessoas que foram vítimas de tragédias, mortes, acidentes que levaram à paraplegia, tinham todas as razões para serem infelizes. A capacidade de superação que todos nós possuímos em enfrentar e superar adversidades fazem com que em pouco tempo, essas pessoas alcancem um patamar de felicidade compatível ao que eram antes do evento trágico. Todos nós possuímos uma certa resiliência emocional capaz de adaptação a qualquer situação externa. Talvez seja esse o motivo que as condições de vida interferem tão pouco com o estado de felicidade.

 

O terceiro e mais expressivo fator da fórmula da felicidade, com um contribuição de 50%,  é denominado ações voluntárias. Aquilo que escolhemos fazer no dia a dia. As escolhas voluntárias que acreditamos nos direcionam para a aquisição de um estado íntimo de felicidade. A grande maioria absoluta das pessoas escolhem algo relacionado ao prazer pessoal. Ir ao cinema, uma boa refeição, viagens e etc. Essas escolhas trazem realmente algum benefício, porém é instantâneo e passageiro. Dura cerca de alguns dias e há um declínio posterior. Outras escolhas que envolvem uma certa criatividade são as escolhas que fazemos em benefício de outras pessoas. Segundo os pesquisadores, as ações que realizamos na tentativa de proporcionar o bem e felicidade a outras pessoas traz um efeito mais duradouro em nós mesmos.

 

Essa é a visão dos pesquisadores quanto ao que compreendem sobre a felicidade. Buscamos a felicidade no exterior? Talvez ai esteja realmente a dificuldade em estar pleno e em paz por muito tempo. Tempo? Quando não estamos focados na “presença” do SER, a mente identifica-se com qualquer objeto da percepção da consciência e converte o tempo em uma experiência da própria mente. A mente fica presa no passado ou no futuro. Há uma identificação do SER com a mente. Ansiedade, stress, qualquer tipo de medo, intolerância surge quando a consciência está fixa em um ponto futuro e não está focada no momento presente. Arrependimento, culpa, estagnação surge quando estamos presos no passado e também distante do momento atual presente. A felicidade está no SER e o SER está no sempre momento presente. O “tempo psicológico” impede  o SER de se manter presente e encontrar a felicidade. Olhe esse exato momento agora! Você vê problemas? Não. Os problemas estão ou no passado ou no futuro, ou seja, no tempo psicológico e não no tempo pragmático vivenciado pelo relógio. Quando passamos a tentar viver o momento presente com mais “presença” temos uma maior oportunidade de dissolver o passado definitivamente e “cultivar” um futuro ainda mais promissor. Focar a atenção na plenitude do SER e no momento atual e presente trará mais consciência para tudo o que nos propormos a fazer e realizar. A felicidade está ai! Ai mesmo na mesma substancia que dá “sustentação” às substancias do seu corpo. Temos que aprimorar a  convivência  conosco mesmo.

 

Abraços fraternos

 

Milton

Visão mental


Visão Mental

Atenção plena

Cérebro trino

Felicidade e bem-estar

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No post anterior, conseguimos definir a mente como um processo relacional regulatório do fluxo de energia e informações. Mente/Cérebro/Relacionamentos. Esse tripé é a chave para entendermos o que vem a ser bem-estar. Saúde mental e felicidade. Será que esse binômio guarda alguma interconexão? Acredito que sim. O problema é considerar a seguinte hipótese como verdadeira: Nascemos para sermos felizes? O que é essa tal felicidade? É um estado de graça? É um êxtase? É um estado emocional? É saúde? É o funcionamento apropriado do corpo físico? É o funcionamento equilibrado dos corpos sutis? O que é a felicidade? É um estado da “alma”? Estamos todos em algum tipo de relacionamento. Não há como permanecer no isolamento por muito tempo sem perder o senso da saúde mental. Precisamos uns dos outros. Nós somos observadores uns dos outros. A mente é real! Porém não há necessidade de nos identificarmos com a mente. Somos, sem dúvidas, muito mais que a mente. temos, sim, que “aprender” a utilizar esse “instrumento” poderoso. Sem ela, seria impossível estabelecer algum tipo de “percepção” do outro. O outro existe em minha percepção. Podemos ir além. Consigo perceber o outro e identificar o seu estado emocional. Consigo perceber o outro e sentir que ele está me sentindo. “Sentir-se sentido”. Essa seja talvez uma das características mais humanas que possuímos: a capacidade de sentir que estamos sendo sentidos. Isso é fundamental para a saúde mental e também para a felicidade. Mente/cérebro/Relacionamentos. Esse triângulo é a base do bem-estar. Mente e cérebro formam uma ligação íntima e inseparável. Temos bilhões de neurônios que fazem representações de nossas intuições, pensamentos e sentimentos. Se pudéssemos ouvir o som dos disparos dos neurônios quando estão realizando a representação de um pensamento, como seria? Qual sinfonia eles tocariam? Quais arranjos são necessários para que um significado apareça? Quais acordes são realizados para que uma emoção seja manifestada? É importante desenvolvermos um certo raciocínio sobre esses aspectos, porém não há necessidade de estabelecer  nenhuma identificação com qualquer pensamento ou com qualquer sentimento. Somos muito mais que aquilo que  pensamos e sentimos. Essa “identificação” com a mente é a origem do sofrimento!

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A todo instante estamos realizando um verdadeiro “mapeamento” do outro e de nós próprios. Em qualquer relacionamento essa capacidade de “mapear” a si mesmo e o outro, ou seja, criar uma “imagem” que represente a si próprio e o outro, é a base da visão mental. Durante qualquer experiência que envolva relações interpessoais a visão mental está presente fazendo um levantamento das informações e energia do próprio corpo e simultaneamente realizando um outro levantamento das informações e energia do outro. Há uma espécie de “ressonância” mediada pelas emoções que podem ser compartilhadas de forma não verbal e que são fundamentais para a “percepção” do outro. É como se cada um de nós, como observadores, fossemos cocriadores uns dos outros. Somos sujeito e objeto simultaneamente em qualquer relacionamento. A emoção/sentimento “permeia” essa observação simultânea e consegue-se criar um mapa de “nós” em cada relacionamento. Essa ressonância ocorre em um relacionamento entre mãe e filho(a), entre namorados, entre amantes, entre amigos, entre membros de um grupo, entre grupos, entre comunidades, entre sociedades, entre cidades, entre países, entre… todos. Imagine por um instante se perdessemos a capacidade de sentir que somos sentidos. O que aconteceria? Indiferença? Frieza? Mecanicidade dos movimentos? Incapacidade de criar um mapa do outro? Exatamente isso. Estamos todos interconectados por uma realidade fundamental. Se somos infelizes, é porque tem algo em nossa consciência que não está integrado. Há alguma fragmentação da nossa essência que merece uma atenção especial. Aspectos de nossa mente subconsciente estarão presentes nesses “mapeamentos” e diante do fenômeno de ressonância corre-se o risco de projetar esses aspectos subconscientes como sendo do outro e, de repente, os outros tem raiva, tem ódio, tem diversas mazelas e , eu não. O problema está com os outros, não comigo! Como estamos buscando a felicidade? A felicidade interior não está no exterior. O problema real é que estamos constantemente nos identificando com esse oceano interno de pensamentos, crenças, sentimentos, medos, tristezas, desejos, anseios, frustrações e etc. Atribuímos um valor, um significado, uma energia e essa informação torna-se um “sofrimento” e , ainda mais, identifico-me com esse sofrimento. Somos muito mais que isso! A essência sempre presente em cada momento, em cada aqui e agora, é capaz de “nomear e dominar” cada “elemento” desse “oceano interno” que chamamos de mente. Temos que exercitar o poder da visão mental e, não, criarmos mais identificação com seus “elementos”. Isso gera sofrimento e como consequência a infelicidade. Estamos e permanecemos afastados da essência divina presente dentro de cada um de nós. Imagine como seria cada relacionamento se estivéssemos constantemente em íntima relação com a essência divina dentro de cada um de nós? Se pudéssemos realizar nossas escolhas em “sintonia” com essa frequência divina, encontraríamos todas as chaves que levam para a felicidade. A felicidade está nessa essência. E essa essência está dentro de nós. Portanto…

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A consciência no ato da observação divide-se em sujeito e objeto. Surge a autoreferência em uma causalidade de hierarquia entrelaçada. Há uma identificação da consciência (sujeito) com o cérebro. Com essa identificação podemos criar representações de qualquer aspecto sutil (Intuições, pensamentos, sentimentos). O cérebro faz representações. Ao longo de toda a evolução, a consciência de forma criativa foi aumentando sua complexidade – expressões internas e particulares – a medida que o cérebro também aumentou sua complexidade com “aquisições” de mais áreas e regiões – complexidade da forma. Dessa maneira pesquisadores conseguiram identificar a presença de três cérebros dentro de um único cérebro – cérebro trino. Assim, nosso cérebro reptiliano – tronco encefálico – é responsável pelas representações mais primitivas relacionadas a sobrevivência propriamente dita. Fome e sede e a saciedade das mesmas.  Instinto de reprodução e a saciedade sexual. Áreas e regiões com agrupamento de vários neurônios que “codificam” a representação dessas funções biológicas. Com o aumento da complexidade da forma, novas e mais complexas expressões internas da consciência podem ser representadas. A próxima conquista evolutiva foi o cérebro mamífero – cérebro límbico – responsável pela representação dos sentimentos e centros coordenadores das emoções. O cérebro emocional foi uma conquista criativa da consciência para prosseguir em sua evolução. Medo. raiva, ódio e outras emoções negativas foram necessárias nos primórdios da evolução para que padrões de disparos neuronais fossem criados para garantir a sobrevivência. Afinal um pequeno barulho na mata pode significar apenas um movimento do vento ou o movimento de algum predador. Na dúvida, é melhor fugir, senão… é o fim. O córtex cerebral é a aquisição mais recente com funções intelectivas nobres sendo a região pré-frontal a última aquisição evolutiva que permite a tomada de decisões baseadas na razão. Esses três cérebros desenvolvem uma ação conjunta e simultânea e o córtex pré-frontal é responsável por regular o fluxo de energia e informações provenientes do cérebro reptiliano e límbico. O cérebro reptiliano e o límbico enviam constantes informações e energia para todas as áreas superiores (córtex cerebral e córtex pré-frontal) mantendo essas áreas “alertas”, isto é, excitadas.  Já o córtex cerebral consegue enviar energia e informações para as regiões hierarquicamente inferiores (cérebro límbico e reptiliano) com função inibitória dessas regiões.

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Hoje em dia sabe-se que a meditação “fortalece” a região pré-frontal. Quando focamos a atenção na nossa essência, em nosso verdadeiro “eu”, a capacidade de permanecer equânime, em paz, com senso de compaixão, assertivo, mesmo em “situações” estressantes traz a possibilidade de atingir o tão desejado estado de felicidade. Pois nesse estado de atenção plena não há nenhuma identificação com a mente e com nenhum de seus “elementos”. Observa-se que o “tempo” torna-se “atemporal”. Percebe-se os “espaços” entre os pensamentos e sentimentos. Uma sensação inexplicável de paz, plenitude e presença surgem e há um contato com a essência divina. Para que isso possa ter oportunidade de ocorrer é necessário o desenvolvimento dessa atenção plena. Quanto mais tempo permanecermos “centrados” como observadores do oceano interno das percepções (Intuições, pensamentos e sentimentos) em uma atitude apenas de identificação dessas energias e informações liberando-as em seguida, conseguiremos atingir um estado de graça e êxtase que pode ser traduzido em felicidade. Nossos relacionamentos serão mais saudáveis. As escolhas serão mais coerentes, pois conseguiremos estar cada vez mais conscientes das escolhas, não permitindo que a energia e informação do cérebro límbico invada e “inunde” o córtex cerebral, impedindo-o de exercer a sua nobre função de discernimento. A meditação da atenção plena é um instrumento poderoso capaz de  proporcionar uma integração entre os hemisférios cerebrais esquerdo e direito e também proporcionar uma integração entre os três andares  do cérebro trino. Podemos presenciar qualquer situação da experiência diária e não ser “dominado” por essas situações e, sim, dominarmos cada situação. Pessoas felizes que vivenciam situações difíceis encaram essas situações como oportunidades, já as pessoas infelizes visualizam problemas. Desenvolver e aprimorar nossa capacidade de visão mental proporcionará uma certa habilidade e capacidade de “nomear e dominar” qualquer situação do dia a dia. Com essa atitude de presença constante com atenção plena em nosso “eu” verdadeiro não haverá identificação do EGO com as armadilhas da mente. A visão mental é um instrumento para adquirirmos bem-estar e felicidade. Não o contrário! É uma oportunidade de conhecer as nós mesmos durante nossas ações. “Conheça a ti mesmo”.

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A visão mental é isso! Ela pode ser ampliada com a atenção plena. As ações serão mais coerentes e cônscias. Integração. Perceber o fluxo da consciência. Mapear a si próprio e ao outro criando um mapa de “nós”. Sentir que estamos sendo sentidos. Sentir que podemos sentir os outros. Empatia é isso. Aumentando a capacidade da visão mental, ampliaremos a “mente” e a capacidade de regular, durante uma relação, o fluxo de energia e informação sem identificação e sem sofrimento. Que possamos então despertar e ampliar a consciência para que a felicidade seja um estado em que possamos realizar nossas escolhas. Vale lembrar que não basta ler sobre a atenção plena, ela não virá sem uma certa pratica. Focar a atenção durante cinco minutos diários em nosso “eu” verdadeiro, na respiração, no ir e vir suave da respiração, percebendo e nomeando cada sensação, cada emoção, cada pensamento que possa surgir durante esses cinco minutos, sem julgamento, apenas nomeando e liberando trará uma sensação de bem-estar e felicidade.  Caso você perceba que um pensamento o levou para algum lugar, sem problemas, honre a sua meditação e retorne a atenção para o seu verdadeiro “eu”. Em pouco tempo você experimentará que a convivência com você mesmo poderá ser agradável. A felicidade está ai, junto com a essência divina que permeia cada um de nós.

Abraços fraternos

Milton

A mente é real!


A MENTE É REAL

 

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Ao longo dos últimos anos a ciência se abriu para examinar a natureza da vida. Podemos afirmar sem ressalvas que a “mente”, embora não seja visível, é, inequivocamente, “real”. A medicina já tem se aventurado a inserir em seus programas curriculares noções de empatia e redução do stress em estudantes de medicina e enfatizado a importância de ver o paciente como pessoa. Pode-se ir mais além, mas já é, sem dúvida, um início. Desenvolver um currículo mais abrangente e focado no “interior” poderia ser uma avanço para áreas como psiquiatria, pediatria e a própria psicologia dentro da medicina. Precisamos perceber que todos nós temos um “oceano” interno com intuições, pensamentos, sentimentos, memória, apego, narrativas e etc. Esse oceano interno com todos esses aspectos formam o que chamamos de “mente”. Mas o que é realmente a mente? Será que poderíamos dar uma definição para que as várias áreas do saber pudessem dialogar de maneira objetiva sobre o termo “mente”? É estranho perceber como a visão que cada uma dessas áreas do saber possuem sobre a mente é por demais divergente. Cada disciplina tem sua própria maneira de ver a realidade da mente. Se reunirmos linguistas, engenheiros da computação, geneticistas, matemáticos, neurocientistas, sociólogos, psicólogos do desenvolvimento e experimentais, perceberemos que cada qual enxerga e compreende a natureza do cérebro com sendo de alguma forma relacionada com a natureza subjetiva da mente.

 

Concorda-se facilmente que o cérebro é composto por um conjunto de neurônios protegidos pelo crânio e interconectados com o resto do corpo, porém não há uma visão compartilhada da mente e nenhum vocabulário para discuti-la. Um engenheiro da computação se refere a mente como “um sistema operacional”. Um neurobiólogo diz que ” a mente é apenas a atividade cerebral”. Um antropólogo fala sobre “um processo social compartilhado que atravessa gerações”. Um psicólogo diz que a “mente são nossos pensamentos e sentimentos”. E assim por diante. Essa divergência não ajuda em um entendimento integral podendo levar a desentendimentos entre as diversas disciplinas e corre-se  o risco de não haver avanço. Como poderíamos definir a mente de maneira funcional que estabelecesse um ponto de partida para futuros diálogos? Eis a proposta: “A mente humana é um processo relacional e incorporado que regula o fluxo de energia e informações”. É isso! Essa definição é compatível com as abordagens de todas as disciplinas. A mente é real e ignorá-la não a faz desaparecer. Definir a mente possibilita compartilhar uma linguagem comum sobre a natureza interna de nossas vidas e possibilita para os profissionais da psicoterapia, medicina e educação acesso a essa linguagem comum. Vamos aprofundar em cada aspecto dessa definição.

 

A mente envolve um fluxo de energia e informações. Energia é a capacidade de realizar uma ação – seja ela mexer os membros ou pensar. Energia pode ser compreendida de diversas formas, mas essa “capacidade essencial de fazer algo” permanece a mesma. Utilizamos “energia” neurológica quando pensamos, falamos, ouvimos e lemos. A informação é tudo que simboliza algo diferente de si mesmo. As palavras que você lê ou ouve são ‘pacotes’ de informação. Os rabiscos na página não são os significados das palavras, e as que você ouve são apenas ondas de som movendo moléculas de ar em determinada frequência. O significado está na mente. Energia e informação andam de mãos dadas no movimento de nossas mentes. Somos capazes de fazer representações no físico para transmitir essa noção de informação. Nossa capacidade de “representar” uma reação emocional para nós mesmos, de dar-lhe um nome e um significado. Não somos máquinas! Máquinas não processam significados. Interação material não processa significado e coisas do tipo. Saber que nossas mentes regulam o fluxo tanto de energia quanto de informação nos capacita a sentir a realidade dessas duas formas de experiência mental e, depois, a agir sobre elas em ver de nos perdermos nelas. A mente, a todo instante, cria novos padrões de fluxo de energia e informação, os quais continuamos a monitorar e a modificar. Esse processo é a essência de nossa experiência de vida subjetiva.

 

A mente também é um processo regulatório. Pensemos no ato de dirigir. Se você tem as mãos no volante, mas os olhos estão fechados (ou focado em uma mensagem de texto), você pode fazer o carro se movimentar, mas não está dirigindo-o – uma vez que dirigir significa regular o movimento do veículo, ou seu fluxo, pelo tempo. Se você tem os olhos abertos, mas está sentado no banco de trás, pode monitorar o movimento dele (e fazer comentários, como alguém que conheço), mas não poderá movê-lo de fato. O que está sendo monitorado e depois modificado pela mente? Trata-se do fluxo de energia e informação. A mente “observa” o fluxo de energia e informação e depois molda as características, os padrões e direção dele. Cada um de nós possui uma mente única: intuições, pensamentos, sentimentos, percepções, memórias, crenças e atitudes singulares, em um conjunto regulatório de padrões também únicos. Podemos aprender a moldar esses padrões, a alterar nossa mente e como consequência o cérebro, ao ver, em primeiro lugar, a mente com clareza.

 

A mente é incorporada. Isso significa que o fluxo de energia e informação acontece, em parte, no corpo. A relação entre mente e cérebro torna-se óbvia. Porém não podemos passar uma navalha no pescoço e separar o cérebro do restante do corpo. Temos cérebros no coração, no intestino e etc. Finalmente, a mente é um processo relacional. A energia e a informação fluem entre as pessoas e são monitoradas e modificadas nessa troca compartilhada. Isso acontece agora mesmo entre você e eu, através da minha escrita e da sua leitura. Esses pacotes de energia saem da minha mente e agora entram na sua. Se estivéssemos juntos em uma sala esses “sinais” poderiam ser trocados de outra forma seja no domínio verbal ou não verbal. Os relacionamentos são a forma como compartilhamos o fluxo de energia e informação, e é esse compartilhamento que molda, em parte, com o fluxo que é regulado. Nossa mente é criada dentro de relacionamentos, incluindo o relacionamento conosco mesmos. Podemos perceber e sentir os outros. Temos a capacidade de ressonância por possuir circuitos cerebrais que realizam essa função. “Sentir sentidos” e sentir os outros é a base para realizarmos um aprofundamento sobre nossa própria mente. Muitos dos distúrbios atuais advém dessa incapacidade de se sentir sentido ou de sentir os outros. Depressão, bipolaridade, transtornos diversos do humor, explosões emocionais e até mesmo transtornos biológicos podem ser abordados sob uma visão de mente cuja definição aqui explicamos. Ver a mente como epifenômeno não ajuda muito. Dar a mente o valor que lhe é de direito permite um inicio de quebra de paradigma da separação. Temos a ressonância mutua dos relacionamentos e os princípios quânticos que sustentam a prática. É isso!

 

A mente é um processo que  regula o fluxo de energia e informação. Sob  essa perspectiva cria-se uma oportunidade para explorarmos outras dimensões de nossa mente incorporada e relacional e o que significa ser humano. A física quântica permite essa expansão da consciência quando utilizamos seus princípios e passamos a pensar quanticamente. Estamos diante de uma oportunidade única para mudar paradigma. Que possamos neste momento, partirmos para a prática desses princípios e construirmos uma sociedade melhor. “Mentes que se relacionam e regulam o fluxo de energia e informação”. De forma alguma estamos separados. Na verdade, há uma interconexão entre todos. A “substância” da “matéria” do grosseiro (externo) é a mesma da “matéria” sutil (interna), isto é, do oceano interno, ou melhor, da mente. Temos muito em que trabalhar. Em todas as áreas. Vamos adiante! É isso!

 

Abraços fraternos

 

Milton

 

Reflexões


REFLEXÕES

Apenas reflexões

 

 

 

O que pensar de tudo isso? Qual o propósito da vida? O que são os pensamentos? O que são os sentimentos? De que substância é feito o cosmos? De que substância é feito o pensamento e o sentimento? São diferentes os substratos que compõem o cosmo e os pensamentos, por exemplo? A separação aparente entre o universo “lá fora” e o universo “aqui dentro” nos trouxe em um ponto de mutação, em um ponto de transição. Para seguirmos em frente na dinâmica da evolução e apresentarmos soluções eficazes para a complexidade que o avanço cerebral esquerdo trouxe para a sociedade, baseada nas “verdades” do cientificismo, precisamos parar e repensar nossos valores. Somos felizes? Fazemos aquilo que amamos? Confiamos em nossas escolhas? Acredito na minha potencialidade de realização? Preciso apenas calcular e utilizar da lógica e razão, exclusivamente, para encontrar as soluções dos problemas cotidianos? Meu cérebro, como ele lida com a complexidade? Vivemos os relacionamentos, sejam os amorosos, sejam o filiais, sejam de qual natureza forem, nos observando como seres separados! De onde vem essa separação? Da religião? Da ciência? De ambos? Talvez de ambos. Reduzir tudo para a simplicidade da matéria não ajudou muito. Reduzir tudo para um Deus que também fica separado de suas criaturas, também não ajudou muito. Estamos em um ponto de transição. Continuamos preocupados em ganhar dinheiro para a sobrevivência. Continuamos matriculando nossos filhos em escolas que ensinam a separação cada vez mais. Continuamos estudando em faculdades que eliminaram a “mente” do seu currículo. Continuamos formando cientistas que vão a missa no final de semana (afinal, o Deus pode ser um Deus bondoso) e fazendo bomba atômica durante a semana. Ainda observamos fundamentalistas que matam e se matam em nome da vida eterna. Ainda observamos a identificação da “posse” (O que tenho é mais importante do que eu sou) como status social. Ainda observamos assassinatos todos os dias. Vidas retiradas sem qualquer sentimento de arrependimento. Ainda observamos pessoas com processos degenerativos graves. Ainda observamos pessoas com distúrbio de humor que vai do caos (psicose) a rigidez (depressão) mental. Ainda observamos sofrimento. E muito! Essa, concordando com Buda, é realmente uma grande verdade. O sofrimento existe.

 

O que pensar de tudo isso? Qual o propósito da vida? Por que ainda almejamos a felicidade? Que sentimento é esse que parece estar presente em todos os tempos da humanidade e parece, as vezes, tão fulgaz? Queremos a felicidade, queremos a sabedoria, queremos o conhecimento. Observa-se um fenômeno interessante: conhecimento e ignorância caminham lado a lado. Quanto mais conhecimento possuímos,  mais ignorância nos acompanha. Conhecer, Saber e Amar deveriam caminhar juntas em ações simultâneas. Mente e Cérebro foram separados há 400 anos e, desde então,  estamos sofrendo uma espécie de “esquizofrenia” coletiva. Uma verdadeira “doença” que separou a res extensa da res cogitans. Uma lacuna foi criada. Um paradigma separatista entre aspectos internos e externos foi criado que impregnou de uma tal forma toda uma civilização (em todas as áreas do saber) que nos encontramos agora em um ponto de mutação e transição. Reduziu-se tudo a matéria e sua correlata energia. Valores foram negligenciados, pois só há interação material e interação material, e até mesmo interação de energia não processam valores. Verdade, Amor, Justiça, Abundância, Beleza… são valores esquecidos. Separaram Mente e todo o seu oceano interno de pensamentos, sentimentos, intuições, valores e etc, do corpo com seus mecanismos biológicos reduzindo tudo a movimento de moléculas e átomos. Quanto atraso!!! Essa filosofia da bifurcação ou do dualismo impôs um dívida grande para toda uma civilização. A metodologia científica parte de premissas ilegítimas em sua base e necessita de revisão urgente daqueles que abraçam o trabalho diário da experiência prática. Produzem tecnologia e tecnologia para que os simples cérebros mortais se virem para saber utilizar tanta inutilidade. Aumentam a complexidade diante de um desenvolvimento intelectual sem um propósito aparente e negligenciam o sentimento por achar que é inapropriado para um cientista estudar o que é o tal do sentimento. Não conseguem encontrar respostas objetivas a perguntas tais: Como medir o sentimento? Como pesar o sentimento? Como encontrar a densidade do sentimento? Como encontrar a velocidade e a posição do sentimento? Como medir a cor? Como achar o momento angular da cor? Qual é a cor da teoria das cores? Separamos os aspectos internos dos aspectos externos objetivos e estamos pagando o preço por isso. Afastamos a possibilidade da ciência de estudar e pesquisar, em pé de igualdade, ambos os aspectos buscando uma verdadeira integração, para o bem da saúde de toda a humanidade.

 

As premissas da ciência e toda a sua metodologia atual está baseada em uma ilegitimidade: a separação entre “mente” que não tem extensão e o “corpo” que tem extensão. Uma separação entre objetos externos, uma mundo “lá fora” onde a ciência se incumbiu de desvendar seus mistérios e um mundo “aqui dentro” que a religião e a psicologia se incumbiram de estudá-lo. Quem disse que deve ser assim? Quem é o distribuidor de verdades absolutas? A ciência? Atualmente sim. A religião? Já teve época que sim. Essa distorção é a base da separação. Vivemos sob significados nutridos por contextos errados e equivocados do paradigma atual da matéria e energia como a base de tudo. A educação, a filosofia pós-modernista do pessimismo e do ceticismo, a justiça, a medicina principalmente, a biologia, as próprias religiões, a antropologia, a sociologia, ou seja, qualquer área do saber hoje baseia seus significados em um contexto paradigmático baseado na premissa ilegítima da separação de Descartes. Porém, há uma janela que se abre em busca de uma solução para problemas tão complexos em nossa sociedade hodierna. A própria ciência encontrou o horizonte de eventos. Na busca eterna para tentar responder as perguntas inquietantes chegaram no âmago da matéria. Não há matéria. quanto mais tentavam encontrar a matéria, menos matéria encontravam. Acharam as possiiblidades. Isso é fato! Acharam um mundo de Potentia! Isso é fato! Outro fato inegável é que aquilo que percebemos no mundo externo, os objetos corpóreos são possuidores de atributos que podem ser medidos e de atributos que não podem ser medidos. Massa e cor, por exemplo. Podemos medir a massa e não podemos medir a cor. Podemos encontrar o objeto que possui a massa no campo externo. Podemos encontrar a cor que pertence ao objeto somente no campo interno, a mente. Olha o início da distorção de René Descartes. Tirou a cor, tirou o aroma, tirou o sabor. Ficou a massa que a ciência consegue medir e exorcizou ou tenta exorcizar o observador, a consciência de quem observa. O sujeito da ação percebida. A distorção grave se encontra aqui. Que tenham olhos aqueles que querem ver. Caso contrário continuem ocos e sem criatividade aqueles que permanecem na obscuridade da visão interna. Terão sua chance sempre. O Deus é bondoso.

 

Quando solucionamos o paradoxo da separação, admitindo que a consciência é a base de tudo e escolhe dentre as possibilidades da matéria, seja interna (mente), seja externa (corpo-cérebro) tem-se o respaldo de um grande número de cientistas sérios e experimentos que levam a essa conclusão inevitável. O enigma do colapso do vetor de estado não pode ser solucionado dentro da própria física quântica. O instrumento matemático consegue inequivocamente calcular as probabilidades e nada mais. Eu disse nada mais. A solução está no ato psíquico da observação e na filosofia idealista monista que admite ser a consciência a base de tudo. Deus é tudo. Temos uma consciência que escolhe. Temos uma consciência com livre-arbítrio, até mesmo os cientistas que não acreditam ou não enxergaram essa solução também a possuem. Ela traduz um conhecimento milenar de saberias tradicionais que valorizam os valores. A consciência consegue processar valores, pois consegue amar, consegue representar a justiça em seu comportamento, consegue representar a abundância no seu dia a dia, consegue representar o significado do belo em sua vida, consegue amar o próximo e amar aos inimigos, consegue sempre processar valores que não são jamais movimentos de moléculas dentro do cérebro. Visão pequena quem acha dessa forma e não enxerga a necessidade de uma transformação pessoal e mergulham no negativismo sem solução. Alimentam distúrbios diversos por falta de propósitos na vida. Adoecem o seu corpo e são tratados sem a valorização da mente e todo o seu oceano de pensamentos e sentimentos. Tratam o corpo e esquecem do espírito.

 

A “doença” do paradigma cartesiano contamina a todos pela percepção da separação e, mesmo no universo universitário esse paradigma ainda reina, porém as mudanças já acontecem e merecem a exposição dos dois lados para que cada consciência consiga escolher, baseadas nas crenças que alimentam. A física quântica chega na elegante conclusão de que quem realmente causa o colapso do vetor de estado é a consciência. A causalidade vertical ou causação descendente é fato hoje estudado e experimentado por físicos fundamentais importantes e resgatam os valores tradicionais espiritualistas. Essa é a integração desejada. A premissa da separação cartesiana já são favas contadas.

Precisamos despertar consciências para que novos significados sejam fornecidos e a criatividade seja valorizada a cada instante. Criatividade biológica, criatividade externa da ciência, criatividade interna em forma de um novo comportamento que seja capaz de incluir sempre. Colocar vinho novo em vaso antigo não ajuda muito. Esse blog existe e nasceu de um despertar que insisto é pessoal e intransferível. Esses artigos são frutos não só de um estudo intelectual, mas que também valorizam o sentimento. Razão e Sentimento. Ambos necessitam de uma educação. Coloco sempre em meus textos essa necessidade. A argumentação é forte e a experiência de quem age baseado na premissa da integração traz para sua vida propósito, saúde, valores, pensamentos sadios, sentimentos positivos, gratidão, fé, esperança, bondade e amor. Aqueles que querem e desejam pelo livre arbítrio, permanecer no atoleiro da inferioridade que assim o façam. Mas, tenham certeza, se há um determinismo nesse Universo ele é o AMOR que o Criador tem pelas suas criaturas e haja o que houver Ele estará sempre lá fornecendo novas possibilidades e oportunidades.

 

Abraços sempre fraternos

 

 

Milton

Separação sujeito-objeto


CISÃO SUJEITO-OBJETO

A REALIDADE DA CONSCIÊNCIA CÓSMICA

Quem é o sujeito e quem é o objeto da percepção sensitiva?

 

 

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Vocês já pararam para se perguntar o porquê que em cada medida que fazemos no ato da observação, a maneira como a “forma” de um objeto aparece na tela mental durante a percepção, surgem sempre dois “entes” , simultaneamente, de maneira inexorável: o sujeito que percebe e o objeto que é percebido!? É simplesmente fascinante esse fenômeno! Além de “surgir” dentro de um sistema de codependência, isto é, o sujeito torna real o objeto e o objeto torna existente o sujeito, surge também outra característica que é o fato de o objeto sempre aparecer externo – “fora” – da minha percepção. Ele se torna um objeto externo e “separado” da “representação mental que faço desse objeto. Subjacente ao ato da percepção algumas atividades internas correlacionadas estão ocorrendo. Um  “disparo” de vários neurônios que lançam seus quadrilhões de neurotransmissores nas milhares e milhares de sinapses (conexões entre neurônios). A quantidade de conexões que cada neurônio pode fazer chega a uma contagem aproximada de 10 elevado a milionésima potência (um número enorme). Para que o cérebro entenda o que está acontecendo no seu “exterior” é necessária uma verdadeira “linguagem” cerebral. Essa linguagem específica do cérebro chama-se potencial de ação. O potencial de ação é produzido pela “entrada” de sinais eletromagnéticos pela retina (luz refletida pelo objeto que excita células especializadas no olho humano). A mágica da realidade externa ocorre a cada abrir e fechar de olhos. Pois bem. Esses sinais levam a informação para regiões cerebrais cujos neurônios disparam seus neurotransmissores. Depois desse “disparo”, os neurotransmissores são prontamente reabsorvidos pelo sistema biológico. Pergunta importante nesse momento: O que fica então depois que os neurotransmissores saem da cena biológica no momento da percepção do objeto? Fica a memória desse objeto. Fica a “sequência” e os “padrões” de disparos simultâneos formando uma verdadeira rede de conexão que sempre que “lembrarmos” do objeto em questão ele estará lá, em nossa “tela” mental como uma representação do objeto. O cérebro não diferencia realidade de imaginação! Pensem no objeto da percepção e a mesma rede de conexão se fará presente.

 

Voltaremos a esse tema mais adiante tentando entender o sujeito da percepção. Por agora vamos retomar o raciocínio do objeto externo da percepção. Os objetos externos, no momento da percepção, são ditos objetos corpóreos, objetos grosseiros feito de alguma “substância”. Qual substância? Qual “bloco” concreto estará ali presente no objeto corpóreo que existe “para nós” e que são especificados através da percepção sensitiva. Essa é a grande questão!!! Quando aprofundamos o estudo dos componentes internos dos objetos corpóreos (externos) começamos a “criar” um outro tipo de universo, um outro tipo de mundo, um outro tipo de objeto que é percebido ou especificado apenas pela medição científica. Entre em cena o modus operandi da ciência e todo o seu arsenal de instrumentação que literalmente cria um novo universo, isto é, o universo dos objetos físicos associados ao objeto externo (corpóreo). O objeto físico possui uma série de “entes” que se tornam observáveis e especificados através de uma instrumentação própria. Veja que interessante. Em todo o experimento há uma “intenção”! O Experimentador deve possuir uma “teoria” para criar um determinado aparelho para que ele (O Observador-Experimentador) “pergunte” a natureza do objeto e a natureza do objeto “responda”. Há uma participação ativa no momento da observação. Portanto, aqui emerge uma nova concepção de como os objetos físicos associados aos objetos corpóreos que existem “para nós” são criados. Há uma necessidade de uma “representação mental” do objeto corpóreo ao mesmo tempo que há a necessidade de uma “representação “teórica-matemática” do objeto físico que se “mostra a vista” através dos aparelhos de medição. O universo da matemática, do números, das teorias advém da representação abstrata de uma teoria e sua representação que ocorre no cérebro do experimentador. Daí surgem os entes “observáveis” dos objetos físicos – peso, densidade, campo eletromagnético, momento elétrico do elétron, galáxias, campos morfogenéticos, corpos e energias sutis e etc, etc – há uma gama de observáveis em diversas gradações de possibilidades. Todos são objetos físicos que nada mais são senão as “respostas” da natureza do objeto corpóreo aos questionamentos – “perguntas” – feitas pelo Observador-experimentador.

 

Temos, então,  um objeto corpóreo que se apresenta “para nós”, durante a percepção sensitiva  e que foi também responsável pelo surgimento simultâneo e codependente do sujeito que percebe. Essa é a cisão sujeito-objeto em cada percepção sensitiva. Vejam que na percepção sensitiva não conseguimos perceber a “totalidade” do objeto corpóreo. Percebemos apenas de uma forma parcial, ou seja, percebemos apenas uma parte da realidade. Há uma outra realidade que não percebemos pelos sentidos. O Objeto corpóreo possui algo “transcendente” associado a ele. São os “entes” observáveis que constituem o  objeto físico especificado pela medição e teoria (teoria e experimento formam um ato único cognoscível). O objeto físico torna-se presente no objeto corpóreo, ou de outra forma, o objeto corpóreo é a “presentificação” do objeto físico. Vamos adiante! Ao aprofundar a investigação dos objetos físicos chegamos ao mundo da física fundamental, ou seja, da física quântica e seu mundo de “estranhezas” aparentes. Como vocês já acompanham os diversos posts desse blog, podemos concluir que a física quântica chegou na intimidade do objeto físico associado ao objeto corpóreo. Diversos experimentos tentam compreender e conceber o que são as partículas elementares que formam os átomos. Esse mundo onde as partículas elementares estão “inseridas” formando um “oceano” de possibilidades, um mundo em Potentia de Aristóteles que Heisenberg pegou “emprestado” para conceber elétrons como possiblidades de vir a ser. Aqui, no mundo quântico existem “ondas de possibilidades”. Saímos do mundo corpóreo que existe “para nós”, construímos o mundo físico que se “mostra a vista” através dos aparelhos de medição e finalmente chegamos ao objeto quântico que é um eterno “vir a ser” em possibilidade. A percepção de um objeto corpóreo e sua representação mental que cria a cisão entre sujeito e objeto em um sistema, como já dito anteriormente, de codependência é muito mais fascinante que se possa parecer! O que ocorre no sistema físico capaz de “atualizar” todas as informações que saem das ondas de possibilidades quânticas, passam pelo universo físico e acabam no objeto corpóreo da percepção sensitiva?

 

Objetos quânticos como possibilidades, objeto físico que se mostra a vista pela medição científica e objeto corpóreo que possui uma “forma” e uma “matéria”. Tudo isso durante o ato da observação! Como ocorre essa dinâmica? Como ocorre a passagem das possibilidades para o mundo real da forma e matéria do objeto corpóreo? Como nasce o sujeito nessa dinâmica da percepção? Somos participantes do universo. Isso é fato! Não há como conceber o universo sem a participação do sujeito (observador). Ele participa ativamente dos experimentos e da própria criação teórica para conceber o que quer ser visto e isso é o suficiente para ele “perturbar” o sistema. O mundo quântico que forma os “entes” observáveis dos objetos físicos torna-se presente no objeto físico – que não são “coisas” em si mesmos, eles são o resultado da teoria e da experimentação – assim como os objetos físicos tornam-se presentes no objeto corpóreo que existe “para nós”. Tem “algo” nessa dinâmica capaz de fazer acontecer esse “torna-se em”. É como se houvesse uma “atualização” da onda de possibilidades que “transportaria” todas essas informações, toda essa “energia” até o objeto corpóreo em cada ato psíquico da observação. O que é esse algo? A própria ciência quântica, através do experimento de Bell (Entrelaçamento e emaranhamento quântico) chegou na concepção de que há uma realidade fundamental una e indivisa. As partículas elementares são manifestações de uma única realidade subjacente onde a comunicação ocorre sem a troca de sinais. É a manifestação particular da realidade total. Essa é a compreensão atual de um objeto físico seja ele uma galáxia, seja uma campo magnético, seja uma radiação, seja uma onda eletromagnética, seja corpos e energias sutis,  sejam  átomos,  sejam quarks, sejam quaisquer objetos quânticos reconhecidos pelo modus operandi da ciência.  A física quântica chegou no último estágio da compreensão do que é a matéria. Matéria são ondas de possibilidades que são “atualizadas” no ato da observação. A informação, a energia, contida dentro dessas possibilidades  sai do mundo quântico, passa pelo mundo físico e chega ao mundo corpóreo. Nessa “atualização” nasce o sujeito que percebe, pois ele não pode ser separado do objeto percebido, por mais aparente que seja essa “separação”. Quem é, então, o sujeito da cisão sujeito-objeto? Se temos uma realidade fundamental una e indivisa que constitui a  própria matéria, quem dá “forma” para ela? Chegamos na consciência, chegamos no sujeito.

 

Quem é o sujeito que nasce da percepção sensitiva? Aqui temos o problema do modus operandi da ciência. O cérebro possui 100 bilhões de neurônios. O sujeito “emerge” do funcionamento bioquímico dessas células? Os 70 trilhões de células que nosso corpo possui, incluindo os neurônios, são objetos da percepção. A cada instante, milhares e milhares de informações chegam ao cérebro informando-o e atualizando-o sobre o funcionamento do corpo. A mesma matéria – “substância” – que discutimos acima faz parte da constituição do corpo físico, inclusive o cérebro. Cada célula é composta por milhares e milhares de partículas elementares, de átomos, de moléculas, de campo eletromagnético, de corpos e energias sutis, ou seja, de uma enorme quantidade de objetos físicos que já sabemos que se mostram a vista através da medição (teoria e experimento). Então, cérebro é objeto. Interações entre objetos obrigatoriamente produzem novos objetos. De onde nasce, então, o sujeito da percepção? Partículas elementares, átomos, moléculas, células (inclusive neurônios) e o cérebro são ondas de possibilidades que são “atualizadas” pela “presença da consciência. O que é a consciência? Qual a “natureza” da consciência? Podemos afirmar apenas que ela é o Tertium Quid ( terceiro elemento que tem poder causal sobre dois elementos correlacionados). Há, sim, o “terceiro” elemento capaz de “atualizar” a energia das ondas de possiblidades. Chegamos na causação descendente. Chegamos na compreensão de que há uma consciência cósmica una e indivisa fora do espaço-tempo que se ‘particulariza’ quando se manifesta na identificação do sujeito e seu cérebro no ato de obervação. A consciência cósmica se torna consciente através de nós em cada ato de observação. É o universo autoconsciente de Amit Goswami. A consciência é a base de tudo! Ela se “divide” em sujeito e objeto para permitir a percepção. Ela concede a “forma” para que a matéria una e indivisa da realidade fundamental possa ser percebida e atualizada. A consciência cósmica, O Deus, causa primeira de todas as coisas é tudo o que existe. Deus está em tudo e tudo está em Deus. Não mais um Deus separado, mas um Deus presente que se comunica com suas criaturas.  Nascemos simples e ignorantes com o propósito de conhecer e saber. A percepção e a memória são os instrumentos utilizados e disponíveis na dinâmica da evolução criativa da consciência.  Portando tanto objeto corpóreo como o sujeito da ação de perceber são constituídos pela mesma substância: a Consciência cósmica. Deus é tudo e está em tudo. Deus está em tudo e tudo está em Deus. Eu e Pai somos um! Isso agora faz muito sentido.

 

Somos formados pela substância de Deus e, durante o ato da percepção, forma-se uma consciência imediata e egóica que é o sujeito, o “eu” de cada observação. Esse sujeito possui um verdadeiro oceano interno de intuições, pensamentos e sentimentos. O sujeito literalmente interage com o objeto da observação. Eles são feitos da mesma “substância”. Somos espíritos em evolução. Somos individualidades em evolução. Somos susceptíveis a “erros” e “acertos”. Somos imperfeitos mas possuidores da potencialidade em atingir aquilo que ainda não sabemos o que é, mas que denominamos “perfeição”. Da mesma forma como a “semente” que contém a potencialidade de vir a ser a árvore frondosa com seus frutos. Qualquer realidade do universo está sob dois domínios: possibilidades e fato manifesto. Percebem isso agora? Conseguem visualizar que há um mundo de possiblidades e que nosso inconsciente representa esse movimento quântico de objetos quânticos que são nossos pensamentos e sentimentos. A todo instante estamos fornecendo signficados em tudo em nossa vida! Os objetos corpóreos, os objetos físicos existem também em nossa mente que não está separada do corpo físico. É como se houvesse um “paralelismo” entre intuições, pensamentos e sentimentos que são representados simultaneamente em nosso cérebro. A consciência e todo o seu arsenal de processamento consciente e inconsciente está em um processo de evolução. Como tal, nascemos e renascemos de períodos em períodos para que a consciência egóica, ou imediata seja educada. A escola que permite essa educação é o planeta Terra com toda sua complexidade atual organizada em lares e sociedades. Um código de ética cósmico também foi fornecido para que essa consciência imediata ajuste seu comportamento segundo esse código: O Evangelho de Jesus. As grandes “chagas” da humanidade são, sem dúvidas, o orgulho e a vaidade. O exclusivismo e o solipsismo (A minha consciência é a mais importante). Aprender, conhecer e saber. Coerência no agir, pensar e sentir. Todos fomos criados simples e ignorantes em uma única célula e atingimos a pluricelularidade. Saimos do simples para o complexo. Cada forma mais complexa consegue expressar uma complexidade correspondente da consciência. Nessa dinâmica energias mais sutis são requisitadas. há um mundo espiritual onde as consciências imediatas permanecem com sua “bagagem” de conquistas e aguardam a oportunidade para coordenarem uma nova forma física através do desenvolvimento embrionário. A ontogênese recapitula a filogênese. A reencarnação é uma lei natural onde a consciência pode vir a ser o mesmo ser em uma nova forma corpórea para novas interações e experiências. Nascer, morrer e tornar a nascer, tal é a Lei. Acredito nisso! A consciência imediata (espírito) aproveita das potencialidade gênicas maternas e paternas para trazer “forma” a matéria una e indivisa. Coordena um turbilhão de partículas elementares colapsando a nova realidade corpórea. O processamento inconsciente reflete essa história. As memórias adquiridas durante cada ato de percepcão impulsionam o ser para as experiências que sejam necessárias em sua evolução, para sua aprendizagem e educação. Seguimos evoluindo e interagindo.

 

A vida é um “dom” que devemos agradecer a cada dia! Somos observadores participativos! Somos criaturas com seu criador junto a nós. A cada momento podemos fazer escolhas diferentes. A cada momento podemos dizer não ao hábito e condicionamento e construir um final diferente. Criamos a nossa realidade ainda baseados na consciência imediata e egóica. Somos todos um na jornada evolutiva. Estamos ainda tentando representar o amor em nossas vidas. Estamos construindo os circuitos cerebrais das emoções positivas. Estamos tentando dar novos significados ao AMOR saindo de uma visão egocêntrica para uma visão etnocêntrica (percebendo o outro além de mim) para quem sabe adquirimos uma visão globocêntrica onde o “ nós” será realmente valorizado.

 

Abraços fraternos

 

Milton